CHAPITRE 2 – CADRE D’ANALYSE
2.5 LA DÉFINITION DES CONCEPTS IMPORTANTS
Durante as discussões, o G1 salientou que a pedagogia da hospitalidade seria receber o outro, da mesma forma como o eu gostaria de ser recebido, de modo que, o professor deveria enxergar no aluno a si próprio. Com relação a este assunto,
o grupo ainda advertiu que o amparo do outro deveria levar em conta suas características próprias, que, no caso específico do professor no exercício de sua função, deveria reverenciar a essência que o estudante traz em seu ser.
Para referendar o que o G1 apontou sobre o modo de acolhida do eu em relação ao outro, Heidegger (2012) aponta que a alteridade está intimamente inserida em seu método fenomenológico e hermenêutico, ou seja, para este autor, o eu deve fazer o reconhecimento do outro e, por sua vez, permitir que o outro se manifeste.
Um modo diferente de pensar o reconhecimento é o que reflete Levinas (1997, 2008, 2009, 2013), onde o outro não tem necessidade de ser apreciado pelo eu, visto que já apresenta em si mesmo sua dignidade e identidade, porém, o autor cuida para não ser mal interpretado, pois não significa com isso que o outro se feche para a relação, ou mesmo uma inversão de papéis, mas que seja uma relação aberta, dinâmica, compreensiva e assimétrica.
Outro ponto na discussão foi quanto ao espaço escolar, que deveria ser propício para que se manifestassem as experiências e a vida do estudante de forma integral, para tanto, o professor deveria ser aberto e compreensivo para perceber o aluno quando está triste, alegre ou desanimado. Portanto, de acordo com o grupo, não seria possível educar sem perceber o estudante, como ele se manifesta de forma integral em sala de aula.
Para legitimar o que o grupo reflete, González Rey (2003) aponta que o espaço escolar deveria ser ambiente para se colocar a história pessoal, colocando o sujeito, com tudo que o envolve em seu contexto vital, como um lugar de excelência para a compreensão da aprendizagem. A ideia de G1 quanto à pedagogia da hospitalidade seria realmente colocar no ato de ensinar e aprender a identidade da pessoa como parte essencial para a aprendizagem.
O G1 aprofundou, ainda, a discussão sobre a viabilidade da pedagogia da hospitalidade estar inserida não apenas no Ensino Superior, mas em qualquer modalidade da ação educativa. Neste sentido apresentou preocupação quanto ao vínculo que é estabelecido entre professor e estudante, indagando sobre até que ponto esta conexão poderia colaborar no processo educativo e se isso não poderia ocasionar uma perda de identidade, ou mesmo, uma confusão nos papéis entre docente e discente. Deste modo, o grupo apontou que o professor não poderia ser
apenas um companheiro de seus alunos, pois deveria exercer um papel que lhe é próprio.
Em vista de uma iluminação quanto à preocupação da possível confusão de papéis nas relações Levinas (1997, 2008, 2009, 2013), expõe que a relação ética do eu com o outro não deveriam ser confundidos, embora, o autor aponte que o eu deveria ser aberto para participar da convivência com o outro, por outro lado, assevera que os papéis são distintos e ninguém precisaria perder sua identidade, consequentemente, a relação não significa prejuízo à autonomia dos sujeitos. Também em congruência com o autor lituano, Buber (2001, 2011, 2014) também afirma que o diálogo não pode ser sobreposto, portanto, os sujeitos não são invertidos, mas inter-relacionados.
O G1 também enfatizou como dificuldade para a vivência desta hospitalidade na educação, o número excessivo de alunos nas turmas, o que impossibilita um trabalho individualizado com os acadêmicos. Esta outra preocupação do grupo relaciona-se com o número de alunos em sala de aula, tolhendo, por exemplo, até mesmo o contato mais próximo do professor com o aluno, dificultando em muitos casos, até mesmo o conhecimento do nome de seus próprios alunos, o que inviabiliza uma relação mais próxima da realidade de seus estudantes.
Com relação a esta outra dificuldade apresentada pelo grupo, Libâneo (2001, p. 62) certifica: “Seria impróprio aos professores ligados ao campo da educação manter uma ideia de senso comum sobre o caráter do pedagógico”. Neste sentido a relação professor/aluno está para além do conhecimento do nome de seus alunos, mas no modo como a relação aconteceria em sala de aula, tendo em vista o respeito, a reciprocidade das atenções, sem com isso pretender uma ação globalizante de senso comum.
Outro ponto discutido pelo G1 foi quanto à falta de receptividade dos alunos, afirmando que a hospitalidade está mais presente entre os estudantes de licenciaturas e ciências humanas do que dos que estudam nas áreas exatas. Este fato foi detectado pelo grupo por ter docentes que atuam em cursos diferentes, favorecendo o comparativo entre eles, apontando inclusive, que o acolhimento é mais perceptível não só entre os alunos, mas entre os professores, ressaltando que no curso de pedagogia os docentes afirmam que é totalmente diferenciada a forma de atuação em sala de aula, pois a hospitalidade é mais contundente.
Com relação a esta hospitalidade mais incisiva nos cursos de licenciatura, de modo especial na pedagogia, Saviani (2007) legitima esta constatação apontando que desde a década de 70 a pedagogia buscou se firmar num projeto de autonomia científica, tornando-a responsável por uma prática da educação de forma holística e apontando alternativas para uma relação dentro de uma horizontalidade. Este modo de pensar coaduna com o pensamento de Buber (2014), ao tratar do diálogo e de Levinas (2013), ao apontar as categorias: infinito, dizer e rosto nas relações humanas.
O G1 apontou outro fator interessante para a compreensão da hospitalidade: a questão do vínculo entre docente e discente. O grupo discutiu que quando ocorre uma conexão entre os sujeitos envolvidos na ação educativa, parece que os alunos transferem também este fato para a aprendizagem, ou seja, quando um professor se torna próximo de seus alunos, estes tomam mais gosto pela disciplina ministrada, cessando as dificuldades no aprendizado. Foi discutido ainda, com relação a este ponto que, se o estudante se sente melhor em sala de aula e aprende mais, isso poderia favorecer o sentido da vida e o exercício da cidadania, visto que, estes três pontos estão conectados entre si.
O vínculo acontece num ambiente de hospitalidade, sem dominação e apreensão, como assegurou Levinas (2013). Tratando deste mesmo tema Scoz (2011), também afirma que neste clima de acolhimento a educação se torna o caminho perfeito para que a pessoa encontre a razão para sua própria vida, portanto, para esses autores o vínculo não colabora com a perda de identidade, mas oferece maior conexão entre o conhecer e o viver.
O G1 assinalou uma ação de relevo na IES como prática de hospitalidade, que é o nivelamento, pois acreditam que este método, quando incentivado pela própria instituição de ensino favorece uma aproximação do acadêmico em relação aos seus colegas, oportunizando convivências de forma ampla, assegurando o grupo que esta ação não significa igualar o conhecimento dos estudantes, mas possibilitar meios de integração e realização pessoal no curso escolhido, a fim de evitar frustrações logo no primeiro período de aula.
Outro importante tema elencado pelo G1 foi quanto à importância do diálogo em vista de uma construção de um relacionamento na horizontalidade, onde o professor não se coloca como o detentor do conhecimento, mas aberto para a troca
de experiências, portanto, neste processo dialógico, a ação educativa deveria levar em conta toda a realidade vivencial de seus estudantes.
No sentido de validar o que o G1 afirma em relação à importância do diálogo Buber (2014), alega que este deveria ocorrer de forma genuína, num clima de plena reciprocidade, exatamente no momento em que o indivíduo tem a oportunidade de experienciar o lado do outro, sem, contudo, abdicar de sua especificidade própria, ou seja, sem perder sua identidade. Ainda de acordo com o autor, o diálogo verdadeiro somente ocorreria quando “[...] cada um em sua alma volta-se-para-o-outro de maneira que, daqui por diante, tornando o outro presente, fala-lhe a ele e se dirige verdadeiramente [...]” (2014, p.8).
Neste sentido, percebe-se no G1 uma preocupação veemente no que tange a passagem do discente no espaço universitário sem realmente ter tido uma transformação da pessoa, que possibilite uma reelaboração do sentido da vida, da aprendizagem em si e de um exercício da cidadania. Saviani (2007), em sua percepção sobre o aprofundamento do processo educativo, provoca um movimento de reformulação dos cursos de pedagogia e licenciatura, contudo, aponta que o modo para se reverter determinadas situações na educação, está na formação dos profissionais da educação.
Estavam presentes nas inferências do G1 a preocupação de estabelecer no processo educativo, meios capazes de se ter uma pedagogia da hospitalidade não apenas voltada para o curso de pedagogia, mas que pudesse colaborar também em outros cursos, como: administração, agronomia, ciências contábeis, direito, educação física, enfermagem, cursos presentes na IES, visto que essa junção entre hospitalidade e educação deveria ser utilizada em toda educação, indiferente qual curso seja.
Para que esta pedagogia da hospitalidade possa contribuir de fato em todo processo educacional, indiferente onde o docente esteja atuando, seria preciso, como sugere Levinas (1997), superar o fechamento do homem egóico, mas no ambiente de educação, deve-se levar em consideração que a relação ética é a mais importante, portanto, os sujeitos envolvidos nesta ação educacional não devem pensar o saber apenas a partir do próprio mundo, mas romper com o narcisismo que provoca o individualismo, consequentemente, uma educação descontextualizada e fechada. Nenhum curso é mais ou menos curso de hospitalidade, pois onde está o
ser humano, seria necessário promover ações de acolhimento assimétrico (LEVINAS, 2013).
O saber ouvir foi outro ponto marcante no diálogo do G1, sendo que o grupo aponta que este ato representa o importante papel da afetividade. O afeto, de acordo com os professores, no ato de ouvir, de se colocar em posição de escuta, valoriza a pessoa e realça sua identidade.
Com relação a este ponto assentado pelo G1, o saber ouvir, está legitimado no pensamento de Levinas (2013), na passagem do dito para o dizer. Enquanto o dito é a caracterização do outro pelo que já chega pronto, pelo modo como sua história chega aos ouvidos do eu, o dizer somente é possível quando oportunizado pelo saber ouvir, ou seja, quando o outro tem o direito de contar sua própria história, falar de suas alegrias e apresentar suas mazelas, portanto, é no saber ouvir, sem preconceitos, que a subcategoria dizer está presente.
As inferências do G1 trouxeram o ato de falar e o ouvir como meios que proporcionam a aprendizagem dos acadêmicos, colaborando concomitantemente com o sentido da vida e o exercício da cidadania. Foi possível perceber que o G1 acredita no potencial da interação, tanto que a mesma foi explorada em um diálogo aberto, como afirma Gatti (2005), e as respostas surgiram a partir da exposição das ideias e das representações ideológicas de cada sujeito.
O G1, por fim, citou mais alguns critérios, que do ponto de vista do grupo, são de grande relevância para uma pedagogia da hospitalidade: flexibilidade; dinamismo; competência no conteúdo ministrado; dar sentido ao trabalho ministrado; problematizar as práticas em sala de aula; instigar o conhecimento de forma articulada; ser pesquisador; criatividade; contextualizar as vivências dos acadêmicos; provocar a pesquisa para que realmente o acadêmico possa sair da faculdade com a consciência cidadã, responsabilidade social e formação sólida.
Após análise dos principais pontos apresentados pelo G1, composto por docentes, a pesquisa expõe as ideias basilares do G2, formado por discentes do curso de pedagogia e que seguiram o mesmo roteiro proposto para o grupo dos professores. Da mesma forma como se procedeu na análise anterior, buscou-se na fala dos integrantes, apontar os critérios para a pedagogia da hospitalidade que tem como pressuposto a alteridade, em vista da elaboração do sentido da vida, da aprendizagem e do exercício da cidadania.
O grupo mostrou que a pedagogia da hospitalidade é uma forma inovadora e que pode agregar grande valor na vida de alunos de ensino infantil, médio, bem como em todos os níveis de educação, não apenas no Ensino Superior, de modo que o docente acolhe discente e vice-versa e, todos envolvidos no processo educativo, pudessem no dia a dia ser mais compreensivos e fraternos.
O termo compreensivo, apontado pelo grupo, remete ao pensamento de Levinas (2013), ao tratar da passagem do olhar para o rosto, portanto, para este autor, enquanto o olhar é dominador e apreensivo, o rosto é compreensivo, aberto e dinâmico. No processo educativo, o modo como os acadêmicos percebem a pedagogia da hospitalidade está na ótica de uma colaboração, ou seja, todos são responsáveis para que haja um acolhimento recíproco e assimétrico, como também desejou o autor lituano.
O grupo também colocou que este acolhimento é um processo complexo, uma vez que o fechamento do eu é também fechamento para o outro, sendo que, ao se pensar na hospitalidade seria preciso romper com a ideia egoísta e, acolher o próximo da melhor maneira possível. De acordo com os acadêmicos, não se pode falar de um assunto tão sério apenas no campo da teoria, mas colocar em prática através de ações concretas, desde o pensar até o conviver e lidar com o outro, fazendo com que o outro se sinta a vontade quando estiver recebendo e participando do processo educativo.
Colaborando com o que apresentou o grupo dos acadêmicos, Levinas (1997 2008, 2009 e 2013), novamente aponta que somente será possível uma hospitalidade quando o eu deixar de ser egoísta, fechado e apreensivo. Enquanto o eu agir de forma narcisista, o outro se tornará prisioneiro do eu, pois seu valor será atribuído não por ele mesmo, mas por alguém que lhe imputa variações de conceitos positivos e negativos.
Como forma de se colocar a hospitalidade em prática na instituição, o G2 aponta, como exemplo, o acolhimento no início do semestre, aonde, nas primeiras aulas, seriam criados espaços não apenas para dizer aos estudantes que “sejam bem vindos” (grifos nossos), mas que possam falar de si e contem suas expectativas em relação ao curso escolhido. O grupo enfatiza que esta hospitalidade poderia colaborar para romper o impacto, muitas vezes traumático entre docentes, discentes e instituição, pois desta forma, haveria uma predisposição para o diálogo, sentindo-
se à vontade num espaço que para muitos poderá ser estranho, visto que vários acabaram de sair do ensino médio, ambiente diferente do Ensino Superior, e outros, há muito tempo não entram em uma sala de aula.
O tema sobre acolhimento sugerido pelo grupo no início do semestre é apontado por Levinas (2013), como o momento em que o eu se cala para perceber o outro que caminha junto, estar a seu lado não como invasor, mas como participante de um processo assimétrico, sem nada esperar, simplesmente disposto a permanecer lado a lado, face a face. Do mesmo modo, Montandon (2011) sugere que a hospitalidade deveria ser sinal de civilização e humanidade, porquanto, somente na humanidade pode acontecer o encontro com o totalmente outro.
Verificação importante do G2 é quanto ao contexto das informações em que a humanidade se encontra inserida, onde o ser humano vive em um ambiente de troca instantânea de dados, que para obter maiores proximidades, criam-se redes sociais, mas que por muitas vezes provocam fechamento para um relacionamento frente a frente. Embora muitos tenham tempo para se conectar nas redes sociais, o tempo para um encontro face a face parece estar se tornando cada vez mais difícil, pois na constatação dos estudantes, para uma hospitalidade é preciso ter tempo.
A reflexão do grupo poderia ser associada ao pensamento de Levinas (2013), aonde só seria possível a hospitalidade no face a face com a passagem da totalidade para o infinito, do dito para o dizer e do olhar para o rosto. As ideias dos estudantes agregadas com o pensamento de Immanuel Levinas apontam que, para que haja o acolhimento é necessário que os sujeitos se integrem e se compreendam no processo educativo, ou seja, estejam de fato presentes na ação educativa, convivendo e coparticipando.
Buscando aprofundar o tema da pedagogia da hospitalidade, dentro do Ensino Superior, o grupo ressaltou que neste nível de ensino é diferente, pois a percepção dos alunos é mais aguçada, tornando-os capazes de perceber se o professor preparou a aula, quais os objetivos da aula e se o docente se preocupa apenas com o conteúdo. Esta percepção, na visão do G2 também é apontada no sentido afetivo, sobretudo, quando alguns sujeitos se tornam percebidos e valorizados na ação educativa e, os professores acabam percebendo alguns, fazendo de outros, imperceptíveis.
No sentido de elucidar sobre as diferenças em sala de aula, de modo especial sobre a ação docente em tornar seu aluno mais visível e perceptível no processo educativo, não se preocupando apenas com o conteúdo ministrado, mas com o sujeito que está envolvido, afirma Pieroni; Fermino; Caliman (2014, p. 55):
O estereótipo é um esquema abstrato, construído por meio de palavras e imagens emprestadas do contexto sociocultural, o qual, por sua vez, pode produzir ideias e crenças manifestadas pela repetição no encontro com os outros. É a imagem sintética que medeia a relação com a realidade. Nós, realmente, só percebemos o que nossa cultura já preparou para nós. A preocupação dos autores em relação aos estereótipos é de grande importância, pois a quebra destas imparcialidades entre os docentes e discentes infelizmente são desfavorecidas pelas barreiras, uma espécie de complexo que impede um sujeito se aproximar do outro, criando um mundo fechado e isolado. Nesta ação o grupo colaborou dizendo que é preciso alguém tomar a iniciativa para a quebra desses estereótipos, proporcionando vínculos e gerando interação do educando, que neste caso, apontado pelo grupo, esta tarefa é primariamente do docente.
Ao abordar a questão da iniciativa do professor na ação educativa Freire (2011), aborda que a formação da personalidade autônoma através da fala e dos atos, é uma característica dentro do contexto educativo, fruto das relações onde há uma constante troca de saberes que são carregados de significados e, segundo este autor, o professor deveria exercer importante papel.
O G2 também apontou outro importante aspecto na ação do professor no processo educativo que é o fato de muitos já entrarem em sala de aula acreditando que não seria preciso se preocupar com os estudantes, já que são adultos e que não estão mais no ensino fundamental ou médio. Este modo de proceder acaba proporcionando uma falta de hospitalidade, pois de acordo com o grupo, a preocupação pelo estudante, em qualquer fase que esteja, deveria ser vista sempre como uma preocupação real pelo outro. No entendimento do grupo, o estudante de Ensino Superior possui uma bagagem que deve ser considerada e respeitada, mas, isso não deveria fazer com que o professor o tratasse com certa distância e até mesmo, com certo descaso, como se o aluno tivesse que percorrer todo o conhecimento de forma solitária. Para os estudantes este modo de proceder poderia causar no educando uma espécie de retração, ou seja, causar prejuízo da pior
forma, como dificuldade em se perceber como pessoa, impedindo o sentido da vida, dificultando a aprendizagem e perda de interesse pelo exercício da cidadania.
Esta preocupação dos estudantes poderia ser resolvida com a proposta da passagem do dito para o dizer que, segundo Levinas (2013), tal processo se faz no resgate da tradição, da identidade e da experiência do outro. Na ação educativa, quando o docente, por exemplo, antes de ensinar o conteúdo, buscasse compreender a bagagem de conhecimento que o aluno já tem, valorizando sua trajetória histórica, podendo, portanto, além de aguçar o conhecimento e cooperar com as expectativas que o estudante traz, além de contribuir para que o aluno não fique no anonimato nem caminhe de forma solitária pelo processo educacional. Assmann (2011), também ilumina com sua reflexão este modo de proceder que requer responsabilidade pelo outro, não de um modo puramente demonstrativo, mas, de uma forma que permita o sujeito ser emancipado.
O perfil do professor, segundo o G2, deveria ser o de incentivar os estudantes no exercício da cidadania, sendo que, esta ação poderia começar fazendo uma conexão da disciplina ministrada com a realidade social. O grupo aponta que se o professor, além de demonstrar interesse social, for um sujeito engajado com causas como: sustentabilidade, superação da pobreza, política, dentre outros temas, o aluno também poderia sentir maior interesse pelas mesmas causas.
Para fulgurar o que apontam os estudantes, ao tratar de uma pedagogia que