ARTICULER LES DIMENSIONS SOCIOTECHNIQUE ET PSYCHOSOCIALE DES ACTIVITES COLLECTIVES
2. LA CONCEPTION COLLABORATIVE DE SYSTEMES DE TRAVAIL : ARGUMENTER DES CONTENUS EPISTEMIQUES RATIONNELS ET
Segundo DAVIDSON e DE GEE (1984), a contração de polimerização é um dos maiores problemas no uso de compósitos na clínica diária. Quando a resistência adesiva do material à parede cavitária não é suficiente para resistir à força da contração, fendas poderão ocorrer na interface dente/restauração. Por outro lado, caso o material permaneça aderido às paredes, a contração poderá induzir tensões, distribuindo-as para áreas vizinhas, quando poderá ocorrer, no caso de dentes posteriores, deflexão das cúspides dentais, ou seja, uma diminuição da distância entre as pontas das cúspides, tida como deflexão cuspídea, além da possibilidade de ocorrência de microfraturas de esmalte.
3.3.1 FORMAÇÃO DE FENDAS
Quando a força da contração de polimerização supera a resistência adesiva entre resina e parede cavitária, fendas marginais se podem formar resultando em microinfiltração bacteriana, percolação de fluidos, sensibilidade pós-operatória e desenvolvimento de cáries secundárias. De uma forma geral, quando as margens cavitárias estão em esmalte, a adesão é preservada mesmo depois de terminada a polimerização. Isto se dá devido à eficácia do condicionamento ácido realizado no esmalte, que cria microretenções nas quais o adesivo fluido penetra. Entretanto, a adesão à dentina do assoalho do preparo cavitário ou à dentina ou ao cemento das paredes e margens gengivais localizadas além dos limites da junção amelo-cementária pode não suportar a tensão da contração, deixando espaços vazios. Esses espaços serão preenchidos por fluidos que, durante a mastigação, exercem uma pressão hidráulica sobre os túbulos dentinários, podendo provocar sensibilidade dolorosa (LUTZ et al., 1991; CARVALHO et al., 1996).
3.3.2 DEFLEXÃO CUSPÍDEA E MICROFRATURAS DE ESMALTE
O condicionamento ácido tanto do esmalte quanto da dentina e o uso de adesivos fluidos podem melhorar a adesão entre parede cavitária e compósito, melhorando conseqüentemente o selamento marginal. Porém, isso pode implicar indução de tensões, pois a força da contração de polimerização poderá ser transmitida à estrutura dental remanescente, resultando em deflexão cuspídea ou microfraturas de esmalte, podendo também causar sensibilidade pós- operatória (STANINEC et al., 1986; SAKAGUCHI et al., 1991).
Para LUTZ et al. (1986), se a redução de volume do material restaurador é evitada pela adesão à superfície do dente, uma tensão de contração de até 300Kg/cm2 pode ser gerada.
A magnitude dessa tensão está relacionada à magnitude da própria contração de polimerização, ao volume, ao módulo de elasticidade, à capacidade de escoamento do material compósito, à qualidade da adesão às paredes cavitárias, à técnica de inserção aplicada e à conformação da cavidade ou fator “C”, isto é, à relação entre superfícies do material que estão em contato com paredes cavitárias e superfícies externas livres. Como o vetor da contração de polimerização se direciona para as paredes cavitárias em que há adesão, quanto maior o fator “C”, isto é, quanto maior o número de superfícies aderidas, maiores valores de tensão serão gerados (FEILZER et al., 1987).
McCULLOCK e SMITH (1986) observaram, in vitro, que cúspides enfraquecidas de dentes restaurados com resina composta podem mover-se mais de 15µm nos primeiros quinze minutos após inserção do material na cavidade preparada. Observaram ainda que este movimento foi significativamente reduzido pelo uso de bases de cimento e também pela técnica de inserção incremental.
Já SEGURA e DONLY (1993) quantificaram, in vitro, a deflexão cuspídea resultante da contração de polimerização da resina composta P-30, indicada para restauração de dentes posteriores. As medidas foram realizadas após o
término da fotoativação e depois de seis meses de embebição em água destilada. Observaram uma diminuição da distância entre as pontas de cúspides variando entre 3 e 22µm, em função da técnica empregada para inserção do material. Decorridos seis meses, observaram uma recuperação dimensional que variou entre 97,5 e 99,4%, também em função da técnica utilizada para inserção do material restaurador. Afirmam os autores que a técnica de inserção incremental no sentido buco-lingual forneceu os menores valores de deflexão e os maiores valores percentuais de recuperação dimensional.
SULIMAN et al. (1993) avaliaram a influência do tamanho da cavidade e das condições de armazenamento na recuperação da deflexão cuspídea sofrida por dentes extraídos restaurados com resina composta. Observaram que a distância intercuspídea diminui nos primeiros minutos após a inserção do material, sendo que em dentes com cavidades pequenas, a recuperação, após manutenção em água, foi quase completa. Já os dentes que receberam maior volume de material, em função de suas cavidades serem também maiores, a deflexão cuspídea foi maior e a recuperação não foi tão boa. Além disso, observaram que somente os dentes mantidos em água tenderam a recuperar sua forma original.
Em estudo recente, ABBAS et al. (2003) avaliaram os efeitos de dois sistemas de ativação e duas técnicas de inserção de uma resina composta condensável na deflexão cuspídea e na microinfiltração marginal. As médias de deflexão cuspídea variaram entre 4,98 e 34,03µm, sendo que a técnica de inserção em oito incrementos, ativados por luz halógena de alta intensidade, forneceu piores resultados quando comparados à técnica de colocação em bloco único e ativação por luz de arco de plasma.
Para STANINEC et al. (1986) e SAKAGUCHI et al. (1991), quando a resistência entre resina e esmalte supera a resistência coesiva deste, fraturas podem aparecer como trincas perto da margem e paralelas à mesma. Essas trincas podem ainda propagar-se posteriormente quando o dente receber forças mastigatórias.
TAJIMA et al. (1993) observaram, por meio de análise de elementos finitos, que a magnitude da contração de polimerização parece ser um importante fator que influencia a ocorrência de fraturas de esmalte marginal. Observaram que grande porcentagem dos dentes restaurados com compósitos fotoativados sofreu algum tipo de microfratura, sendo que diferenças ocorreram em função do tipo de material utilizado.
3.4 DETERMINAÇÃO DA CONTRAÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO E DA