pour la planification d’AVS de qualité
EN CAS DE CHOC : solution saline à raison de
Sintetiza-se na tabela 21 os equipamentos utilizados versus informação obtida, nos ensaios realizados in-situ. Para cada conjunto de ensaios realizado sobre uma amostra foram criadas fichas relatório de registo de dados. Em anexo apresenta-se a amostra 4.2 referente ao edifício localizado na freguesia de Alvalade.
Equipamento/Produto Informação Unidade de
medida Localização da armadura Profundidade da armadura mm Resistência superficial Indice esclorométrico Solução de Fenolftaleina (auxiliar - craveira)
Humedimetro Humidade superficial %
Humidade relativa do ar %
Temperatura do ar º C
Analisador Digital (On-line) CO2 no ar ppm
Carotadora (Diam 52) Extracção de provetes ( L = 60) mm
PC - Portátil Registo de dados
Detector de armaduras Esclerómetro de Schmidt
Profundidade de carbonatação mm
Termo-Higrómetro
MPa
Tabela 21 – Recursos utilizados nos ensaios in-situ
O conteúdo da ficha relatório (exemplo em anexo), de cada amostra, desenvolve-se em cinco quadros:
O primeiro dedicado a informações genéricas de carácter histórico e processual, de localização e dados geográficos;
O segundo quadro fornece os dados obtidos na determinação do recobrimento, igualmente utilizado para a detecção e localização das armaduras;
O terceiro, os dados obtidos com o esclerómetro e respectivos cálculos da resistência superficial, designada por resistência à compressão in situ;
O quarto relativo à determinação da profundidade de carbonatação após a extracção do provete;
O quinto quadro reporta os dados recolhidos dos parâmetros; humidade relativa do ar, temperatura, humidade relativa superficial e dióxido de carbono no ar, bem como os respectivos cálculos.
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A metodologia utilizada nos ensaios in situ, em cada amostra, consistiu nos seguintes procedimentos:
1. Para determinar a localização das armaduras e respectivo recobrimento, utilizou-se um equipamento electrónico de indução electromagnética (figura 59). Com recurso a um marcador (sem elementos metálicos) assinala-se o desenvolvimento das armaduras, registando simultaneamente os valores obtidos de recobrimento.
Figura 59 – Exemplo de detecção armadura e recobrimento (amostra 33.1)
2. O índice esclerométrico (NP EN 12504 - 2: 2003) foi obtido por cálculos após a leitura de 12 impactos por esclerómetro (figura 60), na zona escolhida para os ensaios e numa área aproximada de 40 cm x 40 cm (valor condicionado para cada caso). Os impactos foram realizados com um afastamento superior a 2,5 cm entre eles, evitando zonas desagregadas porosas ou rugosas. Os cálculos realizados tiveram em conta as leituras superiores a 20 % que diferiam da média em 6 unidades, sendo neste caso realizadas novas leituras.
Na determinação da resistência à compressão in situ, utilizou-se o ábaco do equipamento que relaciona o índice esclerométrico com o índice obtido, esta metodologia tem sido vulgarmente utilizada até aos dias de hoje. Mais recentemente a NP EN 13791:2008, define no entanto para cálculo numérico as funções matemáticas das curvas a seguir indicadas para obter a respectiva resistência à compressão in situ:
fR = 1,25 x R – 23 quando 20 ≤ R ≤ 24
fR = 1,73 x R – 34,5 quando 24 ≤ R ≤ 50
Tal que:
R – resultado do ensaio do esclerómetro com base na NP EN 12504-2:2003 fR – valor da resistência in situ
O valor da resistência à compressão in situ característica resulta das seguintes condições:
A avaliação tem por base a análise em 15 áreas de ensaio;
O desvio padrão (∆) deve ser calculado dos resultados de ensaio ou igual a 3,0 N/mm2, devendo considerar-se o maior valor.
A resistência à compressão in situ característica será o menor valor de: fck,is = fm(n),is – 1,48 x ∆ ou
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Em que:
fck,is - resistência à compressão in situ característica,
fm(n),is – media dos resultados de n resultados da resistência à compressão in situ,
fis,menor – menor resultado do ensaio da resistência à compressão in situ.
Figura 60 – Ensaio esclerométrico (amostra 4.2)
Considerando que o número de ensaios realizados se processou numa única zona, onde foi extraído o provete, nas fichas de relatório de ensaio (exemplo em anexo) simulou-se os dois métodos adoptando para resistência à compressão in situ característica o menor dos valores obtidos.
3. Assinaladas as armaduras na primeira acção procedeu-se à montagem da carotadora (figura 61 b), com coroa de 52 mm na zona a perfurar, onde não houvesse armaduras. Com movimento lento auxiliado pela rotação do manípulo de comando efectuou-se a perfuração até obter a profundidade de 60 mm controlada pela régua e indicador instalado na máquina. Após a extracção do provete pulveriza-se a sua superfície com a solução alcoólica de fenolftaleína (figura 61 a). Sabendo-se que esta é um indicador ácido-base com intervalo de viragem de pH entre 8,2 a 9,8, variando a tonalidade de incolor (ácido) a violeta (base), permite a leitura da profundidade de carbonatação. Obtêm-se assim a leitura, na craveira em mm, de um valor médio da frente carbonatada (figura 61 c).
(a) (b) (c)
Figura 61 – (a) Solução de fenolftaleína, pulverizador e craveira, (b) Acção de purfuração, carotadora, (c) Medição da profundidade de carbonatação (amostra 33.1)
4. Durante o período dos ensaios foram realizadas, em simultâneo: medições de CO2,
humidade relativa do ar, temperatura e humidade superficial do betão. A medição do dióxido de carbono, em ppm, obteve-se pela utilização do medidor TelAire da GE (figura 62 c), com registo on-line no computador portátil. Das medições realizadas em intervalos de 10 minutos, é posteriormente calculada a média tal como se ilustra no quadro 5 da ficha de relatório em anexo. Para os mesmos intervalos de tempo,
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utilizando o termo-higrómetro (figura 62 a), registou-se a humidade relativa do ar e temperatura. O mesmo processo foi adoptado para o humedímetro de superfície na avaliação da humidade superficial do betão.
(a) (b) (c) Figura 62 – Esquema tipo na medição dos parâmetros, (a)
termo higrómetro, (b) portátil, (c) medidor de CO2
Após as operações descritas e terminados os ensaios, os provetes foram colocadas em embalagens de fecho hermético e identificadas pelo código anteriormente referido tal como se ilustra na figura 63.
Figura 63 – Provete identificado para ensaios em laboratório (Amostra 46.1)