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Une avancée notable dans la communication des institutions publiques

PARTIE II : SYSTÈME DE PORTE-PAROLAT INSTITUTIONNEL EN CHINE

2.6 Une avancée notable dans la communication des institutions publiques

O complexo mineiro apresenta a maior quantidade de bases de pilões, para esmagamento da rocha, entre todas as minas conhecidas do Império Romano, o que nos diz muito da sua utilização maciça no processo de britagem.

As bases de moinhos de pilões que se puderam medir (Anexos, 16.5), e observar, em diversos locais, entre fragmentos e bases completas, perfazem o total de 295 peças. Muitas outras, encontram-se escondidas, em paredes rebocadas, ou em espaços interiores, a que não tivemos acesso. Algumas encontram-se nos locais das lavarias, nomeadamente na Lavaria da Corta da Ribeirinha, Lavaria da Ribeirinha, Lavaria da Galeria do Pilar e na lavaria da Galeria Esteves Pinto.

Quadro XIII – Localização das bases de moinhos de pilões dentro do Complexo Mineiro

QUANTIDADES INDEFINIDOS FRAGMENTOS COMPLETAS LOCALIZAÇÃO

77 4 39 34 Aldeia de Covas

17 5 12 Aldeia de Tresminas

131 21 26 84 Aldeia de Ribeirinha

14 14 Lavaria Rib. Moinhos

40 40 Pilar da Gal. do Pilar

7 7 Lavaria do Pilar

7 7 Lavaria da Ribeirinha

1 1 Corta da Ribeirinha

1 1 Museu Munic VPA

295 25 85 185 TOTAIS

Apesar da sua presença massiva, e de ser uma das principais características do complexo mineiro, que reflete um avanço tecnológico considerável no mundo romano, é pouco o que sabemos sobre o engenho, de que seriam parte constituinte. A investigação arqueológica nas lavarias, é fundamental para o aprofundamento do conhecimento científico de tão inovadora técnica.

Os blocos paralelepipédicos foram todos talhados em blocos de granito biotítico, salvo raras exceções (Foto 21), mas a medida generalizada de 3 pés romanos de comprimento, por 1,5 de largura e 1,5 de altura, ou seja, 90 x 45 x 45 cm, referida por Claude Domergue (2008: 144-145), não se verifica, numa boa parte das bases medidas. Se tomarmos como raiz de cálculo, as bases que têm as medidas completas (comprimento x largura x altura) e que perfazem um total de 91, verificamos que 70% têm mais de 95 cm de comprimento, tendo a maior parte cerca de 100 cm. Quanto à largura e altura, aproximam-se do pé e meio romano, rondando entre os 40 e os 45 cm.

Para além destes tamanhos padronizados, existem algumas exceções, como bases de pilões mais pequenas, com dimensões, uma, de 74 x 41 x 41e outra, de 85 x 37 x44, bem como maiores, uma com 105 x 49 x 47, e a outra, com 100 x 50 x 50.

Numa boa parte dos casos, não foi possível verificar em quantas faces havia batimentos, mas é consensual que o seu aproveitamento se rentabilizava ao máximo, ou seja, utilizavam-se as 4 faces da pedra e em alguns casos, reaproveitamento das faces já usadas (Foto 91).

Em algumas verificou-se que o batimento era excêntrico e ondulante (Foto 77), o que nos ajudou na conceção de um moinho de pilões. Para além do que foi explicado acerca do funcionamento do moinho de pilões hidráulico (ponto 6.2.3), verificou-se que em algumas destas bases, se encontravam encaixes (Foto 78), num dos topos, que se destinavam a fixar a base de granito, ou ao aparelho, ou ao solo, de modo que ela não rolasse, quando os pilões aplicassem a sua força descendente. Em consequência, os pilões não trabalhavam no centro do bloco, mas deixavam sempre uma margem para a fixação do mesmo (Foto 92). Também aqui há exceções, pois, do total de 91 peças completas, 10 tinham os pilões centrados. A margem para fixação variava muito, ocupando em média cerca de 1/5 do tamanho do bloco, aqui considerado com 1 m de comprimento, desde a margem mínima de 8 cm até 44 cm, quase metade do bloco.

8.1.3.6 Mós rotativas

Tal como para as bases de moinhos de pilões, também as mós se podem observar, em diversos locais, entre fragmentos e bases completas, perfazendo o total de 334 peças (Anexos, 16.5). Muitas outras, encontram-se escondidas, em paredes rebocadas, ou em espaços interiores, a que não tivemos acesso e outras, porque de menores dimensões, foram levadas para embelezar jardins privados. Algumas encontram-se nos locais das lavarias, nomeadamente na Lavaria da Corta da Ribeirinha, Lavaria da Ribeirinha, e na lavaria da Galeria Esteves Pinto.

A quase totalidade de mós rotativas, tanto dormentes como moventes, são em granito biotítico. No Complexo Mineiro de Tresminas e Jales, elas são exclusivamente em granito, não só por o concelho de Vila Pouca de Aguiar ser, em grande parte, constituído por terrenos graníticos, mas sim pelas suas características muito específicas.

Sabe-se que existem mós em calcário conquífero e em arenito, mas essas mós eram utilizadas para moer matérias mais dúcteis, como os grãos de trigo ou de milho.

Para farinar rocha necessitava-se de um material mais duro, que não se desgastasse com facilidade. O quartzito, ainda mais duro que o granito, apenas era utilizado em bases de apiloadores (Lima et al., 2011: 138-139), em estado bruto, pois é muito difícil de trabalhar. Em Tresminas não há exemplares neste material.

As mós utilizadas em minas, para farinar rocha, distinguem-se facilmente das mós para cereais, mesmo que se encontrem misturadas num mesmo sítio arqueológico (Lima et al., 2011: 138). Com efeito, apesar de redondas, a circunferência exterior apresenta-se talhada com grandes lascamentos, enquanto nas mós cerealíferas, esta face se apresenta alisada. A explicação encontra-se no facto de, para farinar minerais e rocha, se desgatarem muito mais depressa, pois são materiais mais abrasivos, sendo o alisar dos bordos externos, um desperdício de tempo. Tal como nas mós para cereais, também estas se costumavam raiar, quando começavam a perder o poder abrasivo.

A caracterização das mós rotativas é mais difícil de fazer do que as bases de moinhos de pilões, pois encontram-se muito mais fragmentadas, sendo raro encontrar mós completas. Mais frequente é o achamento de metades, mas a maior parte são fragmentos pequenos.

Quadro XIV – Localização das mós rotativas dentro do Complexo Mineiro

QUANTIDADE FRAGMENTOS COMPLETAS LOCALIZAÇÃO

1 1 Alarcão, 1997 1 1 Alarcão, 1997, Covas 233 215 18 Aldeia de Covas 4 1 3 Tresminas, Sr. Xico 4 2 2 Aldeia da Ribeirinha, 1 1 Corta da Ribeirinha

19 19 Lavaria G. Esteves Pinto

1 1 Lavaria da Ribeirinha

57 57 Lav. Forno Mouros

1 1 Castelo dos Mouros, Jales

10 10 Camp. de Jales, Lavadouro

3 3 (1 é de cereal) Museu Municipal VPA

334 306 28 TOTAIS

Assim, do total de mós rastreadas, encontrámos 18 com perfuração central, variando o diâmetro entre 13 e 15 cm, e diâmetro exterior entre os 60 e 62 cm. Aparecem ainda alguns exemplares mais pequenos, com diâmetro variando entre 45 e 46 cm, com furação central entre 3,5 e 4 cm, que poderia estar destinada a uma função específica, dentro do processo de farinação da rocha.

A mó mais comum, para farinação, é a que tem o diâmetro de 60 cm, com cavidades redondas de fixação (Foto 22), ou em forma de cunha (Foto 93).