A professora AMSO, com 13 anos de exercício profissional na área de Artes Plásticas e História da Arte em uma das instituições, quanto à vontade de trabalhar na área de educação, sente satisfação em passar conhecimento em uma área que até hoje é deixada de lado. Sabe que a arte caminha junto com a ciência pelo poder de criação, o que torna importante levar esta conscientização cultural. Quanto a atividades práticas sinto que o tempo (1h/a semanal) é muito pouco, mas é prazeroso para os alunos e engrandecedor para o professor/artista, pois adquire conhecimento com os próprios alunos. Isto, porque, o educador tem de planear as atividades, nunca esquecendo os interesses de seus alunos. Este deve criar um ambiente que estimule o desenvolvimento e a capacidade musical da criança. A criança deve ser estimulada a envolver-se com a Expressão Musical quer com o material, quer com as atividades propostas, incentivando-as a querer saber sempre mais e mais.
Sobre a valorização da disciplina, AMSO considera que a valorização começa com a própria direção, supervisão e corpo docente, para que os valores sejam mencionados em reuniões aos pais e refletidos aos alunos.
A professora RMSM, há oito anos trabalha em duas das instituições, com dezoito aulas semanais. A arte na educação, em sua opinião, torna-se muito importante, pois, é a disciplina que mais desenvolve a criatividade dos alunos e desperta o senso crítico. Entretanto, segundo a professora, sua disciplina não é valorizada por outros profissionais de educação “pensam que a aula é passa tempo dos alunos”, apesar dessas opiniões, trata-se de uma área muito boa e gratificante. O interessante é trabalhar com oficinas. Independente das dificuldades financeiras e da desvalorização do conteúdo é muito bom trabalhar com arte.
Já a professora CASS, licenciada em Educação Musical, trabalha há 14 anos no Conservatório. São doze aulas semanais de Canto Coral e tem em média 25 alunos por sala. A professora utiliza a mesma metodologia com todas as turmas, entretanto, para conseguir um bom resultado, lança mão da interdisciplinaridade. Conclui, também, que o diálogo entre as disciplinas favorece na aprendizagem e socialização.
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musicalização, canto coral e criatividade e artes com dez aulas semanais. Comenta que a relação com os alunos é muito boa, amigável e respeitosa, apesar disso estar se tornando raro atualmente. Utiliza a metodologia expositiva e exemplificada, as aulas são elaboradas de acordo com a necessidade de andamento, aprendizagem e afinidade do aluno. ZAS, em seu depoimento, sobre a avaliação escolar diz que: “meus alunos são avaliados diariamente sem necessidade de saber que estão sendo avaliadas. Esta avaliação acontece para que eu possa sempre mudar meu planejamento em favor do aprendizado do aluno”.
Em São João del-Rei, Minas Gerais, o ensino musical é levado a sério. A musicalidade tem, em princípio, a condição de possibilidade de ser expressa em todos os agrupamentos humanos por meio de formas e materiais livremente selecionados e intencionalmente organizados.
De forma geral, o planejamento de musicalização é baseado em teorias de desenvolvimento musical nas principais abordagens pedagógicas da educação musical, estudos e dinâmicas de proposição a reflexão de intervenções com relação ao corpo e ao movimento através de jogos musicais, ritmos com técnicas em ostinatos melódicos e verbais, improvisação, criação, movimento corporal, percussão corporal, audição musical ativa. Tudo isso se resume em trabalhar a noção de som e silêncio, desenvolver a percepção rítmica e melódica, leitura facilitada de notas na partitura em compassos simples, as propriedades fisiológicas do som, a flauta doce como instrumento de musicalização e jogos e brincadeiras rítmicas.
Têm-se, assim, os objetivos de despertar o interesse pela música e abrir caminhos para a educação musical, introduzindo a criança na percepção musical e linguagem através de atividades lúdicas para a sensibilização auditiva, apreciação musical, repertórios e a socialização através da música, além de tornar o indivíduo sensível e receptivo ao fenômeno sonoro, promovendo nele ao mesmo tempo respostas de índole musical.
Ao observar o cotidiano das escolas, encontrou-se a seguinte realidade: as escolas comentaram que utilizam música através do canto coral, cujos participantes são alunos voluntários, com o objetivo de desenvolver sua autoestima, melhorar o comportamento, aprimorar o rendimento acadêmico, aumentando, desta forma, o índice de aprovação. Algumas professoras afirmaram que já puderam perceber alguns resultados nos alunos quanto ao comportamento, tanto dos ouvintes, quanto dos participantes.
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Constatou-se, durante as observações das aulas, fluência musical em momentos de performance e apreciação musical, sendo tais momentos sustentados pelo desenvolvimento teórico e técnico e caracterizados por interações significativas.
É importante ressaltar que a função da música na escola não é a formação profissional de músicos e musicistas, e sim o desenvolvimento de um trabalho em que o objeto de estudo é a própria música, representada tanto pelas obras de arte como pelos demais objetos musicais que fazem parte da realidade humana. Foi possível verificar que o desenvolvimento das propostas agregou indivíduos em atividades nas quais a superação conjunta das dificuldades e as conquistas coletivas permitiram criar elos de amizade e de identificação, com momentos de interiorização na compreensão e construção de subjetividades. Também ocorreu o acúmulo de símbolos das relações humanas em forma de repertórios musicais e gravações de músicas apreciadas em conjunto.
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CONCLUSÃO
A presente proposta de pesquisa acerca da arte musical e o processo educativo da criança justificou-se pelo fato de que em sala de aula é mais do que aconselhável a utilização da linguagem musical como estratégia de ensino para as diversas situações relacionadas aos conteúdos sistematizados. Isto, porque a linguagem musical transmite uma ideia, um pensamento, um conhecimento específico como instrumento eficiente de aprendizagem, principalmente nas séries iniciais do Ensino Fundamental.
Justificativa essa que se deve ao fato de ser a linguagem musical fundamental para despertar as emoções nos educandos, fazendo com que eles se reconheçam nas próprias composições e aprendam a emancipar seus instintos, a se posicionarem e expor seus sentimentos, através até de expressões artísticas como a música, familiarizando-se com seus sentimentos e aprendendo a lidar com eles.
Devem-se destacar que o educador pode trabalhar a música em todas as áreas da educação, beneficiando com isso a linguagem motora, o raciocínio, a memorização e a atenção. Sobre a importância da música para na aprendizagem do aluno têm-se a afirmação que este:
[...] integra a música às demais brincadeiras e jogos, canta enquanto brinca, acompanha com sons os movimentos de seus carrinhos, dança e dramatiza situações sonoras diversas, conferindo personalidade e significados simbólicos aos objetos sonoros ou instrumentos musicais à sua produção musical. O brincar permeia a relação que se estabelece com os materiais: mais do que sons podem representar personagens, como animais, carros, máquinas, super-heróis etc. (Brasil 1998: 52).
Dessa maneira, na maioria das vezes, o professor ao realizar uma atividade envolvendo a musicalização, por exemplo, uma brincadeira de roda, um jogo com bola, uma ‘contação’ de histórias, pode propiciar o estímulo de movimentos específicos que auxiliam na organização do pensamento, favorecendo, também, a comunicação das atividades a serem realizadas em grupo e a cooperação.
Porém, para que a aprendizagem da música possa, realmente, ser significativa na formação dos educandos, além de propiciar a descoberta dos instrumentos musicais, é necessário que todos tenham a oportunidade de participar ativamente da atividade proposta (como as destacadas no parágrafo anterior), dentro e fora da sala de aula.
O pedagogo e educador Snyders (1992: 128) vê a música na sua relação com o processo educativo como “[...] uma atividade criativa e integradora do currículo escolar”, ou
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seja, ela pode revelar muitas perspectivas sob as quais um tema pode ser trabalhado na escola. O ideal é que o professor desenvolva uma ação interdisciplinar, pois esta ficará mais rica nas diversas áreas do conhecimento.
O ambiente escolar, por exemplo, precisa se tornar um espaço atrativo, dinâmico, estimulante e propiciador de inúmeras oportunidades para que seus educandos se sintam parte integrante do processo, capazes não só de adquirir conhecimentos, mas também de agir como agentes construtores desse conhecimento.
Assim, é fundamental que haja todo um planejamento que vise a instalação de um ambiente motivador, com elementos lúdicos, coloridos, representativos da realidade do educando e que respeite as diferentes manifestações culturais existentes na sociedade, dentre elas, a musical, além, é claro, da aptidão inerente em cada indivíduo.
Observou-se um considerável despreparo docente no panorama da educação no Brasil e não deixando de reafirmar meu grande prazer pelo estudo, venho procurar o mestrado e apresentar este tema “A arte musical e o processo educativo da criança”, que é um tema de tamanha importância e relevância. E acredito que através de profissionais sérios e competentes as questões poderão ser respondidas e principalmente trabalhadas sistematicamente nas escolas selecionadas e escolhidas em uma etapa posterior, oportunizando aos docentes conhecimentos e uma verdadeira práxis junto aos seus alunos.
A pedagogia musical, em contexto escolar, deve iniciar-se com o canto, ritmo, movimento, percussão instrumental e corporal, com instrumentos de percussão de altura definida, no 1º Ciclo do ensino básico. Cabe mencionar o fato que a música cumpre um papel mediador das relações sociais e promove o desenvolvimento afetivo das crianças e, que pode ser usada como elemento de ligação com outras disciplinas.
A escola como transmissora de cultura deve aproveitar a expressão musical tanto pelo seu próprio valor estético como pelo seu potencial didático para numerosas aprendizagens: aprender a ouvir, a expressar ideias, sentimentos e emoções, além do valor em trabalhar em conjunto.
Ao refletir sobre o tema e as questões colocadas foram respondidos, deixando na análise dessas respostas um desejo de que este trabalho possa contribuir para transformar alguns pontos na educação no sentido de melhorar a formação em relação a expressão musical na Educação Infantil. Concluiu-se, portanto, que nossa investigação encontrou resultados relevantes no que tange ao tema abordado que, entretanto, não podem ser generalizados tendo em vista a característica limitada em número de discentes das instituições que se
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disponibilizaram à pesquisa. Assim, considera-se que educador pode trabalhar a música em todas as áreas da educação, beneficiando com isso a linguagem motora, o raciocínio, a memorização e a atenção.
Assim, tendo em conta os resultados obtidos, devem-se padronizar os métodos de ensino da disciplina contando especialmente com as instituições, professores, pais e alunos.
Em termos de sugestões para as próximas investigações, apesar das interpretações cautelosas que se deve guardar para este estudo, existem delimitações que são possíveis de se considerar em futuros trabalhos neste âmbito. No intuito de sistematizar ou mesmo inovar para possíveis generalizações, é necessário antes de mais, ter em conta, futuramente, uma amostra mais ampla e aleatória.
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Autorização Institucional para realização de Pesquisa
Instituição:
Conservatório Estadual de Música “Pe. José Maria Xavier”
Dados do Projeto: Instituição de Ensino:
UNIVERSIDADE DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
MESTRADO EM CIÊNCIAS DA CULTURA - ESPECIALIZAÇÃO: CULTURA E ARTES.
Título:
A ARTE MUSICAL E O PROCESSO EDUCATIVO DA CRIANÇA
Autora: Gisélia Ferreira de Resende
Justificativa:
A presente proposta de pesquisa acerca da arte musical e o processo educativo da criança se justifica pelo fato de que em sala de aula é mais do que aconselhável a utilização da linguagem musical como estratégia de ensino para as diversas situações relacionadas aos conteúdos sistematizados. Isso porque a linguagem musical transmite uma ideia, um pensamento, um conhecimento específico como instrumento eficiente de aprendizagem, principalmente nas séries iniciais do Ensino Fundamental.
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