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Une idée
Laczlo N agy, jou rn aliste et écrivain, notre nouveau voisin, nous e x p liq u e plus loin — son sel un peu hongrois sem ble très bien aller avec nos goûts — p o u rq u o i il est venu pla nter sa te nte ici. La d ern iè re fois, on p e n d a it la c rém aillère chez Tita von O e tin g e r. Une idée, et on en a p p e lle à tous : p o u rq u o i ne ferions-nous pas une galerie, une o rg u e ille u s e cimaise d e fous ces gens heureux qui o n t pris p ie d en Valais, nous en tendons bien ceux d 'à présent, pas les Sarra sins ? Pensons b ien sûr à Chavaz, Palézieux, Dæ fyler, Varga, M u lle r, mais cherchons plus
loin, cherchons p artout, et d e m a n d o n s -le u r ( P h o to R u p p e n , Sio n)
à leur to ur p o u rq u o i ils ont choisi le Valais. V o u le z -v o u s vous y m ettre ? Un mot, une image, ou s im plem ent l'adresse. M ais d é p ê - chez-vous. En un rien de temps ils sont te lle m ent fondus dans le paysage q u 'o n ne les rec o n n a ît plus.
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S O M M A I R E O ctobre 1959, N ° 1 0 : U ne idée. — U n nouveau-né dans la fam ille d e nos crus : le Goron. — Potins va- laisans. — E n tre les lignes. — Vacances à Crans. — M ariage des cailloux. — L a journée des fifres e t tam bours et des clairons à Sierre. — J ’ai choisi le Valais. — Le fendant de l’oncle Jean. — Cam ping. — Les grands barrages. — L ’abbé alpiniste. — L a lettre de R iederalp. — Le Valais en deuil : Stanislas de Laval- laz. — O berw alliser B ergbahnen. — C ette aube, très haut... — La descente du foin au val F erret. — Assem blées e t congrès.
C o u v e r t u r e :
U n n o u ve a u -n é dans la fam ille de nos crus
/Le (yjczcn !
U n re p o r ta g e ex p ress d e P ie rre V a ile tte
« M essires J o h a n n is b e rg e t F e n d a n t, d a m e s M alv o isie e t D o le, e t to u te le u r p a re n té , o n t la jo ie d e vous a n n o n c e r la n a issa n c e d e le u r p e tit frè re ro u g e le G o ro n ! »
E h oui, a u m ois d e m a i 1959, u n n o u v e a u ro u g e, le G o ro n , sp é c ifiq u e m e n t v a la isa n , a é té b a p tis é p a r l’E t a t d u V alais.
U n a rrê té , p ris le 29 ju ille t, n o te à l’a rtic le p re m ie r : « Sous la d é s ig n a tio n « D o le » n e p e u v e n t ê tr e v e n d u s q u e d e s v in s ro u g e s d e q u a lité su p é rie u re p ro d u its en V alais. L a « D ô le e st le v in o b te n u d u p la n t P in o t n o ir d e q u a lité s u p é rie u re , o u d ’u n m é la n g e d e P in o t n o ir e t d e C a m a y d e q u a lité su p é rie u re . »
L ’a rtic le 7 p ré c is e : « L es v in s ro u g e s d ’o rig in e v a la is a n n e d e q u a lité , issus d e p la n ts d e P in o t n o ir e t d e C a m a y o u d e le u rs m é la n g e s, m a is n e r é p o n d a n t p a s au x ex ig en ces d e l’a rtic le 1 d u p r é s e n t a rrê té , s o n t v e n d u s sous la d é s ig n a tio n « G o ro n ».
C o m m e le d it trè s ju s te m e n t u n te x te p u b lic ita ire , le G o ro n e st a im a b le à b o ire e t p a ss e g e n tim e n t... Il e s t fr u ité e t p la isa n t. Q u e d e m a n d e r d e p lu s à ce n o u v e a u v e n u , q u i n ’a p a s l’in te n tio n d e ra v ir ses titre s d e n o b le sse à la D ô le, e t p ré s e n te l’a v a n ta g e d ’ê tr e o ffe rt à la c o n so m m a tio n à u n p rix ra is o n n a b le ?
L e 22 se p te m b re , l’O PA V c o n v ia it la p re s se v a la i s a n n e à u n e jo u r n é e d ’in fo rm a tio n c o n sa c ré e a u G o ro n . O n s’e n f u t to u t d ’a b o rd e n c a r v isite r d iffé re n ts v ig n o b le s situ é s e n tr e S ion e t S ie rre et, g râ c e aux p ré c ie u x re n s e ig n e m e n ts fo u rn is p a r M . J e a n N ico llie r, c h e f d e la S ta tio n d ’essais v in ico le s, les jo u rn a liste s p u r e n t s ’in itie r au x d iv e rs m o d e s d e c u ltu re , « ta ille h a u te », « ta ille G u y o t », « ta ille g o b e le t ». P u is a u M a n o ir d e V illa, M . C a c h in , d y n a m iq u e e t s y m p a th iq u e d ir e c te u r d e l ’O PA V , le c h im is te c a n to n a l Jo s e p h V e n e tz , a in si q u e l’in g é n ie u r a g ro n o m e N ic o llie r p r é s e n tè r e n t le n o u v e a u -n é G o ro n av ec a u ta n t d e sc ie n c e q u e d ’é lé g a n c e . B ien e n te n d u , a p rè s a v o ir fa it h o n n e u r à u n e sa v o u re u se ra c le tte , les p a r tic ip a n ts à c e tte ra n d o n n é e in s tru c tiv e d é g u s tè r e n t a v e c re s p e c t e t d é lic e s c in q é c h a n tillo n s d u n o u v e a u cru , a v a n t d e re g a g n e r le u rs ré d a c tio n s où, c o n v a in c u s e t e n th o u sia s te s, ils c o u
c h è re n t s u r le p a p ie r les stro p h e s d ’u n h y m n e à la g lo ire d u G o ro n , d o n t les m é rite s so n t aussi n o m b re u x q u ’é v id e n ts.
E n c e q u i n o u s c o n c e rn e , le so u v e n ir lu m in e u x d es h e u re s p a ssé e s d a n s la v ig n e , p a r u n e jo u rn é e
L ’avis des co n n a is se urs, MM . C a ch in et M ich aud
ra d ie u s e e t à la v eille d es v e n d a n g e s , re s te ra lo n g te m p s v iv a n t d a n s n o tr e m é m o ire. Il n o u s a é té ain si p e rm is d e c o n s ta te r q u ’e n c e t a u to m n e 1959 les v ig n e ro n s v o ie n t le u r m é rito ire e t p e rs é v é ra n t e ff o rt c o u ro n n é d e su ccès. C e n ’e s t q u e ju stic e , e t q u i a le c œ u r a c c ro c h é à la b o n n e p la c e s ’e n ré jo u ira c e r ta in e m e n t.
ôiins oaLaisans
Lettre à mon am i Fabien, Valaisan ém igré
C her ami,
D e queEes vendanges vais-je t ’en treten ir e n prem ier lieu ? D e celles qui se déroulent à u n rythm e encore jam ais égalé sur nos coteaux ensoleillés ? ou d e celles qui ont p o u r b u t l’acquisition d e suffrages e t qui se passent d ans d ’innom brables séances, réunions e t assem blées ?
Les prem ières sont sans doute, à prem ière vue, plus affriolantes. E t cela surtout cette année où le vignoble valaisan se m ontre d ’u n e générosité extrême. L a quan tité y est, puisque l’on s’achem ine vraisem blablem ent vers une qu aran tain e d e m illions d e litres. E t la qualité sera supérieure à celle de ces dernières années, cela grâce à u n clim at qui nous d o n n e à p enser qu e nous avons changé d e latitude.
Q ui sait, avec tous ces luniks e t autres satellites qui m aintenant se p rom ènent dans l’espace ?
Mais ceci e st un e a u tre histoire. U ne histoire drôle d o n t on n e sa it q u e p enser ou, plutôt, à laquelle on préfère n e p as tro p réfléchir.
Restons-en aux réalités e t dem andons-nous p lu tô t com m ent on va bo ire to u t ce vin q u i sera excellent m ais d o n t l ’abondance dépasse d e loin les soifs les plus ardentes.
C hacun devra donc y m ettre sérieusem ent d u sien e t to i le prem ier, q u i m e sem bles d o n n er su r les b reu vages com pliqués e t fabriqués depuis que tu as q u itté l’om bre d e nos caves où chante e n c e m om ent le m oût.
Ceci su rto u t depuis q u ’est n é des études secrètes de quelques com ités e t d u brassage d es textes p a r les plus hautes autorités d u pays ce nouveau vin rouge qui s ’a p pelle « goron ».
U n nom qui dans m a région n ’était jamais prononcé sans u n sourire entendu, ca r to u t le m onde savait que le goron é tait ce vin de B ovem ier, aujourd’h u i disparu, auquel on p rê ta it ta n tô t la v ertu de faire geler les pom m es de te rre à la cave, ta n tô t celle de perfo rer les estomacs les plus endurcis.
C ette légende é tait d ’ailleurs fausse ; preuve e n est qu e la race des B ovem ions n ’a p o in t disp aru e t q u ’elle est m êm e particulièrem ent robuste.
Mais il n ’en dem eure pas m oins vrai q u e l’E ta t n ’a pas ressuscité le vin, m algré sa célébrité, mais seulem ent son appellation à des fins d e stratégie œ nologique et com m erciale q u ’il serait oiseux de t ’exposer ici. L e jour où tu viendras m e ren d re visite, je m e contenterai de
t ’e n faire d ég u ster d u fam eux q u i te réconciliera avec la vie.
Q uant aux autres vendanges, celles des suffrages, elles se déro u len t jolim ent à huis clos, c a r les citoyens se sen te n t si bien d ans ce pays q u ’ils jugent in u tile de s ’exci te r sur des problèm es politiques. Q uant ils p arlen t de l'E ta t e t d e ses dirigeants, ils d isent « Ils », e t c ’est fin a lem ent p o u r s’e n plain d re et p o u r proclam er ce q u ’« Ils » d evraient faire. Mais e n a tte n d a n t : « q u ’ils » se d ébrouil le n t e t nous laissent jouir en paix d e la prospérité com m une. »
Cela, c ’est la dém ocratie d e c e tte période d ’après- guerre où les élections n ’ont rien d e com m un avec ce que tu as connu autrefois e t où elles se fo n t m êm e quelquefois e n jo u a n t aux dés...
Je suis évidem m ent m al placé p o u r te d o n n e r p u b li q uem ent m on appréciation là-dessus. O n en p arlera donc le mois prochain.
Voyons p lu tô t si, vu la forte récolte d u vin, on ne p o u rrait pas, p o u r l ’achem iner d an s le m onde, installer parallèlem ent aux oléoducs q u i font actuellem ent b eau coup p arler d ’eux dans le H aut-V alais, des « vinoducs », C ela soulèverait p eu t-être d e nouveau des tem pêtes de protestations au P arlem ent fédéral où le Conseil fédéral serait som mé d e se p rononcer su r ce n ouveau m ode d e tran sp o rt gravem ent préjudiciable à l’économie... d e quel ques-uns.
Je suis donc p o u r l ’in stan t d ’avis q u ’il fa u t éviter ces rem ous, ceci d ’a u ta n t plus q u ’il y a déjà assez d ’autres occasions de se colleter dans ce pays.
F a u t-il te parler, p o u r ch anger d e sujet, d e nos visi teurs d e m arque ? Je t e signalerai, à ce m om ent-là, les ingénieurs e t architectes d e Suisse à qui nos am is sédunois ont réservé la plus chaleureuse des réceptions e n leur m o n tran t ce qu e nous avons d e m ieux dans le pays y com pris « Son e t lum ière », les grands barrages et la salle d e la M atze. Je relèverai égalem ent la visite que nous fit le com ité cen tral d e la Société suisse des h ô te liers, présidé p a r u n Seiler de grande envergure, d o n t la présence e n Valais n ’avait d ’ailleurs a u cu n ra p p o rt avec les élections au C onseil des E tats.
E t m aintenant, l’anecdote d u mois : le canal d e Stock- alper qui, com m e tu le sais, coule dans le d istrict d e M onthey, a été em poisonné e t d e nom breuses truites o n t péri. O n y voit u n acte d e représailles e t l’on cherche les auteurs à Brigue.
Mais ce n e sont là q u e racontars.
Bien à toi,
dw m aiide un
t f m
r i t i r
aEn famille avec Madame
Zryd
Entre les lignes
T o u t d ’abord, sachez qu e le p ère du grand-père de n o tre voisin d e vacances avait eu m aille à p artir avec le p ère d e n o tre grand-père, e t que l’affaire n ’avait jamais é té tranchée. Fâcheux hé ritage ! O n nous avait prévenus :— N ’y allez pas, c ’est un logem ent m itoyen, e t le p ère d e leur grand-père... (voir plus haut).
Nous avons m onté q uand m êm e dans ces mayens inconnus, nous disant que le H aut-V alais n ’était pas la Corse.
Pourtant, dès les prem ières heures, nos efforts am ènes se h eu rtèren t à u n barrage d e glace.
Conseil d e guerre : j’optais p o u r l ’explication franche, la mise au point, les argum ents convain cants : nous n ’allions to u t de m êm e pas p erp é tu e r in æ tem am un e ran cœ u r d o n t la raison était oubliée ?
L e chef de fam ille voulut b ien se charg er de l’exécution d u projet, à cause d u dialecte. Voici un aperçu d e la séance d e conciliation :
— E ncore chaud p o u r la saison ? — Ç a va.
— E n bas, au bureau...
L a pluie, le beau tem ps : on m ’accuserait de délayer c e t article si je relatais le dialogue qui se term ina p a r des considérations sur les nuages.
Nous nous apprêtions à accueillir p a r des huées le toréador tim oré q u i n ’avait pas osé saisir le taureau p a r les cornes, mais nous changeâm es d ’idée e n en ten d an t le voisin d ire à sa fem m e d ’un ton satisfait, e n ferm ant les volets :
— Avec celui-là, au moins, on p e u t s ’expli quer 1
L e lendem ain, c’est lui qui m ’aida à attach er la corde à lessive à l’orm eau.
Mais depuis, j’ai renoncé à p arler le dialecte : s’il fa u t encore ap p ren d re à s’exprim er en tre les lignes...
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H ô t e li e r s , re s ta u r a te u rs 1 MARTIO":lf ë r a s ile n a
les café s e t thés r é p u té s O Y O M A L T I N E e n sach ets Tél. 026 / 6 03 53 e t 6 03 82 M a r t i g n yVacances à Crans
Crans p eu t se flatter d ’avoir pris rang parm i les stations les plus réputées e t les plus im portantes d u Valais. Son parfait équipem ent répond entièrem ent aux exigences du tourism e moderne.
Située à 1500 m ètres d ’altitude, sur un im m ense plateau dom inant la vallée du Rhône, cette station, d ’où l’on jouit d ’une vu e incomparable sur la chaîne m ajestueuse des A lpes valaisannes, offre à sa clientèle internationale les ressources les plus diverses, été com m e hiver.
Ses forêts, ses lacs, ses vastes prairies fo n t de Crans un lieu de vacances idéal... L ’air q u e l’on y respire est vif, et le soleil dispense sans com pter ses rayons généreux.
D es com m unications fréquentes et com m odes par auto bus relient Crans à la station de Montana et, dans la plaine, aux gares de Sion e t Sferre, sur la ligne du Sim plon. Trois belles routes, ouvertes toute Vannée à la circulation autom obile y aboutissent également. E n ou tre, de Sierre, un funiculaire rapide e t confortable donne accès au plateau.
D e Crans, un téléférique à cabines m ultiples trans porte les skieurs et les prom eneurs à Bella-Lui, à 2600 m ètres d ’altitude.
Pendant la saison d ’été, les hôtes de ce m agnifique plateau ont à leur disposition deux des plus beaux golfs alpins de Suisse ; l’u n com pte dix-huit trous e t l’autre neuf. Bien entendu, u n m inigolf fa it aussi la joie des amateurs.
D ’autres sports encore sont à l’honneur. Les joueurs de tennis trouveront plusieurs courts im peccablem ent en tretenus, et les fervents de l’hippism e u n m anège sym pathique. E nfin, un lac ravissant perm et à chacun les joies d u canotage e t de la pêche aux truites, tandis q u ’une
M ariage des cailloux
Des rives du Rhône aux grèves bretonnes
D ans la lum ière persistante de cet extraordinaire été 59, vainqueur, jour après jour, de toutes les brum es, l’océan bleu chante sur les côtes d e la p etite île basse, l’île de Batz, allongée en tre M anche e t A tlantique.
Sa croupe herbeuse est jaunie de soleil com m e le sont les sommets valaisans, là-haut, à deux mille mètres. Sous les nuages envolés, le ciel est d ’un bleu doux, aussi net q u ’un ciel grec. A m arée descendante, au bord des sables des plages blanches, au large des rochers déchiquetés, les galets brillent à côté des coquillages, des crevettes tapies dans leurs creux, des goém ons roux, verts, violets... ils brillent, tentateurs, en leurs formes étranges ou p ar faites, leurs couleurs inattendues : œ ufs blancs, boules roses, grains m auves teintés d ’iode ; ici les gemmes lisses couleur de lune, là les noirs silex éclaboussés d ’écum e. A chaque grève, ils diffèrent.
piscine bordée d ’une plage reçoit quo tidiennem ent la visite des nageurs et des fervents de bains de soleil.
N ’oublions pas d ’inform er les cam peurs q u ’u n très vaste em placem ent leur est réservé dans la forêt, en bor dure du lac.
L ’hiver, le succès de Crans égale celui de la saison d ’été, s’il ne le dépasse pas. E n effet, les habitués des « vacances blanches » découvrent là-haut tout ce q u ’ils p eu ven t désirer, q u ’ils soient patineurs, joueurs de curling ou de hockey sur glace, fanatiques du bob ou de la luge. Q uant aux skieurs, ils sont com blés grâce à l’Ecole de ski parfaitem ent organisée, e t aux pentes incomparables du M ont-Lachaux et de Bella-Lui. Il
va sans dire que de nom breux skilifts et le téléférique fonctionnent la jour née entière pendant toute la saison.
Il est tem ps de souligner que Crans possède u n très grand nom bre d ’hô tels m odernes e t confortables, allant de la sim ple pension à l’établissem ent de luxe. L es touristes ont à leur dis position quantité de magasins bien achalandés pouvant rivaliser avec ceux des villes.
Q uant aux bars, dancings et tea rooms, ils sont légion e t fo n t de cette station l’une des plus m ondaines de Suisse.
C et exposé serait incom plet si l’on om ettait de m entionner l’im portant ré seau de prom enades balisées dont les chem ins sont entretenus avec soin.
Lors d ’une récente visite, nous avons p u constater que le développe m en t de la station s’intensifie tou jours plus... Les chalets privés ou lo catifs poussent com m e des cham pi gnons e t viennent s’ajouter au bel e f fe c tif déjà existant. Parmi les hôtels, plusieurs s’agrandissent, tandis q u e les chantiers de vastes im m eubles, dont les appartem ents sont à vendre, sont en pleine activité.
Pierre Vallette.
« C o n c ili a b u l e », de Lor O lso m m e r
La prom eneuse qui se penche sur eux le sait bien, qui (l’un œ il sûr les distingue, d ’une m ain experte les prend, les repose, les trie, e t se relève, ne gard an t au creux de ses paum es que celui qui dem ain chantera dans l'œ uvre qui dort encore en son cœ ur, se relève pour aller plus loin en chercher un autre, des autres dont les
accents différents s’opposeront, se soutiendront, se rep ren d ront en un plain-chant de pierres...
M ais vous la connaissez... et vous dem andez avec moi quelles mosaïques nouvelles nous apportera, de son été breton, notre artiste valaisanne Lor Olsommer.
Les Soleuroi s
La journée des fifres et tambours
et des clairons à Sierre
La « M eru ba » d e L a u sa n n e
Le soleil de septem bre d ore le raisin. Rataplan, plan, plan ! Q u el fameux ren de z-vo us cla quant, sonnant, sifflant dans la N o b le -C o n tré e , juste avant les vendanges, p o u r se m ettre en train ! O n v o u d ra it q u'un tel co.rtège traverse le pays et « Treize Etoiles » bien souvent. T a m b o ur in s et cl airons d e C o lo g n e
C e t t e m u si q u e v ig o u re u s e d o n n e s oif. T a m b o ur d ’An- nivie rs n ’en m a n q u e j am ais... ( P h o to R u p p e n , Sio n)
J ’ai choisi le V alais
L ’hom m e com me l'arb re ne peut vivre qu'avec ses raci nes plantées dans le sol. Si l’orage l’arrache, il périt. J ’appartenais à cette arm ée gigantesque des déracinés faite de cinquante millions de voyageurs anonym es nom més par la politesse internationale « personnes déplacées ». Arrivé en Suisse, grâce aux nom breuses bonnes volontés, il m 'est échu de trouver dans ce pays hospitalier non seulem ent un abri, un refuge, mais aussi une famille, du pain, des amis. Il ne me restait q u ’à replanter l’arbre ; habitué à la terre, il refusait de reprendre racine sur 1 asphalte. C’est chose faite à présent, et par-dessus le marché dans cette bonne terre du Valais.
P ourquoi ai-je choisi le Valais ? Je crois sincèrem ent que D ieu n ’a créé nulle p art au m onde a u tan t de m er veilles sur si peu de kilom ètres carrés. E t m algré l’espace réduit, il n’y a petitesse ici que p our le m esquin : le Valais, c’est l’infini. E nfant des plaines interm inables, je sens peut-être mieux que l’autochtone la proxim ité du ciel au-dessus des nuages. Pour vivre à la mesure de ce beau pays, il suffit d ’être en com m union avec le miracle quotidien q u ’il offre ; s’exposer corps et âm e, hum ble ment, à sa lum ière.
U n cher am i valaisan, en grande p artie coupable de mon choix, m ’a d it avec un peu d ’ironie : « Tu feras donc ton p etit Rilke chez nous ! »
Bien sûr que non. Je n ’ai pas la m oindre prétention d ’im iter les grands : Rilke, Goethe, Rousseau, C hateau briand ou d ’autres am oureux du Valais. Ce que j’essaie de faire, c’est sim plem ent de replanter l’arbre. Je m ’ins talle tranquillem ent dans ce coin pour subir les merveilles qui m’entourent. J ’assisterai au festival des couchers de soleil, j’observerai le jeu de l’om bre et de la lumière, j'écouterai le chant des pins sous la bise, la voix des mélèzes ; je gravirai les collines et les rochers, je réflé chirai un peu, je m angerai les fruits savoureux de la vallée... E t, bien entendu, en dégustant les grands crus du pays, je tâcherai d ’y com prendre quelque chose et j’écrirai des articles pour « Treize Etoiles ».
Voilà donc un profiteur qui s’incline p our dem ander tim idem ent son adm ission. Il n ’offre que sa fidélité et prom et solennellem ent de raconter sa joie.
Le fendant de l'oncle Jean
M on oncle Jean, à la fois pintier, vigneron, paysan, bû cheron, a fixé dans m on esprit sa prem ière image, à la fois placide e t malicieuse, quand j’avais cinq ou six ans.
Il écoutait ses interlocuteurs d ’u n air u n p eu absent, com m e fo n t les philosophes quand ils pensent, et tout à coup il leur répondait par une comparaison dont les gens d e la vigne et de la terre ont le secret e t qui ne prenait toute sa finesse q u ’à la fin de la phrase.
Cela se passait autour de la table de sa cuisine où le venaient voir en passant ceux qui voulaient échapper à Vatmosphère enfum ée de la pinte. L es autres pouvaient parler avec volubilité et ne point laisser des silences tom ber entre les mots. L u i se taisait souvent et m éditait avant d ’em poigner une réplique avec la maîtrise de l’ar tisan qui connaît son outil.
A ce m om ent-là, je ne savais pas que les autres s’étaient attardés autour des pichets de vins âpres et durs, com me l’hum agne, la rèze, le « g u ët ». J’ignorais aussi que mon oncle puisait tour à tour sa béatitude silencieuse e t ses fines réparties dans son verre de fendant.
Q uand il le portait à p e u près à la hauteur de ses yeux, il ne prenait pas cet air em phatique des com édiens qui fo n t croire que les gestes tiennent lieu d ’éloquence. Il lui suffisait d ’entrevoir que la lim pidité d u vin avait des reflets dorés pour savoir que sa « goutte » tenait. Point non plus de simulacre à h u
m er longtem ps ce q u i gardait le par fu m discret de la grappe. Il s’e m ployait davantage à le m âcher sans bruit, avec la, délicatesse des raffinés qui prennent leur plaisir pour soi p lu tôt que de l’afficher à la ronde, com m e les jongleurs de foire.
Il buvait parce q u ’il fallait refaire lentem ent des forces dépensées au rythm e d ’u n travail qui se retient pour durer : parce q u ’il convenait de gar der son esprit pour résister à l’assou pissem ent des muscles.
Je ne l’ai jamais entendu rire à gros éclats com m e ceux qui boivent
des vins grossiers, ni v u ponctuer de gestes saccadés une quelconque con troverse.
Il m aintenait son corps dans l’atti tu d e sim ple du sage, et il assignait à son hum eur des lim ites qui allaient de l’hum our à un rien de causticité.
C’est par lui que j’ai découvert le fendant, qui est d ’abord cette grappe aux grains transparents, dorés par le
( P h o to C a r r u z z o , Sio n)
soleil, puis ce vin frais, droit et franc, sans violence bien que nerveux parfois.
L es jours de baptêm es et de noces, il est le com m encem ent et la fin des réjouissances. Il vous fait prendre le bonheur avec sérénité et vous aide à le contenir dans la mesure. L e tem ps q u ’il fa u t pour escorter les m ets re cherchés, il abandonne la place au johannisberg, au pinot noir, à la nud- voisie. Mais il revient peu après com m e un bon com pagnon qui a voulu vous laisser u n instant avec des personnalités de m arque pour vous retrouver ensuite dans l’intim ité.
( P h o to T h é v o z , F r i b o u r g )
M on oncle Jean, je l’ai vu parmi ces joies. Il avait son bonheur à lui, discret, presque caché. La pudeur de ne point l’extérioriser trop le tenait à l’écart des vins corsés. Il ne les tolé rait en to u t cas jamais avec la raclette ou le plat de viande séchée, tant il est vrai q u ’il y a des lois qui se d é couvrent au gouvernem ent de tous les actes essentiels de la vie, quand ce sont les prudents qui com m andent.
O ncle Jean en était un. C haque fois que je tiens dans la m ain u n verre de fendant, je pense à sa bonne fi gure paisible relevée parfois d ’un brin de malice. Il était l’incarnation de ce vin bon et loyal qui ne dédaigne pas d e se laisser aller à un e pointe d ’iro nie.
Oncle Jean est m ort à septante-cinq ans. La veille, il trouvait encore quel ques bons m ots à m e dire car, en b u vant son dernier verre d e fendant, il ne savait pas qu’il allait mourir.
A v e c le sourire, par A n d r é M arcel
P en d an t m es vacances, je m e suis av enturé jusqu’aux abords des cam ps d e nos m odernes troglodytes avec beaucoup d e précaution.
Ils n ’aim ent pas toujours se laisser ap p ro ch er p a r l’hom m e.
L eurs aïeux h ab itaien t dans des cavernes, se nourris sant des produits d e la chasse e t d e la pêche, m ais eux se co n ten ten t d e vivre sous la te n te e t d e m anger les conserves do n t n e v eu len t plus les fourmis.
L ’u n d ’eux, q u i n ’était pas encore très farouche e t q u e j’a i p u interroger, m ’a déclaré qu e ce q u i l’avait am ené à c e t é ta t sauvage o ù il se com plaisait m a in te nant, c ’é ta it la vie m oderne.
I l e n av ait assez d u confort d an s d e s vaisseaux locatifs où des centaines d e gens s’entassaient, des lits amolis- sants, des repas fins, e t s’il n ’avait pas d em an d é à être hospitalisé à l’A rm ée d u Salut, c ’était to u t sim plem ent q u e ses m oyens tro p élevés n e lui p erm ettaien t pas d ’e n trep ren d re u n e te lle dém arche.
L à-dessus, il m e fit les honneurs d e sa caravane où une fem m e — p ro b ab lem en t la sienne, car il n e lui adressait pas la p aro le — p ré p a ra it u n som ptueux dé jeuner.
Il alla chercher au b a r quelques bouteilles d ’apéritifs, les servit su r la ta b le d e la pièce p rin cip ale e t s’allon gea à m on côté su r d e m oelleux coussins incrustés de perles rares :
— A vo tre santé !
C om m e je regardais le plancher, d ’u n œ il m éditatif, il m e tira d e m a rêverie : « Vous préféreriez u n e bleue ? O n la p ren d ra, to u t à l ’heure, avec le gendarm e... »
— Non, je m e d em an d e com m ent vous pouvez cou c h er p a r terre.
Il m e p ria d e m e lever, fit jouer u n déclic et, radieux, f it apparaître, à m es yeux étonnés, des lits parfaitem ent confortables :
— Je n e dors, dit-il, qu e su r des m atelas tendres. Il fit to u rn e r u n disque, après avoir fait ta ire l’appareil de radio, m e fit en trer dans le p e tit c a b in e t d e toilette où il av ait rangé son rasoir électrique et, m achinalem ent, je ta u n e b o îte d ’allum ettes v id e dans le dévaloir :
— M on cher, le re to u r à la sim plicité, je n e connais q u e ça I
P ieds n u s e t v êtu d ’u n seul caleçon d e bain, il me conduisit au b o rd d e la m er d ’u n e m arche légère, afin d ’éviter les tessons d e bouteilles, les baigneurs e t les autres obstacles q u i jalonnaient la grève :
— Vous n e savez pas quel plaisir o n éprouve à se prom ener sans façons e t à n e rev êtir son sm oking que le soir, a u Casino.
— Je vois, dis-je, après le caleçon, la cu lo tte ! Il voulut b ie n condescendre à sourire.
— L e re to u r à la nature, il n ’y a rien d e tel, procla m ait-il, surtout, voyez-vous, q u an d on p e u t se déplacer en autom obile e t choisir son lieu d e résidence.
I l considérait d ’u n reg ard am usé d ’autres cam peurs q ui étaien t venus à m otocyclette e t q u i disposaient sur le sol leurs m atelas pneum atiques :
« Q uand o n n ’a p as les m oyens d e faire d u cam ping, m urm ura-t-il, on reste à la m aison ! »
Puis il considéra sa m ontre e t p rit congé :
— Excusez-m oi, voici m es hôtes I E t, m e désignant u n hom m e en lorgnon e t e n caleçon d e bain, u n e fem m e en bikini q u i m ’attrista ien t p a r le u r p au v re apparence :
— L e baron... vous savez bien, l’attaché d ’am bassade e t son épouse... ils n e su p p o rten t pas la cuisine d u Palace.
Si j’ai b ien com pris, il y a plusieurs classes de cam peurs, selon le u r d eg ré social, e t il n e fa u t p as confondre ceux q u i ro u len t voiture avec ceux q u i se fo n t écraser.
C ependant, com m e l’écart financier en tre u n e caravane et une m otocyclette est m oins grand q u ’en tre un e villa dans u n p arc e t u n e cham bre dans u n e m ansarde, on assiste, à la faveur d e l’eau e t d e l’air, a u m élange de toutes les couches d e la population.
L e vêtem ent ay an t disp aru q u i perm et d e classer les individus selon le u r rang, o u le u r fortune, on p re n d volon tiers u n b an q u ier p o u r u n plom bier e t u n e duchesse p o u r u n e blanchisseuse.
Q uand eux-m êmes s’y trom peront, p eu t-être y aura-t-il plus d e fratern ité à travers le vaste monde.
E t p u is ces cam peurs ont, p o u r se rapprocher, des ennem is com muns, e t à ce propos on d o it se féliciter des entreprises d e c e t ag en t d e liaison qu’est la fourm i, car elle n e choisit pas ses victimes.
E lle s’attaq u e aux victuailles d u pau v re com m e à celles d u riche, avec le m êm e en têtem en t rem arquable ; elle arrache à tous deux les m êm es jurons, les mêmes cris d ’indignation, les mêmes réprobations, e t c’est ainsi que, grâce à elle, ils sont to u t près d e parler, enfin, la m êm e langue !
Les g ra n d s b a rr a g e s
Electricité
valaisanne
Nouvelles usines
Centrales entrées
en activité en 1958
1. — A ccum ulation L ienne 184 M auvoisin 800 G rande-D ixenee 1700 G ougra 555 Forces m otrices d u G rand-S aint-B em ard 302. — Usines au fil de l’eau
G abi 56 Ackers and II 242 L izem e 125 M crezenbach 10 M auvoisin 3e p alier 73
Projets
Zw isohbergen 110 M attm ark 600 G redetsch Massa 512 G rand Em osson 630 S aint- M aurice- Vouvry 250C hippis-Sion 150
Riddes-Collonges , 250 G letsch-O berw ald-
M assa 700
Bérisal 22
Lonza (G ampel IV) 240
M attsand 70
Sanetsch (BKW) 40
T otal 7349
C om m enf j'ai organisé le transport du cimenf
L orsqu’on 1952 il fu t question d e la construction d ’un barrage dans le val d ’Anmiviers, nous nous sommes adressés à la direction des Forces m o trices d e la G ougra p o u r leur d e m ander la q u an tité d e cim ent néces saire à la construction d e cet œ u vre, afin que n ous puissions le u r faire des propositions de transports p ar route.
L a réponse fu t catégorique : « Il n ’est pas possible d e tran sp o rter 200 000 tonnes d e cim ent p a r route, à u n e altitude d e 2300 m ètres, e t d e g arantir une livraison journalière de 800 tonnes. » D es précis graphiques d ’ingénieurs servaient d e preu v e à l’appui q u e le nom bre de croisem ents d e cam ions p a rta n t toutes les dix m i nutes d e Sieire, plus to u s les autres véhicules circulant sur cette artère, rendaient cette chose irréalisable.
Nous n e nous sommes pas décou ragés p our au tan t. G râce à l’ap p u i e t
à la com préhension d e nos autorités cantonales e t des présidents des com m unes intéressées, les Forces m otrices de la G ougra ont finalem ent été d ’ac cord d e nous confier ces transports, m oyennant des garanties financières et techniques suffisantes. Nous avons pris les risques e t fa it l’effort néces saire.
R ésultat: les cam ions ont fait 34 000 voyages, transporté 250 000 tonnes d e cim ent e t o n t parcouru au to tal 2 millions de kilom ètres e n liv ran t jour nellem ent jusqu’à 1 m illion d e kilos sans qu e nous ayons eu à enregistrer un seul accid en t grave. E n outre, le val d ’A nniviers, avec ses stations tou ristiques, a été d o té d ’un e route am é nagée largem ent.
D ’au tre p art, les transports d e ci m ent o n t perm is d e reten ir u n e im po rtan te som m e d ’argent dans no tre pays, ce q u i n ’au rait pas été le cas avec l’instaMation d u téléférique tel qu e prévu à l’origine.
)Our la G o u g r a
C elu i de la Gougra a été in au gu ré le 17 s ep t em b re 1959. Il retie nt 75 m il li o n s d e m èt re s cu b es et la p r o d uc tio n t otale des trois usi nes (M otec , V is so ie, C hi pp is ) est d e 555 m il li o n s de k W h .D a n s le brouillard q ui s ’es t ab attu après la c é r é m o n ie , M. F . Sch nor f, p résid en t du C o ns eil d ’a d m in is tra tion des F o rce s m o tri ce s d e la G ou gr a (à g a u ch e), et M. E rn est W etter , a n cie n p résid en t d e la C o n f é d é ra t io n et p résid en t du C o n s eil d ’ad m in is tra tion d e l ’A lu m in iu m de C h ip p is, c o n t e m p le n t leur n o u v e lle œ u v r e.
( P h o to s S c h m i d , Sio n)
U n im p re ss io n n a n t a li g n e m e n t
( P h o to Æ g e r t e r , S ie rre )
Profitons encore de ces lignes pour rem ercier nos autorités e t tous ceux qui nous ont aidés à réaliser ces tran s ports, p o u r lesquels le m aître de l’œ u vre nous a adressé de vives félicita tions lors de l'inauguration, nous prouvant ainsi sa satisfaction.
V. Zwissig.
B A R R A G E DE MOIRY
E t le 30 s ep tem b re, la presse v is ita it le barrage de la L ie n n e à Z eu zier : 300.000 m 3 de b ét o n sur 156 m. de h au t re ten an t 50 m il li o n s d e m èt re s cu b es d ’eau . Produ ct io n a n n u e l le des u si ne s en d eu x pa lie rs : 184 m il li o n s de k W h , d on t 153 m il li o n s d ’é n e r g ie d ’hiver. (P h o t o B r ü g g e r , Z u r i c h )
Il y a u n siècle, les c o n d itio n s to u ris tiq u e s n ’é ta ie n t p a s, d a n s la v a llée d e Saas, ce q u ’elles so n t a u jo u rd ’h u i. P o u rta n t, d e s h o m m es te n ta ie n t d é jà d e fa ire c o n n a ître les b e a u té s n a tu re lle s d e la ré g io n . P a rm i ces p io n n ie rs , il f a u t c ite r le n o m d u c u ré d e la v a llée, l’a b b é J e a n -J o s e p h
r » , , Im se n g . Il c o n n a issa it to u s les se c re ts d es p la n te s , le u r h a b ita t e t le u rs
L f t b b C c llD lI llS t C
p ro p r ié té s m é d ic in a le s. Il a im a it à c o n d u ire d es a lp in is te s s u r les p lu s h a u te s cim es d e la ré g io n , in s c riv a n t à son p a lm a rè s d e n o m b re u x n o m s d e m o n ta g n e s ja m a is c o n q u ises.L a p o p u la tio n se d e v a it d e c é lé b re r la m é m o ire d ’u n te l in itia te u r q u i c o n s tru is it m ê m e u n h ô te l e t q u i tr o u v a la m o rt d a n s ses c h è re s m o n ta g n es. U n e s ta tu e v ie n t d ’ê tre é rig é e e n son h o n n e u r à S a as-F ee, e t u n e m a n ife s ta tio n a g ré a b le a m a rq u é c e t é v é n e m e n t. A v a n t q u e n e to m b e le vo ile r e c o u v r a n t le p r ê tr e e t son p io le t, M M . B u m a n n , p r é s id e n t d e la sta tio n , B ru n n e r, c u ré d e S a as-F ee, e t S c h a e r, d o n a te u r d e la sta tu e , p r ir e n t la p a ro le . Ils m a g n ifiè re n t l’œ u v re d e l’a b b é Im se n g . L a fa n f a re d u lie u se p ro d u is it à p lu s ie u rs re p rise s e t c o n d u is it e n s u ite le c o rtè g e d e s in v ité s ju s q u ’à l’H ô te l d e s G laciers. T o u s é ta ie n t l’o b je t d ’u n e trè s b e lle ré c e p tio n e t p u r e n t a p p ré c ie r les d é lic e s d e l’h o s p ita lité d e la s ta tion. Q u e lq u e s d isco u rs, d o n t u n d e M. F u x , p ré s id e n t d e V ièg e, e t d e M. R ev az, r e p r é s e n ta n t d e la se c tio n M o n te -R o sa d u C lu b a lp in suisse, m a r q u è r e n t c e tte d e rn iè re p a r tie officielle. C ly.
La lettre de Riederalp
Chers amis, lors de votre passage à Riederalp, j’ai prom is de vous donner un p e tit com pte rendu de notre saison. Je m e perm ets donc de vous écrire quelques mots.
L ’Association hôtelière du Valais, qui a bien voulu tenir son assemblée annuelle ici en juin, a porté bonheur à la station. Les liens entre hôteliers se sont raffermis, e t nous avons l’impression que m ieux se connaître équivaut à m ieux s’aimer et se com prendre.
L a saison, grâce au grand beau tem ps, a été bonne, e t de nom breux hôtes de tous les pays du m onde se sont donné rendez vous au seuil d u glacier et de la forêt unique e t si belle de l’A letsch. N om m ons entre beaucoup d ’autres les fils et petits-fils d u chancelier Adenauer, le cardinal Frings de Cologne et sa suite, et avant tout notre conseiller fédéral M. E tter qui est venu en fam ille et a gagné les cœ urs de tous ceux qui ont eu la possi bilité de l’approcher.
N aturellem ent, les hôtes suisses étaient en majorité ; nous leur som m es reconnaissants pour tant de fidélité e t d ’appui.
N ous souhaitons de tout cœ ur que Riederalp reste un lieu de tranquillité e t de paix, où les habitants des villes trouvent ce q u ’ils cherchent de plus en plus : le repos au sein de la nature, la beauté de notre cher Valais et u n accueil amical.
Cordialement vôtre C. Bürcher-Cathrein.
L E V A L A IS E N D E U I L
Stanislas de Lavallaz
Il nous quitte brusquem ent, en pleines vendanges. Ce beau chêne d’un dem i-siècle s’ab at to u t d ’une pièce, arrachant le sol de ses gran des racines, et il n ’y a plus q u ’un trou incom préhensible. C et hôte lier de h aute m ontagne était aussi encaveur et négociant en vins, et adm inistrateur de banque. C’était un grand sportif. C’était un as du volant. C’était le m eilleur des com pagnons, gai, cordial, bon enfant, boute-en-train, mais sûr et de bon conseil. E t il faut q u ’il tom be d ’un coup, à cinquante ans, robuste, musclé, râblé, après un excellent été d ’Arolla, et quand les v endan ges sont si belles... Un orage sour nois l’enlève — infarctus du
myo-y s n f
carde ou em bolie — que rien ne laissait prévoir et do n t rien n ’a transparu. On le retrouve sans vie le m atin. A tterré p ar ce vide b ru tal, on reste sans voix. E m pruntons celle de Cocteau : « Stany, c’est la prem ière fois que tu nous fais de
la peine. » B. O.
Oberwalliser
B ergbahnen
D ie O berw alliser B ergbahnen verkörpern drei finanziell u nd rechtlich von einander unabhängige, jedoch durch geographische G egebenheiten, darum au ch verw altungs- u n d betriebstechnisch m iteinander v erbun dene U nternehm ungen : die Brig - Visp - Z erm att - Bahn (VZ), die G om ergrat - Bahn. (GGB) und die F urka-O beralp-B ahn (FO) u n te r Anschluss d er gleichfalls selbständi gen Schöllenen-Bahn (SchB - A nderm att- Göschenen). Gewisse personelle B eziehun gen bestehen auch im V erw altungsrat der VZ/GGB einerseits u n d der FO /SchB an d er seits. Die B ahnverw altung h a t ihren Sitz in Brig.
F ü r die V isp-Zerm att-B ahn w urde im Jahre 1886 die Konzession an die Basler H andelsbank zuhanden einer A ktiengesell schaft erteilt. D en B etrieb d e r Bahn m it eigenem B etriebsm aterial übernahm die Jura-Sim plon-Bahn. u n d im Jahre 1903 de ren R echtsnachfolgerin « Schweizerische B undesbahnen ». Im Jahre 1921 übernahm die V isp-Zerm att-B ahn den B etrieb auf eigene Rechnung.
Um einen direkten Schm alspuranschluss an die F urka-O beralpbahn u nd dam it auch an die Schölienenbahn u nd an die Rhä- tische Bahn zu gew innen, w urde im Jahre 1930 die 9 km. lange V erbindung von Visp n ach Brig gebaut. D am it w urde es m öglich gem acht, in direkten Wagen, aus dem E n g a d in (St. Moritz), von C hur u n d von Gö- schenen (G otthard) bis Z erm att zu fahren. In Z erm att hat die B rig-V isp-Zerm attbahn Zugsanschluss an die G ornergratbahn. In d e r Spurw eite, im G eleiseoberbau, im W a genm aterial, in den K upplungs- un d Brems system en sowie in der Strom art des elek trischen Betriebes herrscht U ebereinstim - m ung zwischen d er Furka-O beralp-B ahn, der B rig-V isp-Zerm att-Bahn u nd der Schöl lenen-Bahn.
D ie B etriebsgem einschaft d e r O berw alli ser B ergbahnen besteht seit dem Jahre 1925. D ie B elegschaft d e r VZ/GGB - FO/SchB zählt 380 Beamte, A ngestellte u n d Arbeiter.
(Zette aube, tie s ''haut...
i I
U n dernier regard de la n u it sur l’alpe d o n t elle avait aim é des heu res d u ran t le sommeil ; une dernière pensée à l’inconnue d e rivière, surgie du songe q u ’elle avait suscité, p a r la tendre sollicitude de ses yeux qui ne savaient d ’eux-mêmes que l’infranchis sable présence des étoiles ; une d er nière caresse au sphinx d e granit q ui b rû lait du feu d e son silence, et q u ’elle seule, la nuit, pouvait appro cher sans souffrir ; u n d ern ier acte de ferveur : im aginer sur les ombelles berceuses des nids légers d ’oiseaux que l’heure prochaine éveillerait aux m andolines des sources.
Puis elle s’est retirée, abandonnant son âm e au jeu des chim ères passées, tandis q u e d éjà sur sa robe s’effaçait le souvenir de son existence.
L ’aube s’était mise en route, son cœ ur s’appelait am our, et ses lèvres printem ps. Elle avançait, ses pieds nus dévoilaient le visage des pierres, leur âge était celui de la plus ancienne jeunesse.
Elles se sont rencontrées, elle et la
nuit, la couleur extrêm e des pensées les enveloppait toutes deux. C ’était le trait d ’union entre le regret de m ou rir et la perspective de renaître qui leur d onnait cette ressem blance.
Elles se sont saluées, comme deux passantes quotidiennes se sourient sans se connaître, sim plem ent par l’h ab itu d e d ’un m êm e chem in que l ’u n e fait en m ontant, l'autore e n des cendant.
L ’aube a d it à la nu it : « Je vais fleurir les aném ones. » L a n u it a dit à l’aube : « M a robe n ’est b ie n tô t plus que lam beaux dans les genévriers. » L ’aube a fait le to u r du ciel avec ses yeux, elle a dit, joyeuse : « Il y aura des myosotis p lein les ruisseaux. » La nu it a suivi son regard, elle a m u r m uré : « L a m aison du b erg er se ferme, tous les troupeaux sont rentrés. »
Elles ont continué le u r m arche, l’une vers de nouvelles floraisons, l’autre vers l’absence privée de m é moire, où des vols figés d ’anciens rêves n ’atten d en t q u ’u n souffle p our tom ber en poussière.
U n essaim d ’abeilles est sorti de l’aube. Elles ressem blaient à ces gout telettes d ’eau lum ineuse que le vent se p la ît parfois à suspendre aux voûtes fascinantes de l’enfance... Puis le m i racle d ’une chapelle, son reflet dans le p e tit lac to u t proche, double p ro messe d e sérénité.
L ’aube a poussé la p o rte q u e la nuit avait close, elle a mis des cou leurs vives sur les fenêtres, celle de l’espérance, celle d u recueillem ent et celle d e la joie. E lle a renouvelé le bleu fan é de la douce robe de Marie, puis elle est ressortie, s’est assise sur les m arches p o u r voir venir le soleil.
L e vent faisait entendre sa plus allègre m usique, il en traîn ait l’eau du lac à chanter, îlot de neige restituée à la vie qui, dès lors, se plaisait à la m ultiplicité de ses pouvoirs : « Moi, le visage de chaque chose, j’échappe à la volonté de chacune, car je suis l’im palpable regard qui survit au re gard. » D ’une rive à l’autre, elle voya geait avec son chant, to u t en écou ta n t une voix plus secrète du vent qui
LA DESCENTE DU FO IN A U VAL FERRET
Quand le tem ps est beau, la descente du fourrage depuis les plus hauts alpages d u val Ferret ju sq u ’aux villages d ’Issert, de Som laproz et d ’Orsières est un spectacle à ne pas manquer.
A u d éb u t de la matinée, les chars m on ten t à vide. Puis, dès le m ilieu du jour, la descente d u foin com m ence e t prend très rapidem ent une am pleur extraordi naire. Un ou deux chars apparaissent, ayant pris de l’avance parce q u ’ils viennent de pâturages pas trop éloi gnés, e t aussi parce qu'ils sont tirés par des véhicules à m oteur plus rapides que d ’autres. Mais, bientôt, c’est un véritable défilé qui descend l’unique route longeant
toute la vallée, de F erret à Orsières. Il y a là des
chars tirés par des chevaux ou des m ulets qui vont
d ’un bon trot ; il y en a d ’autres rem orqués par ces faucheuses m écaniques am putées de leur faux. Cela leur donne l’aspect étrange d ’insectes énormes, bruyants, dés équilibrés, traînant après eux une cargaison qui paraît prête à les écraser sous sa masse. Il y a aussi' des chars attelés derrière des jeeps ; ce sont les plus lourdem ent chargés et les plus rapides ; à part quelques camions dont la panse est dém esurém ent grossie par la m ontagne de foin.
T o u t cela descend en une file au long de laquelle, parfois, les véhicules se suivent à quelques mètres. Il su ffit en e ffe t q u e le prem ier char soit tiré par u n m ulet p eu pressé pour que tous les m oteurs traînent derrière à la queue-leu-leu. L a route est si étroite q u ’il est bien rare de pouvoir dépasser un véhicule en marche. C’est
M atin au co l du G r im sel (P h o to N i t s c h m a n n )
aussi tout u n problèm e pour le car postal de croiser la colonne. O n se frôle, foin contre tôle ; e t les voyageurs d u car arrachent en passant une poignée de foin par fu m é. D ’autres fois, il fa u t s’arrêter, reculer. E n traver sant les villages, il arrive aussi q u e le fo in s’accroche aux chalets, laissant des touffes aux ardoises des toits les plus bas.
Mais ces m anœ uvres se fo n t avec le sourire ; la bonne hum eur est de règle : on rentre le foin, e t celui de cette année est m agnifique !
Ce va-et-vient dure une semaine, ou dix jours sui vant l’im portance de la récolte. Ensuite, les chars se fo n t plus rares. O n ramasse encore le fo in des derniers alpages. Plus haut, les grands troupeaux de vaches noires et querelleuses broutent sur place le fourrage qui fait le m eilleur lait du pays.
E t puis, u n beau jour, il fa u t plier bagage. T ous ceux qui ont fa it les foins redescendent avec le dernier char dans la vallée, où les atten d en t déjà d ’autres travaux. Sur la masse de foin bien sec, on arrime des ustensiles, un carton contenant le reste des provisions non utilisées, quelques couvertures. La chèvre est aussi d u voyage.
A près cette anim ation passagère, la route d u val Ferret retrouve sa tranquillité, m enant du ham eau calme au vil lage où les citadins passent d ’heureuses vacances, lon geant ensuite l’eau claire e t chahutée de la Dranse, passant dans une forêt de m élèzes, traversant d e vastes pâturages, aboutissant aux lacs de Fenêtre, joyaux des
Alpes. Jean Vannier.
m ontait des forêts e t recréait p o u r elle, qui ne les connaissait pas, les formes capricieuses des arbres.
L ’aube s ’est p enchée sur l’eau, c’était déjà l’aurore, l’h eu re prem ière évanouie. E lle a d it à l’eau : « F ais- m oi belle, je vais épanouir les fleurs d e to n refrain p référé !... M ets des sa phirs dans m es cheveux, afin q u e rien ne m eure d e cette journée vouée à la lente initiation d e la terre. »
L ’eau lu i a renvoyé un e im age q u ’elle au rait voulu garder toujours : cette fileuse d e lum ière qui disait aux m ontagnes de m archer, aux pierres d ’éelater e n sourires.
E lle ■ a rejoint l’au tre bord, portée p a r l’onde, unissant deux instants d ’une m êm e solitude, celui où elle avait pris conscience de sa beauté, et celui où elle s’oublierait p o u r donner naissance aux anémones...
E t l’alpe recueillit dans ce blanc virginal la fulgurante vision des épo ques futures.