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WAFER PREPARATION .1 Crystal Growth

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4.2 WAFER PREPARATION .1 Crystal Growth

8.8.1. Introdução

A evacuação em segurança das pessoas, nos edifícios característicos dos centros históricos é das intervenções mais difíceis de concretizar.

Nestes edifícios existe uma especial dificuldade em encontrar soluções e possibilidades de implementação das condições de evacuação pelo facto de se estar perante edifícios já construídos, de dimensões extremamente exíguas e em que muitas paredes são estruturais limitando as possibilidades de intervenção. Somente em situações de edifícios sujeitos a intervenções de recuperação profunda é que será possível melhorar significativamente as condições de evacuação, devendo nestes casos cumprir-se a legislação em vigor, nomeadamente na protecção e compartimentação fogo e no controlo de fumo.

Segurança Contra Incêndio em Edifícios no Centro Histórico do Porto 8. PROPOSTAS DE MEDIDAS

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Em relação às intervenções mais ligeiras, as melhorias a introduzir podem tomar formas diversas, indicando-se a título exemplificativo as seguintes:

 Construção de escadas que permitam a saída para os espaços vazios existentes no interior dos quarteirões e garantir a ligação destes espaços com a rua;

 Construção de acesso directo à cobertura, prolongando a escada comum interior, especialmente quando aquela permite a passagem para prédios vizinhos;

 Enclausuramento das escadas interiores de modo a garantir a estanquicidade ao fumo e aos gases;

 Melhoria das condições de ventilação, mediante a execução de aberturas no topo das escadas, com um dispositivo de comando accionável em todos os pisos.

 Criação de um pequeno corredor à custa de espaço dos fogos, com a consequente alteração da posição da porta de entrada de cada fogo;  Criação de uma saída alternativa para o interior do quarteirão;

 Instalação de um sistema automático de detecção de incêndio.

8.8.2. Ligação entre a porta de saída do fogo e as circulações horizontais comuns

Existe uma elevada percentagem de edifícios em que a ligação entre o fogo e as circulações horizontais comuns se limita a um exíguo patamar, facto que impossibilita um enclausuramento da escada, medida que é de extrema importância para a salvaguarda das pessoas, numa situação de incêndio, especialmente em edifícios com mais de 3 pisos.

A resolução desta questão é de extrema dificuldade e a possibilidade de efectuar uma intervenção conducente à melhoria dessas condições é praticamente nula. No sentido de dificultar a propagação de um eventual fogo para as circulações horizontais comuns, as portas de ligação entre os diversos espaços e estas devem ser, na generalidade dos casos, da classe de resistência ao fogo E 30 C.

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8.8.3. Ligação entre escadas e corredores

As escada interiores em edifícios com mais de três pisos, devem ser enclausuradas, salvo os casos propostos em 7.3.2, em que a porta de ligação entre o corredor e a escada deve ser no mínimo, da classe de resistência ao fogo E30 C.

O enclausuramento da escada raramente será possível concretizar pelo que nestes casos devem ser exploradas as hipóteses consideradas anteriormente.

8.8.4. Ligação entre átrio de entrada do edifício e as escadas comuns

Verifica-se muitas vezes a impossibilidade de se enclausurar a escada ao nível do piso de entrada.

A situação dos espaços do R/C que não têm ligação ao corredor que conduz à saída não apresentam grande problema.

No entanto sempre que ao nível do R/C existam portas de espaços que dão directamente para o corredor de ligação ao exterior do edifício, essas portas devem ser da classe de resistência ao fogo E 30 C, nos edifícios até 3 pisos, e E60 C nos restantes.

8.8.5. Distância máxima a percorrer

Alguns edifícios têm um grande desenvolvimento em profundidade e as distâncias a percorrer para atingir a porta de saída são elevadas.

As distâncias a percorrer em impasse nas circulações horizontais comuns não devem ser superiores a 15 metros, nas situações de impasse na generalidade das UT. Nos estabelecimentos de restauração e bebidas e estabelecimentos

comerciais essa distância poderá ser aumentada para 25 metros11; caso contrário,

deverão ser criadas saídas de emergência ou saídas alternativas.

A solução para eventuais situações que não respeitem os valores anteriormente referidos deverá ser compensada, por exemplo, com um sistema automático de detecção de incêndio, pela redução de ocupantes ou pela criação de zonas de refúgio, na impossibilidade de se poderem criar saídas de emergência ou saídas alternativas.

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8.8.6. Largura dos caminhos de evacuação

A actuação a este nível é muito limitada uma vez que a largura das vias de evacuação é, numa elevada percentagem de edifícios insuficiente para permitir uma adequada evacuação numa situação de emergência, exceptuando quando se verifica uma intervenção profunda, com a associação de várias parcelas ou uma redução da tipologia do edifício ou do número de fogos por piso.

8.8.7. Medidas com vista ao melhoramento da evacuação dos edifícios

Neste ponto, para além de se resumirem parte das situações anteriormente referidas apontam-se novas medidas complementares.

8.8.7.1. Limitação de ocupação

A densidade de ocupação não é, na generalidade das situações, elevada. Contudo, existem factores que dificultam a evacuação dos edifícios mais antigos numa situação de incêndio, como sejam:

 A reduzida largura das escadas;

 A quase inexistência de circulações horizontais comuns;  A ausência de patamares de acesso ao fogo;

 A extrema inclinação das escadas;

 A ausência de qualquer tipo de controlo de fumo.

Estes factores comprometem o êxito de uma operação de evacuação numa situação de emergência.

Nas situações pontuais em que se verifique uma sobreocupação dos edifícios, será de considerar a implementação de uma política, a concretizar a médio/longo prazo, de redução gradual da densidade de ocupação, sobretudo nos edifícios em que se torne mais difícil a implementação dessas medidas, para os dotar de condições de segurança mínimas.

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8.8.7.2. Criação de saídas de emergência para o interior do quarteirão

Nas situações em que não é possível fazer sair as pessoas numa situação de emergência para o exterior através dos caminhos de evacuação normais, torna- se necessário criar saídas alternativas, para o interior do quarteirão.

Verifica-se, no entanto, que em muitas situações essa possibilidade está condicionada pela existência de acrescentos às construções originais.

A saída do interior das habitações para o interior do quarteirão deve processar-se através das varandas, quando existam, ligadas entre si por escada.

8.8.7.3. Sinalização de segurança

Nos edifícios em que as circulações horizontais não se desenvolvam num único troço recto, deve existir sinalização junto das mudanças de direcção assinalando essa mudança. Nas escadas esta sinalização deve ser localizada nos patamares.

8.8.7.4. Iluminação dos caminhos de evacuação

Os caminhos de evacuação devem possuir iluminação de emergência constituída por blocos autónomos, que devem ser permanentes, se forem edifícios que recebam público.

8.8.8. Controlo de fumo nos caminhos de evacuação interiores

As condições de visibilidade e a concentração de gases são de uma grande

importância no êxito de uma operação de evacuação.

Assim, sempre que fisicamente for possível intervir a este nível não devem existir

excepções quanto à adopção de meios de controlo de fumo nos caminhos de

evacuação interiores.

Nas medidas cautelares propostas no ponto 7.3.3 deste trabalho, foi analisada a medida para o controlo de fumos na caixa de escadas.

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