WELKENRAEDT – CLOS DES JONQUILLES 1 LOCALISATION
2. TYPE D’OPÉRATION
• Avaliar os motivos da adesão e o grau de conhecimento dos homens na ESF. • Relacionar o nível de escolaridade e estado civil com os exames de PSA e
Toque Retal.
• Associar a idade e condição socioeconômica com a realização dos exames de PSA e Toque Retal para a identificação precoce de CA de Próstata.
• Comparar a qualidade de vida dos homens que participam com os que não participam da ESF.
31 4 ARTIGO I
Saúde do Homem: Análise do Conhecimento do Câncer de Próstata.
Ediane Santos Caires1 –Professora Mestre da Universidade do Estado da Bahia e Faculdade de Guanambi.
Karla Coelho Vilaça2 – Professora Doutora do Programa Stricto Sensu em Gerontologia da Universidade de Brasília
Gislane Ferreira de Melo2 -– Professora Doutora do Programa Stricto Sensu em Gerontologia da Universidade de Brasília
Graziella França Bernardelli Cipriano 3 – Professora Doutora da Universidade de Brasília.
Resumo: Este estudo objetivou observar o conhecimento dos homens sobre o Câncer (CA) de próstata, assim como associar a escolaridade, condição socioeconômica, idade e estado civil com a realização dos exames de detecção precoce. Participaram 354 homens residentes em Pindaí - BA. Sendo que, 328 (92,7%) eram lavradores, com idade média de 57,94 ± 11,74 anos (40-87), 282 casados (79,9%) e 288 (81,6%) com renda igual a um salário mínimo. A escolaridade foi de até 4 anos de estudo para 322 homens (91,2%). Destes 340 homens (95,80%) já ouviram falar sobre CA, e 258 pessoas (72,90%) tem conhecimento sobre os exames. Quanto aos exames 149 indivíduos (42,10%) já realizaram o exame de toque retal e 191 (54,20%) o de PSA. A maioria dos homens apresenta conhecimento acerca da patologia e dos exames necessários para a prevenção independente do nível de escolaridade. Entretanto, não realizam os exames de detecção precoce.
Palavras-chaves: saúde do homem, prevenção de doenças, neoplasias da próstata.
Introdução
Por meio do aumento nas estatísticas de morbimortalidade do sexo masculino em relação ao sexo feminino e a diminuição da expectativa de vida do homem fundamentaram o Ministério da Saúde na criação de políticas voltadas para esta parcela populacional 1,2,3. A Política Nacional de Saúde do Homem, criada em 2009, possibilita alcançar a parcela
32 masculina e buscar reflexões que tragam os homens para a assistência em saúde por meio de mudanças pragmáticas na postura masculina 4,5,6.
A dificuldade do sexo masculino em entender e aceitar as transformações fisiológicas e patológicas no corpo, carrega o principal argumento para a sua desvalorização na procura por assistência médica 7,8.
Essas reflexões nos levam a pressupor que os homens desconhecem a proposta e funcionamento da Estratégia de Saúde da Família (ESF) que tem como premissa básica medidas de prevenção que podem influenciar diretamente na identificação e tratamento das patologias 2. O homem não se insere diretamente nesta política pública apesar de possuir direitos à atenção à saúde propostas por esse modelo assistencial. O que contribui para o pouco entendimento deles quanto aos aspectos preventivos de sua saúde 9, 10.
Os dados epidemiológicos disponíveis apontam as doenças cardiovasculares como as principais causas de mortalidade no Brasil, seguidas pelas causas externas e, logo após, pelas neoplasias 9. Doenças crônico-degenerativas, como é o caso das neoplasias malignas, devem ser vistas com especial atenção, não somente pela alta prevalência, mas também por consumirem uma enorme parcela dos recursos financeiros, representando um ônus social e institucional 9, 10, 11.
Considerando, desta forma, o câncer como um problema de saúde pública de dimensões nacionais, se faz necessária a implementação progressiva de ações, planos e programas orientados ao seu controle, que incluem a melhoria e expansão da rede especializada, as atividades de detecção precoce e as de prevenção, que compreendem estratégias de promoção a saúde e de intervenção sobre os fatores de risco 9, 12.
A magnitude das neoplasias entre uma população está relacionada principalmente a idade, a qualidade de assistência a ela prestada e de informação disponível. Como o câncer geralmente se manifesta em idades avançadas, países como o Brasil apresenta uma
33 expectativa de aumento considerável no número de casos de câncer, à medida que envelhece 12, 13.
O padrão geográfico da ocorrência de casos de câncer relacionado aos homens no Brasil aponta o câncer de próstata como o segundo mais frequente, neste público. O câncer de próstata é uma patologia que pode ser detectada precocemente por meio de métodos diagnósticos de triagem como o PSA sérico e o exame de toque retal 4, 14. A detecção precoce do câncer de próstata é de fundamental importância para que se aumentem as possibilidades de cura 13, 14, 15.
Estudos similares 9, 16 demonstram resultados que revelam que o homem preocupa- se com o desenvolvimento de CA de Próstata somente quando estão na faixa etária de risco16 e, quanto ao conhecimento, a maioria possui conhecimento sobre como realizar o exame 9, 16. Um dado agravante foi que os homens que realizaram o exame de próstata, só o fizeram devido à presença de sintomas 16.
A partir desta perspectiva preventiva, este estudo tem como objetivo observar o conhecimento dos homens lavradores baianos sob o CA de próstata, assim como associar a escolaridade, condição socioeconômica, idade e estado civil com a realização dos exames identificação precoce.
Materiais e Métodos
O estudo é caracterizado como observacional, exploratório, transversal de abordagem quantitativa e contou com a participação de 354 homens residentes na área de abrangência das equipes de ESF selecionadas para a coleta de dados, no Município de Pindaí- Bahia.
34 A pesquisa atendeu à Resolução 196/1996, que trata de pesquisa com seres humanos. O procedimento ético permitiu a realização da coleta de dados com aprovação pelo comitê de ética em pesquisa da Universidade Católica de Brasília protocolo número 160.896/2012. A pesquisa foi realizada no Município de Pindaí, no Estado do Bahia, no período de junho a julho de 2012. Essa localidade fica a 843 Km de distância da capital Salvador, e compõe a sua microrregião sob a jurisdição da 30ª DIRES (Diretoria Regional de Saúde). Abrange uma área de 665 Km², que corresponde a 0,24% da área do estado. Tem um contingente populacional de 15.629 habitantes (IBGE, 2010), resultando na densidade demográfica de 21,84 hab/Km².
A população dessa área é atendida por cinco equipes de ESF instaladas por todo o município sendo uma equipe na sede e quatro distribuídas pela zona rural. As equipes que foram utilizadas para a coleta de dados localiza-se na sede e são compostas pela equipe básica (um médico, um enfermeiro, um técnico em enfermagem e 08 ACS (Agentes Comunitários de Saúde) e por uma equipe de saúde bucal cadastrada.
Para esta pesquisa, foram avaliados homens com idade superior a 40 anos. A escolha por esta faixa etária foi baseada na vulnerabilidade fisiopatológica masculina. Esses homens foram recrutados por meio da ESF sede do município de Pindaí, a partir da Ficha A – que consiste no cadastro das famílias que compõem as microrregiões de abrangência do PSF. Foram utilizados como critérios de inclusão três fatores: 1) Homens com idade superior 40 anos; 2) Usuários da ESF sede; 3) Ter assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e, para exclusão dois: 1) Ter alterações cognitivas ou intelectuais que não permitam a interpretação dos questionários; 2) Pacientes acamados, dependentes ou em uso de próteses.
Os homens elegíveis foram submetidos a uma entrevista semiestruturada, sendo uma conversação face a face, realizadas pela pesquisadora e os ACS, onde os mesmos
35 receberam um treinamento prévio a respeito da forma de realização da pesquisa em campo, além disso os agentes facilitaram o acesso as residências.
A primeira entrevista foi baseada em um roteiro de questões elaboradas pelas pesquisadoras, que foi constituída por duas partes. A primeira, contendo questões relativas aos dados sócios demográficos e econômicos, com o objetivo de caracterizar a população, a segunda com de aspectos específicos sobre o objeto de estudo, com questões norteadoras para o trabalho de pesquisa proposto. Foram utilizados como parâmetros de estudo sobre os homens a escolaridade, a condição sócio – econômica, a idade e o estado civil.
Os dados foram analisados quanto a normalidade, utilizando o teste de distância K-S.
Os dados contínuos paramétricos foram representados em média e desvio padrão onde utilizou o teste t pareado para amostra independentes. Os dados categóricos foram representados em frequência absoluta (n) e frequência relativa (%) e comparados entre grupos independentes utilizando o Qui-quadrado. Foi considerado para todo o estudo, nível de significância de p<0,05. Para as análises utilizou-se o software SPSS-IBM 22.0 for Windows devidamente registrado.
Resultados
Participaram da amostra 354 homens, sendo 328 (92,7%) lavradores, com idade média de 57,94 ± 11,74 anos (40-87), 282 casados (79,9%) e 288 (81,6%) com renda igual a um salário mínimo. Na abordagem quanto à jornada de trabalho, observamos que 329 homens (92,9%) apresentaram jornada de 8 horas/dia, com tempo de serviço variando de 20 a 60 anos. Em relação à etnia, 149 homens (41,2%) se consideram brancos e 149 (41,2%) afrodescendentes. A escolaridade encontrada foi de até quatro anos de estudo para 322 homens (91,2%).
36 Câncer de Próstata
Ao direcionarmos nossas questões sobre o CA de Próstata, 340 homens (95,80%) já ouviram falar sobre este tema, sendo que 258 pessoas (72,90%) tem conhecimento sobre os exames relacionados a esta patologia (Gráfico 1).
Gráfico 1 – Realização do Exame Toque Retal
Escolaridade
Ao relacionarmos o nível de escolaridade com o conhecimento sobre CA de Próstata, verificamos que não houve diferença entre os 338 indivíduos (95,48%) que apresentam até quatro anos de escolaridade em relação aos 16 indivíduos (4,52%) que apresentam um nível de escolaridade superior (p=0,68). No entanto, quando observamos o nível de escolaridade com exames mais específicos sobre este tipo de câncer, encontramos diferença estatisticamente significante entre os grupos (p=0,05) (Tabela 1).
Tabela 1 - Relação entre nível de escolaridade com conhecimento sobre os exames de CA de Próstata e realização do exame de Toque Retal.
Legenda: Dados categóricos representados em No, número de paciente (% do total). Variáveis categóricas com teste de qui- quadrado. * p≤ 0,05
37 Condição Socioeconômica
Na análise comparativa de renda e conhecimento de exames de CA de próstata, identificamos uma diferença (p= 0,04) no grupo que possui condição socioeconômica até um salário mínimo em relação ao grupo que apresenta uma condição superior a um salário mínimo.
Tabela 2 - Relação entre Renda e Toque Retal
Legenda: Dados categóricos representados em No,número de paciente (% do total). Variáveis categóricas com teste de qui- quadrado. * p≤ 0,05
Idade
Ao relacionarmos a idade com o grau de conhecimento sobre o CA de próstata, não observamos diferenças entre os homens, independente da faixa etária. No que se refere ao conhecimento de exames sobre o CA de Próstata em relação à idade observamos que 116 indivíduos (32,7%) com idade superior a 60 anos apresentam conhecimento em relação aos exames, demonstrando diferenças estatisticamente significante (p= 0,009) quando comparamos com 29 indivíduos (8,2%) que não apresentam conhecimento acerca destes exames (Tabela 3).
Na análise da realização do exame de PSA e Toque retal com as faixas etárias, encontrou-se diferença significante em relação aos grupos (p= 0,0001) onde indivíduos
38 com faixa etária acima de 60 anos realizaram os exames sobressaindo –se em relação aos demais grupos.
Tabela 3 – Relação da Idade com o Conhecimento do CA de Próstata e seus respectivos exames
Legenda: Dados categóricos representados em No,número de paciente (% do total).
Variáveis categóricas com teste de qui- quadrado. * p≤ 0,05
Estado Civil
Ao avaliarmos o estado civil em relação ao conhecimento dos exames de Ca próstata, verificamos 258 homens (72,88%) apresentam conhecimento sobre os exames, sendo na sua maioria homens casados (64,97%) (Tabela 4), evidenciando uma diferença estatisticamente significante, quando comparados aos indivíduos que não conhecem os exames (p= 0,02).
Tabela 4 – Relação entre Estado Civil, Conhecimento de Exames e Realização do Exame de Toque Retal
Legenda: Dados categóricos representados em No,número de paciente (% do total). Variáveis categóricas com teste de qui- quadrado. * p≤ 0,05
39 Discussão
Atualmente o cenário da saúde do homem vem apresentando mudanças significativas quanto ao seu cuidado com a saúde. Diante dos preconceitos enraizados na população masculina que os impede de procurar os serviços de saúde ou o seu trabalho que evita a disponibilidade de tempo, a estratégia da família, ainda que lentamente, vem desenvolvendo medidas que buscam alcançar o acesso a saúde pelos homens 15, 16, 17.
A preocupação da população masculina com o risco de Câncer de Próstata a partir dos 40 anos tem levado o homem em busca de exames de identificação precoce de forma cada vez mais frequente 9. A prevenção desta patologia é realizada por meio do exame de sangue (PSA) e toque retal. Verificou-se neste estudo que a maioria dos homens entrevistados apresentaram conhecimento acerca da patologia e dos exames necessários para a prevenção independentemente do nível de escolaridade. Entretanto, quando se discute a realização destes exames vimos a incoerência masculina, pois, aproximadamente metade dos homens ainda que dotado de conhecimento não realizou os exames 13, 18.
Ao relacionar a escolaridade dos homens participantes deste objeto de estudo ao conhecimento do CA de Próstata verificou-se que não existe uma relação direta, porém quando se avalia escolaridade com conhecimentos de exames mais específicos esta diferença se justifica, pois a análise da patologia assim como os exames necessários para detecção da mesma é melhor identificada com pessoas com um grau de instrução maior 11,
12.
Ao avaliar os homens que realizaram os exames de detecção precoce, verificou-se que o número dos indivíduos que não fizeram o toque retal encontra-se maior entre com que apresentam até quatro anos de instrução. Ao fazer o exame de toque retal é uma prática que pode suscitar no homem o medo de ser tocado na sua parte íntima. Esse medo pode se desdobrar em inúmeros outros 5, 19. O medo da dor, tanto física como simbólica, pode estar
40 presente no imaginário masculino. O toque, que envolve penetração, pode ser lido como violação e isso quase sempre se associa a dor. Mesmo que o homem não sinta a dor, no mínimo, experimenta o desconforto físico e psicológico de estar sendo tocado 10, 11.
Outro parâmetro avaliado envolveu a interferência da renda familiar na efetivação dos exames. Neste aspecto, a realização do exame não está condicionado a renda familiar, já que os homens apesar de apresentarem conhecimento acerca da temática não realiza os exames habituais de prevenção. Não ficou claro se esta decisão é proveniente do gasto financeiro, já que a ESF não oferece o exame, ou se relaciona aos preconceitos masculinos, tais com a resistência para a realização dos exames 16.
Observou-se que os homens que apresentam uma faixa etária mais elevada (entre 61 e 70 anos) possuem maior conhecimento gerando uma perspectiva importante no âmbito da prevenção desta patologia. A preocupação dos idosos em relação às patologias crônico-degenerativas fica evidente neste estudo comprovando consciência deste quanto a sua vulnerabilidade com o avançar da idade 11, 13. Este estudo difere dos estudos realizados no continente Africano onde observou-se baixíssimo níveis de conhecimento 20,
21.
Fica ainda mais claro quando se analisa os indivíduos que realizaram os exames de identificação precoce e o aumento destes com a idade. Sintetizando, quanto mais velho mais preocupado com as doenças, facilitando a pratica de métodos preventivos 10, 22.
Levando em consideração o estado civil dos indivíduos participantes deste estudo, percebeu-se que tanto os solteiros e separados quanto os casados apresentaram conhecimento suficiente para garantir bons indicadores de saúde. No entanto, quando analisados na prática de exames de identificação precoce, verificou-se que entre os casados existe um índice alto de indivíduos que não se submeteram aos exames referidos, apesar do
41 conhecimento prévio. Os fatores condicionantes para o afastamento dos homens estão restritos, principalmente, na formação do caráter masculino permeada de estereótipos 17.
Na abordagem interacionista, frente às concepções de gênero que envolvem o masculino, é possível considerar que os entrevistados evitam buscar atendimento em saúde, pois essa atitude simboliza admitir fraqueza e tornar pública uma fragilidade. Em uma sociedade historicamente patriarcal, o masculino está associado aos símbolos de força e virilidade 18.
Ser homem esteve relacionado, ao longo do tempo, com os significados de coragem, atividade que exija maior esforço físico, inexpressão de sentimentos, de choro e de medo. Dessa forma, reconhecer que precisa de cuidados envolve questões que, na mente masculina, compromete sua masculinidade. Diante deste fato, justifica-se a não adesão por parte de alguns homens provavelmente com receio da exposição que o tema traz caracterizando uma das limitações do estudo 16, 18, 23.
As recomendações e implicações futuras sobre este tema devem ser dirigidas a estudos mais profundos acerca do sujeito masculino na tentativa de romper os preconceitos visando alcançar índices satisfatórios na saúde desta parcela populacional com a colaboração direta dos homens preocupando-se com o próprio cuidado a saúde. Abordar, de um lado, os valores sociais que influenciam os comportamentos dos homens no tocante ao cuidado e à busca de assistência à saúde, implica adotar um referencial de análise que considere que gênero – aqui entendido como as condições que histórica e socialmente constroem e estabelecem as relações sociais de sexo, permeadas pelo poder e desigualdade – é um princípio ordenador e normatizador de práticas sociais. Mas também é comum argumentarem a maior capacidade física masculina, atributo que os faz sentirem-se invulneráveis e imunes ao adoecimento 5, ,24, 25, 26.
42 As evidências científicas acerca da prevenção na saúde do homem são relevantes, porém ainda insuficientes. A população estudada foi expressiva, entretanto com característica regional, sugerimos, portanto que estudos de maior abrangência geográfica, sejam necessários para traçar um perfil da Saúde do Homem 27, 28.
Considerações finais
Este estudo mostrou que ainda é insatisfatório o grau de conhecimento acerca da patologia abordada, porém a busca constante aos serviços de saúde constituem o marco inicial para a promoção da saúde masculina. Ao associar aspectos como escolaridade, estado civil, idade e/ou nível socioeconômico pode-se verificar que a realização dos exames de identificação precoce para o CA de próstata notou-se que as informações acerca deste tema estiveram presentes de forma teórica e de maneira significativa também na prática.
Com base na experiência analisada, surge uma observação para reforçar a tese de que a prevenção e a detecção precoce, estratégias básicas para o controle do câncer de próstata, tem como requisito essencial um conjunto de atividades educativas constantes, persistentes e dinâmicas para os homens, segundo seu padrão de valores, escolaridade, entre outras variáveis.4 Considera-se que tais atividades educativas devam priorizar a necessidade urgente de mudança de comportamento, tanto por parte dos homens quanto dos serviços, priorizando os exames de rastreamento e informando os homens quanto ao risco nos casos de estabelecimento e evolução da patologia.
É importante que se amplie a produção científica neste tema, enriquecendo o debate e harmonizando a necessidade do cuidado dos homens de forma contínua para impedir eventuais complicações em relação à saúde comprometendo a qualidade de vida dos indivíduos.
43 Colaboradores
ESC contribui para a concepção e planejamento do projeto, obtenção de dados e interpretação; participou na elaboração do conteúdo manuscrito. GFBC e KCV contribuíram para a concepção e planejamento do projeto; participaram da revisão do conteúdo; GFM participou da análise de dados e revisão final.
Referências
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