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2.1. Définir la vérité religieuse ?

2.1.1. Les thèses disputées : à la recherche de la vérité

Para iniciar esta pesquisa foi realizado um contato pessoal com a direção do CAPDV em São Luis - MA, da qual obtivemos uma declaração autorizando a realização da pesquisa com os alunos do Centro (APÊNDICE B).

A partir da autorização para o início da pesquisa, procedemos à seleção dos participantes: adolescentes com deficiência visual que tivessem entre 12 e 18 anos e seus respectivos pais e/ou substitutos, após a provação da mesma pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos da Universidade Ceuma (UNICEUMA), através do parecer consubstanciado de nº. 91.490 de 27/08/2012 (ANEXO A).

Buscando selecionar os adolescentes, a pesquisadora verificou todos os dossiês dos alunos que se encontravam nessa faixa etária. Assim, identificando os adolescentes que apresentavam deficiência visual (cegueira), eles foram selecionados como sujeitos do estudo. Esses critérios consistiram em:

a) Ter faixa etária de doze a quinze anos;

b) Apresentar cegueira congênita ou adquirida;

c) Estar matriculado em escola regular de ensino;

d) Receber atendimento especializado no CAPDV no contraturno;

f) Ausência de outra(s) deficiência(s) associada(s) como física, mental ou auditiva;

g) Receber benefício de prestação continuada concedido pelo governo;

h) Ter residência fixada em São Luís - MA.

Tendo em mente a escolha os critérios estabelecidos para a seleção dos sujeitos, a pesquisadora se dirigiu à instituição que é referência em deficiência visual no Estado, o CAPDV onde foram explicadas as razões da pesquisa e solicitados os dados de alunos adolescentes com cegueira congênita ou adquirida, que preenchessem os critérios de inclusão e cujos pais poderiam ser entrevistados.

A pesquisadora foi informada que o número de alunos, que obedeciam a estes critérios era reduzido, pois o público alvo que buscou atendimento no CAPDV nos três últimos anos se constituiu de crianças pequenas, ou com outra deficiência associada. Porém, a instituição se dispôs a colaborar fornecendo os dados solicitados. As mães contatadas por telefone mostraram imediata disposição em colaborar. Como a pesquisa pretendia envolver também os pais, tal participação correspondeu à maior dificuldade encontrada junto a esse segmento.

Após a seleção dos adolescentes e seus pais e/ou substitutos, estes foram convidados pela pesquisadora para participarem da investigação, juntamente com seu(sua) filho(a) indiretamente. Nesse momento, os pais foram esclarecidos sobre o tema da pesquisa, os objetivos, os benefícios para a escolarização dos adolescentes e os procedimentos a serem utilizados. Foram, também, esclarecidos sobre os desconfortos pela presença da pesquisadora em sua casa, bem como informados de que teriam liberdade para deixarem de participar da pesquisa em qualquer fase de sua execução, retirando seu consentimento, sem prejuízo ou constrangimentos. Caso aceitassem participar dessa pesquisa, os pais e/ou substitutos deveriam assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (APÊNDICE C), em que ficava assegurado o sigilo das informações com preservação da identidade dos sujeitos selecionados.

Os pais e/ou substitutos foram solicitados, no próprio termo de consentimento, a autorizarem a divulgação dos resultados da pesquisa em eventos científicos, artigos e livros; também, incluíram a permissão para que suas entrevistas fossem gravadas e os resultados divulgados, sem que fossem identificados.

Após a confirmação dos pais e/ou substitutos para participarem desta investigação, a pesquisadora verificou a disponibilidade dos pais para responderem à entrevista semiestruturada nos próprios ambientes familiares, com o objetivo de identificar

como ocorria o acompanhamento dos pais no processo de escolarização de seus filhos com cegueira.

Na entrevista semiestruturada, utilizou-se um roteiro de anamnese previamente elaborado para coletar informações sobre a criança, a pessoa entrevistada, a família dela; as condições da gestação, do parto, do recém-nascido e da criança; informações gerais diretamente relacionadas com a deficiência visual e aqueles sobre o acompanhamento dos pais no processo de escolarização de seus filhos com cegueira. Tais entrevistas foram gravadas para facilitar a identificação das respostas. A permissão para gravá-las ocorreu no momento da assinatura do TCLE pelos pais ou seus substitutos, logo no início desta pesquisa. O roteiro da entrevista corresponde ao Apêndice D.

A técnica de análise de conteúdo foi qualitativa e buscou apreender profundamente o significado das falas e teve como função verificar as hipóteses e outra de descoberta do que está por trás dos conteúdos manifestos, indo além das aparências do que está comunicado. A análise do discurso dos pais foi baseada no referencial teórico de Bardin (2011), através do qual a pesquisadora ouviu do entrevistado o que este considerava mais relevante. Esta técnica permitiu a descrição sistemática, objetiva e qualitativa dos conteúdos das falas. O autor utiliza a seguinte conceituação sobre análise de conteúdo:

[...] um conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, obter indicadores quantitativos ou não, que permitem a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção / recepção (variáveis inferidas) das mensagens (BARDIN, 2011, p. 48).

A análise de conteúdo teve como propósito por em evidência o que os pais entrevistados manifestaram sobre sua percepção a respeito do seu filho e do processo de escolarização. Os dados, que revelaram cada um dos adolescentes e cada história familiar, permitiram inferências e possíveis generalizações.

Analisar o discurso dos pais significou interpretar os sentidos e desejos que emergiram nas histórias relatadas por eles. Histórias que revelaram o impacto que a deficiência visual e sua aceitação tiveram na vida dessas pessoas e, fizeram visualizar um quadro sobre suas vivências, lembranças e relações com seus filhos em tempos e ações, num contexto bem particular.

Na análise das entrevistas, segundo uma abordagem fenomenológica, em cada pergunta, selecionou-se o discurso de cada sujeito, destacando-se os elementos significativos nas descrições coletadas, dispondo-as em forma de asserções articuladas o mais fielmente nos discursos. Depois, esses elementos foram organizados em sínteses e agrupados por temas ou categorias. Os dados coletados necessitaram de uma forma de análise que evidenciasse a fala

dos entrevistados. Contemplou-se distintos aspectos da vida dos adolescentes com deficiência visual no que diz respeito ao diagnóstico de cegueira, às expectativas dos pais e o acompanhamento deles no processo de escolarização: diagnóstico, ajuda na escolarização, facilidades e dificuldades, expectativas quanto ao futuro, abertura da escola para a participação dos pais, importância da participação, contato com professores, dialogo com a escola, etc.

Das cinco famílias escolhidas, dois pais não aceitaram, alegando excesso de trabalho, falta de tempo e de conhecimento da vida escolar de seus filhos; em uma das famílias, a mãe desconhecia o paradeiro do pai, sabendo apenas o primeiro nome deste, outros dois pais aceitaram participar dessa pesquisa.

Para proceder à análise e interpretação dos dados obtidos na entrevista, fez-se a identificação dos elementos do discurso dos pais, levantando aspectos da singularidade e pontos comuns, construindo categorias por temas recorrentes para a organização e sistematização dos dados.

Na análise das entrevistas foi utilizado o seguinte procedimento, segundo a abordagem fenomenológica: em cada pergunta, selecionou-se o discurso na linguagem de cada sujeito, destacando-se as unidades significativas nas descrições coletadas, dispondo-as em forma de asserções articuladas o mais fielmente nos discursos. Depois, essas unidades foram organizadas em uma síntese e agrupadas por temas ou categorias abertas, unificando as estruturas mais gerais.

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