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Pinhel, Parauá, Alter do Chão Un aperçu ethnographique

1. Le temps du travail, de la chasse et de la pêche

Este capítulo apresenta as principais conclusões do trabalho e seu relacionamento com a proposta inicial. São também sugeridas recomendações para trabalhos futuros que poderão aprofundar ou complementar temas que se mostraram relevantes e que não puderam ser abordados no presente trabalho em função do escopo e limitações do mesmo.

5.01 Conclusões Finais

 A primeira parte da revisão bibliográfica deste estudo procurou explorar e entender se rápido avanço tecnológico vivenciado neste final de século proporcionou o surgimento de uma “Nova Economia”. A conclusão que chegamos é de que não estamos sob uma nova lei econômica, ou seja, a maioria dos estudos apresentados mostraram que todos os efeitos sentidos pelo mercado neste final e início de séculos ainda podem ser explicados pelas leis que regem a economia atual. Contudo, este tema ainda é fonte de inúmeros debates, mostrando que ainda é cedo para constatarmos se realmente estamos dentro de um processo revolucionário ou evolutivo, como no caso da primeira Revolução Industrial, somente a perspectiva histórica e novos estudos poderão realmente elucidar esta questão.

 Outra conclusão importante é que, os relatos dos estudos acerca do impacto das novas tecnologias no âmbito das empresas, na sua grande maioria evidenciam que os avanços tecnológicos e a adoção dos mesmos nas empresas aumentam a produtividade e constituem como fonte para aumentar valor e criar vantagens competititvas. Contudo constatou-se que estas iniciativas devem devem ter um vínculo muito estreito com os processos gerenciais da empresa; novas estratégias, novos processos de negócios e redesenhos organizacionais, ou seja a tecnologia deve ter um vínculo estreito com os processos de negócio das empresas, para que os seus resultados possam ter valor.

 A segunda parte da revisão bibliográfica, definiu quais os processos de criação de valor e vantagem competitiva através do ambiente virtual, mostrou também quais as

principais soluções que materializam os ganhos propostos no modelo de criação de valor. O que se pode observar é que as possibilidades de reduzir custos, aumentar valor para os clientes, aumentar eficiências e finalmente criar vantagens competitivas sustentáveis são inúmeras. Contudo o real valor do e-business está na integração. A integração fim a fim. Se a cadeia de fornecimento não se integrar de forma transparente com o sistema de relações com o cliente, e se nenhum destes dois pode interatuar com finanças, logística e contratações, só se obterá uma fração dos benefícios potenciais do e-business.

 Finalmente, buscando atingir o objetivo geral deste trabalho procedeu-se com uma pesquisa de campo a fim de entendr qualo estágio de adoção de soluções e-business pelas empresas brasileiras. A partir das informações obtidas e da análise crítica, pôde ser constatado que existe um a forte utilização da Internet pelas empresas pesquisadas onde a sua totalidade já estabeleceu uma presença no mundo Internet e mais de 50% delas já realizam transações eletrônicas pela rede. Surpreendente também é a forte utilização de soluções de integração interna (ERPs).

 Constatou-se que o perfil de adoção de soluções e-business das empresas pesquisadas é semelhante ao de empresas do primeiro mundo mais especificamente, Estados Unidos, Inglaterra, França e Alemanha. Este nível de adoção também é bem superior à média brasileira. Mais uma vez podemos constatar ilhas de excelencia no Brasil. Isto também pode indicar que estas soluções de e-business são extremamente excludentes. O que nos coloca frente a um paradóxo. Por um lado é inportante que todos participem das comunidades informacionais (virtuais), para que se possa usufruir de todo o potencial das soluções de e-business, por outro lado o custo e a complexidade deixam várias empresas à margem deste processo.

 Podemos concluir também que existe uma forte tendência à adoção de soluções e- business voltadas a estabelecer, ampliar e estreitar o relacionamento com os clientes finais (Figura 04.02). Esta tendência também foi observada por Varian et al (2002, p.38) , nos Estados Unidos, França, Inglaterra e Alemanha.

 Como no caso das soluções de Intranet a adoção de soluções de e-business parece diminuir conforme o aumento do escopo e complexidade da solução (figura 04.01). Nota-se também que existe uma queda no nível de adoção de soluções de acesso até soluções de transação (e-commerce), o que sugere que as empresas realmente adotam estas soluções em estágios, como proposto por: Hartman, Sifonis e Kador, 2000; Hoque, 2001; Overtveldt, 2000; Albertin, 2002. Reforçando ainda mais essa teoria, constatamos que é forte preocupação em integrar os seus sistemas internos com as aplicações Web based. Isto se deu logo após o final da onda de implementação dos ERPs, indicando mais uma vez a adoção faseada.

 O próximo passo parece ser claramente a integração externa, poucas são as empresas que estão tirando vantagem da possibilidade de integrarem-se com seus parceiros e fornecedores.

5.02 Recomendações para Trabalhos Futuros

O tema estudado é de grande amplitude e as possibilidades para outras investigações é ampla, contudo durante o transcorrer do trabalho começamos a identificar questões importantes que não puderam ser endereçadas neste trabalho. Muitas das vezes por limitações inerentes à pesquisa acadêmica. Desta forma gostaria de enumerar alguns estudos que acredito seriam a continuação deste primeiro estudo:

 Um estudo exploratório a fim de entender os mecanismos internos das empresas para adoção de soluções e-business.

 Um estudo de cunho estatístico para avaliar quantitativamente os ganhos que estas soluções estão trazendo para empresas

 Um estudo que pudesse correlacionar produtividade nas empresas e soluções de e- business

 Um estudo que procurasse entender o modelo inserção tecnológica das pequenas e médias empresas

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