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Le responsable préparation-réception a en charge l’activité de préparation afin que les commandes soient conformes, tant en qualité qu’en quantité, aux produits facturés et

Na tabela 16, dos valores médios sobre o sistema soja/aveia para o ano de 2011, houve uma tendência de incremento na expressão das variáveis da dose mais reduzida para a

intermediária (60 kg N ha-1). Tal condição foi ainda mais evidente no sistema milho/aveia. A

partir disto, foi determinado que a dose mais elevada buscou promover a redução das variáveis testadas em comparação a intermediária, independentemente dos sistemas de cultivo. Ressalta-se a magnitude expressiva do RG e demais componentes da inflorescência do sistema soja/aveia sobre o milho/aveia. Tal condição fortalece a importância do sistema com menor relação C/N, principalmente nas condições de menor adubação nitrogenada pelos custos do fertilizante. Conforme NASCIMENTO et al. (2012), o tipo de resíduo vegetal em decomposição afeta a eficiência de utilização da adubação nitrogenada da cultura em sucessão. Assim, a aveia sob palhada de soja possui suficientes quantidades de nitrogênio no solo, porém uma condição de elevada cobertura residual e de alta relação C/N pode provocar imobilização do N do solo e diminuir sua disponibilidade para as plantas cultivadas em sucessão. Segundo Wendling et al. (2007), o trigo cultivado sob resíduo da soja obteve uma boa produtividade, com uma pequena resposta quanto ao nitrogênio aplicado em cobertura, pelo fato da soja aumentar a disponibilidade do N via fixação biológica e dos resíduos vegetais em decomposição, promovendo uma rápida disponibilidade de nitrogênio a cultura, já o trigo cultivado sob resíduo de milho proporciona maior resposta frente a adubação nitrogenada aplicada.

No ano de 2012, no sistema soja/aveia, uma tendência de redução foi detectada no RG com incremento do N-fertilizante. Por outro lado, no sistema milho/aveia, uma condição contrária foi observada. Ressalta-se que nas duas condições de cultivo e para a grande maioria das variáveis houve incremento da média geral na dose mais elevada de nitrogênio. Também De et al. (2007), obtiveram resultados que mostraram respostas significativas de

produtividade e qualidade da aveia à aplicação de nitrogênio, assim como, nos componentes de produção com o enriquecimento do N. Nakayama et al. (2006) em trigo, comentam que as doses de N devem ser aplicadas quando se almeja obter altas produtividades, pois encontraram considerável acréscimo no rendimento de grãos com a aplicação até a dose de

158,82 kg N ha-1. DA ROS et al. (2003) observaram que nas doses mais elevadas de N foram

obtidas as maiores produtividades de grãos de milho e trigo. Assim também BRAZ et al. (2006) verificou que o rendimento de grãos de trigo podem ser aumentados através da adubação nitrogenada, a qual também traz influência sobre o número de espigas por área e de grãos por espiga, através da variação da dose e da época de aplicação do N-fertilizante. Destaca-se para KRÜGER et al. (2011) que a máxima exploração do potencial genético de uma cultivar está relacionada ao melhor aproveitamento dos estímulos ambientais pela planta, sugerindo que o ajuste da dose de adubação traz uma eficiente alternativa de promover à produtividade vegetal.

Na tabela 16 da análise de contribuição relativa, destaca-se que a discriminação da variação morfológica total tem por base as diferenças entre as doses do N nos pontos 30, 60 e 120 kg N ha-1. Portanto, para o ano de 2011, no sistema soja/aveia, a maior contribuição frente à variação total, foi obtida pelas variáveis MP e MGP. Destaca-se que no ano de 2012, também foram estas as variáveis que expressaram elevada contribuição junto do NEP. Assim, as modificações que se dão pelo incremento das doses de adubação nesta condição de cultivo, qualificam o MP e a MGP, como as de maior sensibilidade ao promover alterações. Ainda na tabela 16 da contribuição relativa no sistema milho/aveia no ano de 2011, também foi identificado a MP e a MGP como as mais responsivas em promover alterações. Kurek et al. (2002) analisando cultivares de aveia, encontrou na MP a variável de maior contribuição frente a variabilidade morfológica geral observada entre as cultivares testadas. Segundo os mesmo autores os caracteres NGP e MGP também foram efetivos em diferenciar os distintos grupos de genótipos. Vieira et al. (2009) estudando a cultura do trigo em diferentes condições de adubação e distintos sistemas de cultivo, verificaram um desempenho maior no componente massa média de grãos refletindo diretamente em elevar o rendimento de grãos, tanto em resteva de soja com de milho. Também Alves & Kist (2010) estudando componentes da panícula da aveia verificaram que os coeficientes de correlação entre os caracteres peso de

grão e número e grãos panícula-1, peso de grão e número de panículas m-2 e, número de grãos

panícula-1 e número de panículas m-2 não foram significativos, desta forma constatou-se que o

nem o número de panículas m-2 no número de grãos, o que indica a ação independente destes caracteres.

Além disso, tanto no sistema soja/aveia independente dos anos de cultivo, como no sistema milho/aveia nos dois anos de avaliação, a MGP se mostrou como a variável mais responsiva a alterações frente às doses de N. Nota-se que à medida que o N vai sendo incrementado, mudanças na contribuição vão acontecendo. Destaca-se no ano de 2012, uma magnitude de certa forma expressiva pela MP, porém, bem inferior à observada pelo ICP, caráter com a segunda maior contribuição frente à variabilidade em função das doses do N- fertilizante. Kurek et al. (2002) destaca que das variáveis de panícula analisada em aveia a MP foi a mais efetiva na diferenciação entre os indivíduos. De acordo com Guiomarães et al. (2008) entre as características de arroz estudadas, o índice de colheita, a massa de 100 grãos e a esterilidade de espiguetas apresentaram maior correlação com a produtividade de grãos, com valores de R iguais, respectivamente, a 0,921, 0,868 e -0,938 significando que o aumento da produtividade ocorre através da elevação do índice de colheita e da massa de 100 grãos e, ainda, devido à redução da esterilidade de espiguetas, assim, esses componentes foram os responsáveis pelo desempenho produtivo da cultivar de arroz. Guercio et al. (2011) identificou correlações entre produção de grãos e número de espigas por planta, as quais foram positivas e significativas para os três cruzamentos de trigo, indicando que as plantas mais produtivas foram as que tiveram maior número de espigas por planta, também observou correlações positivas entre produção de grãos e massa de cem grãos, indicando que as plantas mais produtivas proporcionaram os grãos de maior massa.

A contribuição relativa têm sua importância como forma de conhecer os caracteres que contribuem efetivamente para a variabilidade da cultura (ALVES et al., 2010), assim, conforme Moreira et al. (2005), não se indica variáveis que possuem pouca contribuição no processo de seleção de genótipos, pois tendem a diminuir a eficiência do processo. Em trigos com grande potencial de afilhamento Silva et al. (2007), observaram que a massa de espiga e o número de grãos por espiga, foram os caracteres de maior contribuição na detecção das diferenças observadas na inflorescência. Porém Souza et al. (2007) estudando a mamona destacou que a contribuição relativa da ordem do racemo não é uma característica estável, e depende das condições ambientais, da época de plantio, da cultivar e do regime de cultivo utilizado, sequeiro ou irrigado. Conceição et al. (2010) avaliando genótipos de milho observaram que a partição dos componentes da distância generalizada de Mahalanobis revelou a maior importância dos caracteres rendimento de grãos (66,06%) e número de

espigas por planta (16,92%), em relação à dissimilaridade total, desta forma, o rendimento de grãos, entre os caracteres avaliados, foi o mais eficiente na diferenciação dos genótipos. Tabela 16. Análise dos valores médios e contribuição relativa pela distância de Mahalanobis para os caracteres ligados a produção da aveia branca. UNIJUI, 2013.

Variáveis

Estatística Descritiva Contribuição Relativa

Médias S.j (%) 2011 2012 2011 2012 30 60 120 30 60 120 Soja/Aveia RG 3693 4123 3537 3060 3051 2954 6.63 1.27 MP 2.65 2.72 2.42 2.84 2.97 3.05 38.91 24.25 MGP 2.33 2.38 2.10 1.80 1.91 1.97 43.54 25.93 NEP 39 45 42 42 44 49 4.59 29.14 NGP 73 78 71 77 82 89 0.03 3.82 CP 19.01 19.53 19.46 19.90 20.80 20.06 0.85 13.99 ICP 0.87 0.87 0.86 0.63 0.63 0.64 5.41 1.57 Milho/Aveia RG 2583 3003 2821 2492 2827 3019 7.30 5.03 MP 2.21 2.37 1.94 2.87 3.22 3.36 37.70 19.10 MGP 1.88 2.08 1.65 1.76 2.16 2.25 36.99 41.32 NEP 35 40 37 45 52 54 10.67 2.82 NGP 68 73 62 81 94 100 0.83 3.18 CP 18.28 18.05 18.46 19.90 19.98 20.88 0.92 0.12 ICP 0.84 0.87 0.84 0.61 0.66 0.66 5.56 28.39

RG= rendimento de grãos (kg ha-1); MP= massa da panícula (g); MGP= massa de grãos da panícula (g); NEP= número de espiguetas por panícula (contagem); NGP= número de grãos por panícula (contagem); CP= comprimento da panícula (cm); ICP= índice de colheita da panícula (MGP/MP).

A análise dos diferentes caracteres da planta o estudo dos caracteres correlacionados favorecem a escolha de genótipos e ou manejo que permita uma melhor performance quando positivamente ligado a produtividade de grãos, recaindo a importância de seu emprego (GALARÇA et al., 2010). Por outro lado, os coeficientes obtidos não informam a respeito das relações de causa e efeito entre as variáveis explicativas e a principal (RG), sugerindo nos modelos de correlação o emprego conjunto da análise de trilha (VIEIRA et al., 2007).

Portanto, na tabela 17 da análise de correlação e trilha no sistema soja/aveia em cada dose de N, a correlação RG x MP não foi observada na dose mais reduzida e intermediária de N- fertilizante. Tal condição também foi observada na correlação RG x NEP, RG x NGP e RG x CP. Por outro lado, o estudo das relações entre as variáveis citadas anteriormente, parecem indicar que a condição de N-residual já tem trazido o favorecimento na expressão sobre estas variáveis. Tal fato vem a reforçar este argumento visto às correlações significativas e negativas obtidas na dose mais elevada do N, pois, o incremento da MP nestas condições tende a favorecer a redução do RG. Na dose mais elevada à correlação negativa RG x MP mostra na grande maioria das variáveis elevada contribuição indireta negativa pelo ICP, CP, NGP e direta também negativa pelo RG sobre esta correlação. Hartwing et al. (2006) estudando populações de aveia notaram que o NGP foi o componente que contribui sobre a correlação da MP com RG, justificáveis pelo fato de que os grãos representam em 80 a 85% da MP, revelando assim uma tenacidade da massa dos grãos da panícula após a trilha com a MP. Também Junying et al. (2010) analisando aveia na Mongólia concluíram que a produção de grãos depende das variáveis massa da panícula e do número de grãos da panícula, as quais mostraram correlações significativas com o RG.

Na correlação RG x NEP (tabela 17), estas mesmas variáveis também maximizaram o efeito indireto negativo sobre esta correlação, exceto o RG que mostrou efeito direto positivo. Assim, na correlação RG x NGP destaca-se o efeito indireto negativo do ICP, CP, MP e direto negativo do RG, fortalecendo uma correlação de sinal e sentido contrário. Nesta condição, apenas o efeito indireto via NEP tende a favorecer um acréscimo positivo. A correlação, RG x CP na dose mais elevada qualifica o efeito direto negativo pelo RG e indireto negativo pelo NGP, portanto, o aumento do CP trás o efeito da correlação negativa principalmente advindo do NGP, componente direto de produção desta espécie. Ressalta-se que na relação RG x MGP

ficou destacado uma correlação significativa positiva tanto no ponto 30 como de 60 kg N ha-1.

Marchioro et al. (2004) também encontrou correlação do rendimento de grãos com a massa de grãos da panícula, inclusive, com um valor de intensidade semelhante (r=0.60). Alves & Kist (2010), constataram uma correlação significativa positiva do rendimento de grãos com a massa de grãos da panícula e o número de grãos da panícula. Estas associações trazem consigo um elevado efeito pelo RG e indireto via ICP. Contudo, a ausência de correlação na dose mais elevada foi detectada, trazendo subsídios que nesta condição a capacidade de aproveitamento do N pela aveia anterior até este ponto já tinha sido finalizada, não permitindo permanecer com a relação linear. Fato altamente relevante foi a correlação direta positiva do RG x ICP, trazendo esta contribuição em todas as condições de adubação. De acordo com

Sant’Ana et al. (2011) em cultivo do feijão, a eficiência de uso de nitrogênio pelo feijoeiro variou com as doses de N aplicadas e com o tipo de eficiência calculada, assim as eficiências agronômica e fisiológica diminuíram com o incremento da dose, também as relações entre o índice de colheita de grãos e o índice de colheita de N com as doses de N foram quadráticas e

os índices máximos foram estimados com a dose de 140 kg ha-1 de N. Takedat et al. (1980)

também encontraram uma correlação positiva do índice de colheita em relação a produção de grãos da aveia branca em sucessão ao cultivo da soja. Além disso, tal contribuição é favorecida tanto pelo efeito direto via RG nas três condições de adubação, como indireto via

MGP aos 30 e 60 kg N ha-1. De acordo com Guimarães (2008) em estudo com arroz

concluíram que o aumento do índice de colheita e da massa dos grãos, e a redução da esterilidade das espiguetas devido às suas altas correlações com a produtividade, são considerados prioritários em programas de melhoramento de arroz que visem obter cultivares mais produtivas.

Tabela 17. Análise de correlação e trilha frente as doses N-fertilizante em aveia branca no sistema soja/aveia. UNIJUI, 2013.

Variável Efeito Doses de N (2011 e 2012)

30 kg ha-1 60 kg ha-1 120 kg ha-1 MP r (RG X MP) -0.22ns 0.04ns -0.71* D: RG -0.41 -0.03 -0.17 ID: MGP 0.20 0.42 -0.02 ID: NEP -0.03 -0.15 0.28 ID: NGP -0.10 0.11 -0.31 ID: CP 0.21 -0.30 -0.21 ID: ICP -0.09 -0.01 -0.27 MGP r (RG X MGP) 0.65* 0.67* -0.14ns D: RG 0.46 0.58 -0.03 ID: MP -0.18 -0.02 -0.10 ID: NEP -0.01 -0.13 0.11 ID: NGP -0.04 0.12 -0.17 ID: CP 0.05 -0.13 -0.15 ID: ICP 0.37 0.25 0.20 NEP r (RG X NEP) -0.31ns 0.19ns -0.60* D: RG -0.05 -0.16 0.34 ID: MP -0.22 -0.03 -0.14 ID: MGP 0.01 0.47 -0.01 ID: NGP -0.10 0.10 -0.31 ID: CP 0.19 -0.28 -0.20 ID: ICP -0.14 0.09 -0.28

Continuação... NGP r (RG X NGP) -0.24ns 0.12ns -0.72* D: RG -0.13 0.12 -0.34 ID: MP -0.30 -0.03 -0.16 ID: MGP 0.11 0.43 -0.04 ID: NEP -0.03 -0.15 0.32 ID: CP 0.19 -0.27 -0.26 ID: ICP -0.08 0.02 -0.24 CP r (RG X CP) -0.12ns -0.41ns -0.63* D: RG 0.33 -0.40 -0.35 ID: MP -0.26 -0.05 -0.10 ID: MGP 0.06 0.18 -0.03 ID: NEP -0.03 -0.11 0.21 ID: NGP -0.07 0.08 -0.25 ID: ICP -0.15 -0.11 -0.11 ICP r (RG X ICP) 0.84* 0.87* 0.67* D: RG 0.46 0.38 0.52 ID: MP 0.08 0.01 0.09 ID: MGP 0.35 0.39 -0.01 ID: NEP 0.02 -0.04 -0.18 ID: NGP 0.04 0.01 0.16 ID: CP -0.11 0.12 0.09 R² 0.87 0.90 0.75 Valor de k 0.0520478 0.0520478 0.04973186

RG= rendimento de grãos (kg ha-1); MP= massa da panícula (g); MGP= massa de grãos por panícula (g); NEP= número de espiguetas por panícula; NGP= número de grãos por panícula; CP= comprimento da panícula (cm); ICP= índice de colheita da panícula (MGP/MP); r= valor da correlação; D= contribuição direta; ID= contribuição indireta; R²= coeficiente de determinação; k= coeficiente de linearização; * = Significativo a 5% de probabilidade de erro, respectivamente, pelo teste F; ns= Não significativo pelo teste F a 5% de probabilidade de erro.

Na tabela 18 de correlação e trilha sobre o resíduo de milho, fato relevante foi a ausência total de correlação entre todas as variáveis testadas com o RG, tanto no sistema mais reduzido de fornecimento de N-fertilizante como na condição mais elevada. Tal resposta levanta à hipótese que o N em reduzidas quantidades e sob condição mais restritiva de liberação do N-residual não foi suficiente no estímulo a expressão destes caracteres, principalmente aqueles que evidenciam maior responsabilidade à alteração pelas doses do nitrogênio, como a MP e a MGP (Tabela 16). Além disto, na dose mais elevada, o suprimento do nitrogênio talvez tenha sido suprido à capacidade máxima de absorção pela planta, não permitindo expressar possíveis correlações. Tais hipóteses tendem a se reforçadas pela presença de correlação entre todas as variáveis com o RG na dose intermediária, apenas com exceção do RG x MGP. Inclusive, a correlação RG x MP indicou uma associação negativa

que mesmo o RG tendendo a direcionar uma contribuição direta positiva, uma forte contribuição indireta negativa via NEP foi condicionada. Diferentemente da resposta obtida por Marchioro et al. (2004), que encontraram correlações positivas do rendimento de grãos com a massa da panícula em várias condições estudadas. Ressalta-se que condição semelhante também foi obtido com o número de grãos da panícula. Hartwig et al. (2006) concluíram que o incremento da massa da panícula principal provém principalmente do aumento do número de grãos por panícula, com pequeno efeito da massa média de grãos. Resultado que reforça a correlação com a MP e o NGP, porém, neste estudo na forma negativa destes componentes com o rendimento de grãos.

A correlação RG x NEP também identificou uma relação negativa, ao ponto que nesta condição o forte efeito direto via RG foi o determinante. Em trigo, a variável número de espigas por planta, número de grãos por espigueta e peso de mil grãos foram os fundamentais em contribuir através da seleção indireta no acréscimo da produtividade de grãos (Vieira et al., 2007). Porém, destaca-se também, nesta condição, uma correlação negativa do RG x NGP, de grande efeito indireto via NEP em contribuir para a correlação. Inclusive o CP também mostrou relação negativa e significativa com o RG, trazendo consigo o elevado efeito indireto negativo pelo NEP. Portanto, tanto o CP, como o NGP, a correlação negativa é favorecida pelo NEP, sugerindo que o desenvolvimento de novos genótipos que incrementem este caráter pode trazer consequências numa condição mais restritiva de N-fertilizante e/ou residual. Contudo, as relações de ordem positiva observadas na dose 60 kg N ha-1 sobre o resíduo de soja pela correlação RG x MGP não trás benefícios expressos quando considerado o sistema milho/aveia. Ressalta-se a correlação positiva identificada do RG x ICP, principalmente pelo efeito indireto da MGP, condição que sobre o resíduo de soja também foi verificado. Portanto, numa análise geral, para os dois sistemas de cultivo a correlação direta RG x ICP ou pelo efeito indireto do ICP ou MGP sobre as demais variáveis parece trazer benefícios mais positivos na dinâmica de relações sobre a aveia produtora de grãos. Guercio et al.(2011) verificou no cultivo de trigo duro que os valores de correlação obtidos entre produção de grãos e número de espigas por planta, número de grãos por espiga e massa de cem grãos, apontam para seleção de plantas mais produtivas, de maneira indireta. Assim também Elhani et al. (2007) também verificaram em trigo duro correlações positivas e significativas entre massa de mil grãos e número de grãos por espiga, e a produção de grãos com a massa de grãos.

Tabela 18. Análise de correlação e trilha frente às doses N-fertilizante em aveia branca no sistema milho/aveia. UNIJUI, 2013.

Variável Efeito Doses de N (2011 e 2012)

30 kg ha-1 60 kg ha-1 120 kg ha-1 MP r (RG X MP) -0.04ns -0.64* 0.23ns D: RG -0.08 0.41 0.05 ID: MGP -0.02 0.15 -0.60 ID: NEP -0.31 -0.94 0.23 ID: NGP 0.02 0.01 0.48 ID: CP 0.49 -0.41 -0.16 ID: ICP -0.14 0.14 0.23 MGP r (RG X MGP) 0.14ns -0.10ns 0.08ns D: RG -0.09 0.25 -0.63 ID: MP 0.01 0.20 0.05 ID: NEP -0.05 -0.61 0.20 ID: NGP 0.01 0.01 0.45 ID: CP 0.19 -0.04 -0.16 ID: ICP 0.07 0.09 0.17 NEP r (RG X NEP) -0.03ns -0.70* 0.27ns D: RG -0.34 -0.94 0.24 ID: MP -0.07 0.27 0.07 ID: MGP -0.04 0.05 -0.55 ID: NGP 0.02 0.07 0.48 ID: CP 0.54 -0.20 -0.18 ID: ICP -0.14 0.05 0.21 NGP r (RG X NGP) 0.09ns -0.52* 0.27ns D: RG 0.02 -0.11 0.49 ID: MP -0.06 0.39 0.07 ID: MGP -0.01 0.09 -0.58 ID: NEP -0.31 -0.90 0.24 ID: CP 0.58 -0.13 -0.17 ID: ICP -0.13 0.14 0.22

Continuação... CP r (RG X CP) 0.19ns -0.54* 0.16ns D: RG 0.62 -0.15 -0,19 ID: MP -0.06 0.36 0.05 ID: MGP -0.02 0.01 -0.53 ID: NEP -0.30 -0.89 0.22 ID: NGP 0.05 0.01 0.44 ID: ICP -0.10 0.12 0.17 ICP r (RG X ICP) 0.15ns 0.78* -0.38ns D: RG 0.19 0.38 -0.26 ID: MP 0.07 0.01 -0.7 ID: MGP -0.03 0.49 0.42 ID: NEP 0.26 -0.14 -0.19 ID: NGP -0.01 0.01 -0.41 ID: CP -0.33 0.03 0.13 R² 0.72 0.83 0.79 Valor de k 0.0589956 0.0520478 0.0520478

RG= rendimento de grãos (kg ha-1); MP= massa da panícula (g); MGP= massa de grãos por panícula (g); NEP= número de espiguetas por panícula; NGP= número de grãos por panícula; CP= comprimento da panícula (cm); ICP= índice de colheita da panícula (MGP/MP); r= valor da correlação; D= contribuição direta; ID= contribuição indireta; R²= coeficiente de determinação; k= coeficiente de linearização; * = Significativo a 5% de probabilidade de erro, respectivamente, pelo teste F; ns= Não significativo pelo teste F a 5% de probabilidade de erro.

Conforme Wang et al. (2009) estudando os efeitos dos níveis de N e K na produção de aveia, verificaram que os diferentes níveis de fertilizantes podem aumentar significantemente o número de espiguetas, o comprimento da panícula, o peso da panícula e o rendimento de forragem e de sementes. Assim os valores mais elevados de NGP, CP, PP e o RG foi atingido

com 75 kg N ha-1 e 105 kg K ha-1. Porém Benin et al. (2003) estudando genótipos de aveia

branca, perceberam que os caracteres número de grãos por planta, ciclo vegetativo e estatura da planta apresentaram coeficientes de correlação genética positivos, e efeito direto negativo sobre a variável principal peso de grãos por planta, assim concluem que os maiores efeitos diretos e indiretos, provêm das variáveis peso da panícula, número de panícula por planta e peso médio de grãos, as quais podem ser utilizadas na seleção de cultivares com sucesso na produtividade de grãos. As distintas associações nos efeitos diretos e indiretos dos caracteres

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