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Chapitre   III.   Les interventions auprès des lecteurs en difficulté de compréhension : éléments pour une

2. Quelles interventions auprès des adolescents présentant un déficit dans l’activité de compréhension ?

2.3. Des programmes multidimensionnels

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Além dos loteamentos residenciais da Companhia City em Pirituba, são encontrados ao longo da rodovia os seguintes usos e tipologias habitacionais: Loteamentos de alto padrão, tipo chácara de im de semana, que pressionam para obter li- gação direta a rodovia, porém seu desenvolvimento e expansão devem ser articulados com a rede viária operada na cidade; os nucleamentos induzidos por indústrias ou equipamentos de Serviços, (Ex.: Bairro Santo Antônio de Louveira e Bairro Sião); e os Loteamentos em processo de ocupação, sem infra- estrutura básica, geralmente em áreas com declividade acentu- ada, de difícil acesso e ocupados por população de baixa renda, (Ex.; Bairros Parque Anhanguera, Jardim e Vila Jaraguá, Mor- ro Doce, Jardim Escócia, Jardim Britânia, ambos próximos ao trevo do Km 25 da Via Anhanguera). As intervenções que de- mandam as duas últimas tipologias são inúmeras: instalação de dispositivo de sinalização, ponto de ônibus, passarela de pedestre, canalizações, marginais, etc.

Figura 3.7

Década 70/80- Loteamentos residen- ciais da Companhia City entre Anhan- guera e Bandeirantes, que ocuparam áreas do Frigorífico Amour e outras indústrias que se instalaram nas anti- gas áreas da fazenda Anastácio.

FONTE: ELABORADO A PARTIR DE INFORMAÇÕES OBTIDAS EM WIKIMAPIA – ACESSADO EM 10 06 2011

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Figura 3.8

Loteamentos precários em processo de ocupação no trevo do Rodoanel com Anhanguera Km 23.

FONTE: ELABORADO A PARTIR DE INFORMAÇÕES OBTIDAS EM WIKIMAPIA – ACESSADO EM 10 06 2011

Figura 3.9

Jardim. Vila Jaraguá - Assentamen- to precário no entroncamento da Anhanguera com Rodoanel

FONTE: FOTO DANIELA EIGENHEER 22 /10/2010

Figura 3.10

Residencial Anchieta, localizado no km 62 Sul da Rodovia Anhanguera - década 90

FONTE: FOTO TIRADA 14/06/2011

 

 

  Na década de 90, devido ao progresso industrial da região de Pirituba devido a sua posição estratégica entre as Rodovias Anhanguera e Bandeirantes, a Cia. City em 1995 implantou um polo industrial planejado em área de aproximadamente 1000 mil m2, o City Empresarial Jaraguá, antecipando a tendência

de concentração de empresas dentro de condomínios indus- triais (Companhia City de Desenvolvimento). Seguindo o mes- mo conceito, entre as décadas de 80/90, implantou-se no Km 33 Rod. Anhanguera em Cajamar, o Centro Empresarial Anhan-

guera; e em 1999 é inaugurado Condomínio Industrial Tecno-

park, no Km 104 da Rodovia Anhanguera, ocupando uma área total de 524.000 m².

67 Ainda na região de Campinas, próximo ao Tecnopark, algu-

mas instalações industriais desse período são: Wabco, em 1981, localiza-se no Km 106 da Rodovia em Sumaré, uma empresa de tecnologia de ponta, fornecedora das principais montadoras do país, que ocupa um moderno parque de máquinas de usina- gem, instalada em área de 12.000 m2 construído em área total

de 32.000 m2 . Em 1997, a fábrica da Honda Automóveis do

Brasil (HAB) instala-se na cidade de Sumaré (SP), no Km 110,5 da Rodovia e a Protecter & Gamble em Vinhedo.

Figura 3.11

Parque Industrial Anhanguera, déca- da 80, Km 33 Anhanguera/ Cajamar Condomínio Industrial Tecnopark, ano 1999, Km 104 Anhanguera/ Campinas, área total 524 mil m².

FONTE: HTTP://WWW.TECHNOPARK.COM. BR/ E HTTP:// WWW.CAJAMAR.SP.GOV.BR/ PORTAL/?EXIBE=EMPRESARIAL

 

Figura 3.12

Indústrias ao longo da Anhanguera, próximas ao trevo com Rodovia Dom Pedro Km 103.34 - SP 330.

FONTE: ELABORADO A PARTIR DE INFORMAÇÕES OBTIDAS EM WIKIMAPIA – ACESSADO EM 10/06/2011

 

 

Figura 3.13

1997 - HONDA – km 110 - Sumaré e PROTECTER & GAMBLE - km 69 -Louveira FONTE:WWW.HONDA.COM.BR/SOBRE-A-HONDA/ NO-BRASIL/PAGINAS/DEFAULT.ASPX6 E WWW. PG.COM/PT_BR/PRODUCTS/CUIDADOS_LAR/ ARIEL_CASES.HTML    

68 Em 1976, cerca de 1.264.000 metros quadrados de área de

relorestamento da Companhia Melhoramentos foram desapro- priados para a construção da Bandeirantes que, embora cons- truída nas proximidades de Caieiras, não efetuava conexão com o município. Em 1986, com a denominação Melhoramentos de São Paulo – Urbanização Ltda., o grupo começou a atuar na área imobiliária com loteamentos, venda de lotes e construções de nível médio-alto. A partir da década de 80, intensiica-se o processo de destruição e deterioramento das antigas vilas ope- rárias e na década de 90, as primeiras ações políticas em defesa dos bens arquitetônicos remanescentes dos antigos edifícios fa- bris da Companhia Melhoramentos foram observadas pela dis- posição da Lei Orgânica do Município nº1994/90.

Adiante da área da Melhoramentos, instalam-se nos anos 90: a Klabin (1992), empresa do setor de papel e celulose, Km 48 da Anhanguera, entroncamento com a Bandeirantes; e a

CBA (1990), empresa do ramo alimentício, no Km 51 Anhan-

guera/Jundiaí.

 

Figura 3.14

1992 Implantação da Unidade KLA- BIM Jundiaí, fabricante de papel, no Km 48 da Anhanguera.

FONTE: HTTP://WWW.ARCOWEB.COM.BR/ARQUI- TETURA/FOTOS/889/FT1.JPG

Figura 3.15

Km 51 da Rod. Anhanguera – CBA indústria de alimentos implantada em 1990.

FONTE: HTTP://WWW.CBA.COM.BR/CBA2010/WEB- SITE/INSTITUCIONAL.ASPX

 

69 Além das áreas de relorestamento pertencentes a Melho-

ramentos, o relatório encomendado pela Dersa, faz um levan- tamento das áreas verdes mais signiicantes atravessadas pelas rodovias Anhanguera/Bandeirantes: o Pico do Jaraguá, entre o Km 29 e 48/49 do SAB e a Serra do Japi em Jundiaí, devendo, ambas, conservar seus usos.

Observa-se ao longo das áreas de abrangência do SAB, um acelerado processo de urbanização que avança sobre áreas dedicadas à lavoura, com tendência a continuação desse pro- cesso. Cabe ressaltar a importância de se manter o equilíbrio entre áreas construídas e áreas verdes, como também de se manter áreas de abastecimento primário próximas as cidades. Um exemplo claro dessa ocupação é o trecho entre Campinas e Jundiaí, cujas áreas lindeiras da Via Anhanguera são ocupadas por indústrias isoladas ou loteamentos habitacionais de im de semana, mantendo-se as áreas restantes ainda com usos rurais (DERSA, 1980).

Os Serviços de Apoio têm comportamento similar às indús- trias isoladas, sendo também indutores de outras atividades e assentamentos. Como exemplos, temos os restaurantes: Frango Assado e Lago Azul, no bairro Santo Antônio de Louveira, que tinha diiculdade em articular sua malha local com a rodovia.

Como visto, a maioria dos padrões de uso e ocupação do solo existente em áreas lindeiras à rodovia requerem cuidados e a necessidade de se compatibilizar a malha viária local à regio- nal, através de pistas marginais e/ou transversais e suas adequa- das articulações com as rodovias, a im de evitar conlitos que trazem prejuízo tanto para o luxo do corredor como para o de- sempenho do sistema local. Além disso, o dinamismo urbano, que se apresenta de forma bastante diversiicada ao longo do SAB; desde áreas ocupadas com atividade agrícola, loteamentos precários ou não, trechos em processo de ocupação com habi- tações de im de semana mescladas com chácaras de produção hortigranjeira, até trechos com intenso e dinâmico grau de ur- banização, como é o caso de Jundiaí (Km 47 ao 65) e do binário Campinas-Sumaré (Km 91 ao 110), e do início da Rodovia que atravessa o bairro industrial de Pirituba; tem rebatimento dire- to no funcionamento e no desempenho operacional do corre- dor, ocorrendo os problemas mais graves onde se veriica um processo de ocupação mais dinâmico e acelerado.

Finalmente um último problema que cabe salientar é o im- pacto que o sistema viário SAB provoca no desenvolvimen- to regional, devido a sua articulação com uma política global mais ampla de reestruturação do território. Cada vez mais no-

70 ta-se, tanto no Brasil como no exterior, a imensa capacidade

que as intervenções viárias possuem de direcionar o desenvol- vimento urbano e regional. Este último será mais aprofunda- do no capítulo IV.

A seguir, será analisado, do ponto de vista dos desenvolvi- mentos econômico-regional, a formação da região metropolita- na de Campinas, devido a desconcentração do desenvolvimento industrial, antes polarizado pela capital/metrópole. Além disso, a partir da década de 90, a reestruturação produtiva provoca a fragmentação da produção e da indústria e consequentemente do território, acarretando a conformação de metrópoles mais difusas e dispersas do ponto de vista espacial, trazendo novas mudanças na lógica de ocupação da rodovia Anhanguera.

3.2. Desconcentração Industrial - Campinas

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