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Le mythe de la résurrection d’Osiris : concept de croissance et de décroissance de la pulsion

Dans le document tel-00823278, version 1 - 16 May 2013 (Page 108-113)

II – TROIS PHASES PULSIONNELLES

B) DIFFERENCIATION de l’OBJET : LE MOI

2) Le mythe de la résurrection d’Osiris : concept de croissance et de décroissance de la pulsion

A Instituição encontrava-se localizada numa zona antiga da Cidade de Castelo Branco, que é capital do distrito de Castelo Branco, localizado na Região Centro e Sub- região da Beira Baixa.

Figura 1 - Instituição (Vista aérea) (Fonte: Google Maps)

Esta situava-se na quinta centenária “Olival do Paço”, sendo delimitada pela muralha do castelo, podendo ser acedido pela Rua Dr. Alfredo Mota e Rua Fonte do Tostão, estando afastada da zona industrial da cidade, portanto, longe de elementos tóxicos, prejudiciais, maus cheiros e ruídos (Figura 1).

A Instituição em questão localizava-seperto de vários espaços considerados como potenciais recursos educativos, predominando construções antigas, diversos espaços verdes e algumas instituições, espaços de lazer e de cultura, tais como:

• Jardim do Paço Episcopal • Parque da Cidade

• Castelo dos Templários

• Museu Francisco Tavares Proença Júnior • Museu Cargaleiro

• Cruzeiro de São João • Torre do Relógio

• Palácio dos Viscondes de Portalegre • Solar dos Viscondes de Oleiros • Museu de Arte Sacra

• Banco de Portugal

• Igreja Nossa Senhora da Graça • Santa Casa da Misericórdia

• Centro Cultural de Castelo Branco • Igreja da Misericórdia

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Através do contacto com os espaços acima referidos, estes são facilitadores para a aquisição de novas aprendizagens e desenvolvimento de diversas competências, para além de interligar o contexto envolvente com o próprio jardim de infância.

A instituição em questão tratava-se de uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), que começou por ser um Dispensário de Puericultura. Este foi concebido pelo Dr. José Lopes Dias e abriu em março de 1930, tendo sido inaugurado em maio desse mesmo ano.

Este projeto tinha inicialmente como objetivo facultar as condições essenciais ao crescimento das crianças que se encontravam em piores condições sanitárias e sociais, tendo como atividades principais a distribuição gratuita de leite de vaca, consultas semanais às crianças, Lactário, Pediatria Social, Creche e Colónias de Férias (Praia da Nazaré).

No ano de 1936, inaugurou-se a Creche e o Jardim de Infância, sendo que a Creche se destinava a crianças cujas mães trabalhavam fora de casa e o Jardim de Infância permitia criar uma ligação entre a Creche e a Escola Primária, preparando as crianças para esta transição.

Em 1984, como forma de homenagear um amigo seu, o Dr. José Lopes Dias alterou o nome da instituição, passando a ter a designação que possui atualmente. Cinco anos depois houve a necessidade de ser reestruturada devido ao aumento do número de crianças a pretender frequentar o estabelecimento, do número de recursos humanos e físicos necessários para acompanhar as mudanças sociais e económicas.

No ano de 1993 surgiu a necessidade de ampliar a instituição, criando outro edifício, a Creche, que foi inaugurada no ano de 2007. No entanto, em 2017 um dos parques infantis do Jardim de Infância foi requalificado e denominado com o nome da antiga diretora já falecida, como forma de homenagem.

Figura 2 - Entrada da Instituição (Sede)

A Instituição era constituída por dois edifícios que, apesar de serem separados, exerciam funções em simultâneo. Os dois edifícios em questão eram: o edifício da sede (Figura 2) – onde se encontravam várias salas de creche e a educação pré-escolar – e o da Creche – onde existiam várias salas desta valência.

A Creche estava dividida em dois pisos: o rés-do-chão, onde se encontrava uma escadaria, três salas de atividades, entre as quais o berçário, uma copa de leite e uma sala de muda fraldas; o gabinete de direção, um balcão para receção à comunidade educativa, a cozinha, a despensa, o refeitório, uma casa de banho para usufruto das crianças, outra para os adultos e ainda outra casa de banho para pessoas com mobilidade reduzida; e a cave, que possui uma sala de atividades, uma sala preparada para desempenhar funções de lavandaria, duas casas de banho – uma para crianças e outra para adultos –, uma sala destinada às funcionárias e uma sala de arrumos.

Figura 3 - Corredor rés-de-chão

A Instituição onde foi realizada a PSEPE (a sede) era composta por dois pisos, sendo que no rés-do-chão se encontrava um corredor que dava acesso a todo esse piso e às escadas (Figura 3). Neste piso existia uma sala polivalente, quatro salas de atividades, três casas de banho para crianças, uma casa de banho para adultos, um refeitório, uma cozinha e dois pátios exteriores. Também neste piso estavam situados uma lavandaria, duas despensas de arrumo e duas escadarias de acesso ao primeiro andar.

Figura 4 - Sala Polivalente/Sala de repouso

No primeiro andar encontrávamos um corredor que dava acesso às cinco salas de atividades, três casas de banho para crianças, duas casas de banho para adultos – sendo uma delas adaptada para pessoas com mobilidade reduzida –, um gabinete de educadores, uma secretaria, um gabinete/sala de direção, duas salas de arrumos e um pátio exterior que possuía baloiços, escorregas e cavalinhos. Era também neste andar que se situava a creche, onde se localizava a copa do leite e dois refeitórios destinados às crianças da creche.

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Relativamente aos espaços presentes nesta instituição, a sala polivalente encontrava-se próxima das salas de atividades do rés-do-chão, possuía comunicação direta com o exterior e não permitia a utilização e visionamento de meios audiovisuais, pois não se encontrava equipada com esses recursos, no entanto, podia ser utilizada para esse fim, caso fossem levados os recursos necessários; e permitia o obscurecimento total, protegendo do sol. Devido a estas características, também funcionava como sala de repouso para as crianças das salas do rés-de-chão, sendo que cada criança possuía a sua própria cama e respetiva almofada. Esta sala podia ainda ser utilizada como recreio coberto, pois de manhã era feita aqui a receção das crianças (Figura 4). Esta sala continha também dois aparelhos de ar condicionados que permitiam o seu aquecimento e arrefecimento, dependendo das condições climáticas.

As instalações sanitárias para as crianças eram espaços destinados à sua higiene pessoal e possuíam equipamentos fixos – como sanitas, lavatórios, toalheiros, espelhos, suportes para o papel higiénico – colocados à sua altura. Estas possuíam baias de separação entre sanitas e, em algumas casas de banho, mais propriamente no primeiro andar, a maioria possuía uma banheira com chuveiro e água quente. Estas encontravam-se próximas das salas de atividades, permitindo uma fácil comunicação com as mesmas.

A cozinha desta instituição era um espaço destinado à confeção de refeições e aquecimento de refeições (caso necessário), localizando-se junto à sala de refeições. Este espaço estava equipado com equipamentos funcionais e possuía ventilação tanto natural como artificial (através de exaustores).

Quanto à sala de refeições, esta era um espaço no qual as crianças que frequentavam o Pré-Escolar realizavam as suas refeições. Esta sala continha várias mesas e cadeiras adaptadas às crianças.

No 1.º andar (Figura 5), localizava-se o gabinete que se destinava ao trabalho, seja individual ou em grupo e permitia: o desenvolvimento de atividades de direção, administração e gestão do estabelecimento; reuniões de pais, educadores ou outros; o atendimento de elementos da comunidade educativa (pais, educadores, entre outros). Junto ao gabinete localizava-se a secretaria, que se tratava de um espaço destinado a várias atividades como o atendimento, apoio logístico aos órgãos de direção, administração e gestão. Esta divisão era também uma zona de atendimento ao público e permitia o trabalho de secretaria e de reprodução de documentos relativos ao trabalho, possuindo também áreas de arquivo.

O gabinete das educadoras possibilitava o atendimento aos pais e outros elementos da comunidade educativa, realizar atividades de planeamento, preparação e avaliação de atividades tanto educativas como pedagógicas. Permitia também a arrumação de material de apoio, contudo, as educadoras possuíam cacifos onde colocavam os seus pertences.

Figura 6 - Parque exterior (1.º andar)

Relativamente aos espaços exteriores (Figura 6), estes localizavam-se em volta da instituição oferecendo ambientes diversificados e permitiam a realização de inúmeras atividades. No entanto, ambos os pátios não tinham zona coberta nem ponto de água, mas existiam pequenas arrecadações para guardar materiais de exterior. Estes espaços estavam organizados e apetrechados de forma a assegurarem condições de segurança, sendo que todo o espaço exterior era delimitado por vedações ou muros e o seu pavimento encontrava-se revestido por um material sintético (tartan).

Esta instituição iniciava funções às sete horas e trinta minutos e encerrava às dezanove horas. O período estabelecido para férias era de 15 de agosto a 31 de agosto. Quanto à forma de organização da instituição, esta era composta pela Direção que coordenava duas valências: a ação educativa – da qual constam os elementos responsáveis pela componente educativa – e os recursos humanos – elementos responsáveis pelo bom funcionamento da instituição – como se pode observar na Figura 7.

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Figura 7 - Organograma da Instituição

A caracterização desta instituição foi feita tendo em conta a consulta do Projeto Educativo da Instituição, bem como o Despacho Conjunto n.º 268/97, de 25 de agosto. O despacho utilizado diz respeito à organização escolar e permite definir os requisitos pedagógicos e técnicos para a instalação e funcionamento de estabelecimentos de Educação Pré-Escolar.

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