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Le mythe d’Œdipe : concept de calcification de la persona

Dans le document tel-00823278, version 1 - 16 May 2013 (Page 113-122)

II – TROIS PHASES PULSIONNELLES

B) DIFFERENCIATION de l’OBJET : LE MOI

3) Le mythe d’Œdipe : concept de calcification de la persona

Para a caracterização do grupo da sala “Sorrisos Marotos” foi utilizada a consulta documental das fichas das crianças, complementada com informações recolhidas junto da Orientadora Cooperante relativas a alguns aspetos deste grupo.

Gráfico 1 - Sexo das crianças

Este grupo encontrava-se, no momento da realização da PSEPE, constituído por vinte e três crianças: dez do sexo feminino e treze do sexo masculino (Gráfico 1). Quanto às suas idades, estas variavam entre os dois anos (cinco crianças com dois

10 13

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anos) e os três anos (dezoito crianças com três anos), no entanto, algumas crianças completavam os quatro anos a partir do mês de janeiro, notando-se assim a diferença de quase um ano entre algumas crianças (Gráfico 2).

Gráfico 2 - Idades das crianças

Relativamente à sua residência, apenas três crianças não habitavam em Castelo Branco, residindo em Barbaído, Castelo Novo e no Retaxo, que são aldeias próximas da cidade. As restantes crianças tinham residência em Castelo Branco. No entanto, todas as crianças eram naturais de Castelo Branco. Em relação ao seu núcleo familiar, apenas duas crianças não viviam com ambos os progenitores, visto estes estarem separados, mas as restantes crianças pertencentes a este grupo viviam com os seus progenitores e irmãos.

Quanto ao número de irmãos: oito crianças não tinham irmãos, treze tinham um irmão e duas tinham dois irmãos (Gráfico 3). Cinco destas crianças tinham irmãos a frequentar esta mesma instituição.

Gráfico 3 - Número de irmãos

5 18 2 anos 3 anos 8 13 2 0 2 4 6 8 10 12 14

Quanto à frequência de Creche, após consultarmos as fichas do grupo, observámos que todas as crianças frequentaram a creche. No entanto, apenas duas crianças foram inscritas neste grupo na sala dos dois anos, sendo que as restantes foram inscritas nos anos letivos de 2015 e 2016.

No que diz respeito às Necessidades Educativas Especiais (NEE), nenhuma das crianças do grupo apresentava sinais de apresentar NEE, sendo que também não havia nenhuma suspeita referente a esta condição.

Relativamente às atividades extracurriculares que este grupo praticava, uma criança não se encontrava inscrita em nenhuma das atividades. Cinco crianças encontravam-se inscritas numa atividade extracurricular, onze crianças em duas atividades extracurriculares e seis crianças em três atividades extracurriculares (Gráfico 4).

Gráfico 4 - Atividades Extracurriculares

Em relação aos Encarregados de Educação deste grupo, ao consultarmos as fichas do grupo, observámos que estes tinham idades compreendidas entre os vinte e oito e os quarenta e seis anos, sendo a média de idades trinta e seis anos.

Quanto às habilitações académicas dos Encarregados de Educação, a maioria das mães tinha como grau académico a licenciatura, enquanto que a maioria dos pais tinha concluído o 12.º ano de escolaridade. Através do Gráfico 5 podemos ainda observar que dois pais possuíam o mestrado.

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Gráfico 5 - Habilitações académicas dos Encarregado de Educação

No que diz respeito ao desenvolvimento do grupo foram analisadas várias componentes, entre as quais: a linguagem, desenvolvimento socioemocional, desenvolvimento psicomotor e a autonomia e a capacidade de iniciativa.

Quanto à linguagem, o grupo demonstrava ter já algumas competências desenvolvidas, como ouvir os outros e responder às perguntas realizadas, usar a linguagem para se expressar, identificar a letra do seu nome, ouvir atentamente histórias, indicar a sua idade com os dedos das mãos, indicar quantos irmãos tem e seguir um percurso descrito oralmente. No entanto, existiam ainda algumas capacidades que se encontravam em aquisição na maior parte do grupo, tais como: elaborar frases completas e complexas, visto algumas crianças ainda não conseguirem estruturar frases de forma correta; cantar, reproduzindo de forma correta as letras das canções, pois algumas crianças ainda demonstravam alguma dificuldade em reproduzi- las corretamente.

Relativamente ao desenvolvimento socioemocional, o grupo já conseguia identificar-se a si próprio, exprimir sentimentos, referir o seu nome completo e a sua idade, mas em aquisição ainda se encontram os seguintes parâmetros: a partilha de brinquedos, livros, etc., com os seus colegas, pois algumas crianças ainda demonstravam alguma dificuldade em partilhar, querendo os brinquedos/livros/etc. para si e choravam se tinham de os partilhar. Um aspeto que também foi observado foi o facto de algumas crianças que ainda não conheciam bem os seus colegas, não conseguindo identificar o colega pelo nome, apontando e dizendo “ele” ou “ela”.

Respetivamente ao desenvolvimento psicomotor, o grupo corria, subia e descia escadas, seja com um pé à frente do outro, seja com os pés alternados e agarrados ao corrimão; colocavam-se também de cócoras e equilibravam-se em cima de uma corda pousada no chão. A maioria deste grupo conseguia também saltar com os pés juntos e

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9.º ano 10.º ano 12.º ano Licenciatura Bacharelato Mestrado

equilibrava-se momentaneamente num pé, apesar de perderem o equilíbrio pouco tempo depois. Um dos aspetos que ainda se encontrava em aquisição para grande parte do grupo era a forma como seguravam no lápis, visto serem poucas as crianças que o seguravam forma correta, sendo que as restantes pegavam-lhe com toda a mão, mas quando corrigida a posição dos dedos no lápis, estes conseguiam mantê-la durante algum tempo.

Por fim, quanto à autonomia e à capacidade de iniciativa, as crianças já iamà casa de banho sozinhas, não necessitavam de ajuda para lavar e limpar as mãos, vestiam-se e despiam-se sozinhas, desapertavam os casacos e penduravam-nos no seu cabide. Conseguiam escolher quais as atividades em que pretendiam participar e selecionavam os jogos com que pretendiam brincar, tal como com as crianças com quem pretendiam realizar atividades. No entanto, continuava a existir alguma dificuldade em controlar os esfíncteres, principalmente quando estavam a brincar e se esqueciam de ir à casa de banho e durante a sesta, visto que algumas crianças ainda usavam fralda durante a mesma; calçar os sapatos, pois ainda não conseguiam distinguir a esquerda da direita. Porém, quando lhes era dito qual o sapato que devia ser calçado em cada pé estas conseguiam realizar esta competência sem dificuldade; e, iniciar diálogos em várias situações de conversa, como no tapete, pois nem todas as crianças o faziam, sendo quase sempre as mesmas a falar.

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