II – TROIS PHASES PULSIONNELLES
C) DE l’EFFRACTION du SYMBOLIQUE AU SOI
1) Jung, son effraction du symbolique
A PSEPE foi de extrema importância para o desenvolvimento enquanto futura profissional, visto que as três primeiras semanas permitiram adquirir várias aprendizagens sobre o grupo com quem se desenvolveram inúmeras atividades, criar uma boa relação com as crianças e facilitar a integração com a comunidade educativa da instituição em questão.
Quanto ao período de intervenção, começava-se por planificar as atividades que foram realizadas e, após a sua implementação, era efetuada a reflexão sobre a forma como todo o trabalho tinha sido realizado, bem como as reações das crianças. Estas planificações mostraram ser de extrema importância, visto estabelecerem um determinado encadeamento nas atividades selecionadas, mas serviam também como um roteiro que permitia uma melhor organização mental para quem as colocava em prática, podendo ser alteradas a qualquer momento em prol dos interesses das crianças. As reflexões em questão tiveram bastante relevância, pois permitiram refletir sobre o que tinha sido feito, propondo melhorias, alterando o que ainda podia ser feito para melhorar. Estas reflexões eram também realizadas com base no conjunto das notas de campo e com os registos fotográficos.
Ao longo da PSEPE foram encontradas algumas dificuldades, como a gestão do tempo e a gestão do comportamento das crianças, sendo que através da ajuda tanto por parte da Orientadora Cooperante como da Auxiliar de Educação, foram resolvidas, tendo também compreendido várias formas de resolver estas situações. Ainda relativamente a estas dificuldades, durante toda a PSEPE observámos vários tipos de episódios, que permitiram conhecer melhor as crianças e a sua personalidade e também formas de poder solucioná-las.
Durante esta prática foram também encontrados inúmeros aspetos positivos, mas visto ser impossível referir todos, apenas podemos mencionar alguns, tais como: as crianças terem criado logo uma boa relação connosco e de falarem de nós em casa aos seus pais; partilharem connosco como se sentiam, quando estavam felizes ou tristes; partilharem connosco as experiências vividas, por exemplo, quando estiveram em casa de um familiar e o que lá fizeram. Também foi extremamente motivador verificar o impacto positivo do nosso trabalho ao nível do desenvolvimento cognitivo, sensorial e motor destas crianças.
No entanto, uma das situações da qual nos recordamos melhor tratou-se de uma criança que chegou de manhã com a sua mãe à sala de atividades e não queria permanecer com mais ninguém a não ser com a Auxiliar de Educação da nossa sala, mas como não se encontrava presente, oferecemo-nos para permanecer junto da mesma até irmos para a sala polivalente, onde era feito o acolhimento, visto ainda não termos vestido a bata. Perguntámos à criança em questão se queria ficar connosco, a qual respondeu afirmativamente. Mais tarde, esta mãe agradeceu-nos, pois estava
preocupada com o bem-estar do seu filho e não o queria deixar sem que este se sentisse à vontade.
Em relação a esta prática podemos também referir que, graças ao feedback da Orientadora Cooperante e da sua ajuda foi possível conhecermos novas estratégias ou utilizar estratégias mais indicadas para a realização das atividades, de forma a torná- las mais apelativas e motivadoras. Quanto à motivação das crianças, procurámos sempre utilizar recursos que motivassem o grupo, o que nem sempre acontecia, mas com o decorrer da prática fomos compreendendo as melhores formas de conseguirmos motivar o grupo para as temáticas a explorar.
Devem também ser salientados dois aspetos bastante importantes, os quais também conseguiram ser ultrapassados. Estes aspetos prendem-se com a gestão do comportamento do grupo e com a gestão do tempo. Em relação à gestão do comportamento do grupo, por vezes era necessário parar as atividades para chamar as crianças à atenção. No entanto, com o passar das semanas, tornou-se cada vez menos necessário realizar estas paragens, pois começámos a compreender como lidar com os comportamentos e a saber geri-los como, por exemplo, trocando duas crianças de sítio ou sentando uma criança mais próximo de nós.
Quanto à gestão do tempo, houve sempre alguma dificuldade em geri-lo, visto que a maioria das vezes eram planificadas muitas atividades para o tempo disponível, o que obrigava, por vezes, a alterar o dia em que eram elaboradas ou então não as realizando de todo, para dar prioridade a outras atividades ou para que as crianças pudessem brincar livremente.
No geral, a Prática Supervisionada em Educação Pré-Escolar tratou-se de uma experiência bastante gratificante, no sentido em que foram excedidas as expetativas, tornando-nos mais despertos para os interesses das crianças, tendo sido também aprendidas várias dinâmicas de grupo e formas de desenvolver atividades com crianças destas idades.
Capítulo II
Prática de Ensino Supervisionada em 1.ºCiclo do Ensino
Básico
O capítulo em questão diz respeito à Prática de Ensino Supervisionada em 1.º Ciclo do Ensino Básico (PES 1.º CEB).
Ao longo deste capítulo será contextualizada a PES 1.º CEB e a sua forma de organização, indicando o local onde se realizou e caracterizando o contexto educativo da mesma, como a escola, a sala e a turma. Serão ainda referidas as temáticas abordadas e apresentada uma síntese para cada uma das semanas, sendo elaborada também uma reflexão geral sobre a mesma. Mais se informa que, pelo facto de a investigação ter sido efetuada no âmbito da PES 1.º CEB, a apresentação dessas atividades serão alvo de uma maior pormenorização e análise crítica.