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Série III : la troisième série permet de tester :

M ODELE DE R EFERENCE

4.3.3 Modèle pédagogique

pratos e as cores em harmonia, além dos odores, é uma arte. A comida nunca se separou da cultura pop.

Seção Pop na cozinha

Título: O que você comeria agora, Veríssimo?

É comum escutar a expressão fome de literatura, mas nesse caso a fome pode ser o motivo para se fazer literatura. Luís Fernando Veríssimo é obviamente conhecido por suas obras literárias e também por suas crônicas em colunas semanais em jornais de grande circulação. Mas faz algum tempo que a figura (e escrita) de Veríssimo também é associada com os prazeres da comida. As obras “A mesa voadora” e o volume “Gula” na série “O clube dos anjos” estão aí para confirmar.

Se na cozinha Veríssimo não sabe nem ferver água, na literatura o escritor é chefe renomado, com escola na França. Fazer uma ode ao ovo, especialmente o frito, e traçar estratégias para se dar bem em um Buffet fazem parte do recheio de “A mesa voadora”, um verdadeiro guia em situações de fome extrema e um “quase” diário do autor, que confessa preferências e decreta o ódio à salsinha e todos os outros ornamentos culinários. E o livro não se restringe apenas aos pratos, não. Poucos descrevem uma ressaca com tanto saudosismo. Não se fazem mais ressacas como antigamente, que “além de saúde era preciso coragem” para encará-las.

Em “Gula”, há uma relação muito forte com esse blog, já que tudo se inicia em um almoço com picadinho de carne com FAROFA e banana frita. Ainda precisa de mais explicação? A narrativa envolve um grupo de amigos que se reúne religiosamente para desfrutar do mais prazer que pecado, a gula. Será que os amigos pagaram pelo pecado? Faça de “Gula” uma refeição e espere até a sobremesa, vale à pena.

O Pop teve a oportunidade de arrancar algumas palavras de Veríssimo e sabemos que ele não contou nada de novo, mas confessou que comeria naquela hora, quase 4 da tarde, “algum doce ao som de um bom jazz. Um jazzinho sempre vai bem”.

Título: Muito mais que um mangá

Fome. O mangá “Gourmet”, de Jiro Taniguchi e Masayuki Qusumi, poderia ser descrito apenas por essa palavra que já estaria de bom tamanho. Não se sabe muito do protagonista, mas parte de sua personalidade pode ser decifrada por meio das andanças para fazer a barriga parar de reclamar. E como reclama!

São 18 capítulos, 18 refeições muito bem feitas. Na verdade 17 e meio, mas descubram vocês mesmos e compartilhem do mesmo sentimento. E com essas refeições podemos ver – uma pena que só vemos – como é rica a culinária japonesa, seus ingredientes, suas misturas, os aromas, gostos. Parece loucura, mas em alguns momentos dá para comer junto.

Principalmente quando somos presenteados pela visão geral dos pratos, que acompanham uma ligeira crítica feita pelo gourmet. Sem mencionar as sugestões de tempero, ingredientes e até um melhor “arranjo” do prato que o personagem arrisca. Até mesmo uma refeição comprada em uma loja de conveniência no meio da madrugada pode parecer um legítimo jantar de gala. Teria um grande potencial para chefe se não fosse um errante gastronômico assumido esse gourmet.

Do conhecido yakisoba ao takoyaki de rua, é encorajador ver a determinação em matar a fome. Não importa se nunca antes tenha visto tal restaurante, se a aparência não é das melhores ou se o bolso vai doer na hora da conta. Comer e, comer dignamente, é o objetivo e a aula dada pelos autores. Não há lugar para preconceitos no mangá, por mais que seja constrangedor para um homem japonês entrar em uma doceria de bairro sozinho.

Mas acima de tudo, a gastronomia em “Gourmet” é a melhor ferramenta para retratar a sociedade, os costumes e o universo japonês. Como é inacreditável imaginar um lugar onde você mal abre a porta de qualquer restaurante e já é recebido com um “Bem vindo”. Como é mágico o contato com quem prepara a comida, podendo ver o trabalho das mãos alheias. Como é bom ter contato com algo que não reduza o Japão ao berço de artefatos tecnológicos.

Para uma aula sobre o Japão, para inspirar na busca do desconhecido ou para ser um guia da gastronomia japonesa: “Gourmet”.

P.S: O livro apresenta um glossário com os nomes de cada prato. Ninguém corre o risco de não saber o que está lendo ou o que futuramente vai comer.

Título: Gastronomia de cordel

“Um cordel eu vou fazê Pra ideia esclarecê

Que na literatura de cordel Dá pra falar de arroz e dendê E também de açúcar e mel”

O que você leu acima com certeza não chega nem perto de um cordel, mas como falar do livro “A peleja do alecrim com o coentro e outros causos culinários: receitas de cordel” sem se arriscar na rima? A autora do livro mais que gostoso é a também blogueira Tatiana Damberg.

O Nordeste brasileiro é uma riqueza! E, por isso, Tatiana resolveu homenageá-lo da maneira mais completa possível: fazendo um misto de literatura de cordel com gastronomia. A cada cordel (capítulo), a autora introduz as receitas mais emblemáticas -

aquelas que agora voltam à moda, meio repaginadas, na onda do resgate da brasilidade na cozinha – mas também nos presenteia com a Canjica da Vovó Maria da Valentina e outras celebridades do avental.

“A peleja do alecrim...” pode ser um guia para aprendizes, ser a pitada a mais de coragem para os aventureiros da cozinha e uma ótima oportunidade de contato com a cultura nordestina, mas para o Pop o livro é uma verdadeira refeição. Tudo começa com o “Cordel dos básicos”. E página a página nos sentimos como no desenrolar de um almoço, às vezes jantar, em que os pratos são devorados desde a entrada até a sobremesa.

A autora além de entrar com panela e tudo na literatura de cordel, ainda arrisca algumas rimas quando nos escreve o modo de preparo das receitas. Gracioso, gostoso, delicado, muitos são os adjetivos que se podem dar ao livro, mas o que recomendamos mesmo é que se leia de barriga cheia. Ou vai pintar aquela vontade de bolo de rolo e vatapá da Dona Icléa às quatro da matina.

Título: Cinema açucarado

Tudo bem que o dia das crianças já passou, mas não custa nada relembrar um filme lindo e gostoso com direito a comida de criança feita por vó. E como criança gosta mesmo é de doce – alguma já negou uma boa dose de glicose? – não tem como não lembrar da cena do banquete no filme “Menino Maluquinho – O filme”, que já tem a gastronomia presente em sua vida pelo simples fato de andar com uma panela na cabeça!

Em casa de vó já está subentendido que vai ter comida boa. E essa é uma das coisas que esse filme mostra, o paraíso gastronômico na terra. Sim, o Menino Maluquinho tem uma vó com dotes culinários pra lá de especiais e não contém a emoção ao ver a mesa repleta de doces, bolos e biscoitos. Claro que a vó acha um exagero todo esse entusiasmo. Mas sabe como é vó, né?!

(Vídeo)

As imagens são tentadoras. Quem resiste a potes lotados de balas de goma, pirulitos, além de bolo de chocolate e biscoitos mil? A mesa que se apresenta é o sonho de toda criatura. Ainda mais quando se é criança.

Além dessa cena memorável, é claro que todo o filme é demais, e mais lúdico impossível. Vale à pena relembrar, mas não vai exagerar, ok?!

Ficha técnica

Lançamento: 1994

Direção: Helvécio Ratton

Duração: 83 minutos

Título: As receitas favoritas de Elvis

Se Elvis não morreu não dá para afirmar. Mas que o Rei do Rock permanece vivo gastronomicamente, disso não há dúvidas. Elvis era um amante incondicional da arte do forno e fogão e adorava desde pratos elaborados até o bom e velho sandwich.

A paixão de Elvis pela comida era tanta que até virou livro. Are you hungry tonight? é a reunião das receitas favoritas do Rei, compiladas por Brenda Butler. O Pop é portador da obra e aconselha quem é fã, ou mesmo curioso, a ler e se deliciar com as histórias que Brenda conta sobre os pratos favoritos de Elvis, descrevendo inclusive a relação afetiva que o astro tinha com eles.

Típico norte-americano, Elvis não dispensava ovos no café da manhã, purê de batatas, frango frito, macarroni and cheese e torta de abóbora. Isso só para listar algumas das receitas que estão no livro, que também nos presenteia com uma espécie de álbum de fotos e uma minibiografia do astro.

Com Are you hungry tonight? dá para entender porque Elvis adquiriu uns bons quilinhos a mais. Dá para imaginar o astro com seu balde de frango frito no colo e depois partir para a sobremesa com uma bela torta de blueberry. Nenhuma receita no livro é digamos light. Mas se você leitor se interessa por Elvis ou pela gastronomia tradicionalíssima dos Estados Unidos, leia o livro e depois corra para cozinha e sinta o sabor do rock.

E atenção para as noivas de plantão: o livro conta com um extra que é nada mais nada menos do que a receita do bolo de casamento de Elvis Presley e Priscilla Beaulieu, o The Royal Wedding Cake!

O livro é uma ótima oportunidade para ter uma refeição de rei. E para alimentar ainda mais sua curiosidade, o Pop preparou o sanduíche preferido de Elvis. Confira nesta quarta-feira, lá na seção Anota aí.

Título: Dia do Sushi

Depois do Dia das Bruxas e do Dia do Saci, vem o Dia do sushi. Qual desses é mais importante o Pop Com Farofa prefere não opinar mais que o Dia do sushi nos parece mais delicioso e convidativo não tem como negar.

E quem diria que o sushi só existe porque os japoneses precisavam desenvolver alguma técnica que possibilitasse a conservação do peixe por mais tempo. O peixe era salgado e colocado entre camadas de arroz, para manter a conservação e promover uma espécie de fermentação que iria conservar o peixe por mais tempo.

Pois é, o prato inicialmente não era prato coisa nenhuma, até que um dia alguém decidiu comer o arroz que envolvia aquele peixe. Não precisa nem dizer que desse dia para frente o sushi foi tão apreciado que se espalhou pelo mundo todo e hoje é o prato mais pop da gastronomia japonesa. Sem contar as variações e combinações de sabores que muitos por aí fazem com o sushi. O Pop já até presenciou sushi de brigadeiro. E temos provas!

Bom, mas o importante é comemorar o Dia do sushi. O Pop Com Farofa já fez a sua parte almoçando sushis e mais sushis. E aí, vai ficar aí sentado? Corre que ainda dá tempo. E feliz Dia do sushi!

Título: Pão quentinho e muito suspense

O Reino Unido nunca foi muito conhecido pela boa comida ou por apresentar uma gastronomia que fosse tradicional e apreciada pelo mundo. Mas os personagens Wallace e Gromit estão aí para mudar essa realidade. E o pão é aliado na luta dos amigos mais famosos da cultura britânica atual.

Wallace é um inventor que já entrou nos mais diversos ramos de negócios justamente porque inventa de tudo. Gromit é muito mais que seu cão, e sim um amigo e sócio nas trapalhadas em que os dois se enfiam. E uma peculiaridade une ainda mais essa dupla: os dois gostam muito de assuntos gastronômicos, principalmente Wallace, um apaixonado por queijos.

No curta “Uma Questão de Pão ou Morte”, os amigos se aventuram no ramo confeiteiro e abrem uma padaria, a “Bun Top”. Todas as invencionices de Wallace, como braços robóticos e enormes batedores de massa fazem da padaria um ótimo negócio, lucrativo e gostoso. No entanto, uma espécie de serial killer de padeiros está à solta, e 12 deles já haviam desaparecido. Wallace e Gromit precisavam tomar cuidado para não serem os próximos da lista.

A história se desenvolve de maneira divertida e com um suspense gostoso de acompanhar. Gromit mostra nesse curta como é amigo de Wallace e faz de tudo para salvar a vida do companheiro. Além disso, o curta da água na boca e uma imensa vontade de tomar um xícara de chá acompanhada de pão quentinho, saindo direto do forno de Wallace e Gromit.

Para quem não conhece, os personagens são criações do britânico Nic Park, o mesmo criador do filme “Fuga das galinhas”, lembram? Park tem como característica usar a

tecnologia do stop motion em suas criações. Wallace e Gromit protagonizam uma série de filmes e já passaram por muitas aventuras. “Uma Questão de Pão e Morte” é do ano de 2008, o mais recente filme da dupla. Os personagens já viraram ícones no Reino Unido e são os melhores embaixadores da cultura pop britânica atualmente.