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1. LES ANNÉES 1980 ET 1990 : LES NOUVELLES AVENUES DES

1.2. La mutation du rôle de conservateur et l’apparition de la figure du

1.2.1. Mieke Bal, Double Exposures et le modèle de la conversation

As respostas dos 16 grupos estão agrupadas, depois de cada pergunta, conforme as semelhanças das mesmas:

1ª PERGUNTA: Na opinião do grupo, a Igreja Católica (Paróquias de Lages) tem despertado lideranças para atuarem na sociedade civil como cristãos?

1ª resposta: Não. Não temos lideranças que atuam na sociedade civil porque ainda existe exclusão e respeito humano; e para não serem incomodados vivem de braços cruzados, não se importando com este mundo de violência, de fome e de pessoas que vivem sem dignidade de filhos de Deus. As lideranças que surgem atuam, mas somente nas pastorais, dependendo ainda do padre, com seu testemunho, carinho e sua dinâmica para atrair pessoas para ajudar. Não, porque é muita ‘decoração’ e pouca espiritualidade. Não. Já se fez isso. Atualmente as

lideranças da sociedade não têm saído do seio da Igreja, mas de outros espaços. A Igreja não tem despertado lideranças como fez na década de 60 até 80. Depois entrou numa crise, voltando-se mais para si mesma. Os movimentos de base, juventude etc. não têm mais sido força de expressão que forme quadros para atuar na sociedade. Não está despertando. Falta incentivo do Bispo e dos Padres. Há um número pequeno de pessoas atuando nas várias atividades. Há pouca formação. Há padre com idéias ultrapassadas. Não. Interesse próprio. Alguns, quando conseguem altos cargos esquecem Jesus. Não. Não há motivação por parte da Igreja. O que se percebe é que muitos padres são autoritários, chamam a paróquia de sua, como se fosse sua propriedade, tomando conta de tudo, não dando oportunidade para o surgimento de novas lideranças. Não, pois são poucos os que agem como cristãos. Grande parte dos cristãos é egoísta e quer fazer tudo sozinho. Não chamam a comunidade para participar. Não há muita abertura para assuntos políticos e as pessoas que participam da vida da comunidade não procuram grupos políticos para participar. Ou é político, ou é cristão; as duas idéias não caminham juntas.

2ª resposta: Desperta lideranças, mas falta certo apoio. Não é fácil formar lideranças. Precisamos de pessoas que nos ajudem a formar este círculo. Há lideranças que, a partir da experiência na Igreja, começaram a estudar e hoje atuam como: professores, empresários, políticos, etc., que a semente começou na Igreja. A Igreja católica tem despertado lideranças para atuar na sociedade civil como cristãos, iniciando como representantes de pastorais e movimentos e entre essas lideranças existem pessoas de variadas etnias; estão construindo uma nova cultura, baseada em valores cristãos. É um processo lento. A Igreja procura despertar, na medida do possível. Desperta, mas não motiva, não encoraja, não pega junto. Os cursos de teologia e formação têm despertado muitas lideranças na Igreja. Muitas delas ajudam a evangelizar as pessoas da comunidade. A Igreja vem desenvolvendo curso de formação para as pessoas atuarem na sociedade civil, mas ainda é muito pouco. Tem despertado, sim, mas é claro que são poucas. Sim, porque há reuniões para discussão das problemáticas da sociedade; com isso as pessoas se tornam mais críticas. Através de cursos para diversas lideranças, a Igreja Católica está mais perto da comunidade. Dos movimentos da Igreja surgem lideranças importantes. Sim, tem aqueles que realmente estão engajados no trabalho comunitário, enxergam os problemas, as dificuldades pelas quais passa a população e se empenham em ajudar sem se preocupar em tirar vantagem. Sim, ao longo do tempo diversas lideranças têm atuado na sociedade civil, a partir de uma motivação de fé. Este trabalho continua nos dias de hoje, talvez não com a mesma intensidade de um passado recente. A Igreja promove muitos encontros de formação para líderes comunitários, como dirigentes de Grupos de Famílias, movimentos de agricultores, catequistas, atingidos por barragens, etc. Há incentivo na formação de Pastorais, tais como: Pastoral da Saúde, Pastoral da Criança, que têm como objetivo a defesa da vida, bem como a Catequese, Ministros, Pastoral da Juventude, Pastoral Afro, que visam a inclusão social.

3ª resposta: A Igreja não têm despertado um número considerável de lideranças e aquelas que ela desperta não estão preparadas para atuar na sociedade. A Igreja tem se tornado atrativa não pelo significado e sentido humanitário, e sim pelo pseudo poder que oferece. As atuais lideranças desvirtuaram o sentido cristão de liderar. É muito difícil conseguir lideranças, pois as pessoas não querem compromisso, pois há muitas reuniões. Se a pessoa assume, por exemplo, a

Pastoral do Dízimo, já é convidada para animar Grupo de Família, para participar do Conselho, Curso de Sacramentos, e assim por diante. Para quem assume é muito compromisso. Há preocupação da Igreja em despertar lideranças, mas muito precisa ser feito, tendo em vista que muitos cristãos ainda não despertaram para a missão. A formação ainda é muito lenta, muitas vezes, Sempre se faz convites. Abre-se a porta. Porém, percebe-se que a Igreja tem dificuldade em aceitar ou praticar idéias novas.

2ª PERGUNTA: Na Igreja Católica (Paróquias de Lages) existe democracia? 1ª resposta: Não existe, porque, na maioria das vezes, nossas lideranças dominam os menos esclarecidos, colocando suas idéias que não são democráticas, fazendo com que a maioria não tenha voz, nem vez. Não, porque a história de Lages foi muito marcada pelo coronelismo. Acreditamos que há na Igreja uma forma deturpada de democracia. O que existe na Igreja é um tipo de aristocracia, ou seja, um pequeno grupo ditando todas as diretrizes. A Igreja deveria contar com a participação direta e constante do povo. Há necessidade de se ouvir a comunidade católica. Não. Há uma falsa aparência de Igreja democrática. Nos Grupos de Famílias as pessoas se conhecem, se gostam, se ajudam e solidarizam-se. Mas na Igreja do padre é só ele que manda e pronto. O poder está cada vez mais centralizado. O povo apenas trabalha, mas não tem poder de decisão. Algumas paróquias são conservadoras demais e outras são ‘largadas’. Há democracia de dízimo, de batizar... Infelizmente muitas coisas são decididas por um número muito pequeno de pessoas, sem o consentimento da comunidade. Às vezes, somente o padre decide. Ainda não. O leigo não tem decisão; muitas vezes, as idéias já vêm prontas e somente são colocadas de uma maneira que pareça que foi decisão de todos. A Igreja não consegue transmitir esse direito ao povo. Muitas decisões vêm de cima. O povo não é consultado. Aceita ou aceita. É triste, porque gostaríamos que certas coisas fossem diferentes. Não existe em quase todas as paróquias, pois o padre é que manda e o povo obedece. É próprio da nossa cultura se calar e não fazer nada para mudar. O padre pensa que é a autoridade da Igreja. Não se percebe democracia nas paróquias de Lages. A participação democrática exige participação ativa; isso significa que a pessoa tenha voz e vez, ou seja, tenha espaços onde possa se manifestar e ser ouvida, ter vez e poder de praticar a ação, após a apresentação e votação da proposta; que ela possa ser executada. Infelizmente tem muita liderança usando seu “poder”, não deixando as outras opinarem, e se deixa opinar, o que prevalece é a sua opinião. Não, porque normalmente quem manda é o padre. Existem algumas comunidades que conseguiram a partir dos Conselhos, mais ainda precisam ser muito trabalhadas. Existem os Conselhos Pastorais, porém, a decisão é do Pároco. Democracia por aqui é um assunto complicado. Há democracia, mas só de fachada. A Igreja deveria pensar bem nesse assunto, pois já começa a perder para outras entidades laicas. Alguns párocos colocam suas idéias, seu jeito acima de tudo, forçadamente, tornando-se donos da Paróquia.

2ª resposta: Há uma democracia limitada e com restrições. Existem os que mandam e os que obedecem. Existe democracia nas Paróquias de Lages. Existem muitas lideranças abertas e democráticas. Existe, pois, do contrário, seria muito difícil trabalhar. A liberdade de expor idéias, concordar e discordar, faz com que as coisas aconteçam. Há paróquias em que as decisões são tomadas pelos Conselhos. Há diálogo e aceitação de sugestões. Algumas paróquias praticam a

democracia e outras não. Existe em algumas comunidades a escolha para liderar a Igreja. Há democracia porque as pessoas votam em quem quiser e não têm restrições em participar da Igreja, como os ajuntados. Em algumas paróquias há bastante abertura por parte dos padres, para a participação dos leigos. Há democracia nas assembléias diocesanas, conselhos e pastorais. Os leigos participam das decisões. Muitas vezes há, mas existe ainda centralização do poder. Pode-se dizer que sim; depende do padre, da paróquia e das lideranças. Sim, a Igreja tem buscado, nos últimos anos, uma postura mais democrática, permitindo que as decisões sejam compartilhadas.

3ª resposta: As lideranças sentem-se à vontade para fazer algumas coisas. Mas, os padres têm mais estudo e jeito para conseguir mais lideranças e outros participantes. As pessoas se queixam muito pela falta de mais padres. Há grande esforço por parte de todos e todas, inclusive da hierarquia, pois temos acesso de fala com quase todos. Há lideranças com força e coragem nas comunidades e caminham em defesa da vida, que é a missão de todos. A democracia da Igreja depende muito do Pároco. Há paróquias onde quem decide é o padre. Os Conselhos estão formados. Mas, muitas vezes, se reúnem e se organizam, planejam e acabam frustrados porque não são ouvidos.

3ª PERGUNTA: Nas Comunidades da Igreja Católica (Paróquias de Lages) existem trabalhos pastorais ou outros, cuja iniciativa é exclusiva das lideranças locais?

1ª resposta: Não (45% das respostas) Não. Sempre vêm as normas para as lideranças e com muita insistência. Todas têm iniciativa do pároco. Muitas vezes os trabalhos são realizados por leigos, mas todo o “glamour” vai para os padres e irmãs. Os trabalhos pastorais surgem da Igreja, e ainda, por incrível que pareça, são idéias oriundas dos padres ou da Diocese. Assistência a famílias carentes. Fomos à luta para conseguir local para a construção da capela e salão, sem a interferência do padre. Até hoje não dependemos dele; ele somente soma conosco.

Coleta para compra de alimentos, que são distribuídos aos mais pobres.

2ª resposta: Campanha contra o frio. Promoções beneficientes. Feira de Roupas, para arrecadar dinheiro em favor das pessoas mais necessitadas. Grupo de auto-ajuda. Alimentação para famílias. Sopão. Curso de bordado. Cursos de trabalhos manuais. Cursos para mães gestantes. Campanha de agasalhos. Há participação dos cristãos em iniciativas da sociedade civil, como Lages Sem Fome, Fome Zero, Associações de Moradores, nas atividades da escola, nos Conselhos de Saúde e de Segurança, entre outros.

4ª PERGUNTA: Citar as situações que o grupo acha que estão erradas na Igreja Católica de Lages.

Respostas:

Falta formação Apoio aos que se dedicam ao trabalho, principalmente aqueles que não aparecem. Falta de participação dos leigos na comunidade. Padres não se casar Não há acompanhamento vocacional nas famílias (visitas nas casas). Falta interesse, participação e unidade entre as paróquias Muita didática:

simplificar mais. Não aceitar os ex-padres exercendo seu ministério. A Igreja não deve ir atrás de certos conservadorismos do Papa. Os tempos evoluíram e a Igreja muito pouco. O posicionamento contrário ao uso de métodos contraceptivos e camisinha. A resistência ao sacerdócio feminino. Coleta durante a missa. Já há dízimo. Política misturada à religião. Falta de humildade (padres e leigos). Falta de métodos para atrair os jovens e crianças. Falta acolhimento. Cerimônias com excesso de pompas Endeusamento de alguns padres. Participação de alguns padres na política. Casos de padres que se aproveitam da confissão para desvendar segredos e expô-los ao público. Meios para que todos tenham maior participação na hora da missa. O modelo de paróquia não mais condiz com a realidade; é medieval. Liturgia cada vez mais fria, longe da vida do povo e pouco participativa. A forma de como de trata as pessoas descasadas ou de 2º casamento, negando acesso a alguns sacramentos. Falta de acompanhamento pastoral por parte do padre e muitas vezes o próprio padre não assume de verdade. Tem padre que nem sai da casa paroquial. Lideranças desmotivadas. Luxo na Igreja e muitas construções para manter. Lideranças que se apropriam indevidamente de dinheiro da comunidade. Falta presença do padre para visitar as famílias. Falta de comunicação, de união e até brigas entre as lideranças. Catequese e jovens estão espalhados. Muita lentidão nas inovações. Os padres deveriam estar mais presentes, dando mais incentivo ao povo. Festas e bailes nos salões paroquiais para arrecadar dinheiro. A arrecadação deveria ser só com o dízimo. Ministros da Eucaristia vistos apenas como ajudantes do padre. As paróquias devem participar na escolha do Pároco. Mais espaço e incentivo para os jovens trabalhar na Igreja. Pouca participação da hierarquia nos movimentos sociais. Abuso de autoridade, tanto da hierarquia, quanto de leigos e leigas. Falta de compromisso do padre em ajudar na conscientização do dízimo. Certos padres com muita autoridade; na homilia falam uma coisa e, na prática, as atitudes são outras. Padres que abandonam seu compromisso para casar. Desobediência ao Bispo, pois cada um faz como quer, pensando em ser moderno e atual. Não se fala em dízimo, mas na hora do fundo comum querem usufruir. Pessoas casadas não podem exercer o sacerdócio. Quando Jesus disse: “Fazei isso em minha memória”, será que falou isso só aos celibatários? Poder concentrado da hierarquia. Ritualismos Fechar os olhos para as injustiças sociais. Pouca preparação para o Sacramento do Matrimônio. Falta de apoio e participação na Política. Ritos ultrapassados. Falta de espiritualidade e testemunho. Pouca espiritualidade de alguns padres. Padres tocam pouco a emoção e o coração. Bispo deixar que padres arrogantes, ladrões, estúpidos e autoritários exerçam o sacerdócio. Construções enormes de seminários, para ficarem vazios. Falta metodologia e preparo, adequados para a evangelização. Falta de acolhida (ir ao encontro) e falta de lideranças. Falta insistir mais na educação e não tanto nos excluídos que a Igreja ajuda a criar. Venda de bebidas alcoólicas em salões comunitários. Desrespeito às normas diocesanas. O padre faz do seu jeito.

5ª PERGUNTA: Citar as situações que o grupo acha que estão certas na Igreja Católica, em Lages.

Respostas:

Batizados, casamentos e cultos realizados por ministros. Bons Ministros da Palavra. Há padres ótimos. Trabalho realizado pelas pastorais. Liberdade e abertura para o leigo. Diálogo aberto entre padres, leigos e irmãs e até com o

Bispo. Confissões comunitárias. A não existência do maior e sim a existência do respeito. Hierarquia interna. A Igreja mostra seu poder, através da obediência. Sua representatividade. A atuação de muitos padres e a fidelidade de muitos fiéis. Apoio aos direitos humanos. Incentivo e participação dos cristãos na vida política partidária. Apoio a pessoas e comunidades pobres. Grupos de Famílias. Missões. Campanha da Fraternidade. Romaria da Terra e da Água. Cursos de formação para lideranças e teologia. Crisma na própria comunidade. Abertura, mesmo que pequena e tímida, inclusive dos padres e outros religiosos. Perseverança de muitos leigos. “Teimosia” em acreditar na Igreja Povo de Deus. Posicionamento a respeito do aborto e eutanásia. Iniciativa de alguns párocos em buscar a descentralização das atribuições do trabalho pastoral. Trabalho focando a família e a juventude. Reconhecimento do padre e Bispo como verdadeiros Pastores. Acontecem situações em que “se fala a mesma língua”. Trabalho mútuo e de ajuda mútua. Preocupação com o bem-estar social e espiritual. Convite para novas lideranças. Valorização do indivíduo e respeito pelas diferenças de crenças e de opiniões. Ecumenismo. Os encontros de setor. Rodízio de Ministros. Igreja CEB’s. Campanhas de conscientização e Mobilização. Igreja missionária. Cursos de Bíblia. Participação de cristãos nos movimentos sociais e nas lutas em geral. Padres e religiosos integrados na sociedade e vivendo os problemas da comunidade. A presença de instituições sociais e outras estruturas a serviço da comunidade. Conselhos Pastorais. Dízimo livre e consciente. Receber na comunidade, através do batismo filhos de casais não casados e de prostitutas. Pastoral Urbana. Prioridade da catequese. Despertar das comunidades para a cidadania. Festa das Tendas. Jornal A Caminhada. Liturgia. Acolhida nas celebrações, na porta da Igreja. Lei do celibato. Intercâmbio entre os ministros. Missa, grupos de oração, Legião de Maria. Trabalho voluntário na área social. Luta pela ética e pela justiça. Busca constante de fidelidade ao Evangelho. Evolução da Igreja. Intercâmbios entre comunidades. Estudos sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. Curso de Sacramentos. Acolhida sem exclusões. Missas participativas. A Igreja acredita e prega a doutrina do livre arbítrio. Fidelidade aos princípios e fundamentos da Igreja. 1ª eucaristia nos Grupos de Famílias.

6ª PERGUNTA: Qual é a opinião do grupo sobre as relações entre hierarquia e leigos dentro da Igreja, em Lages?

A Igreja está toda sistematizada de forma hierárquica e as decisões cabem

somente àqueles que estão no topo do sistema. Contudo, ainda que hierarquizada, ela não veta a participação do leigo; ela é favorável, pois o leigo representa a descentralização do poder. Nós leigos, como Igreja de Jesus Cristo, temos a missão de evangelizar; para isso, nos organizamos na medida em que assumimos algum tipo de serviço ou ministério. Por isso, precisamos de um líder, não com “poder”, mas com autoridade. A relação entre hierarquia e leigos está razoável, mas sempre existem ideais diferentes entre hierarquia e leigos. Deve existir hierarquia para a organização do trabalho. A Relação entre hierarquia e leigos é boa. A hierarquia na Igreja é quase como militar, pois quase todas as decisões devem passar por ela. A relação entre hierarquia e leigos está razoável. O leigo procura o padre: ele não pode, não tem tempo, outro nunca está... Nosso Bispo é amado e os padres são atenciosos e carismáticos. Sabem ser amigos e tem comunicação ótima. O padre muito ausente da comunidade. Os leigos dão sua opinião, ajudam bastante, mas na hora de decidir, são os padres que decidem.

Relação desgastada. Falta obediência de padres em relação ao bispo. Padres e leigos precisam avaliar as relações entre eles. O padre, por aonde vai, faz mudanças e vai embora, deixando que a comunidade se enquadre. O Bispo pensa que manda, mas os padres fazem como querem. Boa, porque os conselhos atuam e opinam. Muita autoridade, pouca unidade. Não é possível padre viver de intriga com outro padre. Os padres não estão dando oportunidade dos leigos serem líderes. Relação hierárquica de cima para baixo. Gera submissão de quem está numa posição inferior na esfera piramidal. Há párocos que são verdadeiros ditadores. Mandam e desmandam. Tanto padres quanto o Bispo, muitas vezes, não sabem o que é realmente viver em comunidade. A hierarquia deve existir, mas muitas vezes ela funciona como meio de distribuição de títulos. Alguns fazem de seu cargo um meio para serem servidos. Em algumas paróquias, funciona dentro da mesma relação entre patrão e empregado e ainda com o agravante que este empregado trabalha sem ser remunerado. A Relação é muito fria e distante. Parece que tem um rio que separa. Tem melhorado, mas é mais um problema estrutural. A sociedade evoluiu e a Igreja continua com as mesmas posições. Então as pessoas vão se afastando e buscando outras alternativas para a sua fé.

7ª PERGUNTA: Qual é a opinião do grupo sobre as relações entre os leigos dentro da Igreja, em Lages?

Existem líderes que querem formar pessoas em sua pastoral e ajudam muito. Existem lideranças centralizadoras, que não distribuem funções e não sabem partilhar serviços. Pela falta de renovação, os antigos geralmente acham-se donos de tudo. Pensam que sabem tudo e querem fazer tudo sozinhos. É necessário que a Igreja ensine a diferença entre o poder manipulador e o poder cristão. É notório o autoritarismo que acontece por parte de algumas lideranças. Há lideranças que ocupam muitos serviços e representações. Há lideranças autoritárias que pensam que só elas sabem fazer. Muitas lideranças impedem o surgimento de novas lideranças. Muitas vezes, perdemos lideranças porque há aquelas pessoas que acham que, se elas não fizerem, ninguém mais faz. Algumas lideranças concentram o poder com medo de perder o prestígio. Há lideranças que não aceitam propostas ou formas diferentes de fazer as coisas. Devido a este comportamento, dentre eles os jovens, muitos se afastam. Há pessoas que exercem funções paroquiais porque são mais simpáticas ao padre e por nomeação do mesmo. Há lideranças que se acham no direito de incluir ou excluir alguém, de acordo com a sua vontade.