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S OMMAIRE DU C HAPITRE 2 :
4. C ONCLUSION SUR LES APPORTS DE LA LITTERATURE :
1.3 Les méthodes mises en œuvre dans la recherche sur la conception :
Foi considerado recurso adaptado através dos sistemas de CSA o material concreto adequado segundo as necessidades motoras, cognitivas, perceptivas e de linguagem do individuo. Os recursos foram confeccionados por intermédio de diferentes sistemas, entre os quais objetos concretos, miniaturas, fotos, figuras da internet e figuras do sistema PCS, letras, cartelas de palavras e textos, nas distintas atividades pedagógicas.
Os recursos adaptados por meio dos sistemas de CSA puderam ser confeccionados por um único sistema de representação, como, por exemplo, as músicas adaptadas com o sistema PCS; ou, então, com o auxílio de mais de um sistema, no caso das histórias, confeccionadas por meio dos sistemas PCS, figuras da internet e escrita.
Nos trechos seguintes, pode-se observar o uso de figuras no livro de história, facilitando a realização das atividades:
Participante A
P1: Então antes eu fazia com as grandes, né? Com as figuras grandes eu trabalho com ele, mostro primeiro os estímulos, depois com a pequena, eu faço a reescrita com ele, monto na carteira a ordem e
faço ele montar, aí como foi mais difícil eu não colei, então ele falou: “Nós vamos colar?” E eu falei: “Hoje não, só amanhã”. E ele: “Só amanhã que vai colar?” E aí falei: “Só amanhã que vai colar”... Aí na hora que eu dei tchau ele falou: “Amanhã nós vamos colar, né?”
P1: Eu fiz a reescrita do fim de semana, eu escrevi que ele foi na casa da E, que ele tomou coca-cola, e comeu linguiça no churrasco, e aí eu fiz o resgate com ele das figuras, para escolher as figuras para produzir né, e aí como eu não tinha a figura da E. Eu recortei com ele, e ficou o menino comendo, o menino bebendo, o churrasco e da coca-cola, aí eu separei assim e montei para ele, e falei: “Agora”. Ele falou: “O menino está comendo, e esse o menino está bebendo, e esse coca-cola, e esse linguiça”. E eu falava: “O que é essa figura?”; ele falava: “O menino”, “Mas quem é o menino?” Ele falava: “Eu”.
P2: A D.apresentou o livro dos três porquinhos, e eu comentei com as professoras, se eu apresentar só para ele, eu to perdida porque todo mundo quer ver.
F: Todo mundo quer ver.
P2: Então até com as fábulas, no primeira dia da semana que é segunda-feira que eu apresento a fábula nova, eu já apresento as figuras do A. Para a classe toda.
F: Para a classe inteira.
P2: Porque tem a sala de reforço, que eu faço o trabalho de organização com as figuras né, então todo mundo conhece, tem contato com as figuras, não só o A.
F: Você tem as grandes?
P2: Tenho, você faz a grande e a pequena para mim. Por exemplo, eu coloco o texto para ele ver, o que foi trabalhado na segunda-feira, aí na terça eu revejo com ele, na quarta a gente começa a fazer a organização para ele já ir colando, entre a quinta e a sexta a gente monta a pasta, eu achei super gostoso.
Como pode ser notado no exemplo acima, a professora 2, além de utilizar as figuras com o participante A, também usava com os alunos da sala de reforço. Dessa maneira, ela proporcionava aos demais alunos outras formas de produção, com objetos, fotos, figuras, entre outros, além da forma convencional.
Como todos os recursos e atividades adaptadas por meio dos sistemas de CSA ficavam na escola do aluno, a diretora da escola AC proporcionou o empréstimo desses materiais para as demais professoras da escola. Ela etiquetou, numerou e nomeou todos os recursos que
estavam disponíveis na escola, além de organizar caixas que continham a lista dos recursos existentes em cada uma delas. Pelo relato das professoras e diretora da escola, as outras professoras empregavam os recursos, principalmente os livros de histórias adaptados como um instrumento de apoio em suas aulas.
A postura da diretora em ofertar os recursos de CSA para outras professoras despertou o interesse das docentes em conhecer os recursos e proporcionar a seus alunos o contato e o conhecimento de novas formas de comunicação e escrita.
Para garantir a aceitação e o uso de forma funcional dos sistemas de CSA, são necessárias ações que visem à adoção dos recursos não somente pelo interlocutor com deficiência sem linguagem falada, mas por todos interlocutores, em seus ambientes naturais. A literatura vem pontuando que mais importante do que a disponibilidade dos recursos de CSA é a presença de interlocutores interessados em interagir e acolher as mensagens da pessoa não-falante, sendo essenciais a aceitação e o incentivo ao emprego de diversas formas de comunicação (VON TETZCHNER; GROVE, 2003; NUNES, 2003b; VON TETZCHNER et al., 2005; VON TETZCHNER, 2009).
A professora 5 ofereceu, ainda, aos demais alunos de sua escola o contato e o aprendizado de novas formas de comunicação e escrita. Toda semana ela selecionava um aluno para fazer a leitura de um capítulo de um livro para as outras salas da escola. Ela solicitou que fosse adaptado, por meio dos sistemas de CSA, um capítulo do livro Os colegas, para ser lido pelo participante B. Em seu relato, ela destacou a importância de todos conhecerem e saberem utilizar os recursos, enfatizando ainda que as demais professoras da escola não conheciam o trabalho e esta era uma forma de ajudá-las.
Outro aspecto identificado por meio do relato do professor foi o empréstimo de material para a professora de outra escola, que não tinha conhecimento da área de CSA. Isso pode ser visto no seguinte exemplo:
Participante B
P5: Ah, eu mostrei a prova adaptada para uma amiga minha, ela adorou.
F: Que bom!
P5: Eu expliquei para ela que era comunicação alternativa, que a gente utilizava com o E. nas atividades e que a escola estava aceitando o uso desses materiais até para fazer a prova. Ela pediu emprestado e falou que ia levar na escola dela e mostrar para a diretora.
O uso dos diferentes recursos adaptados por meio de sistemas de CSA pelos diferentes professores, para atender os diferentes alunos, reforça a relevância da área da comunicação suplementar e alternativa para os programas de inclusão do aluno com deficiência na escola regular. O Ministério da Educação tem oferecido materiais e cursos de capacitação a respeito dos instrumentos tecnológicos disponíveis para os alunos com deficiência e severa complexidade de comunicação. A escola deve estar consciente de que o instrumento tecnológico (baixa e alta tecnologia) poderá colaborar no processo de ensino e aprendizagem do aluno com deficiência, ser for usado de forma planejada e adequado à especificidade de cada aluno (DELIBERATO, 2010).