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La métaphore, un trope par ressemblance selon Fontanier

1 1.1 La métaphore entre poétique et rhétorique selon Aristote

1.2. La métaphore, un trope par ressemblance selon Fontanier

No que diz respeito à avaliação do risco de queda, a utilidade da PDC tem sido condicionada pela falta de uniformidade na metodologia de avaliação e na apresentação de resultados (Bigelow & Berme, 2011). Embora esta técnica seja considerada útil, por alguns autores, na identificação de alterações vestibulares correlacionadas com alterações do equilíbrio e risco de queda no idoso (Alpini et al., 2004), Kingma et al. (2011)defenderam, como já foi referido, que a posturografia não é, por si só, suficiente para a avaliação do risco de queda. Também Howe et al. (2012) sublinham a necessidade de se utilizar outras medidas com maior relevância funcional, embora sem contestar a utilidade das plataformas de força na avaliação do equilíbrio.

Camicioli, Panzer & Kaye (1997) realizaram uma avaliação posturográfica de dois grupos de idosos saudáveis, um de 15 indivíduos com idade inferior a 80 anos e outro de 33 indivíduos, com idade igual ou superior a 80 anos. Estes autores verificaram, no grupo mais idoso, piores resultados no ES do SOT, sobretudo durante a perturbação de aferências proprioceptivas, com ou sem aferências visuais concomitantes. Verificaram ainda que estes resultados se correlacionavam com a idade e com os resultados doutros instrumentos de avaliação do equilíbrio (Tinetti Balance Scale Score e Timed 1

Leg Standing), concluindo que o envelhecimento se associa a alterações progressivas

na quantificação do equilíbrio e que estas alterações são independentes das alterações patológicas típicas do envelhecimento. Clark, Rose & Fujimoto (1997) realizaram uma avaliação posturográfica de 38 idosos saudáveis, sem história recente de queda, concluindo que os testes dos limites de estabilidade de 75% e 100% permitem uma

avaliação fiável do equilíbrio dinâmico em idosos saudáveis sem história recente de queda.

Numa revisão efectuada em 2006, Piirtola & Era identificaram, como medidas posturográficas preditoras do risco de queda, a “velocidade média do movimento ML do CP em ortostatismo normal”, com olhos abertos e fechados, a “amplitude média do movimento ML do CP em ortostatismo normal”, com olhos abertos e fechados e a “raíz quadrada da deslocação máxima ML do CP”. Os autores concluíram que algumas medidas posturográficas, em especial relativas aos movimentos ML, podem ser úteis na avaliação do risco de queda (Piirtola & Era, 2006).

Buatois et al. (2006), avaliaram em posturografia 206 idosos não- institucionalizados, nos quais a componente do SOT com maior distorção das aferências visuais e somato-sensitivas demonstrou superioridade em relação ao teste TUG, teste One-leg Balance e teste Sit-to-Stand na identificação do risco de quedas recorrentes.

Swanenburg et al. (2010) avaliaram 270 indivíduos ambulatórios na comunidade com idade igual ou superior a 60 anos (média 737 anos), em condições de tarefa única ou dupla (single ou dual-task). Os autores identificaram uma associação entre o risco de queda recorrente e a variável posturográfica “raíz quadrada da deslocação máxima em sentido ML” em situações de tarefa única.

Lázaro et al. (2011) avaliaram 226 idosos ambulatórios na comunidade, 113 dos quais com quedas recorrentes nos últimos 6 meses e 113 sem quedas durante o mesmo período, através de diversos testes de posturografia: modified Clinical Test of

Sensory Interaction on Balance, Weight-bearing Squat, Rhythmic Weight Shift, Sit to Stand, Walk Across e Step Up/Over. Os idosos com quedas recorrentes demonstraram

maior instabilidade postural, particularmente durante a supressão simultânea das aferências visuais e somato-sensitivas. Nos idosos com quedas recorrentes, verificou- se uma maior velocidade de oscilação do CP em plano instável com olhos abertos e fechados e um maior valor da componente “transferência de peso” do teste Sit to

Stand. Nos idosos sem quedas verificou-se um maior valor da componente

“velocidade” do teste Walk Across.

Merlo et al. (2011) estudaram 130 indivíduos com idade igual ou superior a 70 anos, sem alterações cognitivas, categorizados segundo o número de quedas no último ano (sem quedas, 1 a 2 quedas e mais de 2 quedas). Os autores identificaram diferenças significativas entre os diferentes grupos para a velocidade de oscilação do CP em plano instável com os olhos abertos, concluindo que esta tarefa apresenta um elevado grau de associação com a história de quedas em idosos sem alterações cognitivas.

Bigelow & Berme (2011) avaliaram 150 idosos, categorizados de acordo com os seus antecedentes de queda durante o último ano. A avaliação consistiu em quatro testes: ortostatismo “confortável”, com olhos abertos e fechados e ortostatismo com base de sustentação estreita, também com olhos abertos e fechados. Os autores concluíram que a oscilação do CP em ortostatismo com base de sustentação “confortável”, sobre um plano estável e com os olhos fechados, demonstra potencial utilidade na discriminação entre idosos com antecedentes de uma ou mais quedas.

Estudo Variável posturográfica Conclusões

Camicioli, Panzer & Kaye (1997)

Equilibrium Score com perturbação

proprioceptiva (olhos abertos/ fechados)

Correlação com a idade (pior nos mais idosos) em idosos saudáveis

Clark, Rose &

Fujimoto (1997) Limites de estabilidade de 75% e 100%

Úteis na avaliação do equilíbrio dinâmico em idosos saudáveis, sem história recente de queda

Piirtola & Era (2006)

Velocidade média do movimento ML do CP em ortostatismo normal (olhos abertos/fechados)

Amplitude média do movimento ML do CP em ortostatismo normal (olhos abertos/fechados)

Raíz quadrada da deslocação máxima ML do CP

Possivelmente úteis na avaliação do risco de queda

Buatois et al.

(2006)

Componente do SOT com maior distorção de aferências visuais e somato-sensitivas

Correlação com risco de queda recorrente em idosos não- institucionalizados

Swanenburg et al. (2010)

“Raíz quadrada da deslocação máxima em sentido ML” em situações de tarefa única

Correlação com risco de queda recorrente em indivíduos ambulatórios na comunidade (idade60 anos)

Lázaro et al. (2011)

Velocidade de oscilação do CP em plano instável (olhos abertos/ fechados)

Componente “transferência de peso” do teste Sit to Stand

Correlação com antecedentes de queda recorrente em idosos ambulatórios na comunidade

Componente “velocidade” do teste

Walk Across

Correlação com ausência de antecedentes de queda em idosos ambulatórios na comunidade

Merlo et al. (2011) Velocidade de oscilação do CP em plano instável (olhos abertos)

Correlação com antecedentes de queda em idosos sem alterações cognitivas

Bigelow & Berme (2011)

Oscilação do CP em plano estável com olhos fechados

Discriminação entre uma ou mais quedas em idosos com antecedentes de queda

Quadro 4: resumo dos estudos referentes à associação entre variáveis posturográficas, equilíbrio e antecedentes ou risco de queda.