CHAPITRE V LA CONSTRUCTION DE L’OUTIL D’ENQUÊTE : LE CADRE
7.3 La dynamique de transnationalisation des associations paysannes ghanéennes
Os termos de indexação dividem-se em dois tipos: termos simples (formados por uma só palavra) e termos compostos (formados por mais do que uma palavra).
No que respeita aos problemas de forma, seguimos o ponto 6 da Norma ISO 2788, tendo aplicado, na generalidade, todas as suas recomendações. No entanto, importa explicitar, à luz da referida norma, as decisões tomadas, bem como as soluções adoptadas nos casos não previstos na mesma. a) Formas gramaticais (corresponde ao ponto 6.2 da Norma ISO 2788):
— Nomes e locuções nominais — nos termos simples, usámos sempre substantivos; nos termos compostos empregámos, quer locuções adjectivas, quer locuções prepositivas, sendo a sua forma determinada pelo uso mais consagrado.
32 A este propósito, ver: COOK, Michael - Applying Automated Techniques to Archives Administration: a Commentary on the
Present Situation and Areas of Likely Progress. "Journal of Documentation", London, 39 (2) June 1983. p. 81.
13 Ver: OSTROFF, Harriet - Subject Access to Archival and Manuscript Material. "American Archivist", Chicago, 53, Winter 1989, p. 100-105; SMIRAGLIA, Richard P. (o. c).
" Um exemplo disto, pode ser analisado em: MCNITT, William H. - Development of the PRESNET Subject Descriptor Thesau- rus. "American Archivist", Chicago, 52, Summer 1989, p. 358-364.
" Se esta percentagem se verifica na indexação ao nível de inventário, muito mais elevada será, obviamente, nos casos de maior profundidade de tratamento documental.
* Cf. Norma ISO 2788 (o. c, ponto 6.5.8, p. 8).
Exemplos:
Alojamento militar e não
Alojamento para militares ou Alojamento de militares Instituição de assistência
e não
Instituição assistencial
— Adjectivos — só foram usados na situação de qualificativos de um nome (a norma designa-os por "distintivos" ou "'modificadores")1", ou seja, no caso de termos compostos.
— Advérbios e verbos — não foram usados.
— Abreviaturas e acrónimos — também não foram utilizados, apenas porque nunca se verificou que tais formas fossem de uso mais conhecido do que as respectivas formas desenvolvidas; não houve sequer necessidade de os utilizar como nâo-descritores1".
b) Escolha da forma singular ou plural (corresponde ao ponto 6.3 da Norma ISO 2788):
À semelhança de outras línguas de estrutura idêntica ao Português, como é o caso da língua francesa, optámos por usar sempre os termos de indexação no singular, pois é a forma habi- tual em dicionários e vocabulários19. Apenas foi usado o plural no caso do termo representar
um conceito diferente nessa forma; quando, em termos compostos, o seu uso é generalizado na segunda (ou mais) palavra do termo; ou ainda, se se trata de nomes próprios numa forma plural.
Exemplos:
Armas nacionais Bens móveis
Escola de desprotegidos Estados Unidos da América Estatutos
Imposição dos Carros Sisa das entradas do mar
c) Escolha do género masculino ou feminino (não previsto na Norma ISO 2788):
Embora haja linguagens de indexação que optam sistematicamente pelo masculino (é a forma usada pelos franceses, por exemplo)10, decidimos empregar as duas variantes, consoante a
noção surge nos documentos. Há, por exemplo, casos de profissões que só são exercidas por mulheres, ou só por homens, tendo o conceito de ser expresso, necessariamente, no feminino,
37 O "distintivo" ou "modificador" refere-se não só ao adjectivo associado a um nome, mas também às formas proposicionais (ver o. c, ponto 7.1.4, alínea b).
w O facto de não integrarmos abreviaturas e acrónimos na nossa lista de autoridade, não significa que, em vários casos, eles não possam ser considerados como tennos de indexação, desde que sejam as formas mais conhecidas dos utilizadores. w Na Norma ISO 2788 considera-se que factores culturais podem influir nesta decisão, como sendo a tradição existente em cada país, referindo-se os casos dos franceses e dos alemães como exemplos de povos que preferem o uso do singular (cf.
o. c, p. 6).
*° Cf.: CHAUMIER, Jacques - Analyse et Langages Documentaires. Le Traitement Linguistique de l'Information Documentaire. Paris, Entreprise Moderne d'Édition, 1982, p. 91-
ou no masculino, conforme as situações. Por outro lado, verificam-se casos em que a ortografia dos dois géneros é tão diferente que não permite a redução simplista ao uso do masculino. Exemplos:
Barão e Baronesa Príncipe e Princesa Rei e Rainha
d) Homógrafos ou políssemos (corresponde ao ponto 6.4 da Norma ISO 2788):
Para distinguir este tipo de noções, foi usado um qualificativo, entre parêntesis, o qual faz parte integrante do termo de indexação a que se aplica.
Exemplos:
Almoxarifado (delegação administrativa) Almoxarifado (serviço camarário) Ofício (documento)
Ofício (profissão)
Embora a norma empregue o "qualificativo" com um sentido bastante restrito, ou seja, apenas quando há necessidade de distinguir homógrafos, seguimos um critério diverso, alargando o âmbito da aplicação deste elemento.
Verifica-se, em muitos casos, que as noções não surgem com mais do que um significado, não havendo, por isso, necessidade de as distinguir de outras homógrafas. No entanto, sempre que detectámos um conceito polissémico, incluímos no termo o respectivo qualificativo, pois só assim se torna inequívoco o seu significado".
Exemplos: Alça (rendimento) Contraste (marca) Contribuição (imposto) Gravador (artista) Regimento (lei)
Ainda com o mesmo aspecto formal dos qualificativos (entre parêntesis), associámos aos termos de indexação determinados elementos, com a finalidade de restringir o âmbito ou identificar cor- rectamente a noção expressa1'. Tais elementos, usados quase exclusivamente nos termos de inde-
xação representativos de entidades concretas, foram empregues nos seguintes casos:
— Pessoas apenas conhecidas por um único nome (é o caso dos membros de famílias reais, por exemplo) — houve necessidade de usar um elemento de identificação (ou distinção, se surgem nomes iguais); esta é, aliás, a prática seguida no estabelecimento de cabeçalhos em catalogação.
11 A norma, no ponto 6.6. prevê também a utilização de "notas de aplicação" e "definições", as quais poderiam ser usadas para este efeito. Contudo, consideramos que o uso do qualificativo com esta função é uma forma mais imediata de precisar o significado dos termos polissémicos.
,J Estes elementos, embora usados em noções polissémicas e cabendo na categoria dos qualificativos, assemelham-se mais ao que em catalogação se designa por "elementos de identificação e distinção", pens o seu uso é praticamente exclusivo dos nomes próprios (pessoas físicas e colectividades, topónimos, factos, acontecimentos ou objectos com designação própria).
Exemplos:
Henrique (infante de Portugal) Pedro II (imperador do Brasil) Pedro IV (rei de Portugal)
— Factos ou acontecimentos que ocorreram em datas distintas e que são conhecidos pela mesma designação — usámos um elemento cronológico para os identificar.
Exemplos:
Comemorações Henriquinas (1894)
(houve outras Comemorações Henriquinas em I960) Motim (1757)
(é um acontecimento conhecido pela data em que ocorreu; sem a inclusão do elemento cronológico, o termo não teria precisão)
— Topónimos que necessitam de uma identificação correcta — em muitos casos o nome de uma localidade, desinserido de qualquer contexto, não torna evidente que se trata de um topónimo (Exemplos: Barca; Pinheiro — necessitam de um elemento de identificação para precisar o seu significado; as formas "Barca (São Martinho)" e "Pinheiro (São Vicente)" já são indicativas de que se trata de localidades).
A opção face aos nomes de povoações (normalmente coincidem, ou já coincidiram, com fregue- sias) foi a de incluir na sua designação o nome do respectivo orago", pois é um elemento de identificação preciso.
Exemplos:
Bougado (São Martinho) Bougado (São Tiago) Raimonda (São Pedro)
Exceptuaram-se, evidentemente, os casos de cidades, concelhos e das freguesias do Porto, cujos nomes são suficientemente inequívocos, e os casos de topónimos que já incluem o nome do orago na sua designação.
Exemplos:
Aguiar de Sousa Matosinhos
Santa Eulália da Ordem São Félix da Marinha
— Objectos conhecidos por uma designação própria, nem sempre com um significado inequívoco — também nestes casos usámos um elemento de identificação.
" Para a identificação dos topónimos e respectivos oragos utilizámos como fonte de referência: COSTA, Américo - Dicciona-
rio Chorographico de Portugal Continental e Insular. Porto, A.C., 1929-1943. 12 vol.
Exemplos:
Diário do Governo (publicação periódica) Prazos (série arquivística)
Nota (série arquivística)
e) Escolha dos termos (corresponde ao ponto 6.5 da Norma ISO 2788):
Se analisarmos atentamente as diversas recomendações sobre esta questão, existentes na Norma ISO 2788, verificámos que o princípio de base é o de escolher, para os termos de indexação que podem ter diversas formas equivalentes, a designação que é mais conhecida dos utilizadores. Foi este o princípio genérico que seguimos.
Relativamente a designações antigas e suas equivalentes actuais, optámos pelas formas actualiza- das. O caso dos topónimos merece uma nota especial. Como se sabe, a mudança dos nomes geográficos, correspondendo a alterações urbanísticas ou a circunscrições administrativas diferentes ao longo dos tempos, é uma constante. Perante as variantes de nomes antigos e actuais, fizemos as seguintes opções:
— Uso dos nomes actuais, como termos autorizados, e estabelecimento de remissivas para as formas antigas.
Exemplos:
Termo autorizado - Praça da Liberdade
Remissiva - Praça Nova ver Praça da Liberdade Termo autorizado - Rua do Infante Dom Henrique
Remissiva - Rua Nova ver Rua do Infante Dom Henrique
— Nos casos em que o local antigo desapareceu, face a alterações urbanísticas e não se verifica correspondência na topografia actual, mantivemos os nomes da época.
Exemplo:
Termo autorizado - Bouças
— Nas situações em que um topónimo deu origem a mais do que um nome na actualidade, ou quando não há correspondência exacta entre a realidade histórica e a actual, usámos a forma antiga para representar o conceito já desaparecido e formas actuais para a realidade hoje existente. Formas antigas e actualizadas ligaram-se através do estabelecimento de remissivas do tipo "ver também"-1'1.
Exemplo:
Bouças ver também Matosinhos Matosinhos ver também Bouças
" O uso desta remissiva corresponde ao estabelecimento da "relação associativa" tratada neste mesmo capítulo (ponto 5.3, alínea c). No caso presente, não se deveria, rigorosamente, estabelecer tal relação entre os dois termos, pois a sua ligação deve-se mais ao facto de permitirem o acesso a informação complementar, do que a uma associação de natureza semântica. No entanto, como a relação associativa tem por função, precisamente, ligar termos que representam conceitos relacionados, susceptíveis de, na pesquisa, serem usados para acesso a um dado assunto, não vemos qualquer impedimento para estabele- cer este tipo de remissiva.
As remissivas do tipo "ver também" deverão ser igualmente criadas sempre que não existe corres- pondência exacta entre uma noção antiga e a actual que, em parte, a substitui. É o caso de nomes próprios de instituições, organismos ou outras colectividades, cuja evolução no tempo originou nomes diversos, que correspondem também a realidades distintas, embora muitas vezes parcialmente equivalentes. Apesar de esta situação não ter ocorrido na documentação que anali- sámos, o critério a usar fica definido.
— Relativamente à escolha dos termos, acresce ainda referir que, no caso dos nomes de pessoas físicas, seguimos — tal como a norma preconiza — as regras de catalogação, quer no que respeita à escolha do nome, quer quanto à forma a usar na sua apresentação^. No caso dos nomes de colecti- vidades e instituições, a norma também aconselha o uso da forma reconhecida em catalogação'6.
No entanto, somos de opinião que, embora relativamente à escolha do nome, se devam seguir os critérios das regras de catalogação, quanto à forma, não é possível seguir tais regras, especialmente no que respeita às colectividades dependentes'". Os cabeçalhos estabelecidos para tais colectividades-autores obedecem a critérios que funcionam relativamente à organização de catálo- gos de autores, mas que não são apropriados para o estabelecimento de rubricas de assuntos. 0 Notas de aplicação e definições (corresponde ao ponto 6.6 da Norma ISO 2788):
Embora com muito pouca frequência, também usámos estes elementos associados aos termos de indexação, com a finalidade de explicar o contexto em que determinados termos deverão ser usados. A preceder este elemento é utilizada a abreviatura "NA" (nota de aplicação).
Exemplo: Italiano
NA Usar no sentido de cidadão italiano
(Perante esta breve explicação, o indexador saberá que o termo não poderá ser empregue para designar a língua italiana, mas apenas os "italianos").