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L’interaction : dilogue, trilogue et polylogue

4. L’interaction : essaie d’une définition

4.2. L’interaction : dilogue, trilogue et polylogue

Rose inicia o teste, representando o subsistema conjugal, posiciona a si e ao marido em quadrados adjacentes, no tabuleiro, em seguida representa a filha ao lado do marido, numa posição diagonal à sua, para depois colocar os bonecos referentes aos dois filhos, um ao lado do outro, ligados ao restante do grupo por João na diagonal de Ana. A hierarquia é distribuída apenas entre ela e o marido, conforme figura a seguir:

Hierarquia Alta Hierarquia Média Hierarquia Baixa Homem Mulher Mulher Afetada Ausência de Hierarquia Coesão Alta Coesão Média Coesão Baixa 38 Pedro 39 Rose 16 Daniel 11 Ana 14 João

Figura 2. Genograma da família Pedro/Rose resultado da percepção de Rose sobre a disposição da coesão e hierarquia entre os membros, na representação familiar típica.

Nessa representação, o subsistema parental possui alta proximidade e distribuição de poder, resultando em uma estrutura relacional equilibrada, que permite a esse subsistema a troca de papéis e uma relação com os outros

subsistemas sem descaracterizá-lo. A não distribuição de poder no subsistema fraternal, representada pela ausência de hierarquia entre os filhos (indicada, na figura acima, pela cor laranja), pode ser atribuída, conforme os dados dos DC´s, à interpretação, de Rose, sobre a hierarquia, como um indicativo de predileção por algum filho; essa interpretação ocasionou no subsistema fraternal um equilíbrio instável, caracterizando-o como um sistema, no qual a negociação, entre os membros do grupo e conseqüentemente destes com os pais, é prejudicada, visto que, conforme Nichols e Schwartz (2007), a hierarquia é necessária para o equilíbrio das relações estabelecidas dentro do grupo.

Vale ressaltar que apesar dessa instabilidade na relação entre os irmãos, ao se avaliar o grupo, a distribuição de proximidade e hierarquia entre pais e filhos conferiu equilíbrio ao sistema familiar, a partir de coesão e hierarquia médias.

1.2. Coesão e Hierarquia na Representação Ideal (RI) de Rose

Na representação ideal, seguindo as instruções, Rose expôs sua família, como ela gostaria que fosse e, diferentemente da primeira representação, ela dispôs os bonecos todos na horizontal, um ao lado do outro, com Ana entre ela e o marido, e os filhos mais próximos de Pedro, nesta seqüência, Daniel, em primeiro, e João, em segundo. Todos os membros obtiveram o mesmo poder, cada boneco com um cilindro pequeno. Estes dados podem ser observados por meio das espessuras do traçado e das pessoas com a mesma cor, na figura a seguir:

Hierarquia Alta Hierarquia Média Hierarquia Baixa Homem Mulher Mulher Afetada Ausência de Hierarquia Coesão Alta Coesão Média Coesão Baixa 38 Pedro 39 Rose 16 Daniel 11 Ana 14 João

Figura 3. Genograma da família Pedro/Rose resultado da percepção de Rose sobre a disposição da coesão e hierarquia entre os membros, na representação familiar ideal.

Na RI acima, são alteradas as distribuições de coesão e hierarquia, sendo que mesmo as díades possuírem uma coesão média, os sistemas, fraternal e familiar apresentaram uma estrutura instável, devido todos os membros da família apresentarem uma hierarquia baixa. Esses dados se coadunam com dados de Gehring e Marti (1993), quando estes afirmam que na mudança da típica para a ideal a representação de poder, no grupo, tende a diminuir.

No subsistema parental, além da baixa hierarquia, houve a separação da díade Pedro-Rose, pelo posicionamento de Ana entre eles, contribuindo para o desequilíbrio desse sistema, por meio da diminuição do escore de coesão. Outra conseqüência, da separação dessa díade foi a maior proximidade entre Rose e a filha, revelando a reciprocidade das fronteiras entre os subsistemas (Nichols & Schwartz, 2007), na medida em que Rose se distancia emocionalmente do marido, intensifica sua aproximação com os filhos, no caso dessa representação, aproxima- se de Ana. Dessa forma, “quanto menos receber do marido, mais ela precisará receber dos filhos – e quanto mais envolvida com os filhos, menos tempo e energia terá para o marido” (p.116).

1.3. Coesão e Hierarquia na Representação de Conflito (RC) de Rose

O conflito relatado por Rose ocorreu no subsistema fraternal, entre Daniel e João, daí a não representação de Ana. O posicionamento dos bonecos foi na horizontal, um ao lado do outro, na seqüência, Rose, Pedro, Daniel e João, cada um com uma hierarquia diferente dentro de seu subsistema:

38 Pedro 39 Rose 16 Daniel 11 Ana 14 João Hierarquia Alta Hierarquia Média Hierarquia Baixa Homem Mulher Mulher Afetada Ausência de Hierarquia Coesão Alta Coesão Média Coesão Baixa

Figura 4. Genograma da família Pedro/Rose resultado da percepção de Rose sobre a disposição da coesão e hierarquia entre os membros, na representação familiar em conflito.

Nessa representação, Rose relatou o seu comportamento e o de Pedro diante do conflito. A hierarquia de Rose foi alterada em relação à representação típica (de média para baixa), enquanto a de Pedro se manteve alta.

De acordo com os resultados dos diários de campo (DC´s), tanto nas observações anteriores à aplicação do FAST, quanto durante a execução do teste, a distribuição de hierarquia, feita por Rose, entre os filhos, foi inversa à cobrança por mudança de comportamento (aquisição de responsabilidade), sendo Daniel o mais cobrado (hierarquia baixa) e João o menos cobrado (hierarquia média), nesse caso, a representação de hierarquia não foi associada à predileção, mas sim à ordem de

nascimento dos filhos. E nesse sentido, Daniel sendo o mais velho deveria ser o mais responsável do grupo, de acordo com Rose.

A distribuição de poder, mais homogênea dentro dos grupos, diferente das representações anteriores, permitiu, juntamente com graus médio e alto de proximidade, o equilíbrio das relações dentro dos subsistemas e entre eles, gerando a delimitação clara de papéis entre os membros.