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Les fondements du développement durable

II. L’historique du concept

A evolução do tempo associado à organização política e social no traba- lho permitiram que o trabalhador obtivesse o direito ao período de férias. O tempo livre aliado à curiosidade, espírito de descoberta e aumento das possibilidades financeiras elevou o turismo enquanto prática específica de lazer. Neste sentido, para promoção e desenvolvimento de um destino turístico, há a necessidade de compreender o comportamento dos seus visitantes de forma a obter uma melhor oferta turística desenhada em função das ações e reações dos seus visitantes.

O comportamento do consumidor associado ao processo de compra “des- creve um processo racional de reconhecimento da necessidade, busca de informação, avaliação das alternativas, compra, e avaliação pós-compra” (Kolb, 2006, p.14). Viajar, envolve questões financeiras e de tempo e, por isso, está dependente de um planeamento prévio. O consumidor constrói a sua viagem através da análise da vasta informação que encontra dispo- nível sobre os variados destinos turísticos comparando produtos, serviços e experiências de outros viajantes (Kolb, 2006). O seu comportamento é

Tabela 1. Diferenças entre Turismo de

Massa e Turismo Alternativo segundo Weaver.

Adaptado de Vieira (1997) por Brito (2000, p.8)

Antes da compra Agência de viagens Depois da compra Compra

FASE 1 FASE 2 FASE 3

influenciado por diferentes fatores que determinam a escolha de um des- tino turístico, estando inseridos em três diferentes fases: o antes da com- pra, a compra e pós compra (Tocquer e Zins, 2004) figura 6. O processo de procura está assim influenciado pela motivação dos viajantes e as suas exigências irão delimitar o tempo de procura. Na análise de Li e Cai (2011) as motivações de viagem permitem explicar o comportamento de um via- jante face os efeitos que os valores pessoais desempenham sobre a moti- vação e intenção comportamental (Cohen et al., 2014; Huang et al., 2015).

Numa visão mais elaborada, existem cinco grandes fatores que afetam o comportamento do consumidor no processo de compra, são eles os fatores: externos (económicos, políticos e legais), culturais, pessoais, psicossocioló- gicos e psicológicos. Deste modo, considera Chiavenato (2005) não existirem dois consumidores iguais, pois face à diferenciação de fatores influencia- dores, cada consumidor reagirá de forma diferente a estímulos diferentes.

Por outro lado, os destinos turísticos focam-se em conseguir “persua- dir os potenciais visitantes, através da utilização de informações factuais, de persuasão emocional, ou de ambos” (Kolb, 2006, p.15). Mesmo que o turista escolha um local de viagem com base nos produtos e serviços do destino, poderá ser motivado também pelo apelo emocional apresentado. A segmentação do mercado torna-se assim uma ferramenta estratégica importante para satisfazer um maior número de consumidores tendo em conta restritas características que o local tem para oferecer.

Para além disso, um destino turístico deverá ter em conta dois gran- des públicos, o turista e os compradores comerciais, como é o caso das agências de viagens. Ambos apresentam processos de compra diferentes pelo que a região deve estar preparada para responder às suas exigências

tabela 2.

Compreender o comportamento do consumidor é fundamental para a definição de estratégias associadas ao ramo comercial e turístico e, segundo Solomon (1996), “envolve certas decisões, atividades, ideias ou experiências que satisfaçam as necessidades e desejos do consumidor”

Figura 6. As três fases relativas ao estudo

do comportamento do consumidor

Adaptado Tocquer e Zins (2004, p.84)

Turismo de Massa Convencional Turismo Alternativo ALOJAMENTO Padrões Espaciais Volume Escala Origem Atividades Propriedade Segmento Sazonalidade MERCADO ECONOMIA Estatuto Impato Costeiros/alta densidade Elevado Grande Dimensão/integrados Um Mercado Dominante Água/praia/vida noturna Estrangeira/multinacional Psicocêntrico Inverno/estação alta Setor Dominante Setor dependente de importações

e repatriamento de lucros

Dispersos/baixa densidade Pequena Escala/tipo caseiro Local/familiar/pm empresas

Baixo Sem Mercado Dominante

Natureza/cultura Alocêntrico

sem estação dominante

Setor não dependente de importações/lucros retidos no país

influenciado por diferentes fatores que determinam a escolha de um des- tino turístico, estando inseridos em três diferentes fases: o antes da com- pra, a compra e pós compra (Tocquer e Zins, 2004) figura 6. O processo de procura está assim influenciado pela motivação dos viajantes e as suas exigências irão delimitar o tempo de procura. Na análise de Li e Cai (2011) as motivações de viagem permitem explicar o comportamento de um via- jante face os efeitos que os valores pessoais desempenham sobre a moti- vação e intenção comportamental (Cohen et al., 2014; Huang et al., 2015).

Numa visão mais elaborada, existem cinco grandes fatores que afetam o comportamento do consumidor no processo de compra, são eles os fatores: externos (económicos, políticos e legais), culturais, pessoais, psicossocioló- gicos e psicológicos. Deste modo, considera Chiavenato (2005) não existirem dois consumidores iguais, pois face à diferenciação de fatores influencia- dores, cada consumidor reagirá de forma diferente a estímulos diferentes.

Por outro lado, os destinos turísticos focam-se em conseguir “persua- dir os potenciais visitantes, através da utilização de informações factuais, de persuasão emocional, ou de ambos” (Kolb, 2006, p.15). Mesmo que o turista escolha um local de viagem com base nos produtos e serviços do destino, poderá ser motivado também pelo apelo emocional apresentado. A segmentação do mercado torna-se assim uma ferramenta estratégica importante para satisfazer um maior número de consumidores tendo em conta restritas características que o local tem para oferecer.

Para além disso, um destino turístico deverá ter em conta dois gran- des públicos, o turista e os compradores comerciais, como é o caso das agências de viagens. Ambos apresentam processos de compra diferentes pelo que a região deve estar preparada para responder às suas exigências

tabela 2.

Compreender o comportamento do consumidor é fundamental para a definição de estratégias associadas ao ramo comercial e turístico e, segundo Solomon (1996), “envolve certas decisões, atividades, ideias ou experiências que satisfaçam as necessidades e desejos do consumidor”

Figura 6. As três fases relativas ao estudo

do comportamento do consumidor

Adaptado Tocquer e Zins (2004, p.84)

Processo de Compra do Turista Processo de Compra Comercial(ex. agências de viagens)

Identificação das necessidades de visita

Avaliação pós-visita

Procura informações do destino Avaliação emocional das escolhas

Identificação das necessidades Estabelecer especificações Visita de locais viáveis

Negociação de termos

Visita Avaliação baseada em informação fatual Tabela 2. Diferença de processos de

compra.

(Solomon, 1996 apud Cohen et al., 2014, p.872). Ele está no centro da deci- são para “obtenção, consumo e descarte de produtos e serviços, tomando decisões antes e depois dessas ações” (Engel, Backwell & Miniard, 1995, p.4 apud Cohen et al., 2014, p.872). Definir o comportamento do turista não é algo que se possa generalizar estando afeto a inúmeros fatores. Todavia, através das decisões de escolha do destino pode-se estabelecer uma liga- ção entre atitudes e comportamentos. Deste modo, para melhor entender e compreender o comportamento do consumidor pressupõe-se a análise dos conceitos, influências externas e contextos de pesquisa, tendo em conta a variação das suas reações nos diferentes estados da viagem (pré, durante e pós viagem) figura 7 (Cohen et al., 2014).

Na opinião de Cohen (2014), os conceitos-chave estão associados ao comportamento do consumidor, na tomada de decisão, nos valores, nas motivações, personalidade, atitude e perceções; as influências externas surgem identificadas como fatores contemporâneos externos que influen- ciam o comportamento do consumidor como, por exemplo, a tecnologia, associada a tarefas de consumo, a geração, que acarreta diversos fatores que influenciam a cultura da sua época, e as questões éticas e religiosas; e, por fim, os contextos de pesquisa que se focam na análise de conteúdos de estudo efetuados sobre o comportamento do utilizador (Cohen et al., 2014).

Assim sendo, a análise do comportamento do consumidor está asso- ciada a inúmeros fatores que comprometem a sua definição. Não podendo definir um comportamento modelo, poder-se-á, através deste modelo de estudo compreender mais ao pormenor o comportamento do consumidor afeto a um destino específico tabela 3.

CONTEXTOS