• Aucun résultat trouvé

L‘évolution des fondements essentiels d‘un processus de design pédagogique

Chapitre 2. Revue de la littérature

2.2 Les modèles de design ou de développement pédagogique dans l‘approche système

2.2.3 L‘évolution des fondements essentiels d‘un processus de design pédagogique

Miceli ( 2001) apresentou um estudo da relação entre os int elect uais e a classe dirigente no país, em um a conj untura de transform ações que, para ele, obteve êxito na im posição de m at rizes de pensam ento que influenciaram a criação do SPHAN e a definição de um a I dentidade Nacional.

As m udanças ocasionadas a partir da crise do regim e rural e oligárquico, na década de 20, e que se estenderam à consolidação do Estado Novo, nos anos 30, deram um a nova conform ação à sociedade brasileira, que se viu em m eio ao aum ento da urbanização e da industrialização e, conseqüentem ente, um a nova configuração das classes sociais. Com o cont a Marilena Chauí, estando estas classes ainda pouco definidas ou em constituição, geraram um vazio que foi preenchido pelo Estado, que surge, no período,

[ ...] com o único suj eit o político e com o único agent e hist órico real (...) t ransform ando as classes sociais regionalizadas em classes nacionais, exigindo que todas as questões econôm icas, sociais e políticas sej am encaradas com o questões da nação ( CHAUÍ , 1978) .

A const rução da unidade nacional se daria através de um a produção ideológica que conseguisse abarcar as diferenças do povo brasileiro, desenvolvendo o sentido de identificação, de algo em com um . Se para Gram sci a hegem onia cultural caracteriza a dom inação de um a classe sobre outras e a cultura popular é essencialm ente heterogênea, logo

Mem ória nacional e identidade nacional são construções de segunda ordem que dissolvem a heterogeneidade da cultura popular na univocidade do discurso ideológico ( ORTI Z, 1991) .

O Estado, que se encontrava em processo de fortalecim ento dos quadros burocráticos e de reforço do seu poder cent ral, passou à cooptação de intelectuais, que se encontravam em um a “ situação inflacionária no m ercado de diplom as” ( MI CELI , op. cit .) e viram neste processo não apenas a oportunidade para participarem do

poder, m as tam bém um m eio de oficializarem e im plem entarem suas idéias.

I nseridos nos aparelhos estatais destinados às ações culturais, const ruiriam e dissem inariam a I dentidade Nacional, o sentido de “ ser brasileiro” . Para tanto foram criados o I nstituto Nacional do Livro, Serviço Nacional de Teatro, Museu Nacional de Belas Artes e o SPHAN.

O M inist ério da Educação e Saúde Pública

A Constituição federal de 1934 estabelecia que caberia ao poder público o desenvolvim ento da cult ura e a proteção do patrim ônio hist órico e art íst ico. O Minist ério da Educação e Saúde Pública ( MESP) foi o responsável pelas m edidas a este respeito. Nesta pasta desde 34, esteve o polít ico m ineiro Gustavo Capanem a intim am ente ligado aos m odernistas de seu estado. Logo, Capanem a

[ ...] convocou seus cont errâneos de geração que haviam participado do surto m odernista em Minas Gerais, m obilizou figuras ilustres que haviam se destacado nos m ovim entos de renovação literária e artística da década de 1920, no Rio Grande do Sul, na Bahia, no Pará etc., acatando os represent antes que a I grej a designava e cercando- se de um grupo de poetas, arquitetos, artistas plásticos, e de alguns m édicos fascinados pela atividade literária ( CAVALCANTI , 2000) .

É interessante recuperar a com posição do corpo de funcionários que auxiliaram o m inistro pois, ao selecionar e agrupar profissionais de regiões diferentes do país faria o governo central atingir e se m ostrar nas localidades de origem , enfraquecendo posições contestatórias e esfacelando a autonom ia das oligarquias

estaduais30. Essa idéia result a na im agem de unicidade est at al,

cont ribuindo, m ais um a vez, para a legit im ação de suas ações nas polít icas cult urais.

Lauro Cavalcanti ( 2000) situa o ano de 1936 com o decisivo para a cult ura brasileira. Foi quando o m inistro Capanem a tom ou duas

m araj oaras destinado à nova sede do MESP31, convidando Lúcio

Cost a32 para o desenvolvim ento de um a proposta “ m oderna” e, em

segundo lugar, pedir a Mário de Andrade, diretor do Departam ento de Cultura de São Paulo, que desenvolvesse um anteproj eto para o futuro SPHAN33.

Estes dois atos, a seleção e apropriação de elem entos culturais históricos e, ao m esm o tem po, o uso do program a de racionalização da Arquitet ura Moderna ( ARANTES, 1997) , possibilitaram a m aterialização das ações governam entais que visavam à educação e à criação de um gosto para o povo brasileiro.

D a idé ia à pr á t ica

Com este cenário esboçado até aqui, podem os com preender com o a am plit ude do proj et o inicial propost o por Mário de Andrade acabou se desviando para um cam inho de restrições. O resultado da prática do SPHAN resultou na expressão Patrim ônio Pedra e

Cal, ut ilizada pelos pesquisadores e com ent arist as ao abordarem a

hist ória da inst it uição. A expressão se refere à im portância dada, na ação do órgão, à preservação das obras de engenharia e arquit et ura, em det rim ent o de bens m óveis ou im at eriais. Deve- se lem brar que o seu funcionam ento não se distanciou m uito daquele caracterizado pelas rest rições nas ações da I nspetoria: m esm o tom bando bens em todo o país, as ações concentraram - se na cidade de Ouro Preto, lim it ada e inicialm ent e.

Até 1933, quando foi eleita um a cidade m onum ento, a antiga capital m ineira passou por um período de visível decadência, acelerado desde a transferência da sede do governo estadual para

31 O proj et o neocolonial recusado, de Arquim edes Mem ória, foi o vencedor do concurso

organizado com est a finalidade.

32 Lúcio Cost a ( 1902- 1998) , Arquiteto e Urbanista, form ou-se pela Escola Nacional de Belas

Artes em 1923. Com eço seguindo o estilo neo- colonial abandonando- o em favor das idéias m odernistas de Le Corbusier depois de ter sido nom eado diretor da ENBA de 1930 a 1931. Em 1936, chefia e equipe brasileira que a partir do esboço de Le Corbusier proj eta MÊS. De 1937 a 1972 exerce a função de diretor do Departam ento de Estudos e Tom bam ento – DET. A partir de 1972 passa a ser consultor da instituição. Escreveu Razões da Nova Arquitetura, Arquitetura

Jesuít ica, Mobiliário LusoBrasileiro e out ras obras sobre o SPHAN.

33 Aqui abordam os o papel de Mário de Andrade no processo de criação do SPHAN. A relação de

Belo Horizonte, em 1897. Antes disso, o turism o realizado no país associava- se à natureza, enquanto que a referência a m onum entos antigos, à arquitetura antiga, era buscada na Europa.

Entre os anos de 1915 e 1930 tem início um a valorização da produção artística e arquitetônica do colonial, situada no Ciclo do Ouro, convertendo- se no foco de atenção de diferentes grupos de int elect uais que discutiam o Brasil. Principalm ent e para aqueles que atuavam no estado de São Paulo, pois aquelas velhas cidades foram , depois de desbravado o interior desconhecido, fundadas pelos bandeirantes.

Nestas cidades houve o m ovim ento dos inconfidentes e, com em orando o país o prim eiro centenário de independência, o resgate de ações nacionalist as do passado com binava bem com o espírito daqueles anos. Vem os, por exem plo, publicados na Revist a

do Brasil, que era dirigida por Monteiro Lobato e Rodrigo Melo

Franco de Andrade34, artigos de Ricardo Severo e Mário de

Andrade que, m esm o com posturas diferentes em relação à própria época, concordavam na defesa do passado nacional.

Outro fato que tam bém despertava atenção na época era o com ércio da arte produzida naquelas cidades que haviam experim entado grandes m om entos no passado e que, com as transform ações que o Brasil sofrera, passaram a representar apenas um a paisagem pitoresca, com posta de ruínas:

O valor m onum ental, docum ental e cognitivo de Ouro Preto estabeleceu- se ant es dos intelectuais definirem os valores plásticos das construções. Trata- se, pois, da história da nação, por isso, m onum ento nacional elevado, com o se observou anteriorm ente, a partir das “ ruínas” de valor histórico. ( ANDRI OLO, 1999, p.70)

A partir de então, com o crescente interesse pela cidade, o decreto federal n.22.928 de 12 de j ulho de 1933 estabeleceu Ouro Preto com o m onum ento nacional. Toda esta atenção dedicada à antiga

capital teria colocado em segundo plano o interesse e, consequentem ente, a vontade de preservação de outras cidades m ineiras, dentre as quais São João del- Rei.

Continuarem os a discussão m ais adiante. Porém , cabe- nos agora discutir um pouco m ais sobre Ouro Preto, para entenderm os as ações do SPHAN. Com o dito anteriorm ente, foi em suas ruas que havia se desenrolado dos episódios fundam ent ais para a construção de um a Hist ória Brasileira, de acordo com os obj etivos da polít ica em vigor: a I nconfidência com seus personagens - Tiradentes e os inconfidentes, sím bolos da vontade de independência da m etrópole, sím bolos de união.

A sociedade brasileira encontrava- se, de um lado, portadora de um a herança do século XI X com posta de elem entos considerados negativos, que reforçava a dependência do país em relação à Europa, nos costum es, hábitos e artes,assim com o em relação à antiga m etrópole e seus resquícios políticos m onárquicos, post eriorm ent e os correspondent es à “ República Velha” .

Por outro lado, a crise internacional que som ava ao pessim ism o do pós- guerra a crise financeira, à nova configuração do liberalism o, ao surgim ent o dos t ot alit arism os e ao crescim ento do perigo “ verm elho” engendrou a vontade de que o Brasil se protegesse ante as am eaças externas. Som ente um Estado forte, que fosse capaz de representar a todos e que conseguisse unificar o povo espalhado por um território com as tão reforçadas dim ensões cont inent ais e diferenças regionais poderia m anter certo equilíbrio no caso de possíveis tensões internas, principalm ente as de nat ureza polít ica.

No ano de 1938, Getúlio Vargas35 realizou um a visita à cidade, em

um ato sim bólico que reforçava sua eleição a m onum ento nacional,

35 Get úlio Vargas ( 1883- 1954) , Getúlio Dornelles Vargas nasceu em São Borj a ( RS) a 19 de

abril de 1883. Por volta de 1894 estudou em Ouro Preto (MG), na Escola de Minas. Em 1898 torna- se soldado na guarnição de São Borj a e em 1900 m atricula-se na Escola Preparatória e de Tática de Rio Pardo ( RS) . Não perm aneceu lá por m uito tem po, foi transferido para Porto Alegre ( RS) a fim de term inar o serviço m ilit ar. Foi chefe do governo provisório depois da Revolução de 30, presidente eleito pela constituinte em 17 de j ulho de 1934, até a im plantação da ditadura do Estado Novo em 10 de novem bro de 1937. Foi deposto em 29 de outubro de

alim entando a idéia de que Ouro Preto era por excelência o lugar do pat rim ônio hist órico brasileiro: arquitetura, artes, literatura, e um traçado urbano com o que cristalizado, j untos, m oldavam o passado da nação.

Com o se viu há pouco, a antiga capital oferecia elem entos caros à nova república, enquanto palco da I nconfidência, m aior sím bolo de resistência à dom inação externa no período colonial. O m art írio de Tiradentes ( herói nascido em São João del- Rei) serviu de sím bolo para alim entar a ânsia pela independência, assim com o tam bém a luta do Aleij adinho contra a deterioração física advinda da doença o levou a superar- se e a expressar o gênio local, nas form as da arte barroca. Este interesse crescente por Minas Gerais focada inicialm ent e em Ouro Pret o criou o rot eiro das “ cidades hist óricas” .

Deste ponto em diante, abrim os espaço para dois problem as. O prim eiro é o distanciam ento das idéias de Mário de Andrade, que adm itia a m ultiplicidade de m anifestações culturais, de um lado; de outro, a vontade centralizadora de Getúlio, a necessidade de const it uir um a ident idade única. O segundo é gerado a partir do prim eiro: com o, a partir deste distanciam ento da vontade inicial do plano para o SPHAN, articulou- se a política Pedra e Cal à necessidade de const it uição dest a ident idade única e autêntica. O anteproj eto de Mário pode ser caracterizado pelo tom antropológico, abrangente. Dele tiram os a igual valorização das m anifestações artísticas populares e eruditas; m anifestações da cult ura indígena; resquícios arqueológicos e o valor da “ paisagem transform ada pela indústria hum ana” ( FABRI S, 1996) ; finalm ente, o reconhecim ento não só dos artefatos m ateriais, m as tam bém o registro e crédito dos elem entos im ateriais, abarcados por ele no conj unto das viagens que fez pelo país.

Logo, vem os que a conj untura que caracterizou a idealização, a criação e im plem entação do SPHAN, nas décadas de 20 e 30 do

bem sucedida polít ica cultural brasileira, além do fato de que perm anece até hoj e, talvez estej a no sucesso com que atingiu seu obj etivo principal – o de construir um patrim ônio que sust entasse o passado de um a nação m oderna cham ada Brasil. Este patrim ônio viria de um passado inicialm ente desprezado e depois redescoberto. Um passado com o qual seria possível tecer os laços de união entre o norte e o sul, entre o litoral e o sertão.

Razões de Lúcio Cost a

Vim os, até agora, a traj etória do pensam ento preservacionista no país, delim itado pelo percurso de gestação e im plantação do SPHAN. Tem os m ais condições para trabalhar a expressão Pedra e

Cal e, m ais ainda, entender com o as quest ões do passado foram

associadas ao program a de im plantação de um a arquitetura m oderna brasileira.

Se nos reportarm os a Otília Arantes ( 1997) , concordam os que coube ao program a de racionalização da Arquitetura Moderna contribuir para o esforço nacional de superação do subdesenvolvim ento. Um proj eto ideológico de const rução de um a identidade nacional deveria se apoiar em elem entos culturais históricos, m as ao m esm o tem po ser coerente com a renovação polít ica – e cult ural – pela qual passava a nação.

Quis o destino, tornando definitivam ente convincente a coerência lógica da passagem , que o dem iurgo do Movim ento Moderno no Brasil, desde 1937 ligado ao SPHAN, fosse tam bém um perito renom ado em m atéria de arquitetura tradicional. Tornava- se assim possível recontar a história da arquitetura brasileira à luz do enxert o bem - sucedido da Nova Construção, fazendo- o por assim dizer com o que irrom per m iraculosam ent e do chão brasileiro, dando no entanto a entender, com m ão leve, que tudo poderia ser tam bém fruto de um a feliz coincidência ( ARANTES, 1997) .

Dessa form a, com o dit o anteriorm ente, encontrarem os em Lúcio Costa ( consultor do SPHAN entre 37 e 72) a m aior autoridade em se pensar a “ verdadeira arquitetura” . Justam ente ele, que inicialm ent e seria um prat icant e do neocolonial, passaria a

defender a arquitetura m oderna sob outro ponto de vista, o de buscar a nacionalidade em um passado não contam inado pelo academ icism o do XI X e da Escola de Belas Artes, registrado na sim plicidade ( racionalidade) da arquit et ura colonial, um passado

que é a raiz do que som os, e serem os ( COSTA, 1996, p.437) :

No Brasil, tanto em 22 com o em 36, os em penhados na renovação foram os m esm o em penhados na preservação, quando alhures, na época, eram pessoas de form ação ant agônica e se cont rapunham . Em 22, Mário, Tarsila, Oswald e Cia., enquant o at ualizavam internacionalm ente a nossa defasada cultura, tam bém percorriam as cidades antigas de m inas e do norte, na busca “ antropofágica” das nossas raízes; em 36, os arquitetos que lutavam pela adequação arquitetônica às novas tecnologias construtivas, foram os m esm os que se em penhavam com Rodrigo M. F. de Andrade no estudo e salvaguarda do perm anente testem unho do nosso passado autêntico ( COSTA, 1996, p.437) .

Da própria filiação a que o arquiteto faz m enção na citação acim a, direcionarem os nosso foco de análise para alguns t ext os de Lúcio Costa que clareiam a problem ática deste trabalho. E, com o ressalt am os no início dest e capít ulo, chegam os num ponto em que a sim ilaridade de representações com base no ideário purista são identificadas em Tarsila, naquela época, e em Costa, década e m eia depois.

Em Docum entação Necessária36, o autor inicia sua argum entação

em cim a da idéia de que o estudo da arquitetura popular brasileira deveria ser obj eto de m ais atenção, em com paração, por exem plo, à dedicação delegada à arquitetura sabida – tem plos religiosos e, m ais ainda, àqueles com o toque do Aleij adinho. Lúcio Cost a defende a herança dos portugueses incult os e anônim os que pra cá m igraram e deram à arquitetura m et ropolit ana, aqui na colônia, um “ ar despretensioso e puro que ela soube m anter ( ...) até m eados do século XI X” .

Engraçado que, ao pensar em m eados do século retrasado, lem bram os do Museu Regional de São João del- Rei: será que a

os desenhos que o arquiteto fez, deparam o- nos com um tipo de representação extrem am ente didática, esquem ática e, não por coincidência, análoga à de Tarsila. Prestando atenção àquela evolução nat ural ali expost a, rem etem o- nos diretam ente ao Museu, com suas j anelas em fita...

Desta form a, Costa tece um a argum entação que resgata um a lição de trezentos anos dos m estres portugueses, a ser aproveitada em seu conteúdo. O colono, com o resultado daquela situação em que se encontrava, envolto no espírito que cobria o Brasil novo, am adureceu a sua casa m ínim a, depurada naqueles – poucos – séculos de história no continente am ericano, porém de velha tradição, herança portuguesa.

Pensando assim , após tom arm os conhecim ento da legitim idade do barro arm ado com m adeira e sua sim ilaridade ao concreto arm ado; ao reconhecerm os os m elhoram entos que nos levam do beiral ao terraço- j ardim ; acom panham os as transform ações da original fachada quase cheia àquela de om breiras que quase se tocam e, enfim , às de om breiras com uns, concordam os que o casarão é inegavelm ente um a peça chave deste registro.

O grande problem a foi, para ele, o desvio com a exagerada e vazia exposição às referências est rangeiras inculcadas pelo cinem atógrafo associada ao ensino dam a arquitetura. A união destes fatos levou a um a crença em valores deturpados, esvaziados de sentido e desencadeados no neocolonial. E se aqui esteve em germ e, desde o início, um a Arquit et ura Moderna Brasileira, e não um a Arquit et ura Moderna no Brasil, recebem os de Lúcio Costa tam bém um esquem a que am plia esta história para o m obiliário.

No texto Notas sobre a evolução do m obiliário luso- brasileiro ( COSTA, 1996) , o teórico coloca o m obiliário da colônia com o um

desdobram ento daquele produzido na m etrópole, pois o que aqui

foi feito saiu das m ãos de portugueses, ou filhos destes, m estiços ou não; ou ainda, por negros ou índios que aprenderam com

m estres portugueses. Sendo que ao colono só interessava o

essencial, a repetição das form as visíveis na colônia derivou da

correspondência ao rit m o de vida, sem im pedir, contudo, que a tradição forj asse, “ pelo prazer de fazer bem feito, peças trabalhadas e bonitas” ( COSTA, 1996) .

Cont inuando seu pensam ent o, Lúcio Costa dividiu a história do m obiliário em t rês períodos. O prim eiro, dos m ovim ent os iniciais da colonização, seria caracterizado por um a im agem rudim entar, áspero e dram ático. O segundo, de desenvolvim ent o contem porâneo aos centros urbanos da m ineração, traria m anifestações de um a consciência nacional. No barroco do Aleij adinho, as curvas derivadas de um suposto núcleo de onde surgiria inicialm ent e o m óvel j á não seriam m ais t ão grat uit as, m as j á cam inhavam para a busca de um equilíbrio.

Equilíbrio est e cont rapost o à t endência ao exagero - um a busca pela regularidade. Depois, sobriedade, partido retilíneo e

com posição regular: estes são os aspectos do m obiliário brasileiro

do terceiro período vigente na prim eira m etade do século XI X, sim ples com o aquilo que deriva de um trabalho realizado de form a

Documents relatifs