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Hoffmann ou le temps mythique

II.1. Traits d’écriture

II.1.2. Influence biographique

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- IBGE Elaboração: Machado SLD - 2014

O município apresenta uma localização estratégica, pois é ponto de ligação entre os cinco maiores centros econômicos do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia e Brasília, e, portanto, exerce forte atratividade para empresas que precisam se estabelecer em uma cidade interiorana e que fique próxima aos centros citados. Por outro lado, os investimentos de infraestrutura propiciaram o desenvolvimento da cidade, atraindo a população do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e de outras regiões do país (OLIVEIRA, 2009).

A região, na qual o município está localizada, permite que a cidade sirva como um ponto de passagem e contato com diversos centros comerciais e consumidores do país, portanto, local de acesso para cerca de 80 milhões de

168 consumidores (em um raio de 600 km), pois é servida por cinco rodovias federais de grande importância para as regiões Sudeste, Centro-Oeste e Norte, que são:

• BR-050_Brasília/Uberlândia/São Paulo

• BR-365_Montes Claros/Uberlândia/São Simão (GO) • BR-452_Rio Verde (GO)/Uberlândia/Araxá

• BR-455_Uberlândia/Campo Florido/Planura • BR-497_Uberlândia/Iturama/Paranaíba

A tabela 1 apresenta as distâncias rodoviárias de Uberlândia das principais capitais brasileiras demonstrando a posição geográfica privilegiada e localização estratégica, no entroncamento entre o Sudeste, o Centro-Oeste e o Norte do Brasil, o que permitiu o seu crescimento como um importante centro de integração nacional.

Tabela 1 Distâncias Rodoviárias em Km dos principais centros urbano

Fonte: Ministério dos Transportes – DNIT

Além da malha rodoviária, o município conta também com uma estrada de ferro, administrada pela Ferrovia Centro Atlântica, que corta o Triângulo Mineiro interligando os estados de São Paulo e Goiás na direção norte-sul, e também aos principais portos do país: Vitória e Tubarão (Espírito Santo), Sepetiba (Rio de Janeiro), Santos, (São Paulo) e Paranaguá (Paraná). A Estação de Uberlândia foi aberta em 1895, na localidade de São Pedro de Uberabinha. Mais tarde, em 1940,

Distâncias de Uberlândia a: Km Belo Horizonte 556 São Paulo 590 Brasília 435 Goiania 360 Rio de Janeiro 979

169 uma nova estação maior, substituiu a original, porém foi construída ao lado da estação anterior, que não foi demolida, apenas foi alterado o seu nome. A nova estação maior durou até 1970 e foi demolida, quase ao mesmo tempo em que ocorria a inauguração da atual.

O município de Uberlândia é um dos mais populosos da região do Triângulo Mineiro, conforme demonstram os dados estatísticos do IBGE que apresentou a seguinte estimativa de população para 2012: 619 536 habitantes. É o segundo munícipio mais populoso de Minas Gerais e o trigésimo do Brasil, além de ser a quarta maior cidade do interior do país. Com relação ao PIB (Produto Interno Bruto), encontra-se na 26ª posição, em âmbito nacional, conservando, desde 2006, a taxa de crescimento do PIB local entre 12% e 14%. O Censo Demográfico de 2010 realizado pelo IBGE demonstrou que o Município é essencialmente urbano, pois a cidade possuía, no ano de 2010, aproximadamente de 600.285 habitantes, sendo que deste total, cerca de 97% residiam na cidade e, na sede dos distritos, os demais 3% residiam, na área rural. Desta forma, a maioria dos problemas urbanos dos grandes centros também é encontrada em Uberlândia, tais como a questão da mobilidade, excesso de veículos, violência, problemas na área de saúde e educação, ilhas de calor, entre outros.

Os bairros em Uberlândia surgiram de loteamentos realizados, em sua maioria por empresas imobiliárias, o que gerou um grande quantidade de bairros fruto de loteamentos. No final da década de 1980, a administração municipal decidiu agrupar dois ou mais bairros, que passaram a ter o mesmo nome com objetivo de facilitar o trabalho dos órgãos públicos e das empresas privadas, que realizam pesquisas e planejamentos para o munícipio.

170 Por meio do Projeto Bairros Integrados, realizado pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes, a administração municipal visa racionalizar a quantidade de "bairros" existentes, utilizando critérios como a homogeneidade de cada setor, os limites naturais, as características geográficas e de uso e ocupação do solo e o sistema viário, contribuindo, assim, com a estruturação do munícipio, que leve ao crescimento ordenado, contribuindo para proporcionar uma melhor qualidade de vida aos seus habitantes.

Em Uberlândia, atualmente, há 76 bairros, sendo que 65 deles foram criados por meio de de lei. Oito bairros, ainda, não possuem a sua lei de criação sendo eles: Aclimação, Buritis, Distrito Industrial, Dom Almir, Jardim Paradiso, Joana Darc/São Francisco, Prosperidade e Sucupira. Três são considerados como Zona de Urbanização Específica, por estarem localizados fora do limite da área urbana: Morada Nova, Parque Maravilha e Vila Marielza. O município é ainda dividido em setores territoriais, criados pela Lei Municipal nº 6022 de 24/05/1994 com objetivo de auxiliar o planejamento do munícipio. Cada um dos setores apresenta um conjunto de bairros e os nomes dados aos setores estão relacionados com os pontos cardeais, tomando-se como referência, o setor Central, que engloba o bairro centro e demais bairros da vizinhança (BRITO e LIMA, 2011).

No quadro 2, a seguir, são apresentados os setores, com os seus respectivos bairros.

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Quadro 2 Setores e respectivos bairros de Uberlândia

SETOR BAIRROS

CENTRAL Bom Jesus, Brasil, Cazeca, Centro, Daniel Fonseca, fundinho. Lídice, Martins, Nossa

Senhora Aparecida, Osvaldo Resende, e Tabajara

NORTE Distrito Industrial, Jardim Brasília, Maravilha, Marta Helena, Minas Gerais, Nossa Senhora, das Graças, Pacaembu, Presidente Rooselvet, Residencial Gramado, Santa Rosa, e São José.

SUL Buritis, Carajás. Cidade Jardim, Granada, Jardim Inconfidência, Jardim Karaíba, Lagoinha, Laranjeiras, Morada da Colina, Nova Uberlândia, Pampulha, Patrimônio, Santa Luzia, São Jorge, Saraiva, Shopping Park, Tubalina e Vigilato Pereira.

LESTE Aclimação, Alto Umuarama, alvorada, custódio Pereira, DomAlmir, Jardim Ipanema Jardim Paradiso, Joana Darc/São Francisco, Mansões Aeroporto, Morada dos Pássaros, Morumbi, Prosperidade, Santa Mônica, Segismundo Pereira, Sucupira, Tibery e Umuarama.

OESTE Chácaras tubalina e Quarte, Dona Zulmira. Guarani Jaraguá, Jardim Canaã, Jardim das Palmeiras, Jardim Europa, Jardim Holanda, Jardim Patrícia, Luizote de Freitas, Manzour , Morada do Sol, Panorama, Planalto, Taiaman e Tocantins

Fonte: BRITO e LIMA, 2011

O grande crescimento populacional ocorrido em Uberlândia, a partir da década de 1970, provocou o aumento e a diversificação do espaço urbano, apresentando muitas áreas com comércio bastante variado, podendo atender a população de suas imediações, sem a necessidade de deslocamento até a Área Central. O crescimento acelerado favoreceu, portanto, o surgimento de áreas denominadas como subcentros, ou conforme Duarte (1974), "centros funcionais" e que apresentam uma multiplicidade de funções e a coexistência de algumas atividades, como comércio múltiplo e especializado, serviços financeiros, profissionais liberais, lazer, transporte, comunicação, não sendo suficiente apenas a existência de estabelecimentos de consumo cotidiano, como padaria e mercearia.

Para Sposito (1991), o surgimento dos subcentros está ligado à expansão do centro, que não comporta mais o papel de única área comercial e de serviços da cidade, devido à expansão territorial urbana, o que aumentou a distância da

172 população para o centro principal. Assim, os subcentros vão surgir em áreas de alta densidade habitacional em que há uma convergência do sistema de transporte coletivo. Além destes fatores, a renda da população local também pode ser importante, pois apenas o fluxo do transporte coletivo não é capaz de atrair equipamentos comerciais se a população local não possui condições financeiras para consumir.

Em conformidade com o Plano Diretor Municipal (capitulo V, seção I, artigo 20, que trata do uso e ocupação do solo no espaço urbano) oficializado em 2006, são considerados como subcentros os seguintes bairros da cidade: Luizote de Freitas, Tibery, Planalto, São Jorge, Santa Mônica, Santa Luzia, Tubalina e Presidente Roosevelt. Os subcentros de Uberlândia apresentam algumas características diferenciadas quando comparados os subcentros de metrópoles tais como, o fato de que as atividades terciárias não ocupam um quarteirão inteiro, mas somente os lados que estão voltados para as ruas movimentadas (geralmente as atendidas pelo transporte coletivo). Outra diferença perceptível é que, nas metrópoles, as novas centralidades apresentam uma rede financeira consolidada, formada por bancos, agências de financiamentos e investimentos, o que não ocorre em Uberlândia, que apresenta a rede financeira concentrada na área central, com a presença de algumas agências bancárias apenas em subcentros mais consolidados e com uma população de maior poder aquisitivo (SOUZA, 2009).

A área central de Uberlândia coincide com seu centro histórico e embora apresente características comuns aos demais centros urbanos tais como: uso mais intensivo do solo, concentração de atividades sociais e econômicas, sobretudo de comércios e serviços, é o foco do sistema de transporte urbano, com predomínio de veículos e pessoas durante o dia. Apresenta uma característica que a diferencia dos

173 demais centros urbanos, ou seja, a verticalização, uma vez que ainda não há grande concentração de edifícios elevados, se comparados com a paisagem urbana de outros centros comerciais.

Conforme Machado e Lopes (2012, p.9), por meio de do trabalho de pesquisa intitulado Caminho das Pedras: roteiro das fontes documentais de Uberlândia 1900- 1980 foi possível perceber que

o passado desta cidade está alicerçado em uma postura política que a qualifica, desde a sua emancipação em 1888, como potencialmente progressista e desenvolvida. Concomitante à documentação que dissemina o discurso de prosperidade econômica e social, vão apresentando-se, nas entrelinhas dos discursos, as deficiências na infraestrutura urbana. De acordo com a autora as elites políticas econômicas trabalharam no sentido de urdir uma rede de conveniências, na qual os interesses emergentes foram sendo tramados de forma a possibilitar a materialização destes discursos no espaço urbano construindo-o como uma representação onírica deste ideal de cidade maravilha.

Os mapas 3 e 4 apresentam a distribuição dos bairros e mapeamento dos setores territoriais urbanos de Uberlândia, favorecendo uma percepção da organização espacial da cidade. Cabe ressaltar que, a maioria dos bairros e loteamentos foram realizados por empresas imobiliárias e, que foi a Lei Municipal nº 6022 de 24/05/1994, que teve o objetivo de auxiliar o planejamento da cidade.

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