• Aucun résultat trouvé

Les imperfectifs secondaires sont-ils des itératifs grammaticaux ?

ASPECTUALITÉ ET TEMPORALITÉ EN BULGARE

3. Accomplissement, achèvement, achèvement visé

3.2. Achèvement visé

3.2.1. Les imperfectifs secondaires sont-ils des itératifs grammaticaux ?

A sociedade atual é vasta em informação, difundida com enorme fluidez através da “Economia Digital”, com uma velocidade impulsionada pelas tecnologias de informação (TI), por vezes difícil de acompanhar, pelo que atualmente se designa de “Sociedade do Conhecimento” ou “Sociedade de Informação”.

O conhecimento é informação que modifica algo ou alguém – seja inspirando ação, seja tornando uma pessoa (ou uma organização) capaz de agir de maneira diferente e mais eficaz (Drucker, 1989). Segundo este autor, as organizações que cresceram conseguiram- no por se reestruturarem tendo por base o saber e a informação. O conhecimento resulta da informação, pois “o conhecimento vem da informação como a informação vem dos dados”. As transformações acontecem através dos seguintes conceitos (Davenport e Prusak, 1998):  Comparação: como é que a informação sobre esta situação se compara a outras

situações que conhecemos?

 Consequências: que implicações tem a informação para as decisões e ações?  Ligações: como é que este elemento de informação se relaciona com outros?

 Conversação: o que pensam as outras pessoas sobre esta informação?

Na opinião de Mallo (1995), o objetivo dos sistemas de informação consiste em transformar os dados em conhecimento útil para apoiar as tomadas de decisões, em que a Contabilidade como sistema de informação deve ser flexível, satisfazendo os diferentes utilizadores dessa informação; e integrada de forma a responder às necessidades da gestão atual, dado que cada decisão requer informação específica e devidamente adaptada. Os sistemas de informação organizacionais consistem no conjunto de meios e procedimentos que através de métodos de representação têm como objetivo fornecer aos diferentes interessados uma perceção do funcionamento da organização e do seu meio envolvente (Serrano et al, 2004).

Os sistemas de informação (SI) têm uma relação direta com o processo de gestão, uma vez que são eles que fornecem informação de todos os níveis da organização, dado que recebem, processam, armazenam e produzem informação inserida num determinado contexto, tornando a eficiência das organizações dependente do processamento de dados, atempada e adequadamente.

Os dados, a “matéria-prima” de um sistema de informação, devem ser controlados como um ativo valioso e decisivo, uma vez que permitem obter um sistema de informação eficiente ao ponto deste se poder tornar um fator crítico de sucesso da organização, cada vez mais impotente num mundo extremamente competitivo e rodeado de incerteza conjuntural.

Assim, a informação é definida, cada vez mais, como um recurso estratégico, e, em consequência da evolução tecnológica, estamos a assistir a uma autêntica revolução (Caiado, A., 2002: 33). Considerando a informação como o resultado do processamento de dados com base em critérios pré-definidos com o objetivo de permitirem uma determinada interpretação, a eficiência de uma organização depende cada vez mais da qualidade e quantidade de informação disponível. Este facto evidencia a necessidade de qualquer organização, independentemente da sua dimensão, dispor de sistemas de informação e de controlo.

Uma das funções mais relevantes de um sistema de informação é fornecer informação relevante para apoio à tomada de decisão, havendo ainda a necessidade de essa informação estar disponível no mais curto espaço de tempo e, sempre que os recursos da organização o permitam, em tempo real.

Segundo Zorrinho (1991) alguns dos aspetos mais importantes num sistema de informação são:

 Estrutura (recursos que utilizam e como interagem);  Ganho associado à sua utilização;

 Informação que disponibiliza (medida pela sua utilidade);  Nível de eficiência (ou seja, recursos versus output);  Nível de eficácia (resulta da facilidade de utilização);  Gastos de implementação, manutenção e suporte.

Este mesmo autor reforça ainda que, para usufruir das potencialidades estratégicas de um sistema de informação e de apoio à tomada de decisão, é indispensável integrar os objectivos estratégicos da organização e os condicionantes organizacionais prospetivos, tornando-se um meio de comunicação de novas estratégias a todos os stakeholders da organização, permitindo obter feedback em tempo real.

A informação, como recurso indispensável à organização, constitui o centro de uma área funcional recente, a Gestão da Informação. Esta área tem o objetivo de manter uma visão global dos dados da organização, de modo a satisfazer as suas necessidades de informação de cada área funcional específica, facilitando o cumprimento da missão organizacional. Os sistemas de informação para a gestão são sistemas integrados que fornecem a informação necessária para planear e controlar o ciclo de atividades económicas que perseguem a realização dos seus objetivos (Mallo, 1995). Numa era digital, cuja informação é o seu centro, a existência, eficiência e tempo de disponibilização dos dados recolhidos é essencial, pelo que os sistemas de informação tendem a assumir um papel preponderante do desempenho e eficiência organizacionais, desde o suporte ao planeamento até ao controlo e correção necessárias na sua implementação.

Os sistemas de informação apresentam para as organizações (Serrano et al., 2004) vantagens como:

 Permitem tornar as organizações mais flexíveis e descentralizadas, porque, ao permitir uma maior polivalência nas tarefas executadas, diminuem-se os níveis hierárquicos e aumenta-se a amplitude de controlo do gestor;

 Facilita o acesso a novos mercados (através das tecnologias de informação);  Possibilita o aumento do tempo de resposta organizacional;

 Possibilita um maior controlo do negócio e do contexto envolvente;  Permitem à organização concentrar-se no seu core business.

Ainda segundo estes autores, os objetivos de um sistema de informação são:

 Suportar os objetivos e necessidades de informação, podendo ser considerado um veículo para traduzir a estratégia da organização;

 Ir de encontro às necessidades dos diferentes níveis de gestão;  Assegurar a consistência da informação;

 Sobreviver à mudança organizacional e de gestão.

Num contexto global de forte competitividade, o “êxito da gestão depende fundamentalmente da capacidade de gerar sinergias, articular recursos e combinar interesses” (Zorrinho, 1991:36), assumindo os sistemas de informação uma relevância particular no contributo para a melhoria contínua dos processos organizacionais, por forma a obterem-se vantagens competitivas face aos restantes operadores do mercado.