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Chapitre I - Encapsulation sous vide de dispositifs et de microsystèmes

2. Mécanismes physicochimiques de l’interaction gaz-solide Pour un solide, les interactions possibles avec d’autres atomes vont dépendre notamment du fait

4.2. Diffusion, oxydation et hydrogénation des films getter

4.2.2. Diffusion de l’hydrogène et hydrogénation des films getter

Devido a diferentes orientações e exposições da linha de costa da área em estudo, os regimes de agitação nas costas oeste e sul do Algarve apresentam características muito dissemelhantes.

A costa ocidental encontra-se muito exposta à ondulação gerada no Atlântico Norte, sendo caracterizada por componentes de geração distante, superiores em frequência e intensidade às ocorrentes por acção de ventos locais. As condições de agitação marítima características do troço costeiro oeste são as de: mar de noroeste; mar de sudoeste; temporais de oeste; mar de fora; e mar banzeiro (Pires, 1985).

O mar de noroeste ocorre mais de 80% do ano, correspondendo às condições de agitação mais frequentes para o troço costeiro compreendido entre a zona do Cabo Espichel e o Cabo de S. Vicente. Nestas condições, no Inverno, são típicos os estados do mar com 2m de altura e 8 segundos de período. No Verão, devido às características meteorológicas da época, as ondas apresentam alturas de 1 a 1,5m e 7 a 8 segundos de período (Pires, 1985).

O mar de sudoeste ocorre principalmente no Inverno e em períodos de transição e encontra-se associado a áreas de geração relativamente próximas

de sudoeste ondas de 3 a 4m, muito raramente atingindo 7m, com períodos de 9 a 10 segundos. No Verão, o mar de sudoeste é pouco frequente, originando ondas com alturas geralmente inferiores a 3m (Pires, 1985).

O mar de fora ocorre em situações de vento de leste, sendo a costa atingida por ondulação proveniente de áreas de geração distantes. Consequentemente, a ondulação apresenta rumos variáveis, sendo os mais frequentes de NW e de N. A agitação marítima tem caracteristicamente 1,5m a 2m de altura e cerca de 14 segundos de período (Pires, 1985).

O mar banzeiro ocorre quando o regime de vento na costa é fraco ou quando vem de leste e não existem áreas de geração significativas distantes no Atlântico Norte, ocorrendo em cerca de 10% do ano na parte sul da costa ocidental. Nestas condições as ondas apresentam geralmente rumos de NW ou de WNW e alturas de cerca de 0,5m (Pires, 1985).

Os temporais de oeste ocorrem geralmente uma vez por ano, por períodos de oito dias durante o Inverno, e originam prolongadas situações de temporal em toda a costa ocidental. Geram ondas com alturas de cerca de 7m e períodos de 16 segundos, atingindo ondas de 10m de 10 em 10 anos (Pires, 1985).

A costa sul encontra-se abrigada das componentes de agitação marítima dominantes existentes na costa ocidental, proporcionando assim condições de agitação marítima muito mais amenas. De uma forma geral, a altura das ondas incidentes na costa sul é inferior a 1m cerca de 70% do ano e o valor máximo atingindo é de 4m (Pires, 1985). As calmas (Hs<0,25m) são também significativas, ocorrendo concentradas no Verão.

As condições de agitação marítima existentes neste troço costeiro podem ser resumidas em: mar de sudoeste; mar de levante; mar de nortada; e mar de brisa. Os maiores temporais que ocorrem neste troço costeiro estão geralmente associados ao mar de sudoeste, que está por sua vez associado a temporais de oeste ou mar de sudoeste na costa ocidental. Nestas condições, a agitação marítima característica apresenta ondas de 2 a 3m de altura e períodos de 7 a 8 segundos. Anualmente, as ondas podem atingir 4m de altura e 5m de cinco em 5 anos (Pires, 1985). As alturas de onda, nestas circunstâncias,

apresentam-se mais elevadas no troço costeiro virado a SW, desde Sagres ao Cabo de Santa Maria, diminuindo de altura para sotavento (Pires, 1985).

O mar de levante está associado à ocorrência de ventos dominantes de leste, vindos principalmente da região do Estreito de Gibraltar, com frequência anual de cerca de 10%. As ondas características destas condições têm alturas médias de 2m e períodos de 6 segundos, atingindo muito raramente 4m de altura (Pires, 1985). O mar de levante é principalmente sentido a leste do cabo de Santa Maria, diminuindo de altura para barlavento.

O mar de nortada é uma consequência dos ventos persistentes e internos do quadrante norte, e afectam principalmente o mar adjacente ao troço costeiro sul localizado a oeste de Lagos. As ondas características deste regime apresentam alturas de 0,5m a 5 milhas da costa, aumentando para 1,5 a 2m a 20 milhas da costa (Pires, 1985).

O mar de brisa é o mais frequente, representando cerca de 70% das ocorrências anuais. A ondulação é originada por brisas locais, em especial durante o Verão, com variação de rumos ao longo do dia. Assim, de manhã as ondas apresentam rumos de SE e altura média de 0,5m, rodando ao longo do dia para vagas de SW no final da tarde, com 1m de altura e 0,5m durante a madrugada (Pires, 1985).

O regime de agitação na costa sul do Algarve foi caracterizado por Consulmar

et al. (1991) com base em dados da bóia ondógrafo direccional de Faro. De

acordo com os autores, de uma forma geral, o regime de ondulação ao largo do troço costeiro sul do Algarve é caracterizado por ondulação com dois rumos dominantes: de W e WSW, com frequências superiores a 55%; e de SE e ESE, com frequências de cerca de 25%. Relativamente às alturas de onda, cerca de 90% tem altura inferior a 2m, sendo que 30% das ocorrências apresentam alturas inferiores a 0,75m e 35% das ocorrências apresentam alturas entre 0,75m e 1,25m. Os períodos médios das ondas apresentam predominâncias de valores baixos, sendo a classe mais frequente, a inferior a 5,5s, com mais de 77% de ocorrências. A quase totalidade dos períodos, correspondendo a mais de 99% das ocorrências, é inferior a 10s (Consulmar et al., 1991).

A transposição do regime de agitação ao largo para a costa sul do Algarve foi efectuada por Consulmar et al. (1991). Estes autores caracterizam o troço costeiro localizado entre Sagres e Luz como abrigado da agitação de rumos de ao largo próximos de W, devido à presença da Ponta de Sagres, só atingindo este troço costeiro as ondas com períodos mais elevados, embora com coeficientes de refracção da ordem de 0,20 a 0,30, que originam uma redução da altura na mesma proporção. Considerando a ondulação de rumo S e SE, independentemente do período associado, atingem a costa mais directamente, com índices de refracção da ordem de 1,0. Para ondulação com rumos de E, os índices de refracção voltam a decair para 0,20.

As marés junto à costa algarvia são do tipo semi-diurno, propagando-se a onda de maré de poente para nascente e apresentando amplitudes médias de 2m e máximas próximas de 4m (Consulmar et al., 1991). No marégrafo de Lagos foram registadas cotas médias de praia mar de águas vivas, relativas ao nível médio do mar, de 1,33 e valor máximo de 1,78 (Instituto Hidrográfico, 1990, in: Consulmar et al., 1991).

As variações que ocorrem no campo da pressão atmosférica e resultantes da acção prolongada de ventos fortes originam por vezes uma sobreelevação ou empolamento do nível do mar junto à costa. Estas sobreelevações estão associadas a condições meteorológicas raras típicas de tempestades de Inverno, e correspondem à diferença entre o nível do mar observado e a altura da maré astronómica prevista (Taborda e Dias, 1992).

Com base em registos das estações maregraficas de Lagos e Silves para os temporais de Fevereiro/Março de 1978 e de Dezembro de 1981, Taborda e Dias (1992) obtiveram valores máximos de sobreelevação de 0,40m em ambos os locais para o primeiro temporal e de 0,50m em Sines e 0,40m em Lagos para o segundo temporal.

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