Chapitre I - Encapsulation sous vide de dispositifs et de microsystèmes
2. Mécanismes physicochimiques de l’interaction gaz-solide Pour un solide, les interactions possibles avec d’autres atomes vont dépendre notamment du fait
4.1. Modélisation de la diffusion
4.1.3. Diffusion avec réaction dans le volume (sorption)
Litoestratigrafia
As unidades aflorantes na área de estudo englobam xistos e grauvaques do Flysh do Paleozóico Superior, o maciço intrusivo subvulcânico de Monchique do Cretácico final, e pelas formações da bacia Mesocenozóica do Algarve que contactam a norte, em discordância, com os terrenos do Paleozóico.
A bacia Mesocenozóica do Algarve é composta por dois domínios com fácies distintas separados pelo sistema de flexura de Algoz – Portimão - Sagres: a norte individualiza-se uma região de plataforma, marcada por sedimentação carbonatada pouco profunda e influência terrígena importante, que engloba terrenos do Jurássico; a sul, afloram em monoclinal perturbado por dobras de grande extensão, o Jurássico superior, o Cretácico e o Cenozóico (Rocha et
al., 1979), que compreendem sedimentos depositados em plataforma e talude
carbonatados e materiais fluviais de fácies detrítica terrígena.
Nas linhas seguintes, apresentam-se de uma forma mais detalhada as formações que suportam a geologia aflorante da região do Algarve.
PALEOZÓICO –HMI eHBR
Estas formações ocupam uma vasta área entre Santiago do Cacém, a NW, e Castro Marim, a SE, e apresentam características turbidíticas com sedimentologia variável de NE para SW (formação de Mira e da Brejeira), sendo constituídas por uma sequência de grauvaques, pelitos e alguns conglomerados intercalados (Oliveira, 1984).
MESOZÓICO
TRIÁSICO –ARENITOS DE SILVES (T)
Os Arenitos de Silves (Rocha, in Oliveira, 1984) afloram principalmente numa banda orientada W-E que se estende desde a praia do Telheiro, a N do Cabo de São Vicente, até Castro Marim, a qual está cortada por falhas de direcção NE-SW.
Esta unidade é essencialmente constituída por depósitos areníticos, conglomeráticos e pelíticos de coloração geralmente avermelhada e amarelada com intercalações de siltes e dolomitos. Os elementos dos conglomerados, normalmente superiores a 4cm, são quartzo, quartzito, xisto e arenito ligeiramente metamorfizados (Rocha et al., 1979).
JURÁSSICO INFERIOR –COMPLEXO MARGO-CARBONATADO DE SILVES (J1ab)
Os afloramentos do Complexo margo-carbonatado de Silves situam-se numa banda de orientação geral E-W sempre a S e a tecto dos Arenitos de Silves. Estes afloramentos constituem, na morfologia do Algarve, zonas em depressão, limitadas a N quer pelos Arenitos de Silves, quer pelos xistos e grauvaques do Carbónico, e a S pelos calcários dolomíticos do Liásico inferior (Rocha et al., 1979; 1983).
Este complexo compreende uma espessa série pelítica, margosa e calcário- dolomítica, de espessura variável entre 140m e 270m. Desde a base da formação, as bancadas de arenitos e siltitos vão sendo progressivamente substituídas por dolomitos. Estes, por sua vez, desaparecem quase totalmente na parte superior, voltando a reaparecer um nível lenticular de calcário dolomítico (Rocha et al., 1979; 1983). Associado a este termo, no litoral algarvio oriental, observam-se por vezes camadas de gesso (Oliveira, 1992).
O complexo margo-carbonatado termina por um conjunto de pelitos e margas bicolores, dolomíticos na base (Oliveira, 1984). Existem, ainda, no interior desta
unidade, vários afloramentos de rochas ígneas, que pertencem ao Complexo Vulcano-Sedimentar Básico (Rocha et al., 1979), descrito em baixo.
COMPLEXO VULCANO-SEDIMENTAR BÁSICO (J1vs)
Associados ao Complexo margo-carbonatado de Silves, existem vários afloramentos de rochas ígneas básicas constituindo uma sequência vulcano- sedimentar, que compreende escoadas lávicas, a que se seguem brechas vulcânicas (Oliveira, 1984; 1992), filões essencialmente basálticos ou de rocha alterada de orientação geral N-S ou NNE-SSW e tufos básicos (Oliveira, 1984).
DOLOMITOS E CALCÁRIOS DOLOMÍTICOS DO JURÁSSICO INFERIOR (J1cd, J1e, J1f,J1g,J1eJ1B)
As camadas do Jurássico inferior dispõem-se geralmente em dobras de grande raio de curvatura com eixo orientado E-W, formando localmente monoclinais inclinados para S ou para N (Oliveira, 1992) e são atravessadas por inúmeros filões e chaminés de rocha ígnea. Encontram-se também cortadas por falhas de orientação N-S, NE-SW e ENE-WSW, e estão em grande extensão cobertas por areias cenozóicas.
Regra geral, os dolomitos e calcários dolomíticos do Jurássico inferior afloram associados, e a S do Complexo margo-carbonatado de Silves e do complexo vulcano-sedimentar básico. Os dois afloramentos principais destas formações localizam-se entre Barão de S. Miguel e Odiáxere e entre Silves e Querença, aflorando também em pequenos retalhos junto a Vila do Bispo, entre Odiáxere e Silves, a N de Santo Estêvão e entre Vila Nova de Cacela e Vila Real de Santo António.
No Algarve Ocidental, as formações descritas por Oliveira (1984) são Dolomitos e Calcários dolomíticos de Espiche (J1cd), Calcário dolomítico com nódulos de sílex da Praia de Belixe (J1e), Calcário cristalino com Protogrammoceras, Fuciniceras e Argutarpides (espécies de amonite do
Jurássico inferior) da Praia de Belixe (J1f) e Calcários margosos e margas com Dactylioceras semicelatum e Harpoceratídeos (amonites do Jurássico inferior)
de Armação Nova (J1g), enquanto que no Algarve Oriental, as formações descritas por Oliveira (1992) são a Formação de Picavessa e Dolomitos (J1), constituída por brechas dolomíticas, calcários calciclásticos e oolíticos e dolomitos e Calcários dolomíticos e dolomitos de Boavista (J1B).
No Algarve ocidental, as formações do Jurássico Inferior são constituídas principalmente por calcários dolomíticos com intercalações margosas, raramente arenosas e com nódulos de sílex. Os dolomitos e calcários dolomíticos de Espiche, geralmente maciços, finamente cristalinos ou sacaróides, são das camadas mais duras da orla meso-cenozóica do Algarve ocidental, originando relevos marcados na morfologia da região (Rocha et al., 1979).
No Algarve oriental, as formações do Jurássico inferior são principalmente constituídas por brechas dolomíticas e dolomitos em tons rosados, calcários com nódulos de sílex e calcários calciclásticos micríticos.
JURÁSSICO MÉDIO –CALCÁRIOS CALCICLÁSTICOS, OOLÍTICOS E BIOÉRMICOS
MARGAS E CALCÁRIOS MARGOSOS (J21ab,J2c,J2a,J2ab,J2eJ2b)
As formações do Jurássico médio afloram, no Algarve ocidental, associadas e a S das formações do Jurássico inferior, entre Sagres e Algoz. No Algarve oriental, estendem-se entre Cacela e Almansil, ocupando quase sempre os núcleos de estruturas anticlinais (Tavira, Boavista, Guilhim, Estói, Loulé e Areias) (Oliveira, 1992).
Na orla algarvia ocidental aflora uma associação de duas formações do Aaleniano – Batoniano que corresponde a formações recifais, de ante-recife e de domínio externo. É constituída por calcários oolíticos, calcários corálicos, calcários pisolíticos, calcários calciclásticos, calcários dolomíticos e dolomitos de Almadena; e margas e calcários detríticos com Zoophycos (icnofósseis) da Praia da Mareta (Oliveira, 1984).
Na zona do ante-recife desenvolveram-se fácies de calcários oolíticos, coraliários, pisolíticos, calciclásticos e dolomíticos, que afloram desde do Cabo
No domínio externo, de mar aberto, a fácies pelágica (visível apenas na praia da Mareta) é essencialmente constituída por calcários finamente detríticos a que se segue uma espessa série de margas acinzentadas (Oliveira, 1984).
Segue-se uma espessa série, essencialmente margosa na base que vai enriquecendo em calcário para o topo, tornando-se margo-calcária durante o Caloviano médio e unicamente calcária durante o Caloviano Superior, denominada por Calcários margosos e margas da Praia da Mareta (Oliveira, 1984).
Na orla algarvia oriental, estas formações são principalmente constituídas por margas, calcários oolíticos, margosos, com nódulos de sílex e conglomerados.
JURÁSSICO SUPERIOR –CALCÁRIOS, MARGAS, CONGLOMERADOS E BRECHAS
(J3-4,J4,J4B,J4D,J4S,J4-5eJ5)
No litoral a W de Burgau, a S de Odiáxere, a W e a N de Albufeira, encontra-se uma grande extensão de afloramentos do Jurássico superior que, no Algarve ocidental, contactam, maioritariamente, a N com os calcários do Jurássico inferior, e no Algarve ocidental, com o complexo margo-carbonatado de Silves, o complexo vulcano-sedimentar básico e com os calcários do Jurássico inferior e médio.
As formações do Jurássico superior, na orla algarvia ocidental, a W de Algoz são constituídas fundamentalmente por calcários, calcários margosos, dolomitos e algumas intercalações margosas, não ocorrendo, praticamente, sedimentos detríticos não calcários (Rocha et al., 1979). No sector a E de Algoz, afloram calcários arenosos e margosos, margas, calcários micríticos e oolíticos com nódulos de sílex e intercalações conglomeráticas, calcários dolomíticos, dolomitos e calcários compactos.
Na orla algarvia oriental afloram calcários, mais ou menos argilosos, micríticos, por vezes com nódulos siliciosos, alternados com margas, com intercalações de arenitos finos, conglomerados e margas. No topo da sequência ocorrem calcários compactos com passagens bréchicas, seguidos de calcários argilosos, margas arenosas e conglomerados.
CRETÁCICO (C1-2,C1eC2)
As formações cretácicas afloram essencialmente no litoral entre a Ponta da Torre e a foz do rio Alvor, a E de Lagoa, em retalhos a N de Albufeira e E de Algoz, em Boliqueime e numa faixa entre Quarteira e Luz. Geralmente, estas formações contactam a N com o Jurássico e a S com o Miocénico e estão em grande extensão cobertas por areias e terraços cenozóicos.
Na orla algarvia ocidental, no sector a W de Algoz, as formações cretácicas, depositadas entre o Berriasiano e o Barremiano, são constituídas por calcários maciços alternados com níveis dolomíticos e margosos, com algumas intercalações de conglomerados e de calcários com gesso. As formações cretácicas depositadas a partir do Aptiano são constituídas por arenitos calcários que alternam com calcários quartzosos, calciclásticos e oolíticos seguidos de margas com intercalações calcárias e níveis conglomeráticos.
No sector a E de Algoz, as formações cretácicas depositadas entre o Berriasiano e o Barremiano, são constituídas por margas, por vezes gispsíferas, calcários maciços, margosos, dolomíticos, margas e arenitos associados a siltes e argilas. As formações cretácicas depositadas a partir do Aptiano são constituídas por alternância de margas com calcários, seguidas de argilas com intercalações de arenitos finos. No topo estão margas verdes e bancos de calcário com leitos dolomíticos.
Na orla algarvia oriental, os sedimentos cretácicos depositados entre o Berriasiano e o Barremiano, são constituídos por calcários oolíticos, calciclásticos, gresosos, margosos, conglomerados e dolomitos gresosos com intercalações de argilas. No topo, afloram níveis conglomeráticos siliciosos, grés fino a grosseiro com estratificação oblíqua e intercalações de argila.
A partir do Aptiano, ocorreu sedimentação de calcário oolítico, calciclástico dolomitizado, seguido de calcário micrítico com intercalações margosas e margas com intercalações de calcário micrítico e margoso. No Albiano ocorreu sedimentação de calcário micrítico seguido de calcário nodular parcialmente
dolomitizado com intercalações de calcários mais margosos e, no fim, calcário fortemente dolomitizado e dolomitos a que se sobrepõe calcário.
CENOZÓICO
MIOCÉNICO (M1-2,M3-4,M4,M5eM5-6)
O Miocénico estende-se principalmente entre Lagos e Albufeira. Existem pequenos retalhos em Sagres, a S de São Bartolomeu de Messines, em Tunes, em Paderne, a E de Albufeira e em Faro. O Miocénico está também presente em Quelfes e numa faixa mais ou menos contínua entre a Fuseta e Vila Real de Santo António, interrompida em Tavira.
Na orla algarvia ocidental, estão consideradas três unidades. São elas: a Formação carbonatada de Lagos – Portimão (M1-2) que comporta biocalcarenitos; Conglomerados e areias marinhas de Olhos de Água e areias feldspáticas de Olhos de Água (M3-4), constituída por depósitos arenosos com alguns níveis conglomeráticos; Espongolitos e diatomitos de Mem Moniz, argilas e calcários lacustres de Tunes e calcários silicificados de Budens (M5), formada por rochas brancas finas constituídas por frústulas de diatomáceas, espículas de esponjas siliciosas, nanoplâncton calcário, foraminíferos, ostracodos e raras escamas de peixe e por bancadinhas de calcário esbranquiçado parcialmente silicificado (Oliveira, 1984).
Na orla algarvia oriental estão representadas formações do Miocénico médio, superior e terminal. São elas: Arenitos calcários com seixos e Areias de Olhos de Água (M3-4), constituída por calcários arenosos, calcários fossilíferos com seixos de quartzo e por depósitos arenosos com alguns níveis conglomeráticos; Siltes glauconíticos da Campina de Faro e conglomerados de Galvanas (M5), que comportam siltes mais ou menos ricos em glauconite e conglomerados compostos por blocos (calcário jurássico, arenito cretácico e rochas ígneas) e passagens finas de areias e siltes com alguma glauconite; e a formação de Cacela (M5-6), constituída por níveis pouco espessos de conglomerados fossilíferos, seguidos de siltes e areias finas (Oliveira, 1992).
PLIOCÉNICO E PLIO-PLISTOCÉNICO INDIFERENCIADO (PePQ)
Na orla algarvia ocidental, os sedimentos cartografados como Pliocénicos ocorrem em manchas descontínuas espalhadas principalmente ao longo da costa, entre Lagos e Quarteira. Foram tidos por plio-plistocénicos arenitos grosseiros, argilosos, acastanhados ou avermelhados (Oliveira, 1984) de fácies fluvial e azóica, que alguns documentos consultados consideram de idade Plistocénica.
Na orla algarvia oriental, o Pliocénico está representado pelos depósitos do Morgadinho, presentes na Luz, que compreendem areias finas soltas, margas, argilas lignitosas e calcários límnicos e compactos (Rocha et al., 1984).
PLISTOCÉNICO (Q,d)
Na orla algarvia ocidental, as formações plistocénicas são constituídas por terraços marinhos onde predominam argilas e siltes que resultam da alteração dos xistos do Carbónico, dos calcários mesozóicos, etc., areias mais ou menos argilosas, acumulações de seixos rolados e cascalheiras. Existem também dunas antigas, como as dunas consolidadas do litoral ocidental (Oliveira, 1984).
Na orla algarvia oriental o Plistocénico é constituído pelas formações de areias de Faro – Quarteira, por Brechas Cársicas e por Terraços fluviais em diversos níveis ao longo dos principais vales da região.
A unidade de areias de Faro-Quarteira constitui a mais vasta cobertura do Algarve, assente sobre a maioria dos terrenos anteriores, sendo a sua composição semelhante aos depósitos plio-plistocénicos descritos para a orla algarvia ocidental. Predominam areias de grão médio a fino, no geral rubificadas. Sobrepõem-se aos depósitos de Morgadinho (Oliveira, 1992).
As Brechas cársicas estão relacionadas com depósitos residuais em lapiás, resultado de intensa carsificação, sobretudo de unidades jurássicas. Alguns Terraços têm depósitos geralmente grosseiros, em que é elevada a proporção de clastos de rochas paleozóicas (Oliveira, 1992).
HOLOCÉNICO (a)
Relativamente a unidades holocénicas, existem dunas activas na Orla Algarvia Ocidental (na Carrapateira por exemplo) e ainda areias de praia, cujo desenvolvimento máximo corresponde às praias entre Lagos e Alvor, Armação de Pêra – Galé e Quarteira (Oliveira, 1984). Ainda na baía de Armação de Pêra, encontram-se dunas consolidadas do Holocénico sob as dunas actuais.
Têm importância assinalável, de entre os depósitos mais modernos, aluviões em que predominam a acumulação de detritos finos construindo planícies aluviais e preenchendo espaços estuarinos e lagunares. São exemplos, de W para E, os das Ribeiras de Almadena e de Bensafrim, dos Rios de Alvor e de Arade, de Lagoa, das Ribeiras de Alcantarilha e Quarteira, Ribeira de Almansil, Ribeira do Biosal, Rio Seco, Ribeira de Quelfes, Ribeira da Fuseta, Ribeira de Tavira, Ribeira de Conceição e Ribeira de Vila Real de Santo António (Oliveira, 1984).
Na orla algarvia oriental existem Tufos calcários; areias de duna e areias de praia e aluviões. Os Tufos calcários estão bem desenvolvidos em Estói e Loulé e são rochas de cor branca, geralmente pouco compactas (Oliveira, 1992).
As areias de duna e areias de praia são mais importantes na Ria Formosa e nas proximidades de Monte Gordo. As areias de duna constituem grande parte do sistema de ilhas-barreira da Ria Formosa, alimentadas a partir das areias de praia que acompanham toda a linha da costa (Oliveira, 1992).
Na parte interna das ilhas-barreira da Ria Formosa, bem como em Castro Marim desenvolvem-se extensas áreas de sapais. São compostos essencialmente por lodos, expostos em maré baixa. Constituem um sistema de ilhas separadas por canais de dimensões variáveis, sendo os de Faro e de Olhão os mais importantes (Oliveira, 1992).
Geomorfologia
A região do Algarve é constituída por dois grandes conjuntos morfoestruturais: O Maciço Antigo e a Orla Sedimentar meridional (Pereira, 1990), ambas
afectadas pela faixa costeira. Esta região é assim caracterizada por acentuados contrastes morfológicos, que reflectem a litologia e estrutura do substrato. Existem, três unidades de paisagem principais definidas por Feio (1952): a unidade dos relevos interiores; a plataforma litoral ocidental e meridional; e a orla algarvia (Figura 8).
Figura 8: Esquema morfológico do Algarve. Adaptado de Feio (2004). 1 – Escarpa de falha; 2 – Rebordo de erosão; 3 – Arriba antiga; 4 – Curva de nível (equidistância de
50m); 5 – Plataforma litoral.
Os Relevos Interiores englobam a peneplanície do Baixo Alentejo, definida essencialmente em xistos e grauvaques do Flysh do Paleozóico Superior, fortemente dobrados, e o relevo correspondente ao maciço intrusivo, subvulcânico de Monchique (Feio, 1952). A plataforma litoral ocidental e meridional será descrita em maior detalhe nas linhas seguintes.
Figura 9: Divisão da costa Algarvia em três sectores. Adaptado de CCDR Algarve (2006). A costa Algarvia apresenta uma assimetria geológica e morfológica, principalmente devido à ocorrência de diferentes regimes de ondulação e devido à natureza e estrutura das rochas aflorantes. De acordo com estas
diferenças, a costa pode ser dividida em três sectores: a costa oeste, e os sectores barlavento e sotavento da costa sul (Figura 9).