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Les difficultés épistémologiques du champ dans le paradigme positiviste

Création d’une entreprise franchisée

C. Les réflexions épistémologiques et les contributions méthodologiques

1. Les difficultés épistémologiques du champ dans le paradigme positiviste

colaboração de outros profissionais. Ao promovermos a Saúde Mental de qualquer grupo de pessoas, confere-lhe uma importância acrescida, porque

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promove ações que pretendem levar à diminuição de uma situação que tendencialmente irá aumentar no futuro: a Doença Mental.

Esta competência foi desenvolvida em ambos os campos de estágio. As reuniões multidisciplinares que se realizavam no SSMP contavam com Enfermeiros, Médicos, Psicólogos, Assistente social e Terapeutas Familiares. Estas reuniões ocorrem semanalmente e têm como propósito o acompanhamento de casos em que é discutido em equipa algumas estratégias de melhoria do processo terapêutico do doente. Para além de uma importante estratégia de trabalho em equipa funcionam como momento de convívio e formativo para todos os intervenientes. São marcadas várias formações para nas reuniões. Devemos acrescentar que conhecer os diversos elementos da equipa de saúde, a sua postura, discurso e conhecimentos foi uma mais-valia no processo de aprendizagem. Os tipos de encaminhamento para a alta, com entidades que na comunidade fazem de Elo de ligação para promover a reinserção sócia, permitiu- nos conhecer a dimensão das respostas comunitárias às necessidades da pessoa com doença mental. Algumas vezes saímos das reuniões com sensação de impotência na resolução dos problemas perante situações tão complexas.

A nível da consulta externa do SSMP a aprendizagem foi muito positiva porque fizemos a ponte de um serviço de ambulatório para o projeto a desenvolver em Hospital de Dia da UFU. As várias atividades proporcionaram-nos momentos de reflexão e sistematização de conhecimentos. Devemos destacar a atividade Lúdico terapêutica, intitulada “A passagem da Pedra”. Esta atividade foi efetuada enquanto o cliente faz a perfusão de soroterapia, e ocupou o tempo de cerce de 40 minutos e teve como objetivo principal: promover o autoconhecimento e conhecimento do Outro. Foi desenvolvida pela Sra. Enfª Especialista em Saúde Mental e Psiquiatria da consulta de psiquiatria e consistiu na passagem de uma pedra que serviu como “quebra-gelo” para a apresentação de cada um. Posteriormente, cada um referiu o seu projeto de vida. Assistimos a uma participação ativa de todos e criou-se um espaço de reflexão. Tal como refere Silva, Loureiro e Sousa (2004, p. 36) “o ato de se estar em grupo é um facilitador de mudança, uma vez que as pessoas se sentem seguras, sentem uma coesão tão grande que lhes permite relatar todo o seu sofrimento, dúvidas, medos…”. Este momento de partilha foi muito importante para os membros que iniciaram o

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tratamento há menos tempo porque lhes permitiu observarem algumas melhorias nos clientes que estavam numa fase de terminoda terapêutica. Alguns clientes referiram sentir mais força interior para ultrapassar a sua situação de saúde ao ouvirem o relato de uma senhora, sobre a forma como está a ultrapassar a sua depressão após a morte do filho num acidente de viação e a sua própria incapacidade física resultante do mesmo.

Participámos também numa sessão Psicoeducativa com os clientes (que já terminaram o tratamento) e família/ou pessoa significativa. Essa sessão teve como esclarecimento “o que é a Depressão, suas implicações na vida diária das pessoas afeta de, e no seio da família”. No final da sessão privilegiou-se o diálogo, a partilha de experiências pessoais bem como o esclarecimento de dúvidas. Como normalmente é neste espaço que temos “o casal”, foi explicado a ambos a importância do apoio mútuo, da tolerância/partilha, para ultrapassarem esta fase. Foi reforçado o ensino, de que pode ocorrer disfunção sexual (que é comum com esta medicação nos doentes do sexo masculino). Foi passada a ideia de que a pessoa afetada de depressão “deve fazer mudanças na sua vida”, é a pessoa que deve mudar e não quem está à sua volta. Foi ainda esclarecido que existe sempre uma porta aberta (mesmo depois do términos do tratamento), para quem tenha necessidade de conversar com a Enfermeira ou tenha necessidade de “partilhar algo”.

Keitner (1990), diz que apesar de ainda não existirem estudos controlados sobre a eficácia de psicoeducação familiar em Depressão, os membros das famílias e doentes têm fornecido retorno intensamente positivo quando este tipo de abordagem é fornecido. Beardslee et al. (1997), desenvolveram um estudo com o objetivo preventivo de doença afetiva em filhos de pais com o diagnóstico de depressão, demonstraram benefícios da psicoeducação para famílias onde, o pai e/ou a mãe apresentavam um episódio depressivo recente ao início da intervenção, neste estudo os resultados foram examinados após um ano e um ano e meio de intervenção psicoeducacional, mostrando uma manutenção dos benefícios da psicoeducação a longo prazo (Yacubian e Neto, 2001).

Também participámos ativamente num grupo psicoeducativo de Mulheres com cancro da mama dirigido por uma psicóloga. Foi um momento muito emotivo

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porque estavam mulheres que já tínhamos acompanhado durante o seu internamento para a realização de mastectomia e ver a resiliência sobre a doença que segundo as mesmas era devido àquele grupo onde sentiam-se integradas e compreendidas.

Outra situação de grande utilidade de aprendizagem foi a participação na sessão de relaxamento segundo Jacobson, realizado por uma colega da especialidade em pudemos usufruir de um momento de tranquilidade e obter aporte prático para instruir os doentes que necessitassem deste tipo de intervenção.

Jacobson (1938) desenvolveu uma técnica chamada “Relaxamento Progressivo”, a qual tinha o objetivo de levar o cliente a um estado profundo de relaxamento muscular. O autor acreditava que esse estado poderia reduzir a grande ativação da parte central do sistema nervoso e da divisão autônoma do sistema nervoso, com isso restaurando ou promovendo bem-estar psicológico e físico, diante de uma relação do estado emocional com o corporal. O relaxamento dos músculos deveria reduzir as estimulações emocionais, reduzindo assim a Tensão arterial e a Frequência Cardíaca. A técnica consiste em aprender a contrair e, logo em seguida, a relaxar os diferentes grupos musculares do corpo, de forma que se consiga diferenciar quando o músculo está tenso e quando está relaxado. Dessa forma, uma vez que se tenha aprendido, esse comportamento tornará um hábito, e será identificado rapidamente nas situações de cada dia, quando a musculatura for contraída mais do que o necessário (Rissardi e Godoy, 2007).

Tivemos oportunidade de assistir a um a formação realizada no auditório do hospital sendo referente à “Psiquiatria de Ligação” onde foi abordado a prestação de cuidados no âmbito da psiquiatria a doentes internados noutros serviços utilizando um modelo de intervenção de ligação.

Partindo da compreensão que os fenómenos em saúde mental são complexos e do reconhecimento de que as necessidades das pessoas com doença mental de evolução prolongada são diversas, procurámos participar nas atividades que nos foram oferecidas e proagir com propostas baseadas na nossa recente aprendizagem das aulas administradas.

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4. Age no desenvolvimento da tomada de decisão e raciocínio conducentes