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Chapitre 3 : Problématique et Questions de recherche

4.3. Une démarche par entretiens

No espaço da Biblioteconomia e Ciência da informação, teóricos como Ranganathan (1967), Bliss (1929), Fleiblemann (1954), Vickery(1997)6 e o próprio CRG (WILSON, 1972), construíram teorias com a finalidade de representação de

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O artigo "The State of Art in Ontology Design" de Natalya Fridman Noy e Carole D. Hafner (FRIDMAN, N. & HAFNER, C. 1997) apresenta uma revisão de um grande número de ontologias construídas e seus requisitos básicos. Ë possível observar que na prática o uso de relações de equivalência é fundamental para a construção teórica das ontologias, pois como ela lida com a língua como um instrumento comunicacional é necessário padronizar as várias formas de denominação de um conceito em um universo de discurso, para permitir comunicações mais precisas entre um grupo de falantes e como é o caso entre um sistema e um sujeito.

6 É necessário esclarecer que aqui não estamos esquecendo autores como: Dewey, Brown, Cutter. que

elaboraram estruturas classificatórias para guarda de documentos, mas que citamos aqueles autores que apresentam uma discussão mais consubstanciado por aspectos teóricos e metodológ icos voltados para a representação de domínios e não somente para a organização física de documentos.

domínios, visando a organização de documentos, mas que de alguma forma, apresentavam princípios que possibilitavam a representação independente de domínios. Tais princípios, com advento da Web semântica e de ferramentas semânticas como as ontologias são de valor inestimável para a elaboração de modelos conceituais consistentes e também para a formação de “classificacionistas”, como denominava Ranganthan, ou dito de outra forma, de modelizadores/ontologistas, que são aqueles que elaboram classificações e não somente as usam.

Ontologias Formais/Fundamentação têm sido usadas para apoiar a modelagem de conceitos para fins diversos. Estes vão desde a compreensão de requisitos em um modelo de negócio que é apoiado por um sistema informatizado até a representação do recorte de um domínio para fins de descrição e recuperação de informação em contextos diversos, como, por exemplo, em sites de jornalismo (CAROLO; BURLAMAQUI, 2011). Tais iniciativas, que envolvem o uso de ontologias, têm tido um grande crescimento nos últimos anos (GUIZZARDI; FALBO; GUIZZARDI, 2008).

O que essas iniciativas têm em comum é a necessidade de minimizar entendimentos ambíguos e fornecer uma semântica e entendimento mais precisos não só dos conceitos representados, como também de suas naturezas e relações. Essa necessidade difere daquela das linguagens documentárias tais como os vocabulários controlados ou os tesauros, onde o foco é na recuperação de informação para pessoas, e onde a inferência de conhecimento não é considerada como requisito.

Nesse sentido, é importante que o Profissional da Informação se aproprie dos novos métodos e conhecimentos necessários para atender às novas demandas que se fazem presentes, e que envolvem as noções filosóficas e epistemológicas contidas em ontologias formais/fundamentação. O entendimento dessas noções e as notações adotadas para a sua modelagem são complexas, mas oferecem um campo vasto de aplicação, do qual o Profissional da Informação não pode se omitir, sob pena de diminuir o papel da área em um cenário dinâmico que avança rapidamente.

No evento anual que ocorre no âmbito da comunidade de ontologista, no domínio da Ciência da Computação, o “Ontology Summit” já está traçando um núcleo básico para a formação do ontologista do futuro, ou seja, aquele que está construindo modelos conceituais de domínios.

Esta formação envolve conteúdos como: 1. Fundamentos Teóricos: Lógica (primeira ordem, de segunda ordem, lógica descritiva lógica de definições); Teoria dos conjuntos, Ontologia filosófica (universais e particulares, tempo), Filosofia da

linguagem (a confusão entre sentido e referência, a teoria dos atos de fala, ...), Representação do conhecimento, modelagem conceitual, modelagem de dados, metadados ; 2. Linguagens: RDF, OWL ...; 3. Construção e edição de ontologias: aspectos humanos (aplicação de princípios de classificação), ferramentas de software (Protégé,...), problemas de interoperabilidade semântica; 4. Estratégias e teorias de

avaliação da ontologia; 5.Teorias e Metodologias de elaboração de ontologias:

ontologias de fundamentação, ontologias de domínio. Além disso, registram-se também as disciplinas afins que envolvem estudos dessa natureza, a saber: Lógica avançada (lógica modal, lógica temporal, lógica padrão, ...) ; Ontologia Filosófica Avançada (mereotopology, tropos,...); Ciência da Computação: linguagens formais, máquinas formais, computabilidade, raciocínio automatizado, teoria de banco de dados;

Linguística / Ciências Cognitivas: distinção entre sintaxe, semântica, pragmática,

processamento de linguagem natural, geração de linguagem natural, teorias cognitivas de categorização.

Desta forma, é necessário pensarmos sobre conteúdos até hoje ministrados e aqueles que deverão ser revistos e acrescentados, visando à formação de profissionais de informação que irão desenvolver modelos conceituais de domínios.

5 CONCLUSÃO

Este artigo pretendeu trazer para um espaço de discussão de estudantes, profissionais e pesquisadores no domínio dos estudos informacionais, certa preocupação com a formação atual dos profissionais desta área. Além disso, apresenta certos aspectos relacionados à formação de modelizadores e classificacionistas que não podem ser desmerecidos ou mesmo ocultados sob pena de não ocuparmos o espaço que nos é de direito neste novo cenário informacional.

Em artigo que data de 2011 (CAMPOS, CAMPOS, MEDEIROS, 2011, p.159) já chegávamos a conclusão da

[...] necessidade de disponibilizar informações, muitas vezes de natureza complexa e variada, tem levado as instituições a valorizarem seus ativos informacionais, buscando organizá-los de forma mais eficiente, representando-os e articulando-os de forma mais precisa.Nesse cenário, nos últimos anos, o uso de ontologias tem se intensificado, como apoio a iniciativas que demandam o uso de modelos de representação mais precisos e formais, de modo que minimize ambiguidades de entendimento e, ainda, que possua uma representação que permita ser tratada computacionalmente. Até os últimos anos, antes do potencial de tratamento informacional imposto por este novo cenário, um dos papéis exercido pelo profissional de informação se restringia ao desenvolvimento de ferramentas semânticas capazes de representar um dado domínio de conhecimento

(através de linguagens documentárias como tesauros, taxonomia e esquemas de classificação), possibilitando uma certa precisão e compatibilidade entre a linguagem utilizada para o tratamento informacional e a linguagem utilizada pelo usuário para a recuperação da informação. No novo cenário, onde as ontologias formais se inserem, já é possível, de algum modo, não só a representação do conhecimento de um dado domínio, mas a derivação do conhecimento por sobre este domínio, através de uma semântica expressa em linguagens formais, possível de ser explorada computacionalmente para fins de inferência.”

Assim, consideramos que possamos reunir esforços em pesquisas nesta área para que novos espaços venham a ser ocupados pelo profissional da informação.

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XII CINFORM

Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa em Informação

02 a 04 de Setembro de 2015 ● Biblioteca Pública do Estado da Bahia (BPEB) Salvador – Bahia

Informação e Protagonismo Social

Eixo - Mediação, Produção e Circulação para o Acesso, Uso e