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G LOSES LOSES & A & A BRÉVIATIONS BRÉVIATIONS

3. Liste des abréviations

0.3. Corpus et sources des exemples

Nesta zona, a plataforma litoral corresponde à área que se estende entre o mar e o bordo ocidental do Fosso de Aljezur. É limitada a oriente por uma falha de direcção N-S a NNE- SSW.O Fosso de Aljezur é uma depressão com forma alongada segundo a direcção N-S com cerca de 5 km de comprimento. A sua largura é aproximadamente 1,5 km. Esta depressão está ladeada pela plataforma litoral (a Oeste) e pela plataforma interior (a Este) que se encontram a cotas superiores a 100m.O bordo ocidental é efectivamente o prolongamento da Falha da Messejana, de direcção NNE-SSW a N-S. Esta falha constitui o limite tectónico entre os terrenos paleozóicos da ZSP e os depósitos cenozóicos do Fosso, funcionando também como limite geológico para os depósitos miocénicos. O abatimento do fosso é na ordem dos 60-70 m. Nesta depressão estão conservados depósitos miocénicos e pliocénicos a cotas mais baixas que os terrenos paleozóicos (Amaro, 2000). É deste facto que resulta a conclusão de que esta zona foi alvo de um abatimento e da consequente formação do graben que define o fosso. As rochas mais antigas que afloram junto à praia da Amoreira, são atribuídas à Formação da Brejeira, datada do Carbónico médio. Tratam – se pois de formações paleozóicas formadas por xistos com intercalações quartzíticas, muito fracturadas e injectadas por um filão de dolerito.

Na parte norte da praia, na maré vazia, é possível caminhar por cima de uma estrutura peculiar, formada por uma série de dobras cortadas na horizontal pela plataforma de abrasão marinha actual (F1).

F1-materiais do Paleozóico dobrados e cortados pela plataforma de abrasão marinha actual

Neste local, encontram-se boudins atravessados por falhas (F2).

F2-boudins atravessados por falhas

Na arriba NE desta praia, vê-se uma falha que atravessa as formações paleozóicas (F3).

___________________________________________________________________ É também nesta arriba que se podem visualizar fendas em échelou (sigmoidais) preenchidas por quartzo (F4).

F4-fendas em échelou (sigmoidais) preenchidas por quartzo

Imediatamente abaixo do restaurante, observa-se arenito carsificado com grandes calhaus rolados na base (beach rock). Também são bastante frequentes as marmitas de gigantes nos arenitos da praia.

O sudoeste português, por ter influências climáticas mediterrânicas, reúne – ao contrário do litoral mais setentrional que tem influências atlânticas – as condições ideais para a formação de arenitos eólicos. Para ocorrer a consolidação dos grãos de areia, para além de ser necessária a presença de água e carbonato de cálcio, é fundamental que as condições climatéricas favoreçam o processo, ou seja, que ocorram variações de temperatura e precipitação estacionárias e não chuvas abundante que levem à exportação da água para fora das areias dunares arrastando consigo o bicarbonato (Ramos Pereira, 2002).

A existência deste arenito dunar consolidado, permite reconstituir paleopaisagens litorais hoje desaparecidas, aquelas que estiveram na origem do campo dunar fossilizado que se avista na arriba sul. A elevada densidade de diaclasamento que se verifica no arenito dunar que constitui a referida protuberância poderá indiciar uma deformação bastante recente (Ramos Pereira, 1990).

Sobre o substrato paleozóico encontra – se vasto campo de dunas actuais (F5) que acompanham o troço final Ribeira de Aljezur. As dunas actuais, estão associadas à presença de vegetação que cria maior rugosidade topográfica, dificultando a progressão do vento.

F5–campo de dunas actuais

Os sedimentos soltos podem posteriormente, por processos de meteorização, ser aglutinadas por cimento e formarem dunas consolidadas como as que afloram na margem esquerda da foz desta ribeira. A arriba é constituída por arenito dunar com cerca de 10 m de espessura. Trata – se de Arenito dunar de Malhão que constitui aqui um promontório devido à sua elevada resistência à erosão mecânica do mar – Ponta do Penduradouro (F6).

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7. Arrifana

Da Ponta da Fortaleza, avista-se para Sul, o afloramento de rochas mesozóicas da Carrapateira (G1).

G1– vista sul da Ponta da Fortaleza: i) Serra de Monchique; ii) Serra de Espinhaço de Cão; iii) afloramento da Carrapateira

i ii

iii

Nestas rochas, está talhada uma superfície de abrasão a cotas de aproximadamente 50m, embutida na plataforma litoral (cuja superfície está nesta região a uma cota de 140m). Ao mesmo nível que a superfície embutida, encontra-se uma, outra talhada nas rochas paleozóicas, observada entre Arrifana e Carrapateira. O desnivelamento de 100m que se verifica entre a superfície da plataforma litoral e as superfícies que se encontram a uma cota de 50m deve-se não só à erosão marinha mas também ao abatimento tectónico a que foi sujeito o afloramento da Carrapateira.

Para Norte, diferencia-se bem a aplanação e os limites da plataforma litoral (G2). Para o interior, avista-se a Serra de Monchique, mais elevada e uma série de relevos irregulares mais baixos designadas geralmente por Serra de Espinhaço de Cão (G1).

G2- vista norte da Ponta da Fortaleza (aplanação da plataforma litoral). (Arriba com aprox.25 m de altura)

Nesta zona, afloram rochas paleozóicas de idade carbónica (Paleozóico) que constituem a Formação da Brejeira. A deformação intensa do Paleozóico é evidente nas camadas das arribas que estão bastante inclinadas e dobradas segundo a direcção NW-SE.

No Porto de Pesca da Arrifana, junto aos armazéns dos pescadores, as arribas são predominantemente formadas por camadas de grauvaques bastante inclinadas. Nota-se que nas camadas cimeiras existem marcas de fundo (ripple-marks) (G3).

___________________________________________________________________ Ao subir a rampa que dá acesso ao Porto de Pesca, nota-se uma progressiva complexificação das rochas paleozóicas que ficam cada vez mais dobradas e fracturadas. Este é um óptimo local para se observar estruturas de deformação dúctil-frágil porque associadas às dobras existem falhas (G4).

G4-rochas paleozóicas dobradas e fracturadas

J. Brilha

As rochas utilizadas nos molhes do porto são sienitos nefelínicos extraídos do Maciço Ígneo de Monchique. Estas rochas são preferencialmente utilizadas na construção desta estruturas pois são muito resistentes e facilmente são feitos a partir delas, blocos com cerca de um metro de lado.