2.2 L E STRESS DANS LE TRAVAIL
2.2.3 Le changement et les mutations dans le travail enseignant
Conforme alude Ianni248, a Revolução Tecnológica, juntamente com o término da Guerra Fria e distensão dos blocos comunista e capitalista, estimulou a globalização. Ela diminui custos, porque comporta a utilização da matéria-prima mais barata, como também da mão de obra e dos maiores estímulos fiscais que existem no globo terrestre. Mas é cruel, porque esse modo de produção unificada não leva em conta as diferenças e dificuldades culturais, econômicas e sociais entre os países fabricantes, aguçando os efeitos do desemprego, da supressão de amplos setores sociais da economia formal e aumentando a desigualdade social.
Conforme ainda Ianni249, o segundo grande evento que cooperou para a globalização foi à ampliação do modelo de crescimento industrial que sobressaiu no pós-guerra, baseado na produção de bens de consumo duráveis, com tecnologias altamente ativas em capital, demandadoras de grande consumo de energia e poluidoras do meio ambiente.
A exaustão do modelo capitalista de crescimento industrial é denominada pelo declínio das taxas de crescimento, bem como da produtividade do capital e das margens de lucro dos países industrializados. Esta situação fez com que se tornasse uma exigência, de um lado, a mudança dos paradigmas tecnológicos e de gestão empresarial visando a elevação dos níveis de produtividade do capital e das margens de lucro e, de outro, promover a integração das economias dos países desenvolvidos com as dos países em desenvolvimento, visando a promoção do seu crescimento.
Pode-se verificar a uma simples consulta na doutrina especializada que não há uma definição clara e satisfatória que possa explicar de forma eficiente os processos de globalização pelo qual estão passando as nações, hoje em dia, no mundo todo.
248 IANNI, OTÁVIO. A era do globalismo. 10ª edição, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2010, p.62.
De acordo com Alcorforado250, o processo de globalização concebe, ainda, uma resposta ao esgotamento do padrão de crescimento capitalista industrial que imperou no pós-guerra, baseado na produção de bens de consumo duráveis, com tecnologias altamente ativas em capital, demandadoras de grande consumo de energia e poluentes do meio ambiente.
Globalização, em acepção ampla, compõe um processo que tem por escopo a integração das nações, em blocos regionais ou não.
A necessidade de integração das economias dos países desenvolvidos com a dos países em desenvolvimento se estabelece porque a sobrevivência do capitalismo em termos mundiais está sujeita não só a uma expansão a nível global, com o fim das barreiras ao comércio internacional. Ela depende a nível global do fim das barreiras ao comércio internacional, da mesma forma, igualmente ao crescimento econômico do mundo em desenvolvimento.
A organização das nações em blocos regionais com objetivo de expansão de mercados e alcance de uma ampliação maior e mais veloz faz parte dos processos de globalização.
A União Europeia é o modelo mais importante, contudo não é o exclusivo. No continente sul-americano, evidencia-se o MERCOSUL, bloco regional originalmente composto pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Todavia, os titulados “Tigres Asiáticos” foram, seguramente, os primeiros a acreditarem no processo de globalização. Porquanto, outro exemplo de globalização mais hodierno é a criação da Área de Livre Comércio Sul-Americana, Alcsa, da qual é intitulada de irmã menor da Alca.
Para alguns economistas, a participação do Brasil na Alcsa, ao invés da Alca, poderia ser "taticamente mais atraente", tendo em vista impedir a concorrência Norte-Americana no seu próprio mercado.
Dentro desta concepção, o processo de globalização parece advertir no sentido de que as relações de trabalho devem ser modernizadas, para melhor amoldarem uma harmonização a nível regional e quiçá a nível internacional.
E, também, os investidores internacionais são mais seduzidos, entre outros aspectos, por legislações mais brandas e com menores encargos trabalhistas, isto parece ser uma realidade difícil de rebater.
Com a formação dos blocos econômicos e a presença das empresas transnacionais viabilizando a competitividade no mercado internacional, o processo, ora denominado de globalização, ora de mercado globais, tem resultados baseado na experiência, metodológicas, teóricas e históricas; Seria ingênuo afirmar que a globalização da economia possa ser, em sua essência, benéfica às relações de trabalho, pois reduz o custo da mão de obra e agrava suas condições.
Por ser um confronto que se dá preponderantemente no universo do setor econômico, a globalização preserva a riqueza das nações desenvolvidas e reproduz, em esfera global, as condições de exclusão e submissão dos países periféricos. Por meio das políticas impostas àqueles, por vezes os impede de qualquer possibilidade de independência. A experiência modelo em um bloco econômico tornou-se a U.E., que proporcionou aos seus participantes um mercado comunitário.
De acordo Alcoforado251, o processo de globalização ou de integração econômica mundial que se nota na modernização é uma consequência natural do próprio desenvolvimento no capitalismo. De acordo com autor, dois fatores foram contundentes para a mundialização do capital:
O crescimento das organizações multinacionais em todos os territórios mundiais, tanto no setor manufatureiro quanto no de serviços, e a célere expansão dos mercados financeiros mundiais no final dos anos 70, instigados pela desregulamentação e pelo aparecimento das novas tecnologias da informação252.
Segundo Franco Filho253, durante décadas, os países em desenvolvimento tentaram interferir, sem obter êxito, nos foros multilaterais, especialmente na construção de uma nova ordem econômica internacional. O fato é que, um tanto a sua revelia, essa nova ordem já estava sendo traçada e atualmente recebe o nome de globalização.
251 ALCORFORADO, Fernando. Globalização. São Paulo: Nobel, 1997, p.158. 252 Ibidem, p.160.
253 FRANCO FILHO, Georgenor de Sousa. Globalização do trabalho: rua sem saída. São Paulo: LTr, 2010, p.33.
Sem renunciar a utopia de que essa nova ordem contestaria somente às forças do mercado, ainda que elas sejam determinantes, e que o poder dos Estados nacionais deixou de ter a mesma força sobre o curso dos eventos, é exatamente o reconhecimento dos "limites" do mercado e da força que determinados países de grandes extensões, como o Brasil e o México, têm para influenciar na condução da globalização econômica, que nos deixa abraçar medidas competentes de contra- arrestar os efeitos sociais mais negativos do fenômeno, como o desenvolvimento da disparidade e o aumento do desemprego.
Para fazê-lo, no entanto, os governantes têm de acolher certos pontos da ordem econômica em andamento com realismo e sentido de pragmatismo. A novidade do processo e a velocidade das mudanças exigem formas absolutamente novas de atuar no panorama internacional. Dentre outras:
• Desemprego em massa consequente da modernização dos setores produtivos, deprecada para elevar seus níveis de produtividade e competitividade nos mercados interno e externo;
• Aprofundamento dos desequilíbrios econômicos regionais devido às prerrogativas competitivas existentes nas regiões Sudeste e Sul do Brasil por terem maiores economias de aglomeração, melhor infraestrutura e maior proximidade dos demais países do MERCOSUL;
• Perda do domínio da economia nacional pelo governo federal pela internacionalização das finanças e a intensa infiltração do capital estrangeiro;
• Transferência para fora do País do poder de resolução sobre investimentos e produção de vastos setores econômicos, sobretudo os mais modernos, desnacionalizados com o processo de privatizações; • Perda da soberania nacional com a subordinação do País às regras da
Organização Mundial do Comércio – OMS, ex-GATT, às decisões das empresas industriais e financeiras multinacionais e aos blocos econômicos, dos quais o Brasil faz parte;
• Exclusão social de uma parcela da população brasileira que permanecerá à margem dos frutos do progresso econômico social;
• E finalmente, a iminência de convulsão social com graves consequências de natureza político-institucional.