CHAPITRE II : Le régime particulier des prix de transfert applicable à l’industrie pétrolière
Section 3 Analyse de comparabilité
3- Analyse des risques
É importante ressaltar que as falas dos tutores, organizadas em classes, se ligaram umas às outras, conforme o dendrograma CHD do ALCESTE. E ao se proceder a análise de cada classe no seu todo, percebeu-se que diziam sempre algo importante para a compreensão da RS do objeto pelo grupo, respondendo não só às questões levantadas nas entrevistas, mas oferecendo indicadores representacionais e configurando as dimensões cognitiva, imagética e atitudinal.
Na Classe 5 “Envolvimento com a EaD” foram percebidos elementos que indicaram campo propício para a construção da RS sobre o objeto da pesquisa, uma vez que os tutores demonstravam ser a EaD e o AVA novidades em sua carreira profissional. Além disso, foram identificados aspectos psicossociais importantes, uma vez que essa classe reuniu falas que dizem respeito ao contexto onde se insere o objeto em estudo, revelando, sobretudo, uma atitude favorável à EaD, o que se considera um indicativo também favorável ao envolvimento do grupo com o objeto.
A Classe 6 “Contexto virtual da avaliação da aprendizagem” refletiu sobre a mídia utilizada no curso, inclusive no processo de avaliação, retratando que há a necessidade de uma mudança nas práticas do seu uso, de modo que atenda aos princípios de interatividade, hoje dificultados pelo tipo de atividades, pelo tempo limite para postagem das atividades discentes, para avaliação do tutor e também pela não participação da Tutoria no planejamento das atividades. Mesmo com a crítica, a Classe apontou uma atitude favorável quanto à internet e ao AVA-Moodle.
A Classe 2 “Ação da tutoria na avaliação da aprendizagem virtual” abordou a ação do grupo no AVA durante as análises das tarefas dos estudantes, indicando uma prática orientada por uma concepção de avaliação que foca na correção e no controle, portanto uma visão reducionista do processo, focalizando em alguns pontos da correção. Todavia, o grupo apresenta cautela quanto à abordagem ao estudante, dado que o registro escrito da opinião do avaliador pode gerar constrangimento, ou alguma reação negativa, se for mal interpretado. Um destaque nesta classe foi a situação recorrente do plágio nas tarefas, o que traz ao grupo a preocupação com o processo da avaliação e com a formação do futuro professor.
133 Nessa classe observou-se os processos sociocognitivos (objetivação e ancoragem) e as condições de emergência para a RS da avaliação, entendendo-se que a RS que o grupo vem construindo tem orientado ou justificado as suas ações no AVA.
Na Classe 4 “Contexto profissional docente na avaliação da aprendizagem virtual” o grupo manifesta carência de informações e incertezas no ato de avaliar, expressando necessidade de referências nesse novo formato para agir virtualmente, ou seja, é envolvido em dispersão da informação e age sob pressão. Propõe formação continuada, a fim de tornar as suas ações mais seguras em termos de informação e procedimentos.
Esta classe pode ser concluída como sendo a expressa reflexão sobre o processo avaliativo no Curso, quanto a dois momentos extremos, quais sejam, a elaboração da atividade e a avaliação da resposta. Dois atos cruciais na avaliação em que o tutor, vive em meio à dispersão de informações, se encontra dependente do apoio de sua referência - o corpo docente e, na sua ausência para uma orientação segura, o tutor acaba por tomar decisões, apoiado pela construção coletiva que surge nesse espaço de incertezas, onde o não familiar vai se tornando familiar, mediante as RS que vão emergindo no grupo. Desse modo, a pressão à inferência é evidente e reforçada nas falas que ilustram a classe.
Na Classe 3 “Avaliação da aprendizagem virtual”, verifica-se que a concepção de avaliação da aprendizagem na fala do grupo está ancorada em conceitos com abordagem crítica, retomados da memória, porém o texto do grupo apresenta uma organização comum própria, dada as modificações por ele construídas. Tal concepção se transpõe para a modalidade a distância. O grupo revela contradições na descrição conceitual da avaliação da aprendizagem, demonstrando haver dispersão das informações.
O grupo tem consciência sobre várias habilidades necessárias para avaliar e expressa um sentimento de angústia no que diz respeito à instabilidade das ações devido às incertezas, características de um processo que está sendo construído e que não detém de todos os dados necessários para a ação em segurança. Também se sente em situação delicada e complicada, face ao conflito entre cumprir exigências da Instituição pesquisada e ser “flexível”, ou entre ser exigente ou ser maleável.
134 Nota-se nesta Classe os “ranços da pedagogia do exame”, da exigência com o rigor da nota, que tem sido também transpostos para a EaD, deixando o tutor, que exerce papel de avaliador, se sentindo “responsabilizado”, ou ao menos envolvido, pelos laços afetivos e práticos, por um possível resultado insatisfatório do estudante.
Na Classe 1 “Avaliação da aprendizagem no Curso”, o grupo demonstra dar ênfase em um aspecto da temática e ao focalizar a composição da nota, o grupo além de destacar a nota em si, deu destaque para a atividade virtual como sendo desvalorizada, insistindo no aumento do percentual, desconhecendo informações importantes como o contexto do aluno, quanto às barreiras encontradas para a navegação no AVA e a exigência da legislação atual. Assim, se caracterizou a dispersão de informações relativas aos motivos da composição da nota, ao conhecimento do contexto do estudante e às orientações do MEC. O grupo sinaliza ambiguidades na fala, quanto ao modelo de avaliação na Instituição pesquisada e ao papel da avaliação e da nota. Os tutores manifestam insegurança em agir (pressão à inferência) com a nova forma de avaliar, sentem-se impelidos a decidir por avaliar no sentido de corrigir, comentar, dar notas e, nesse conflito, tomam decisões, por vezes inseguras pela falta de critérios, de condução ou mesmo por não saberem como redigir um comentário direcionado ao estudante.
O grupo discorre sobre a avaliação com ancoragem em uma concepção crítica à avaliação tradicional, que supervaloriza a nota e o exame. Dessa maneira, surge a imagem de uma balança instável, com tendência ao equilíbrio entre a modalidade virtual e a presencial, indicando uma atitude de preocupação geral com a nota, mas também revela a incerteza no grupo quanto ao consenso do valor ideal que deve ser dado à avaliação da aprendizagem virtual.
Em síntese, as Classes 1, 4 e 3 guardam entre si a concepção explícita do processo avaliativo no Curso, revelando elementos importantes para a construção da RS do objeto. Assim como a Classe 2, que está voltada para a reflexão da prática do tutor, sendo marcada por elementos necessários à emergência da RS do objeto.
A Classe 6, aborda aspectos mais voltados ao contexto virtual, especialmente ao movimento do processo da avaliação virtual no Curso no tempo e espaço virtual.
135 A Classe 5, mais distante das demais na CHD, tratou da formação e atitude do grupo em relação à EaD, portanto concorreu para a construção da RS do objeto em termos atitudinais e profissionais no sentido mais amplo e se constituiu na razão primeira para o surgimento da RS do objeto para o grupo investigado - o fato de expressarem que o elemento virtual é algo “não familiar” ao grupo.
Outrossim, configurou-se as dimensões da RS da avaliação da aprendizagem virtual, tomando elementos analisados em todas as classes (Figura 19).
Na dimensão cognitiva percebeu-se que o grupo abarca uma concepção ambígua da avaliação da aprendizagem, uma vez que oscila entre a ideia de “processo” e a ideia de “momento”. Mas, em ambos os casos, há a consciência de que o objeto pode atender a formação, intervenção, devendo estar a serviço da construção de conhecimentos, mediante o movimento de ação, reflexão e ação. Conceitos ancorados no universo reificado que permeia o grupo, a partir do Curso de Pedagogia, o Curso de Formação de Tutores ou na pós-graduação na área de Educação.
Na dimensão imagética, o grupo apresenta um campo de representação composto por imagens positivas e negativas. As primeiras estão relacionadas: i) à condição do avaliador - o tutor - devolver ao estudante o parecer, os comentários ou novas orientações, dadas as respostas dos estudantes às atividades, o que o grupo retratou como “devolutiva”; ii) e ao processo, pois veem uma “evolução” a partir da avaliação da aprendizagem.
Já as imagens negativas estão ligadas ao prazo, ao plágio, à nota, visualizando algo complicado, delicado e controvertido.
Na dimensão atitudinal, a forma encontrada para se dar visibilidade à variedade de atitudes percebidas no grupo diante do objeto, relacionadas aos sentimentos, interesses e elementos práticos, foi categorizando-a quanto à: i) afetividade, abarcando o que sentem em relação aos estudantes e ao processo em si; ii) conformidade diante das dificuldades e limitações do processo e dos estudantes; iii) criticidade em relação às condições de trabalho e de estudo dos acadêmicos, bem como às fragilidades do processo avaliativo; iv) dialogicidade com os estudantes no processo de avaliação virtual diante das suas manifestações nas atividades apresentadas no AVA.
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Figura 19 - Configuração da RS da avaliação da aprendizagem virtual de tutores do Curso de Pedagogia, a distância, em IPES no Nordeste brasileiro
Fonte: Própria pesquisa
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