6. Analyse des passages
6.5. Synthèse des résultats
Discriminação 1992 1993 1994 1995 j-au 1996 uoj) ivuinoes 1997 . __________ .Empréstimo Total 2 2 .1 2 4 3.845 6.080 24.312 18.191 5.273 Jgnanciamentos 1 3 .2 5 8 2.380 1.939 2.834 4.307 18.409 . Amortizações (8 .5 7 2 ) (9.978) (50.411) (11.023) (14.419) (28.714) _______ _ Empréstimos 1 7 .5 7 7 1 1 .6 5 9 53.802 33.570 28.593 11.354 _ _Curto Prazo 2 .6 1 2 8 6 9 909 18.834 5.752 r" (17.516) ______ Longo Prazo 1 4 .9 7 5 1 0 .7 9 0 52.893 14.736 22.841 28.870 ^ B ancos Brasileiros 2 9 4 - 5.752 - - L Bancos Estrangeiros • Intercompanhias 871 1.064 632 1.133 1.578 3.062 . • Moeda 7.703 834 38.758 1.737 814 2.434 . • Títulos (, , 6 .1 0 7 8.892 7.751 11.866 20.449 23.374 ___ .Outros canitais (139) (216) 750 (1.069) | 12901 4.224
j
Obs: (1) Inclui bônus, c o m m e r c ia lp a p e r e fixed/floating n o te s
O primeiro ponto a ser destacado, levando-se em conta a Tabela II-10, diz respeito 3o valor excessivamente elevado das amortizações, que tem perdurado ao longo da década de 90, ficando mais clara essa observação se compararmos seu montante com a totalidade das contas financiamentos e empréstimos
Um segundo ponto que deve ser abordado, refere-se ao perfil da conta empréstimos de longo prazo, devendo ser observado que praticamente a totalidade de seu valor diz respeito aos empréstimos com os bancos estrangeiros.
Pela Tabela II-10, fica claro que os títulos têm se apresentado como forma de financiamento que mais destacou-se nos anos do Real. O seu grande crescimento na década de 90, particularmente após 1995, tem a sua explicação vinculada à estabilização, uma vez que a maior estabilidade da economia facilita às empresas nacionais emitirem títulos no exterior.
Considerando a política de juros altos, que tem sido praticada desde o final de 1991, as empresas domésticas de médio e grande porte têm encontrado neste instrumento de financiamento uma forma de fugir do elevado custo do crédito interno. Entretanto, a questão que deve ser colocada é a de que face à atual conjuntura, a facilidade que as empresas encontraram, até 1996 para se financiar, pode ser severamente revertida
Embora a captação de recursos provenientes das operações proporcionadas pelas Resoluções 2.148 / 2.170 / 2.312, referentes ao crédito agrícola, imobiliário e exportações, se encontram dentro da modalidade de empréstimos em Moeda que, infelizmente, estas ainda não tiveram suas contas discriminadas, nessa estrutura do Balanço de Pagamento, presentemente utilizada, de modo que sua análise, por hora, fica prejudicada.
O que podemos afirmar, portanto, é que se trata de operações de repasse possibilitadas nos moldes da Resolução 63. Face a instabilidade cambial, desde meados do ano passado, por aqueles instrumentos, foram permitidas duas facilidades que são: os recursos captados não estão sujeitos a recolhimento compulsório e, quando não repassados as respectivas atividades ( agrícola / imobiliário / exportações), esses podem ser aplicados integralmente em títulos indexados ao dólar ( NTN — D / NTN-I / NBE-E).
Pelos motivos acima expostos, este instrumento tem apresentado, desde então, um rápido crescimento, principalmente o referente ao crédito agrícola. Este fato, porém, explica parcialmente o motivo pelo qual a conta empréstimo em Moeda não ter ainda apresentado um volume mais expressivo. Contudo, o fundamental é que este movimento detectado mais recentemente tende a encurtar o financiamento externo, o que tendería a agravar sobremaneira a vulnerabilidade externa do país.
O que queremos destacar é que, tendo em vista os dados gerais do crescimento do endividamento, a seguir faremos uma análise mais detalhada para uma melhor compreensão da forma de ingresso desses capitais.
2.3- O REAL E O BALANÇO DE PAGAMENTOS- ANÁLISE TRIMESTRAL
Neste item, faremos um estudo a partir de dados trimestrais3. Analisaremos cada ano separadamente, considerando o Balanço de Pagamentos em Transações Correntes e o movimento da conta Capital. Optamos por fazer também um estudo mais detalhado para demonstrarmos, principalmente, como se deu a forma de ingresso dos capitais para fechamento do crescente déficit que se avolumou, paulatinamente, em conta Corrente.
2.3.1-1994- A Reversão do saldo da Balança Comerciai
i) O saldo de Transações Correntes
Pode-se constatar pela Tabela II-11 que, no terceiro trimestre, a economia ainda não tinha apresentado um aumento substancial no patamar das Importações. Este fato somente veio ocorrer no último trimestre de 1994, quando se verificou um volume de US$11,8 bilhões, o que representou uma elevação de aproximadamente 80%, em relação a média do
primeiro semestre do mesmo ano.
No ano de 1994, houve uma excelente performance das Exportações no período, em relação ao ano anterior, devida, principalmente, ao aumento significativo dos preços das
commodities no mercado internacional, decorrentes de uma conjuntura favorável. Isto não
impediu que, no trimestre final de 1994, a Balança Comercial finalmente se apresentasse com valor negativo. Este fato expressou um momento histórico, na medida em que implicou no interrompimento da geração dos megasuperávits, embora o ano tenha
3 A título de esclarecimento metodológico, importa dizer que o Capítulo II baseou-se em três fontes de dados distintas, concernentes ao balanço de pagamentos, a saber, a seção 2.2 refere-se a publicação do Boletim do Banco Central, cujos o s dados apresentam-se em bases anuais. A seção 2.3 diz respeito ao Suplemento Estatístico, onde encontra-se estatísticas trimestrais. Estas são regularmente achadas nos meses de março e setembro, no próprio Boletim do Banco Central. Por último, a seção 2.4 concernente a publicação Nota para a Imprensa, mostra a Necessidade de Financiamento Externa, cujos dados encontram-se disponibilizados na INTERNET. Gostaria de alertar para o fato de que, podem existir pequenas divergência na apresentação dos
terminado com um saldo de US$ 10,4 bilhões na Balança Comercial, o que representou o último grande excedente da década de noventa.
TABELA H -ll
SALDO DAS TRANSAÇÕES CORRENTES TRIMESTRAL: 1994
Em US$ Milhões
Discrim inação 1 Trim. 2 Trim. 1 Sem. 3 Trim. 4 Tnm. 2 Sem.
2.828,2 3.949,1 6.777,3 4.251,1 -561,9 3.689,2 8.875,9 11.224,8 20.100,7 12.182,2 11.262,3 23.444,5 . F.Ymvrtarnp« . Tmnnrtíirnps 6.047,7 7.275,7 13.323,4 7.931,1 11.824,2 19.755,3 2) Serviços n ã o - f a t o r e s ____ -744,8 -970,3 -1.715,1 -1.002,9 -1.504,3 -2.507,2 . V iagens Tntemac. -136,3 -328,9 -465,2 -239,0 -476,9 -715,9 . Transportes -436,9 -546,7 -983,6 -637,0 -820,3 -1.457,3 -4,2 -33,0 -37,2 -13,0 -81,9 -94,9 . Outros(1) -167,4 -61,7 -229,1 -113,9 -125,2 -239,1 3) Serviços Fatores -2.352,5 -2.563,3 -4.915,8 -1.947,4 -3.657,1 -5.604,5 . jnrn\f -1.463,2 -1.793,8 -3.257,0 -851,1 -2.229,3 -3.080,4 -507,2 -388,9 -896,1 -693,6 -893,3 -1.586,9 . outros(2) -382,1 -380,6 -762,7 -402,7 -534,5 -937,2 4) Transf. Unilaterais 630,4 609,3 1.239,7 715,0 633,3 1.348,3 361,3 1.024,8 1.386,1 2.015,8 -5.090,0 -3.074,2
OBS: Boletim do Banco Central - Anuano Estatístico. Setembro de u 7 6 _ rdnvestidos seryi (1) Inclui seguros e serviços relativos a nao-fatores de produção. (2) Inclui lucros remvestidos e serviços relativos a fatores de produção.
As Transações Correntes apresentaram um saldo negativo de US$ 1,7 bilhão, registrando ineremento de US$1,1 bilhão, comparativamente ao ano anterior. Embora esta deterioração tenha sido basicamente determinada pela reversão da Balança Comercial, importa dizer que a conta Serviço como um todo contribuiu para o respectivo resultado, em
decorrência do desdobramento do Plano Real.
No que tange à conta Serviços não- fatores, em relação ao quarto trimestre, houve um aumento substancial de 80%, vis a vis o comportamento dos dois primeiros trimestres tomados em conjunto. No caso de viagens internacionais, o aumento foi decorrente da redução dos preços dos produtos internacionais, face ao movimento descendente da taxa de câmbio, aliado ao ganho de renda imediatamente pós o Plano Real. Quanto aos fretes, esses
em erande parte, por conta do aumento dos níveis de também apresentaram crescimento, em granu f , f
de aproximadamente de 50% comparativamente ao primeiro semestre de 1994. Em relação à conta juros, considerando a Libor média em dólar para seis meses, contata-se que a mesma evoluiu em termos de participação sobre o total de serviços, de 4,3 /o no primeiro semestre de 1994 para 6,3% no quarto trimestre do mesmo ano. No caso do aumento das remessas de lucros e dividendos, este foi decorrente do bom desempenho das empresas estrangeiras no país.
ii) A conta Capital
Quando observamos o movimento de ingresso de capitais, verificamos uma queda inicial dos investimentos em Portfolios e Diretos, especialmente no segundo semestre.
TABELA H-12