2. Traduction et culture
2.4. L’ethnocentrisme en traduction
Os grupos analisados apresentaram diferentes fatores que controlam a hidrogeoquímica das suas respectivas águas subterrâneas. Para determinar estes fatores e confirmar as hipóteses aplicou-se os conceitos de Gibbs (1970) que usa a razão dos ânions Cl- /(Cl-+HCO3) e dos cátions Na+/(Na++Ca+2) correlacionados com Sólidos Totais Dissolvidos (STD) a fim de gerar um diagrama. Além do método descrito por Gibbs usou-se o software PhreeqC para realizar a especiação química e o índice de saturação das soluções. Gibbs abordou uma teoria baseada em várias análises químicas de amostras de águas de superfície, a qual ele afirma que há três tipos de mecanismos controladores da química da água mundial, sendo elas: domínio da precipitação; domínio da rocha; domínio da evaporação.
Observando os diagramas de Gibbs da figura 4.22, nota-se que os grupos 1 e 2 (baixa salinidade) e o grupo 5 apresentam como mecanismo regulador de composição química a precipitação atmosférica. Estes grupos representam águas da mesma unidade hidrogeológica (aquífero misto – granular e fissural), tendo como rochas predominantes os quartzitos, arenitos e conglomerados, que pouco ou nada sofrem com o intemperismo químico, minimizando dessa forma os processos de interação água-rocha nestes agrupamentos.
As águas dos grupos 1, 2 e 5 são predominantemente insaturadas de íons maiores em ambos períodos climáticos e apresentam no período chuvoso o sulfato, o cloreto, além do sódio como as espécies químicas de maior atividade iônica na solução. No período seco o cloreto e o sódio são as principais espécies químicas. Tais comportamentos indicam que estes dois grupos, além de estarem controlados pela precipitação, podem estar condicionados pela hidrólise, sendo este o provável processo de intemperismo dos minerais primários das rochas metassedimentares e sedimentares do Grupo Chapada Diamantina. Além das espécies acima descritas, os grupos 2 e 5 apresentam o N2 como espécie química de elevada atividade iônica, e estando no período seco em um grau próximo a saturação na solução. Isto deve-se a mobilização de íons advindo de fonte antrópica.
As amostras de água subterrânea pertencentes aos grupos 3 e 4 apresentam como fator governante a interação água-rocha, estando estes grupos relacionados ao domínio das rochas, de acordo com Gibbs. Isto sugere que os processos hidrogeoquímicos predominantes em ambos os grupos sejam a dissolução mineral e a carbonatação. No período chuvoso, as águas do grupo 3 e 4 estão insaturadas em CaCO3, indicando, dessa forma, que as fontes de cálcio, magnésio e alcalinidade estão relacionadas a dissolução dos carbonatos [CaCO3 e Mg(CO3)2] que constituem as rochas sedimentares e metassedimentares da formação salitre. As espécies químicas de maior atividade iônica foram o SO42-, CaSO4, MgSO4, Ca+2 e Na+. Especificamente,
o grupo 4, também no período chuvoso, apresenta mais duas espécies químicas presentes na solução com relativa força iônica, que são Fe+2 e o FeSO4, indicando que além da dissolução dos carbonatos, este grupo apresenta a dissolução do mineral pirita (FeS2) como fonte de SO42- e do Fe3+ (ambos estabilizados em solução).
Fig. 4.22 – Diagrama de Gibbs para classificação dos dados dos respectivos grupos
Fonte: Jonatas Batista Mattos, 2016 (Adaptado de Gibbs, 1970).
No período de estiagem, quando não há significativo volume de solução de ataque para dissolução e também quando o sulfato não é mobilizado para os aquíferos, as águas dos grupos 3 e 4 apresentam-se supersaturadas em CaCO3 e CaMg(CO3)2. Isto sugere que o mecanismo controlador seja a carbonatação, originando o bicarbonato, disponível em maior quantidade nas águas neste período, que associa-se aos íons cálcio e magnésio, formando as fases minerais descritas acima. Neste período as espécies químicas de maior atividade iônica presentes nas soluções dos grupos 3 e 4 são o HCO3-, Ca2+ e CaCO3.
CAPÍTULO 5
CONCLUSÕES
5.1. CONCLUSÕES
Com os resultados alcançados foi possível concluir que há duas zonas hidrogeoquímicas distintas no município de Lençóis, que são definidos por três tipos representativos de água em cinco diferentes agrupamentos: Grupo 1, com águas de baixíssima salinidade, levemente ácidas, doces, moles, sulfatadas ou cloretadas sódicas; Grupo 2, com águas de baixa salinidade, levemente ácidas, doces, moles, com traços moderados de NO3-, sendo estas sulfatadas ou cloretadas sódicas; Grupo 3, águas de média salinidade, levemente alcalinas, doces, moderadamente duras ou duras, sulfatadas ou bicarbonatadas mistas (cálcicas- magnesianas); Grupo 4, águas de média salinidade, alcalinas, doces, moderadamente duras ou duras, sulfatadas ou bicarbonatadas cálcicas, com elevado teor de Fe; Grupo 5, águas de baixa salinidade, levemente ácidas, doces, moles, com maiores teores de NO3- e SO42- (origem antropogênica), sendo sulfatada ou cloretada sódica.
A análise fatorial e a análise de componentes principais revelaram que a sazonalidade apresentou influência significativa sobre a hidrogeoquímica das águas nos cinco grupos. A PC1 esteve influenciada pelos íons SO42-, Ca2+, Na+, K+ e Fe3+, todos relacionados ao período chuvoso, sendo produtos da lixiviação e apresentando um quadro de maior salinidade. Já a PC2 esteve relacionada com o período seco, apresentando maior influência do Cl-, HCO3-, Mg2+ e Ba2+, sendo estes, produtos do intemperismo químico ocorrido na zona saturada do aquífero cárstico (formação salitre). Cerca de 20% dos poços monitorados mudaram de agrupamento com a sazonalidade, contudo, sem alteração do tipo de água. Isto sugere que a precipitação e os processos decorrentes (mobilização e diluição) são as principais causas destas mudanças, além disso, há outras razões secundárias, as quais estão ligadas a fatores morfoclimáticos, hidrogeológicos e antrópicos.
As dinâmicas hidrológicas ativadas no período chuvoso, mobilizam para os aquíferos uma quantidade relativamente significativa do ânion sulfato SO42- para todos os grupos analisados. A maior presença deste ânion em um período modifica a hidrogeoquímica e a atividade iônica nos respectivos agrupamentos. Este sulfato tem uma provável ocorrência regional, ligado ao intemperismo de algumas rochas evaporíticas. Ocorre também no grupo 5
advindo de fontes antrópicas (águas servidas) e no grupo 4 a partir da dissolução do mineral pirita (FeS2) na zona de aeração.
Os fatores que governam a geoquímica das águas de cada grupo estão relacionados com as mudanças sazonais (precipitação) e com a geologia (interação água-rocha). Os prováveis processos predominantes são a hidrólise para os agrupamentos que residem nos aquíferos do Grupo Chapada Diamantina (1, 2 e 5); carbonatação e dissolução para os agrupamentos residentes nos aquíferos da Formação Salitre (3 e 4).
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Tabela 4.9 - Concentrações analíticas dos parâmetros físico-químicos de todos os poços analisados. (C) – Cheia, (S) – Seca
Poços Grupos Unidades
Geológicas CE pH STD HCO3- Cl- 𝐒𝐎𝟒𝟐- NO3- Na+ K+ Ca2+ Mg2+ Ba2+ Fe3+ Dureza Total (µS cm-1) (mg L-¹) P1C 1 Tombador 97 5,4 63 <LQM 1,69 29,1 <LQM 6,9 3,80 0,68 0,51 0,05 0,01 3,78 P1S 1 ‘’ 49 5,3 32 1,25 13,09 <LQM 0,40 5,75 2,25 0,61 0,50 <LQM <LQM 3,75 P2C 1 Tombador 74 5,85 48 <LQM 3,38 <LQM <LQM 5,8 0,89 0,36 0,65 0,02 0,02 3,58 P2S 2 ‘’ 56 5,4 36 1,10 15,50 2,00 4,50 6,65 1,63 0,18 0,32 <LQM 0,26 1,54 P3C 2 Caboclo 70 5,33 45 <LQM 1,69 35,8 4,70 7,3 3,28 1,95 0,56 0,02 0,03 7,15 P3S 2 ‘’ 40 4,7 26 <LQM 10,91 <LQM 4,10 4,00 0,28 0,20 0,78 <LQM <LQM 2,77 P4C 1 Tombador 59 4,83 38 <LQM 1,69 97,1 <LQM 6,2 4,71 0,65 0,50 0,06 0,01 3,66 P4S 1 ‘’ 35 5 23 <LQM 11,09 <LQM 1,40 3,50 0,45 0,16 0,21 <LQM <LQM 1,18 P5C 1 Tombador 32 5,03 20 <LQM 0,42 3,5 <LQM 4,3 2,79 0,31 0,37 0,02 0,02 2,29 P5S 1 ‘’ 37 5,4 24 1,25 8,73 <LQM <LQM 3,44 1,54 0,30 0,37 <LQM <LQM 2,16 P6C 1 Caboclo 35 4,72 23 <LQM 2,74 <LQM <LQM 5,3 0,41 0,09 0,09 0,10 0,01 0,58 P6S 1 ‘’ 34 4,9 26 <LQM 7,82 <LQM <LQM 3,90 0,21 0,00 0,00 <LQM <LQM 0,01 P7C 3 Salitre 334 7,07 217 8,87 8,9 109,4 <LQM 17,9 5,39 23,95 11,14 0,25 0,06 105,53 P7S 3 ‘’ 311 7,1 202 88,91 33,64 2,80 1,30 13,90 3,60 9,63 9,47 0,29 0,27 63,16 P8C 3 Salitre 487 7,64 316 17,73 8,03 195,6 <LQM 18,7 7,60 50,94 15,01 0,41 0,01 188,89 P8S 3 ‘’ 480 7,3 312 187,22 40,91 <LQM 0,10 16,40 5,06 25,64 14,20 0,20 <LQM 140,62 P9C 3 Salitre 435 7,75 283 15,37 6,34 119,1 3,95 13,2 6,74 43,53 16,44 0,32 0,01 176,23 P9S 3 ‘’ 417 6,9 271 174,70 33,09 2,00 <LQM 12,90 4,90 23,10 15,60 0,29 <LQM 133,71 P10C 3 Salitre 282 6,55 183 8,87 5,49 107,1 <LQM 15,2 2,30 23,83 8,45 0,15 0,03 94,19 P10S 3 ‘’ 300 6,8 174 194,00 29,80 2,10 2,10 12,33 3,90 10,32 9,94 0,18 <LQM 67,16
P11S 4 ‘’ 464 7 301 209,14 20,18 2,60 4,00 12,75 2,96 31,20 4,61 <LQM 0,32 139,45 P12C 1 Coberturas 92 5,81 60 <LQM 2,74 91,0 <LQM 13,0 1,05 3,77 0,74 <LQM 0,07 12,46 P12S 2 ‘’ 87 5,8 49 <LQM 16,30 1,40 3,10 9,84 0,97 2,42 0,80 <LQM <LQM 11,92 P13C 1 Tombador 48 4,8 31 <LQM 2,11 <LQM 0,37 4,2 3,15 0,32 0,20 0,03 0,03 1,62 P13S 1 ’’ 24 4,8 15 <LQM 6,36 <LQM <LQM 1,70 1,20 0,13 0,13 <LQM <LQM 0,86 P14C 5 Caboclo 191 5,23 124 <LQM 6,76 516,4 5,49 29,2 8,74 6,01 1,69 0,07 0,07 21,97 P14S 5 ‘’ 151 4,9 119 1,88 29,09 10,60 6,10 7,17 1,90 1,15 0,50 <LQM 0,23 5,97 P15C 1 Caboclo 37 5,12 24 <LQM 0,84 <LQM 1,90 3,5 5,16 0,35 0,32 0,05 0,06 2,20 P15S 2 ‘’ 34 5 22 <LQM 7,45 <LQM 3,60 0,57 0,36 0,28 0,00 <LQM <LQM 1,15 P16C 2 Tombador 36 4,78 23 <LQM 0,001 61,7 3,14 4,1 0,60 0,15 0,36 0,01 0,07 1,84 P16S 2 ‘’ 39 4,6 18 <LQM 3,20 0,50 5,00 1,80 0,92 0,10 <LQM <LQM <LQM 0,41 P17C 1 Tombador 47 5,54 31 <LQM 0,84 <LQM <LQM 5,0 2,34 0,47 0,79 0,03 0,02 4,39 P17S 1 ‘’ 32 4,9 21 1,88 5,64 <LQM <LQM 0,93 0,21 0,42 0,24 0,00 0,00 2,32 P18C 1 Coberturas 35 5,03 23 <LQM 0,42 17,8 1,02 4,5 2,62 0,11 0,15 0,03 0,02 0,89 P18S 2 ‘’ 38 5 25 <LQM 4,10 0,20 0,40 2,32 0,85 <LQM 0,33 <LQM 0,36 0,83 P19C 1 Tombador 54 5,57 35 <LQM 1,26 <LQM <LQM 2,5 0,54 0,09 0,33 0,01 0,05 1,59 P19S 1 ‘’ 22 4,9 15 <LQM 5,64 <LQM <LQM 0,55 0,10 0,22 0,10 <LQM <LQM 1,15 P20C 2 Caboclo 120 4,97 78 <LQM 1,69 104,4 8,80 12,8 5,49 4,80 0,83 0,06 0,02 15,40 P20S 2 ‘’ 8,3 4,2 54 <LQM 10,55 <LQM 7,70 1,16 0,32 0,55 0,10 0,00 0,00 2,51 P21C 5 Caboclo 206 5,29 145 <LQM 8,5 540,2 5,9 33,3 9,8 7 1,1 0,08 0,09 27,00 P21S 5 ‘’ 167 5 133 1,88 33,20 20,25 6,7 8,9 2,8 2,2 0,64 <LQM 0,26 8,13
Tabela 4.10 – Estatística descritiva dos parâmetros analisados nas águas subterrâneas do Grupo Chapada Diamantina* no período chuvoso
Média Mediana Desv. P. Assimetria Val. máx. Val. min. Shap. Wilk Coef. Var.
CE 77 56,5 53,9 1,3 206 32 p < 0,05 0,69 STD 50,7 36,5 36,9 1,7 145 20 p < 0,05 0,72 pH 5,2 5,17 0,35 0,33 5,85 4,72 p > 0,05 0,06 HCO3- - - - - Cl- 2,3 1,7 2,29 1,52 8,5 0,001 p < 0,05 0,99 𝐒𝐎𝟒𝟐- 93,5 23,5 173,8 1,88 540,2 0,001 p < 0,05 1,85 NO3- 1,95 0,18 2,8 1,08 8,8 0 p < 0,05 1,43 Na+ 9,23 5,5 9,1 1,7 33,3 2,53 p < 0,05 0,98 K+ 3,46 2,97 2,8 0,87 9,8 0,4 p > 0,05 0,8 Ca2+ 1,7 0,4 2,33 1,17 7 0,09 p < 0,05 1,37 Mg2+ 0,6 0,5 0,5 1,36 1,91 0,08 p < 0,05 0,8 Ba2+ 0,03 0,03 0,02 0,5 0,1 0,002 p > 0,05 0,76 Fe3+ 0,03 0,024 0,026 0,65 0,09 0,008 p < 0,05 0,7 Dureza Total 6,9 3,6 8,05 1,3 27 0,6 p < 0,05 1,16 * (16 pontos - Agrupamentos 1, 2 e 5) Fonte: Jonatas Batista Mattos, 2016.
Tabela 4.11 – Estatística descritiva dos parâmetros analisados nas águas subterrâneas do Grupo Una* no período chuvoso
Média Mediana Desv. P. Assimetria Val. máx. Val. min. Shap. Wilk Coef. Var.
CE 402,8 435 90,56 -0,28 487 282 p > 0,05 0,22 STD 261,6 283 58,8 -0,29 316 183 p > 0,05 0,22 pH 7,36 7,64 0,53 -0,5 7,8 6,55 p > 0,05 0,07 HCO3- 13,7 15,3 4,5 -0,2 17,7 8,86 p < 0,05 0,33 Cl- 6,5 6,34 2 -0,1 8,87 3,8 p > 0,05 0,3 𝐒𝐎𝟒𝟐- 186 119 124,9 0,87 400 107,1 p < 0,05 0,67 NO3- 0,8 0 1,76 1,07 3,95 0 p < 0,05 2,23 Na+ 15,9 15,2 2,31 0,09 18,66 13,1 p > 0,05 0,14 K+ 5,26 5,4 2,09 -0,23 7,6 2,3 p > 0,05 0,4 Ca2+ 42,7 43,5 19,98 0,26 71,3 23,8 p > 0,05 0,46 Mg2+ 11,23 11,13 4,64 -0,1 16,4 5,13 p > 0,05 0,41 Ba2+ 0,23 0,25 0,13 -0,1 0,4 0,05 p > 0,05 0,6 Fe3+ 0,67 0,02 1,44 1,07 3,25 0,008 p < 0,05 2,15 Dureza Total 152,8 176,2 49,2 -0,24 199,42 94,2 p < 0,05 0,32 * (5 pontos - Agrupamentos 3 e 4) Fonte: Jonatas Batista Mattos, 2016.
Tabela 4.12 – Estatística descritiva dos parâmetros analisados nas águas subterrâneas do Grupo Chapada Diamantina* no período seco.
Média Mediana Desv. P. Assimetria Val. máx. Val. min. Shap. Wilk Coef. Var.
CE 58 38,5 43,5 1,48 167 22 p < 0,05 1,48 STD 39,8 25,5 35,4 2,11 133 15 p < 0,05 0,88 pH 4,98 4,95 0,36 0,16 5,8 4,2 p > 0,05 0,07 HCO3- 0,57 0,001 0,79 0,66 1,87 0 p < 0,05 1,38 Cl- 11,8 9,63 8,47 1,35 33,2 3,2 p < 0,05 0,71 𝐒𝐎𝟒𝟐- 2,18 0,001 5,49 2,4 20,2 0,001 p < 0,05 2,51 NO3- 2,68 2,25 2,74 0,39 7,7 0 p < 0,05 1,02 Na+ 3,88 3,47 2,97 0,6 9,84 0,55 p > 0,05 0,76 K+ 0,99 0,88 0,82 0,68 2,8 0,1 p > 0,05 0,82 Ca2+ 0,55 0,25 0,74 1,58 2,42 0,001 p < 0,05 1,32 Mg2+ 0,31 0,28 0,26 0,47 0,8 0,001 p > 0,05 0,85 Ba2+ - - - - - - - - Fe3+ 0,07 0,001 0,12 1,18 0,36 0,001 p < 0,05 1,8 Dureza Total 2,9 1,84 3,2 1,56 11,92 0,0066 p < 0,05 1,09 * (16 pontos - Agrupamentos 1, 2 e 5) Fonte: Jonatas Batista Mattos, 2016.
Tabela 4.13 – Estatística descritiva dos parâmetros analisados nas águas subterrâneas do Grupo Una* no período seco.
Média Mediana Desv. P. Assimetria Val. máx. Val. min. Shap. Wilk Coef. Var.
CE 394,4 417 84,5 -0,14 480 300 p > 0,05 0,21 STD 252 271 61,1 -0,22 312 271 p > 0,05 0,24 pH 7,02 7 0,19 0,28 7,3 6,8 p > 0,05 0,02 HCO3- 170,8 187,2 47,4 -0,89 209,1 88,9 p < 0,05 0,27 Cl- 31,5 33,1 7,5 -0,29 40,9 20,2 p > 0,05 0,23 𝐒𝐎𝟒𝟐- 1,9 2,1 1,11 -0,83 2,8 0,001 p < 0,05 0,58 NO3- 1,5 1,3 1,64 0,4 4 0 p < 0,05 1,09 Na+ 13,6 12,9 1,63 0,78 16,4 12,33 p > 0,05 0,11 K+ 4,1 3,9 0,88 -0,01 5,06 2,96 p > 0,05 0,21 Ca2+ 20 23,1 9,6 -0,08 31,2 9,63 p > 0,05 0,48 Mg2+ 10,7 9,94 4,34 -0,2 15,6 4,61 p > 0,05 0,4 Ba2+ 0,2 0,2 0,11 -0,61 0,29 0,001 p > 0,05 0,6 Fe3+ 0,11 0,001 0,16 0,31 0,32 0,001 p < 0,05 1,36 Dureza Total 108,8 133,7 39,96 -0,28 140,6 63,15 p < 0,05 0,36 * (5 pontos - Agrupamentos 3 e 4) Fonte: Jonatas Batista Mattos, 2016.