• Aucun résultat trouvé

Sp´ecificit´es de la m´etrique

4.3 Classification et construction

5.1.1 Sp´ecificit´es de la m´etrique

Os factores topográficos que mais influenciam, o comportamento dos incêndios florestais são: o relevo, a exposição e o declive (Fimia, 2000 cit. Carvalho, 2005).

Altimetria

A altimetria é um factor orográfico que se revela de grande importância, uma vez que com sua variação verificam-se alterações de vários elementos climáticos e, consequentemente, a nível do coberto vegetal e seu desenvolvimento vegetativo (Botelho e Salgueiro, 1990). Contudo, parece ser consensual na comunidade científica que a redução de temperatura com a altitude e o aumento (de forma teórica) da humidade relativa, a altitude se encontre correlacionada de forma negativa com o risco de incêndio. No âmbito da (DFCI) Defesa da Floresta contra Incêndios, revela-se bastante importante em virtude de ser um factor que pode dificultar, de forma significativa, o combate aos fogos florestais. Conforme a Figura A1 1 pode-se verificar que a altitude máxima não passa dos 899 metros nas zonas do Perímetro Florestal de São Salvador.

Tabela A1 1 - Classes de Altimetria da Área de Estudo.

Altimetria Intervalo % 697 897 3 596 696 9 531 595 17 471 530 22 406 470 24 326 405 17 174 325 8

As classes altimétricas mais representativas conforme se pode verificar na Tabela A1 1 situam-se entre os 471m e os 530m (22%) e 406m e 470m em cerca de 24% da área. As altitudes a partir dos 596 metros representem 12 % estando situadas principalmente na zona Noroeste do Concelho, pelo que deverão ter um esquema de vigilância mais rigoroso.

118 Figura A1 2 - Carta da Altimetria do Concelho de Viseu.

119

Declive

Pode-se afirmar que é o factor topográfico com mais influência no comportamento dos incêndios florestais. O declive exerce uma influência significativa na velocidade de progressão e intensidade dos fogo florestais uma vez que como Fimia (2000) refere, os fenómenos de convecção e radiação são mais eficientes, em virtude da forte influência que tem nas formas de transmissão de energia. Por outro lado declives elevados também condicionam os acesso de meios humanos e materiais, dificultando assim as acções de combate. O declive condiciona ainda a infiltração das águas, o processo de erosão e o ângulo de incidência dos raios solares o que potencia ou reduz o efeito das exposições. Os intervalos de declives predominantes são os 0º- 15º (41%) e 15º-25º (35%), o que por é indicativo de um concelho com declives moderados. Contudo, junto aos vales do Rio Vouga na zona Noroeste que delimita as freguesias de Ribafeita e Calde, bem como o Concelho de São Pedro do Sul, verificam- se os maiores declives com declives no intervalo dos 40º-50º e escarpas superiores a 50º, na Zona Norte no vale do Vouga que separa a freguesia de Cota de Cepões, bem como na freguesia de Cota, nas áreas dos Perímetros Florestais de S. Salvador (incluindo a Fraga do Sobreiro) e Perímetro Florestal de São Miguel São Lourenço. Na Zona central do Concelho, na Serra do Castro voltam a verificar-se declives desta grandeza. Em toda a Zona Este do Concelho , ao longo do vale do Rio Dão os Declives são acentuados verificando-se sempre declives superiores a 40º pelo que são zonas a ter em atenção em termos de planeamento DFCI.

120 Figura A1 3 - Carta de Declives do Concelho de Viseu.

121 Tabela A1 2 - Classes de Declives da Área de Estudo.

Declives Percentagem Intervalo % 0-15 41 15-25 35 25-40 16 40-50 6 > 50 3

Exposição

A exposição de um terreno corresponde à sua orientação geográfica, relacionando-se com o grau de insolação incidente. De forma genérica e na ausência de outros factores de variabilidade (Carvalho, 2005) a carta de exposições solares permite-nos assim verificar quais as áreas mais soalheiras (com temperatura mais elevada e menor teor de humidade) e as mais sombrias num dado espaço geográfico (local de estudo). A quantidade de radiação solar recebida varia consoante as diferentes exposições, variando desta forma o microclima (humidade, temperatura do ar e solo) assim bem como o tipo e a quantidade de vegetação combustível. As encostas que recebem maiores quantidades de insolação são as mais propícias à deflagração e propagação de incêndios florestais uma vez que nestas, as temperaturas são mais elevadas (apresentam menor quantidade de combustível) o que origina a diminuição do teor de humidade dos combustíveis e consequentemente o aumento da sua inflamabilidade. Os parâmetros como a temperatura, humidade relativa do ar, velocidade e direcção dos ventos locais estão directamente relacionados com esta variável fisiográfica, tendo desta forma grandes implicações no planeamento da DFCI. Fazendo-se a análise da Carta das exposições do Concelho Figura A1 4, verifica-se que as áreas planas são quase inexistentes. Cerca de 20% são áreas viradas a Norte, 35% a Este, 40% a Sul e o restante a Oeste. No que diz respeito ao planeamento DFCI, as zonas com exposições a Sul são as mais vulneráveis à ocorrência de fogos florestais, em virtude de receberem mais radiação solar. Quando associado ao tipo de vegetação e baixos teores de humidades são situação potenciais de fogos florestais.

122 Figura A1 4 - Carta de Exposições do Concelho de Viseu.

123

Hidrografia

Em termos hidrográficos, o Concelho de Viseu é atravessado a Norte pelo Rio Vouga, a Este pelo Rio Dão, ao Centro pelo Rio Pavia, a Oeste pelo Rio Troço e Rio Asnes. As principais Ribeiras são as Ribeiras de Pisão e Várzea a Norte, a Ribeira de Sátão a Este e a Oeste a Ribeira de Quintela. Pela análise da Figura A1 5 verifica-se que o Concelho tem uma distribuição homogénea dos cursos de água, o que em termos de planeamento DFCI é uma boa característica. Na tabela Tabela A1 3, encontra-se resumida toda a rede hidrográfica do Concelho de Viseu.

Tabela A1 3 - Rede Hidrográfica do Concelho de Viseu

Rios Nome Comprimento (m) Vouga 37383 Pavia 39085 Rio Troco 19422 Rio Dão 32429 Rio Asnes 15470 Ribeira Várzea 7834 Ribeira Sátão 10824 Ribeira Caldeirão 8974 Ribeira de Mel 6019 Ribeira Farreco 7251 Ribeira Freiras 6449 Ribeira Igreja 8245 Ribeira Lobao 15278 Ribeira Nelas 5114 Ribeira Pereiro 7336 Ribeira Pisão 8597 Ribeira Quintela 8569 Ribeira S. Pedro 5602 Ribeira Santiago 5165

Ribeira Santos Evos 8218

Ribeira Sasse 16273

124 Figura A1 5 -Carta da Rede Hidrográfica do Concelho de Viseu.

125