• Aucun résultat trouvé

II.2 Stabilit´e des mod`eles discrets p´eriodiques

II.2.3 La seconde m´ethode de Lyapunov

Os perfis específicos de desempenho profissional do educador de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário são os aprovados pelo Decreto-Lei nº 240/2001, de 30 de Agosto, que considera quatro dimensões:

- dimensão profissional, social e ética: o professor promove aprendizagens curriculares, fundamentando a sua prática profissional num saber específico resultante da produção e uso de diversos saberes integrados em função das acções concretas da mesma prática, social e eticamente situada;

- dimensão de desenvolvimento do ensino e da aprendizagem: o professor promove aprendizagens no âmbito de um currículo, no quadro de uma relação pedagógica de qualidade, integrando, com critérios de rigor científico e metodológico, conhecimentos das áreas que o fundamentam;

- dimensão de participação na escola e de relação com a comunidade: o professor exerce a sua actividade profissional, de uma forma integrada, no âmbito das diferentes dimensões da escola como instituição educativa e no contexto da comunidade em que esta se insere;

- dimensão de desenvolvimento profissional ao longo da vida: o professor incorpora a sua formação como elemento constitutivo da prática profissional, construindo-a a partir das necessidades e realizações que consciencializa, mediante a análise problematizada da sua prática pedagógica, a reflexão fundamentada sobre a construção da profissão e o recurso à investigação, em cooperação com outros profissionais.

Com a entrada em vigor do Decreto-Lei nº 15/2007,de 19 de Janeiro, diploma que introduziu alterações ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, a carreira docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário passa a ser estruturada de forma hierarquizada em duas categorias distintas - a de professor e a de professor titular - atendendo à caracterização funcional genérica realizada pelo mesmo decreto-lei. A categoria de professor titular está investida de um conteúdo funcional específico, correspondendo-lhe o desempenho das funções de maior responsabilidade no âmbito da coordenação, supervisão pedagógica e avaliação do desempenho dos restantes professores, com repercussão na organização das escolas e no trabalho colectivo dos docentes.

“Cada indivíduo deve ser preparado para agarrar as oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, de modo a alargar os seus conhecimentos, competências e atitudes e para se adaptar a um mundo em mudança,

complexo e interdependente”, Reich (2001, cit. por Hargreaves & Fink, p.54). A aprendizagem constitui uma preparação para a vida e também faz parte dela. A aprendizagem profunda e ampla tem a ver com as nossas prioridades maiores e assenta no desejo de conhecer, compreender, comunicar e fazer do mundo um lugar melhor. Assim sendo, a aprendizagem profunda e ampla de todos os alunos e de todos os docentes que com eles trabalham - é uma aprendizagem orientada para o significado das coisas, para a compreensão, para a vida.

A comissão da UNESCO propôs quatro tipos fundamentais de aprendizagem que constituirão os pilares do conhecimento ao longo da vida de uma pessoa:

• O aprender a conhecer inclui a aquisição de uma cultura geral ampla, a curiosidade intelectual, os instrumentos necessários à compreensão, a independência de julgamento, assim como a inclinação e as bases para se continuar a aprender ao longo da vida. Para além disto, “pressupõe aprender a aprender, apelando ao poder da concentração, da memória e do pensamento”.

• O aprender a fazer envolve a competência de se pôr em prática aquilo que se aprendeu (mesmo quando não está totalmente claro como será o trabalho no futuro), de se lidar com muitas situações e de se agir criativamente no ambiente em que se vive. Esta competência inclui o trabalho em equipa, o espírito de iniciativa, a disposição para correr riscos e a capacidade de processar informação e de comunicar com os outros, assim como, de gerir e resolver conflitos. O aprender a fazer requer que os alunos apliquem as suas aprendizagens em áreas de conteúdos e fora delas. Apela-se a um ensino, aprendizagem e avaliação que ajudem os estudantes a compreenderem as estruturas das disciplinas académicas, de modo que possam aplicá-las eficazmente na matemática, na ciência, nas artes e noutros domínios.

• O aprender a ser aborda quem somos e como convivemos com as pessoas. Esta aprendizagem incorpora o carácter moral, o

atende a todos os aspectos da pessoa: mente e corpo, emoções e intelecto, sensibilidade estética e valores espirituais. As pessoas que aprenderam a ser conseguem compreender-se a si própria e ao mundo em que vivem e são capazes de resolver os seus problemas. Aprender a ser significa dar às pessoas a liberdade de pensamento, de julgamento, de sentimento e de imaginação de que necessitam para desenvolverem os seus talentos e para assumirem o controlo da sua vida, tanto quanto possível.

• O aprender a conviver apela para que se desenvolva a compreensão e o respeito pelas culturas e pelos valores espirituais dos demais. Apela à empatia para com os pontos de vista dos outros, à compreensão da diversidade e das semelhanças existentes entre as pessoas, à apreciação da interdependência e à capacidade de nos envolvermos em diálogos e em debates, tendo em vista melhorar as relações, cooperar e reduzir a violência e os conflitos. Aprender a viver em conjunto constitui um elemento essencial de uma aprendizagem profunda e ampla.

Os líderes da aprendizagem precisam de ser muito mais do que meros orquestradores dos desempenhos das outras pessoas. Ser-se um líder da aprendizagem significa mais do que dar-se uma enorme atenção aos resultados dos testes e agir-se insistentemente nesse domínio, encontrando formas rápidas de aumentar as percentagens ou de estreitar os hiatos de sucesso existentes. Pelo contrário, desenvolver e preservar um produto sustentador e significativo implica que os líderes devam, segundo Hargreaves & Fink (2007, p. 60) “ser advogados e defensores apaixonados de uma aprendizagem profunda ampla para todos os alunos, quer a nível público, quer junto dos seus colegas de profissão, contra as obsessões políticas e burocráticas que privilegiam a prescrição de competências básicas, os níveis de sucesso orientados para metas pré-definidas e os rankings de escolas”