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Propri´et´es attendues pour le syst`eme boucl´e

III.2 Probl´ematique

III.2.2 Propri´et´es attendues pour le syst`eme boucl´e

Atentemos, pois, na análise dos quadros 13 e 14, respectivamente.

Quadro 13: Resultados das respostas às questões relativas à vertente –liderança Percentagem válida

Questionário aos coordenadores de

Departamento Curricular nada pouco bastante totalmente

Não responde (%) Resp. Inválid a(%) 1. Sinto-me motivado(a) para desempenhar

o cargo de coordenador à luz da nova política educativa

16,7 66,6 16,7 0,0 0,0 0,0 2. Sinto-me mais motivado(a) para

trabalhar com os professores no âmbito de projectos do que em anos anteriores.

33,3 33,3 33,4 0,0 0,0 0,0 3. No desempenho deste cargo reconheço

a necessidade de me orientar pelo Projecto Educativo

0,0 33,3 66,7 0,0 0,0 0,0 4. O meu poder de decisão aumentou

neste novo modelo. 50,0 16,7 33,3 0,0 0,0 0,0 5. As tarefas que me são exigidas

enquanto Coordenador(a) implicam mais tempo para a sua concretização/realização.

0,0 0,0 50,0 50,0 0,0 0,0 6. Planifico regularmente o trabalho do

Departamento, antecipando situações problemáticas e grandes objectivos a atingir.

0,0 0,0 66,7 33,3 0,0 0,0 7. Posso tomar decisões em função dos

interesses dos alunos e dos professores do meu departamento.

0,0 16,7 50,0 16,7 16,7 0,0 8. Considero ter tempo disponível para

desenvolver as funções que me são cometidas.

0,0 66,6 33,4 0,0 0,0 0,0 9. No meu dia a dia enquanto

professor/coordenador/supervisor, considero-me capaz de lidar com o meu lado emocional e com o dos outros de forma eficaz.

0,0 0,0 100,0 0,0 0,0 0,0

10. A minha função enquanto coordenador(a) é essencialmente a de controlador(a).

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Quadro 14: Síntese de resultados das respostas às questões relativas à vertente – liderança

Questionário aos coordenadores de Departamento Curricular

pouco ou nada

bastante ou totalmente 1. Sinto-me motivado(a) para desempenhar o cargo de

coordenador à luz da nova política educativa A1 83,3 16,7 2. Sinto-me mais motivado(a) para trabalhar com os

professores no âmbito de projectos do que em anos anteriores. A2 66,6 33,4 3. No desempenho deste cargo reconheço a necessidade de

me orientar pelo Project Educativo A3 33,3 66,7 4. O meu poder de decisão aumentou neste novo modelo. A4 66,7 33,3 5. As tarefas que me são exigidas enquanto Coordenador(a)

implicam mais tempo para a sua concretização/realização. A5 0,0 100,0 6. Planifico regularmente o trabalho do Departamento,

antecipando situações problemáticas e grandes objectivos a atingir.

A6 0,0 100,0 7. Posso tomar decisões em função dos interesses dos alunos

e dos professores do meu departamento. A7 16,7 66,7 8. Considero ter tempo disponível para desenvolver as funções

que me são cometidas. A8 66,6 33,4 9. No meu dia a dia enquanto professor / coordenador /

supervisor, considero-me capaz de lidar com o meu lado emocional e com o dos outros de forma eficaz.

A9 0,0 100,0 10. A minha função enquanto coordenador(a) é essencialmente

a de controlador(a). A10 83,3 16,7

Relativamente à questão A1, uma parte considerável dos coordenadores, 83,3% sente-se pouco ou nada motivada para desempenhar o cargo, à luz da nova política educativa. No que concerne a segunda questão, uma percentagem bastante significativa (66,6%) responde estar nada ou pouco, no que toca a mais motivação para trabalhar com os professores no âmbito de projectos do que em anos anteriores, podemos inferir, por comparação entre estas duas questões, e dos valores encontrados, que a nova política educativa tem um peso bastante significativo na resposta.

Mais de metade (66,7%) dos coordenadores reconhece, bastante ou totalmente, a necessidade de se orientar pelo Projecto Educativo. Contudo, uma percentagem muito significativa, 66,7%, atesta que o seu poder de decisão aumentou pouco ou nada, neste novo modelo. Constatamos, no entanto, que uma percentagem algo significativa, 33,3%, considera que o seu poder de decisão aumentou bastante.

Quanto à questão A5 do questionário, o resultado é bastante expressivo, 100% dos inquiridos confirma a necessidade de mais tempo para a concretização de tarefas. Igualmente, uma percentagem de 100% atesta que

planifica regularmente o trabalho, antecipando situações problemáticas e grandes objectivos a atingir.

66,7% Considera que pode tomar decisões em função dos interesses dos alunos e dos professores do departamento.

Apesar de uma percentagem de cerca de 66,6% dos inquiridos considerar ter nenhum ou pouco tempo disponível para desenvolver as funções que lhe são cometidas, 33,4% responde ter bastante.

100% dos inquiridos é unânime em se considerar capaz de lidar com o seu lado emocional e com o dos outros de forma eficaz.

No que concerne a última questão apenas uma pequena percentagem, 16,7%, admite que a sua função enquanto coordenador(a) é essencialmente a de controlador(a) enquanto que 83,3% responde que é nada ou pouco.

Para uma melhor visualização e consequente percepção dos resultados referentes à vertente de liderança dos coordenadores de departamento apresentamos o gráfico 13 que passamos a analisar e que se constitui como síntese.

Gráfico 13: Resultados relativos a liderança

LIDERANÇA

0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8 A9 A10 bastante ou totalmente pouco ou nada

Começando pelas questões A1 e A2, verificamos que o nível de motivação destes líderes para desempenhar as funções que lhe são cometidas, à luz das novas politicas de educação, é fraco e, consequentemente, poderá constituir-se como resistência às mudanças e repercutir-se no desempenho.

93 Na questão A3 verificámos que uma razoável percentagem dos inquiridos se rege pelos princípios orientadores do Projecto Educativo. A este propósito, Silva (2000) refere que o projecto educativo exprime uma metodologia de trabalho organizativo com o qual é possível assegurar a planificação do desenvolvimento organizacional a longo prazo, na base da formulação de estratégias de gestão adequadas às características, aos problemas e às exigências do contexto escolar. Ele exprime, acima de tudo, um tipo de gestão que gera condições capazes de propiciar uma mudança do cenário escolar de acordo com o rumo estabelecido pelos actores escolares.

Quanto à questão A4, e relativamente à questão de poder dos líderes, estes revelam que o poder de decisão neste novo modelo aumentou pouco ou nada, embora um terço dos inquiridos considere que aumentou bastante. Com efeito, cremos que o facto de estes profissionais estarem investidos de mais competências, nomeadamente de avaliação, vem conferir mais poder. Não se compreende, assim, o não reconhecimento desta habilitação, por parte da maioria dos coordenadores, a não ser que os mesmos tenham associado a palavra “poder” a conceitos de autoritarismo. No que concerne as questões A5 e A8 uma grande parte dos inquiridos certifica que as tarefas que lhe são exigidas para o desempenho deste papel implicam mais tempo, e considera ter pouco tempo disponível para desenvolver as funções que lhe são cometidas. Cremos que os mesmos reconhecem que o tempo é necessário para assumir e desenvolver competências. Encontrámos fundamento, para estas respostas, em Alarcão & Roldão (2008, p.66), que nos dão conta de “literatura e estudos realizados que identificaram uma série de constrangimentos, alguns são de ordem temporal” salientando como factor de constrangimento o “trabalho excessivo e, sobretudo, pouco tempo para realizar as tarefas”.

Quanto à questão A6, que diz respeito à planificação do trabalho, antecipando situações problemáticas e objectivos a atingir, a totalidade dos inquiridos reconhece esta competência. Segundo, Oliveira (2001, p.49) “a função destes gestores intermédios requerem profissionais com qualificação e formação adequadas para o desempenho de tarefas de planificação, organização (…) com vista à qualidade e à consecução conjunta dos seus objectivos”.

Na questão A9, também a totalidade dos inquiridos é unânime em afirmar que se considera capaz de lidar com o seu lado emocional e com o dos outros de forma eficaz. Segundo o preconizado pela UNESCO, “o aprender a conviver apela para que se desenvolva a compreensão e o respeito pelas culturas e pelos valores espirituais dos demais. Apela à empatia para com os pontos de vista dos outros, à compreensão da diversidade e das semelhanças existentes entre as pessoas”.

Concluindo esta vertente e atentando na última questão (A10) constatamos que grande parte dos coordenadores, não percepciona a sua função de líder como controlador não se reconhecendo esta característica.