III.3 Formulations BMI pour la synth`ese par retour de sortie statique
III.3.4 R´eduction de la complexit´e num´erique
Analisemos agora as respostas a esta vertente.
Quadro 15: Resultados das respostas às questões relativas à vertente – coordenação Percentagem válida
Questionário aos coordenadores de
Departamento Curricular nada pouco bastante totalmente
Não responde (%) Resp. Inválida (%) 1. Promovo a reflexão sobre situações
importantes da vida do Departamento com vista ao envolvimento e à mobilização de todos os seus membros.
0,0 16,7 66,6 16,7 0,0 0,0 2. Promovo a participação dos membros do
departamento no processo de avaliação da escola.
0,0 33,3 66,6 0,0 0,0 0,0 3. Na minha função de coordenador(a) sou
essencialmente um transmissor de informações emanadas do conselho pedagógico.
16,7 50,0 33,3 0,0 0,0 0,0
4. Zelo para que seja cumprida a planificação
curricular de cada ano. 0,0 16,7 50,0 33,3 0,0 0,0 5. Participo activamente no Plano Anual de
Actividades da escola. 0,0 33,3 16,7 50,0 0,0 0,0 6. Sou essencialmente um(a) mediador(a) entre
o Conselho Pedagógico e os membros do Departamento
0,0 66,7 33,3 0,0 0,0 0,0 7. Grande parte do tempo despendido na minha
função de coordenador(a) é destinado à organização de tarefas burocráticas.
0,0 0,0 100,0 0,0 0,0 0,0 8. Preocupo-me com a qualidade das
interacções e com um clima relacional construtivo.
0,0 0,0 16,7 83,3 0,0 0,0 9. Crio as condições necessárias para que os
membros que coordeno desenvolvam projectos por si propostos e apoio-os.
0,0 0,0 50,0 50,0 0,0 0,0 10. Fomento a partilha do trabalho através de
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Quadro 16: Síntese de resultados das respostas às questões relativas à vertente – coordenação
Questionário aos coordenadores de Departamento Curricular Pouco ou nada
bastante ou totalmente 1. Promovo a reflexão sobre situações importantes da vida do
Departamento com vista ao envolvimento e à mobilização de todos os seus membros.
B1 16,7 83,3 2. Promovo a participação dos membros do departamento no processo de
avaliação da escola. B2 33,3 66,6 3. Na minha função de coordenador(a) sou essencialmente um transmissor
de informações emanadas do conselho pedagógico. B3 66,7 33,3 4. Zelo para que seja cumprida a planificação curricular de cada ano. B4 16,7 83,3 5. Participo activamente no Plano Anual de Actividades da escola. B5 33,3 66,7 6. Sou essencialmente um(a) mediador(a) entre o Conselho Pedagógico e
os membros do Departamento B6 66,7 33,3 7. Grande parte do tempo despendido na minha função de coordenador(a) é
destinado à organização de tarefas burocráticas. B7 0,0 100,0 8. Preocupo-me com a qualidade das interacções e com um clima relacional
construtivo. B8 0,0 100,0
9. Crio as condições necessárias para que os membros que coordeno
desenvolvam projectos por si propostos e apoio-os. B9 0,0 100,0 10. Fomento a partilha do trabalho através de uma coordenação participada. B10 16,7 83,3
Iniciando a nossa análise com uma primeira leitura, ressaltam de imediato percentagens muito significativas no campo - bastante e totalmente. No Quadro 15 e Quadro 16, essa observação é nítida, com a excepção de duas questões. Centremo-nos, então, na primeira questão: encontramos 83,3% dos inquiridos que promove a reflexão sobre situações importantes da vida do Departamento com vista ao envolvimento e à mobilização de todos os seus membros. Apenas uma pequena percentagem, 16,7% reconhece promover nada ou pouco.
Relativamente a promover a participação dos membros do departamento no processo de avaliação da escola 66,6% dos inquiridos confirma essa competência, enquanto que 33,3 revela pouco ou nada.
A questão B3 - Na minha função de coordenador(a) sou essencialmente um transmissor de informações emanadas do conselho pedagógico – 66,7% reconhece que pouco ou nada e apenas 33,3% atesta que o é, bastante ou totalmente.
83,3% dos inquiridos zela para que seja cumprida a planificação curricular de cada ano e apenas 16,7% revela que pouco ou nada.
Uma parte razoável dos coordenadores (66,7%) participa activamente no Plano Anual de Actividades da escola e 33,3 responde pouco ou nada.
Na questão B6, 66,7% dos inquiridos responde que é pouco ou nada mediador entre o conselho Pedagógico e os membros do Departamento e.33,3% afirma bastante ou totalmente.
100% dos inquiridos atesta que grande parte do tempo despendido na sua função de coordenador é destinada à organização de tarefas burocráticas e assume, numa percentagem igual, que se preocupa com a qualidade das interacções e com o clima relacional construtivo. Igual percentagem responde que cria as condições necessárias para que os membros que coordena desenvolvam projectos por si propostos e apoia-os.
No que concerne a última questão, 83,3% dos respondentes fomenta a partilha do trabalho através de uma coordenação participada e apenas uma pequena percentagem (16.7%) considera que fomenta pouco ou nada.
Com o intuito de estabelecer uma visão global ilustrativa desta vertente, observemos agora o gráfico que se segue e que em seguida se analisa.
Gráfico 14: Resultados relativos a coordenação
Coordenação
0,0 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 80,0 90,0 100,0 B1 B2 B3 B4 B5 B6 B7 B8 B9 B10 bastante ou totalmente pouco ou nadaConcluímos que os níveis de realização nesta vertente são bastante homogéneos e percepcionados em consonância pelos respondentes (coordenadores), uma vez que o barómetro se situa maioritariamente nas escalas - bastante ou totalmente. Assim, verificámos no que toca ao
97 envolvimento destes profissionais na vida do departamento, que eles se esforçam por promover a reflexão e partilha de trabalho através de uma coordenação participada, criando as condições necessárias para o desenvolvimento de projectos, como atestam as questões B1, B8, B9 e B10. A este propósito, Oliveira – Formosinho (2002, p. 24) salienta a posição do supervisor contemporâneo que “procura estabelecer uma cultura de trabalho reflexiva e orientada para o questionamento, que desenvolva a independência e a interdependência e promova o desenvolvimento de professores capazes de serem autores de si próprios, responsáveis e empenhados numa auto- renovação colaborativa, para benefício de todos”. Como coordenadores têm consciência das tarefas que lhe são cometidas e do tempo necessário para a organização das mesmas como comprova o resultado da questão B7, reconhecendo, contudo, que muitas dessas funções são de ordem burocrática.
Na questão B2, 66,6% dos coordenadores reconhece a necessidade de promover a participação dos membros do departamento no processo de avaliação da escola. Com efeito, Santiago (2000) salienta o papel do coordenador/supervisor a quem compete estimular o processo de autoavaliação e a reflexão global da escola.
Relativamente às questões B3 e B6, verificámos que uma percentagem significativa (66,7%), não valoriza esta função de mediação, no desempenho do cargo, não reconhecendo o estipulado pelo Decreto Regulamentar 10 / 99 e no Regulamento Interno que refere que o coordenador deve “representar os respectivos professores no Conselho Pedagógico, actuando como transmissor entre este órgão e o Departamento”. Quando nos deparámos com estes valores, estranhámos esta percentagem, e encetámos uma reflexão. Analisando as questões, apercebemo-nos de que a palavra “essencialmente” poderia influenciar este resultado, contudo, afastámos esta hipótese já que foi feito um pré-teste e nenhum coordenador respondeu nesta direcção (pouco ou nada). Com efeito, cremos que podemos inferir que esta percentagem que representa dois terços dos inquiridos poderá estar relacionada com a experiência no cargo, lembramos que há pelo menos um terço dos coordenadores com menos de um ano de experiência no cargo.