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SURVEILLANCE MARITIME, SUPPORT DE LA PLANIFICATION ?

1. La planification, un processus exigeant en données et informations spatiales

“Ao longo de todo o desenvolvimento dos processos de fabricação de bens tangíveis, estiveram presentes, sempre de forma crescente, os serviços. Hoje conforme estatísticas, o setor de serviços emprega mais pessoas e gera maior parcela do produto interno bruto na maioria das nações...”, Martins e Laugeni (2001, p.4). Isto fez com que se passasse a dar a mesma atenção ao fornecimento de serviços que já era disponibilizada ao setor de bens.

Foram incorporadas praticamente todas as técnicas usadas pela engenharia industrial ao setor de serviços. Segundo um estudo elaborado por Erdmann, baseado em Ftizsimmons (1997), vários são os fatores responsáveis pelo crescimento do setor de serviços.

• as pessoas, no intuito de preservarem sua individualidade, criam necessidades específicas, buscando soluções personalizadas;

• o aumento da renda em sociedades mais ricas disponibiliza as condições financeiras para a transferência de atividades, antes realizadas pelos próprios indivíduos, para terceiros;

• prevalência do entendimento de que as organizações especializadas realizam a tarefa com maior habilidade (onda da terceirização);

• proliferação de bens sofisticados que demandam os correspondentes serviços para serem entendidos e usufruídos;

• geração de novas necessidades a partir dos serviços colocados à disposição, criando uma cultura do mandar fazer, do não fazer sozinho, da acomodação; • existência uma superprodução de bens no mundo, em face de capacitação

tecnológica adquirida pelo homem para tal;

• abertura das fronteiras comerciais tem permitido o acesso a tudo que está

disponível, especialmente bens, cuja transferência é mais fácil que a dos serviços, que (em muitos casos) são mais facilmente criados no local em que serão

comercializados; formaram-se muitos mercados intra-regionais, facilitando o intercâmbio entre países;

• a geração de novidades tem estimulado novas necessidades nos potenciais consumidores;

• o desenvolvimento tecnológico acelerado tem oferecido constantemente novos paradigmas;

• as sociedades ricas têm se mostrado ávidas por querer “aproveitar” intensamente tudo o que o mundo oferece;

• os bens, em alguns casos, se apresentam “muito iguais” pois as tecnologias de produto se transferem com muita rapidez de uma parte a outra;

• a industrialização de países emergentes barateou e disponibilizou grandes quantidades de produtos;

• a individualidade das pessoas foi de certa forma afetada pela generalização do acesso a produtos semelhantes;

• as sociedades do bem-estar e as camadas consumidoras dos países em desenvolvimento têm acesso a uma variedade bastante grande de produtos para consumo, satisfazendo-se materialmente;

• o ser humano tem entre suas necessidades fundamentais o reconhecimento e a estima, depois de garantida a sua sobrevivência em níveis de estabilidade;

• é da natureza do ser humano viver socialmente, porém mantendo o reconhecimento da sua individualidade;

• há um evidente aumento da complexidade da vida moderna decorrente da ampliação dos horizontes/fronteiras de conhecimento, da multiplicidade de relações impostas ao cidadão, das comunicações, das obrigações sociais;

• verifica-se uma perda de importância das religiões, notadamente em algumas sociedades julgadas modernas, quebrando alguns referenciais de comportamento (o significado do trabalho pode ter perdido significado, fazendo emergir o valor do prazer e da futilidade);

• instituíram-se e difundiram-se, graças a eficiência do marketing, alguns costumes padronizados, rompendo a cultura e a individualidade dos povos e países, implicando na quebra de tradições (alguns serviços feitos pelas pessoas e pelas famílias foram “repassados”, obedecendo a um costume transmitido de outras culturas)

Todas estas novas necessidades do cliente, mercado consumidor, fazem com que a indústria fornecedora de serviços tenha novos desafios:

• ser competitiva; • lucrativa;

• confiável nos prazos; • flexível;

• tenha qualidade.

Para alcançar novos patamares de qualidade, flexibilidade, modernização, as empresas necessitam investir em novas tecnologias. Conforme Quins e Bailey in Davis e Aquilano e Chase (2001, p.83) as diferentes razões pelas quais uma empresa poderia querer investir em tecnologia são:

• evitar perdas catastróficas;

• criar maior flexibilidade e adaptabilidade; • melhorar a resposta a novos produtos; • melhorar a qualidade dos serviços; • elevar a qualidade de vida;

• elevar a previsibilidade das operações.

É preciso atenção ao se investir em novas tecnologias, uma vez que isto não vai assegurar um aumento de produtividade ou uma diminuição de custos. Atualmente muitas empresas investem em tecnologia apenas para manter seu status atual, assim evitando quedas significativas nas vendas e lucros.

4 A EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS DE PRODUÇÃO

Para se adequar ao novo perfil do mercado consumidor os sistemas de administração da produção vêm evoluindo nas últimas décadas, a Figura 4.1, (Santos, 1997) mostra que a evolução destes sistemas esta intimamente ligada à diminuição do ciclo de vida do produto.

Figura 4.1 – A evolução dos sistemas de produção acompanha a evolução do mercado (Santos, 1997)

O antecessor do MRP – Material Requeriments Planning - foi uma técnica chamada de sistema de solicitação trimestral, que foi detalhada por George Plossl e Oliver Wight em 1967. Durante o período do final da segunda guerra mundial e meados de 1950, muitas indústrias estavam capacitadas de desenvolver planos de produção baseados somente na carteira de pedidos firmes de clientes. Nesta época a economia americana explodia devido à escassez deixada pela guerra. O estouro da demanda produzia uma grande quantidade de pedidos pendentes, e às vezes era comum 12 a 18 meses de pedidos colocados. Esta situação cômoda fez com as indústrias trabalhassem tendo por base trimestres, por isto o sistema foi assim denominado. Os pedidos pendentes serviam como previsão da demanda, que por serem muitos, não precisavam ser previstos, apenas estudados trimestralmente e serem colocados na produção.

No final da década de 1950 e início de 1960 esta situação cômoda chega ao seu fim, e a previsão da demanda se torna cada vez mais importante, já que os pedidos começavam a escassear e as empresas precisavam antecipar a demanda futura, ou seja, a empresas iniciam a

produção para estoques. Três elementos básicos são então necessários para um sistema de controle da produção efetivo:

• A previsão da demanda, expressa em unidades de capacidade de produção; • Um plano de produção ou orçamento preliminar;

• Procedimentos de controle para decidir com que velocidade repor os estoques nos níveis orçados, quando erros de demanda ocorrerem, ocasionando excessos ou falta dos mesmos.

No início de 1960 o campo do planejamento da produção e controle dos estoques está pronto para o MRP. As técnicas e a documentação eram conhecidas e os computadores avançavam permitindo o acesso randômico aos discos. A primeira empresa que desenvolveu um sistema de MRP em lotes (batch) foi a American Bosch Company em 1959. Em 1961 – 1962 o primeiro sistema de replanejamento seletivo foi desenhado na empresa J. I. Case sob a direção do então diretor de produção, Dr. Joseph A. Orlicky.

Em 1965 G. R. Gedye declarou que os objetivos da empresa na procura do lucro deveriam ser:

• Usar da melhor forma possível para minimizar o tempo perdido;

• Obter uma ótima liberação de pedidos aos clientes e honrar as promessas, e • Manter o trabalho em processo e os estoques acabados no mínimo consistentes

com os objetivos dos dois itens anteriores.

Nas décadas posteriores, surgem evoluções até a chegada do MRP. O sistema foi discutido em reuniões locais, regionais e até nacionais nos Estados Unidos, e os artigos se tornam freqüentes a partir de 1970. Até que surge o MRP II – Manufacturing Resource Planning - e atualmente o ERP – Enterprise Resources Planning - , porém todos têm dentro de si, os módulos MRP e CRP (módulo de planejamento da capacidade).