B. Automating the installation using preseeding
B.4. Contents of the preconfiguration file (for xenial)
B.4.7. Partitioning
Nos dois programas de Matemática, o de 9º ano e o de 10º ano12, são percetíveis algumas semelhanças: Ambos definem objetivos gerais similares, relativamente à aquisição de conhecimentos e ambos revelam preocupações no sentido de os alunos enriquecerem os seus conhecimentos ao nível dos conteúdos. Ao nível dos Valores/Atitudes e das Capacidades/Aptidões, verifica-se que existe, em ambos os programas, uma clara preocupação com o aluno como pessoa, no sentido de estar bem e manter com os outros relações de tolerância e colaboração. Existe também uma preocupação em enfatizar a abordagem dos conteúdos de forma a associá-los à resolução de problemas concretos ligados ao mundo real.
Pela observação do Quadro nº 1 verifica-se que a continuidade de temas na transição para o 10º ano é escassa uma vez que muitos assuntos do 9º ano não são continuados no 10º ano.
Quadro nº 1: Comparação dos conteúdos programáticos de Matemática de 9º e 10º anos
Conteúdos do 9º ano Conteúdos do 10º ano Continuidade de
conteúdos Estatística e Probabilidades
Geometria no Plano e no Espaço I Há continuidade Sistemas de equações
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Aborda-se apenas o programa de Matemática A de 10º ano, disciplina administrada nos Cursos Gerais de Ciências Naturais, Ciências e Tecnologias e Ciências Socioeconómicas. Os outros programas não são tratados nesta pesquisa porque a maioria dos alunos inquiridos frequentam a Matemática A.
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Quadro nº 1: Comparação dos conteúdos programáticos de Matemática de 9º e 10º anos (cont.) Proporcionalidade inversa. Representações
gráficas.
Funções e Gráficos. Funções polinomiais.
Função módulo. Não há continuidade
Os números reais. Inequações. Circunferência e polígonos. Rotações
Estatística
Não há continuidade Equações
Trigonometria do triângulo retângulo Espaço - outra visão
O último tema do programa de 9º ano, Espaço – outra visão, tem alguma continuidade no primeiro capítulo do programa de 10º ano, uma vez que são abordados conceitos, tais como, perímetro, áreas, volume, reta e plano. Apesar desta descontinuidade, convém referir que as regras de cálculo apreendidas no 9º ano e em anos anteriores, utilizadas na resolução de exercícios e problemas, continuam a ser utilizadas no 10º ano.
De acordo com o programa de Matemática A de 10º ano coordenado por Silva, a Matemática é, no âmbito dos Cursos Gerais de Ciências Naturais, Ciências e Tecnologias e Ciências Sócio - Económicas, uma disciplina trienal da componente de Formação Específica. A componente de Formação Específica visa promover uma formação científica e técnica sólida, no domínio do respetivo curso, em que a Matemática é considerada “uma das disciplinas essenciais do domínio do conhecimento respetivo e está concebida de forma a respeitar o princípio de continuidade pedagógica, contrariando a fragmentação e atomização de saberes, facilitando e exigindo uma gestão mais integrada dos programas” (Silva, Fonseca, Martins, Fonseca & Lopes, 2001:1).
É curioso verificar que o programa de 10º ano chama a atenção para as dificuldades associadas à transição para o 10º ano, uma vez que faz referência aos “inevitáveis problemas das transições entre ciclos” (ibid.:2). Neste sentido, é proposto um módulo inicial no início do 10º ano com o objetivo de criar um espaço para a criação de estratégias de recuperação e de acompanhamento dos jovens que apresentem muitas lacunas em relação aos conceitos tratados em anos anteriores. Este módulo inicial deve incluir naturalmente a revisão de conceitos prévios, considerados verdadeiramente essenciais e estruturantes. Deste modo, “pretende-se
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que os alunos sejam colocados perante a resolução de problemas escolhidos que permitirão despistar dificuldades e deficiências na formação básica e acertar estratégias de remediação. A estratégia assente na resolução de problemas evita ainda que os alunos sem dificuldades sejam desgastados em revisitações expositivas de assuntos que já dominam” (ibid.:2).
4.4.2. Teorias de ensino e aprendizagem
As metodologias de ensino e aprendizagem expressas nos programas apontam no sentido de o professor orientar todo o processo de ensino e aprendizagem, atribuindo um papel ativo ao aluno na construção dos seus próprios conhecimentos. Verifica-se assim que há uma valorização do desenvolvimento de capacidades do aluno durante a sua aprendizagem, visando a sua formação integral como cidadão autónomo e livre. Estes programas estão orientados e organizados segundo fundamentos construtivistas da aprendizagem.
Nesta ótica, cabe ao professor criar um ambiente de trabalho agradável e estimulante e, simultaneamente, selecionar, organizar e animar as atividades de aprendizagem. Desta forma, o professor assume-se cada vez mais como um criador de situações de aprendizagem, simultaneamente dinamizador e regulador do processo, adaptando estratégias que envolvam o aluno de uma forma cada vez mais independente e pessoal. O papel ativo atribuído ao aluno neste processo permite afirmar que o ensino e a aprendizagem estão orientados numa perspetiva construtivista defendida por Bruner e Ausubel.
Neste sentido, abre-se espaço para o desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas e promove-se o raciocínio e a comunicação matemáticos. Mais uma vez se verifica que o professor deve proporcionar situações frequentes em que os alunos possam resolver problemas, analisar e refletir sobre as suas resoluções e as resoluções dos colegas. Significa também que o professor deve dar atenção aos raciocínios dos alunos, valorizando-os, procurando que eles os explicitem com clareza, que analisem e reajam aos raciocínios dos colegas.
O Programa de Matemática A de 10º ano, coordenado por Silva, é muito claro quanto ao papel do professor no processo de ensino e aprendizagem. A gestão do programa deve contemplar equilibradamente o desenvolvimento de atitudes, o desenvolvimento de capacidades e a aquisição de conhecimentos e técnicas, sendo
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o aluno agente da sua própria aprendizagem. Neste contexto, o papel do professor assume especial importância uma vez que deve selecionar atividades “as quais deverão contribuir para o desenvolvimento do pensamento científico, levando o aluno a intuir, conjeturar, experimentar, provar, avaliar e ainda para o reforço das atitudes de autonomia e de cooperação” (Silva, Fonseca, Martins, Fonseca & Lopes, 2001:10). Deste modo, de acordo com a realidade da turma, o professor deve “encontrar o equilíbrio entre o número de trabalhos individuais, trabalhos de grupo, trabalhos de projeto e atividades investigativas, a realizar dentro e fora da aula, assim como o espaço para a sua própria intervenção: dinamizando, questionando, fazendo sínteses, facultando informação” (ibid.:10).