c. Production des ARNm
3. Optimisation des ARNm vaccinaux
Com a chegada da tecnologia da informação, a vida de todas as pessoas sofreu uma grande transformação. Basta refletirmos sobre como buscávamos informações antes de 1990, quando se deu o crescimento das bibliotecas digitais. Em particular para as pessoas com deficiência visual, a informação em meio digital trouxe mais autonomia. Mesmo tendo que enfrentar as barreiras de acessibilidade digital, o seu acesso aos textos dos mais diversos assuntos cresceu muito.
Para que se eliminem essas barreiras, é essencial que a criação das bibliotecas digitais siga padrões de acessibilidade para que seja garantido o acesso por pessoas com deficiência visual. Nesse sentido, o governo federal criou o “E-mag modelo de acessibilidade do governo eletrônico”, uma publicação com diretrizes para que as informações produzidas pelo governo sejam acessíveis a todos. Essa iniciativa é inclusiva e traz cidadania às pessoas com deficiência e principalmente aos deficientes visuais.
Um dos padrões utilizados na criação dessas bibliotecas é o Consórcio World Wide Web (W3C): um consórcio internacional em que organizações filiadas, uma equipe em tempo integral e o público trabalham juntos para desenvolver padrões para a Web. Para o W3C, o valor social da Web está nas novas possibilidades de comunicação humana, comércio e compartilhamento de conhecimentos. Um dos principais objetivos do W3C é tornar esses benefícios disponíveis para todas as pessoas, independente de fatores, como o hardware que utilizam, software, infraestrutura de rede, idioma, cultura, localização geográfica ou capacidade física e mental. O W3C é um padrão que se preocupa com a inclusão social (W3C, 2012).
É importante ressaltar que, desde a criação de uma biblioteca, seja ela tradicional ou digital, o fator principal é a quem essa biblioteca servirá, a que usuário ou grupo de usuários. Nesse sentido, o passo inicial é fazer um estudo de usuários
9 Uma das poucas desvantagens do ambiente digital é o fato de nem todos terem computadores em casa, tendo que se dirigir aos locais onde possam satisfazer a sua necessidade de informação.
para que, ao desenvolver o seu acervo, a biblioteca atenda diretamente à sua demanda. Se essa biblioteca vai ser criada e desenvolvida em meio digital, para uma comunidade de deficientes visuais, deverá ser observado o padrão Web a ser utilizado, para que o acesso à biblioteca seja garantido, e o desenvolvimento do acervo. Esse acervo deve conter itens que atendam à demanda de informações de que eles necessitam e ser adaptados de forma a poderem ser lidos pelos programas de voz (recurso utilizado para usuários cegos) e em formato que possa ser ampliado (recurso utilizado por usuários com baixa visão).
Falar de bibliotecas digitais e, principalmente, de bibliotecas digitais acessíveis significa falar também de acessibilidade. Deste modo, esta pesquisa pretende avaliar também o acesso às informações digitais pelos usuários da BDS, de modo a conhecer suas dificuldades de acesso e aquisição de informações.
Conforto e Santarosa (2008) definem a acessibilidade na internet como a flexibilização do acesso à informação e da interação dos usuários que possuam algum tipo de necessidade especial. Nessa perspectiva, a acessibilidade passa a ser entendida como sinônimo de aproximação, um meio de disponibilizar a cada usuário interfaces que respeitem suas necessidades e preferências. Na opinião das autoras, “os criadores de conteúdo para a rede mundial de computadores – internet, ao conceberem uma página ou um site, devem ter presente a multiplicidade de situações e a diversidade do universo de usuários da Web”.
Godinho (2010) define acessibilidade como:
A acessibilidade consiste na facilidade de acesso e de uso de ambientes, produtos e serviços por qualquer pessoa e em diferentes contextos. Envolve o Design Inclusivo, oferta de um leque variado de produtos e serviços que cubram as necessidades de diferentes populações, adaptação, meios alternativos de informação, comunicação, mobilidade e manipulação, produtos e serviços de apoio/acessibilidade.
Acessibilidade na internet é definida por Soares (2011) como “acessibilidade na internet é garantir que seu trabalho esteja disponível e acessível via Web a qualquer hora, local, ambiente, dispositivo de acesso e por qualquer tipo de visitante/usuário”. No contexto da internet, deve também ser considerado os conceitos de agradabilidade e usabilidade.
Segundo o estudo de Kafure e Cunha (2006a, p. 67), “entende-se por usabilidade a capacidade que a Interface Humano-Computador (IHC) oferece para a recuperação da informação com efetividade, eficiência e satisfação em um contexto
determinado”. A agradabilidade é garantida e é consequência de uma interface que traga conforto na busca da informação.
A informação é hoje um produto de importância fundamental para todas as pessoas. A sua transferência, acesso e recuperação são fatores essenciais em todo esse processo. Essa transferência e esse acesso devem se dar em função da agradabilidade, ou seja, devem ser proporcionados de forma fácil, agradável, segura e acessível a todos. Estamos falando de todo o tipo de informações, mas principalmente das informações em meio digital.
É preciso que as interfaces entre o computador e o homem proporcionem experiências agradáveis para que as informações sejam passadas de forma a produzir emoções de conforto e agradabilidade. Estamos falando do design emocional da informação. As emoções surgidas no momento da busca podem afetar os usuários tornando-os receptivos ou não receptivos e podendo atrapalhar a busca (SILVA, 2009). No caso das pessoas com deficiência visual, essa interface tem que ser desenvolvida de forma a atender às suas necessidades, com o objetivo de despertar nelas emoções positivas, sendo desenvolvida, a partir daí, confiança e segurança nesse ambiente, estimulando-os assim a novas buscas.
O que se vê atualmente são sites confusos, poluídos e não acessíveis. Sonza (2008, p. 42) ressalta que “Os desenvolvedores de ambientes virtuais devem estar atentos e sensíveis ao design de interfaces, aspecto que muitas vezes determina a inclusão ou exclusão dos deficientes visuais”.
Malheiros (2009), de acordo com o resultado de seu estudo do usuário deficiente visual da Universidade de Brasília, constata que a informação em meio digital é a mais utilizada por esses usuários. Por esse motivo, é muito importante que os profissionais responsáveis por desenvolver essas interfaces estejam atentos à questão do desenho universal, que, segundo Sonza (2008), tem o objetivo de valorizar a diversidade humana, para evitar a situação de exclusão. A desatenção a essa questão tem como consequência a limitação de acesso a um mundo de informações que estão disponíveis na internet.
A solução para o acesso à informação em meio digital veio por meio de produtos de Tecnologia Assistiva, que se compõe de recursos facilitadores, que possibilitam a inclusão social e digital. Segundo a ata da V Reunião do Comitê de Ajudas Técnicas (atualmente denominado Comitê Brasileiro de Tecnologia Assistiva), de agosto de 2007, a partir da linha 172, foi proposto que a expressão
“Tecnologia Assistiva” seja utilizada no singular, por referir-se a uma área de conhecimento10.