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Modélisation de la structuration pédagogique

Chapitre 4. Proposition d’un modèle de scénarisation de Learning Games

4.2 Modélisation de la structuration pédagogique

5.9.1 Observação Participante

Para essa pesquisa, optou-se por realizar uma observação participante, técnica fundamental da investigação etnográfica. É denominada assim porque o pesquisador terá um estado de intercâmbio com a situação analisada, contagiando-a e sendo por ela contagiado. Para Lapassade (1991; 1992; 2001), essa expressão tende a designar o trabalho de campo no seu conjunto. Desde a chegada do investigador ao campo, quando inicia as negociações que lhe darão acesso a ele, até o momento em que o abandona, depois de uma estada longa. Com essa perspectiva, corrobora Woods (1986, p. 52), ao afirmar que “observación no participante el investigador solo desenpeña el papel de investigador y observa situaciones de interés en tanto tal”. Diante disso, o autor postula que na observação participante o investigador teoricamente adota técnicas para registrar como as coisas acontecem naturalmente, com um mínimo de interferência possível de sua presença.

Bogdan & Taylor (1975) definem a observação participante como uma investigação que se caracteriza por um período de “interações sociais intensas entre o investigador e os sujeitos, no meio destes, durante o qual os dados são recolhidos de forma sistemática”. Defendida por Geertz (1973, p. 14) “a cultura, como um sistema de símbolos construídos”. O etnógrafo encontra-se, assim, diante de diferentes formas de interpretações da vida. Nesse contexto, Lapassade (2005, p. 69) expõe que “os elementos coletados, durante o processo permanente junto dos atores, emanam de muitas fontes e, especialmente, da ‘observação participante’ propriamente dita”.

Diante disso, o pesquisador observa tudo em tempo real, podendo registrar suas percepções e, ao mesmo tempo, participando de suas atividades. Além disso, tem a oportunidade de, por meio das entrevistas etnográficas, dos diálogos no campo e de pesquisa, converter os importantes documentos oficiais da pesquisa.

A pesquisa etnográfica nos possibilita, assim, caminhar de maneira neutra e quase imperceptível no loco da pesquisa. Podemos ficar em silêncio, observando as práticas pedagógicas sem interferência alguma. Dessa maneira, a imparcialidade e não participação ativa resgata a importância da escuta. Nesse momento, o que está em pauta são as ações construídas pelo educando, o instrutor assume o papel de coadjuvante e os estudantes, de protagonistas da pesquisa e de suas histórias de vida.

5.9.2 Diário de Campo

O diário de campo refere-se a um instrumento utilizado na investigação para registrar dados susceptíveis à interpretação. Sugere analisar que a apreensão maior da etnografia é alcançar um traço denso e holístico da ocorrência social, ou seja, uma definição prudente e minuciosa da conduta dos sujeitos, analisando a comunicação, o comportamento, as interações sociais, enfim, tudo que consistir em se propor a ser significante na/para a captação do universo social que está sendo investigado. Ancorado nessa ideia, Woods (1986, p. 64), destaca que as notas de campo, quando um instrumento bem construído, podem facilitar muitos problemas de observação, mas também tem seu preço. Na verdade, os dados são mais limitados a partir do momento em que o observador tem que ignorar uma grande parte da ação, do meio cultural geral, pela situação observada.

La definición previa de categorias también menoscaba uno de los principios etnograficos basicos: el de permitiles emerger de los datos. Además, los significados ocultos tras las asciones observadas pueden facilmente ser mal interpretado o inadecuadamente representados. Por estas razones, la mayoria de los etnografos prefiere no llegar a estos extermos, utilizan estes instrumentos con propositos restringidos. La maioria prefiere nadar en datos, por incómodo que sea, hasta que emerjan las categorías y dirijan por sí misma toda la sistematizacion. (WOODS, 1986, p. 64).

Neste estudo, o diário foi construído por uma composição descritiva, em que todas as referências (datas, hora, local, ocorrências) figuram enquanto elementos importantíssimos para a ponderação, coleta de conceitos e acontecimentos diários para a constituição da pesquisa. Os subsídios coletados no diário etnográfico encontram-se no Anexo 2 deste estudo, registrados durante nossa estada no campo da investigação. Ao construir meu diário de campo, reafirmei decididamente minha disposição de autora e, por conseguinte, ingressei em uma ação de construção do sujeito e do objeto. Para Macedo (2004, p. 196), a prática de escrita de um diário de campo leva ao pesquisador a possibilidade de “compreender como seu imaginário está

implicado no labor da pesquisa, quais os seus atos falhos, quais os verdadeiros investimentos que ali estão sendo elaborados”.

Baseada nos registros do diário etnográfico, pude perceber a importância de ser fidedigna aos fatos e ações observadas. Pautados nele, ancoramos os gatilhos para a construção da pesquisa, de maneira que os detalhes foram registrados simultaneamente às ações, mesmo que sem a riqueza dos detalhes. São, entretanto, ganchos que servirão, posteriormente, de base para discorrer sobre as ideias.

5.9.3 A Entrevista não estruturada

Os principais atributos exigidos nas entrevistas são os mesmos que em qualquer outro aspecto da pesquisa. Sempre em torno da confiança, da naturalidade e da curiosidade. O mesmo vale para o caso de observação, em que há questões de acesso implícitas, de obtenção de respeito pelo projeto no qual a pessoa está engajada, e a confiança na capacidade de realizá-lo. Sobre este aspecto, assevera Woods (1986):

Pero, sobre todo hay, una vez más, necessidad de establecer um sentimiento de confianza y de relación. Un buen test de lo que llevan implícito estas cualidades reside em pensar a qué tipo de pesona estária uno dispuesto a confiar algunos de su más íntimos secretos. Al mismo tempo, esperaria que el entrevistador fuera consciente, bien informado y honrado y que no cayera facilmente en ninguna de las distorciones de la verdad que yo pudiera intentar. (WOODS, 1986, p. 78).

A entrevista etnográfica será uma ferramenta na qual há uma correspondência espontânea e dilatada pelas circunstâncias. Em investigação qualitativa, as entrevistas poderão ser aproveitadas de suas maneiras e podem compor a tática predominante para a coleta de dados, podendo, ainda, conjugar-se com a observação participante e outras técnicas. Ancorados nessa concepção, Bogdan & Biklen (1994, p. 134), contribuem elucidando que em todas estas situações, a entrevista é utilizada para recolher dados “descritivos na linguagem do próprio sujeito, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspectos do mundo”.

As entrevistas etnográficas se dão por intermédio de diálogos aleatórios no local, não estruturados, e mediante os esboços das informações pessoais ou oficiais, nos quais o entrevistado revele seu ponto de vista. Para Bogdan & Biklen (1994, p. 134) a entrevista é

utilizada para recolher dados descritivos na linguagem do sujeito, “permitindo ao investigador desenvolver uma ideia sobre como os sujeitos interpretam aspectos do mundo”. Os indivíduos ficarão, assim, cara a cara, lugar de papéis determinados e díspares: o que gere o encontro é o que é convidado para replicar e para discorrer de si.

Nesta pesquisa, a entrevista etnográfica serviu de instrumento que corresponde a uma conversação informal, aflorada durante as observações no campo, de forma espontânea e dilatada pelas circunstâncias. Pautado nessa linha de pensamento, Woods (1986, p. 66) assegura que o objetivo maior da compreensão da ação social na situação estudada são “las descripciones del etonografo pueden muy bien estar llenas de detalles, de significados, de stylo y de modelos todas ellas características no facilmente mensurables”. Assim, em investigação qualitativa, as entrevistas poderão ser aproveitadas de duas maneiras – podem compor a tática predominante para a coleta de dados, ou podem ser aproveitadas em conjugado com a observação participante e outras técnicas. Asseguram Bogdan & Biklen (1994, p.134) que em todas estas situações a entrevista é utilizada para “recolher dados descritivos na linguagem do próprio sujeito, permitindo ao investigador desenvolver intuitivamente uma ideia sobre a maneira como os sujeitos interpretam aspectos do mundo”.

As entrevistas etnográficas se deram transversalmente, por meio de diálogos não estruturados e eventuais no local de pesquisa, mediante rascunhos dos dados pessoais, nos quais o entrevistado desponte sua argumentação. Serviram de base principal para sustentar a pesquisa, já que em posse delas, pudemos ponderar as observações, tanto no que diz respeito aos sujeitos, quanto às ações desenvolvidas pelos atores e seus pares. Esse instrumento propiciou o confronto das práticas pedagógicas com os relatos que compõem o cerne da pesquisa.