Chapitre 2 : Revue de littérature
2.5 Modèle de structuration de la collaboration professionnelle en santé
O status de recurso estratégico nas organizações fez com que a informação passasse a ser gerenciada assim como são os recursos financeiros, materiais e humanos. Originalmente conhecida como GRI – Gestão de Recursos Informacionais – a Gestão da Informação “inclui toda a “cadeia de valores” da informação, ou seja, deve começar com a definição das necessidades de informação, passar pela coleta, armazenamento, distribuição, recuperação e uso das informações” (CIANCONI, 2003, p.71).
No presente estudo, utiliza-se do modelo teórico genérico de MCGEE & PRUSAK (1994) do processo cíclico da gestão da informação: identificação de necessidades e requisitos de informação; geração/entrada de informação (fontes internas e externas); classificação/armazenamento/tratamento e apresentação da informação; desenvolvimento de produtos e serviços de informação, distribuição/disseminação da informação e uso da informação conforme aqui detalhado em todas as fases:
Classificação e armazenamento de informação Identificação de necessidades e requisitos de informação Coleta/entrada de
informação Desenvolvimento de produtos e serviços de informação Distribuição e disseminação da informação Tratamento e apresentação da informação Análise e uso da informação
Figura 03: Tarefas do processo de gerenciamento de informações Fonte: Adaptado de McGee & Prusak, 1994, p. 108
Os autores afirmam que é um processo porque significa um conjunto de tarefas conectadas logicamente e deve ser genérico por duas razões, a saber: 1) porque a informação recebe ênfases diferentes em cada segmento econômico e em cada organização e 2) porque as diferentes tarefas dentro do modelo assumem diferentes níveis de importância e valor entre as organizações. (MCGEE & PRUSAK, 1994)
1) Identificação de necessidades, coleta/entrada de informação
De que informação alguém precisa? É possível que o gestor não saiba se uma determinada informação está disponível no ambiente externo ou interno da empresa, tampouco se ela pode ser gerada internamente. Fica evidente, então, que os profissionais que lidam com informação precisam, além de identificar as necessidades informativas das empresas, analisar se essas fontes de informação estão disponíveis ou podem ser geradas, bem como divulgar as formas de acesso à informação.
Os usuários obtêm informações de muitas e diferentes fontes, formais e informais. As fontes informais, inclusive colegas e contatos pessoais, são quase sempre tão ou mais importantes que as fontes formais, como bibliotecas ou banco de dados on-line (CHOO, 2003, p.79).
MCGEE & PRUSAK (1994) reconhecem três pontos importantes nessa fase:
1. Variedade necessária – significa que o número de fontes que alimenta um sistema precisa ser tão variado quanto o ambiente a ser interpretado. Apesar dessa fase se concentrar em torno dos acervos baseados em computadores e documentos, ela deve se ater também às informações informais e não registradas, conforme MCGEE & PRUSAK (1994, p. 111) alertam “[...] a pessoa prefere utilizar outras pessoas como fonte de informação, e precisam de ferramentas para
identificar a quem procurar em sua busca por informações importantes”.
2. As pessoas não sabem o que não sabem – o gestor, na maioria das vezes, não sabe se determinada informação existe, dentro ou fora da empresa e, se existe, se pode ser obtida, colocada no sistema ou fornecida em tempo hábil.
3. A coleta/entrada de informação - requer estrutura formal ou informal para obter a informação. Apenas após a compreensão das necessidades de informação, deve ser procedida à extração/coleta de informação de sua fonte de origem ou de um banco de dados.
2) Classificação/armazenamento/tratamento e apresentação da informação Essas tarefas ocorrem a partir da fase anterior ou simultaneamente. Classificação e armazenamento pressupõem a determinação de como os usuários poderão ter acesso às informações necessárias e selecionar o melhor lugar para armazená-las (MCGEE & PRUSAK, 1994). Na classificação, deve-se ter como alvo o usuário, neste estudo, as próprias empresas do APL. A forma de armazenamento, com o recurso da tecnologia da informação, também pode apresentar-se bastante diversa, podendo variar desde os convencionais registros em papéis até às diversas mídias eletrônicas disponíveis. O tratamento e apresentação ocorrem juntamente com a tarefa de classificação e armazenamento.
3) Desenvolvimento de produtos e serviços de informação
Para MCGEE & PRUSAK (1994) é nessa fase que os usuários finais do sistema e/ou do processo podem aproveitar o próprio conhecimento e experiências para trazer notáveis perspectivas ao processo.
Em um APL, talvez seja a fase mais visível de resultados das parcerias das empresas e entidades de apoio. As entidades de apoio, a partir da experiência dos empresários e suas necessidades coletivas, produzem serviços e produtos de informação mais eficientes para a execução de estratégias de desenvolvimento do pólo. Certamente que os projetos e sua execução serão tanto melhores quanto maior for a participação das empresas e a interação entre especialistas de diferentes formações profissionais.
Interessante notar que em uma organização os serviços e produtos de informação são organizados em torno dos gestores, entretanto, em uma aglomeração produtiva os serviços e produtos de informação são organizados pelos representantes dentro de um modelo de governança e servirá a todo conjunto de empresas participantes do arranjo, mesmo para aquelas que não interagiram na elaboração das ações. Geralmente, o aparato institucional de apoio ao arranjo sistematiza redes e canais informais que sempre existiram entre as empresas e coloca estas informações de valor estratégico como subsídio à construção de ações coletivas de interesse de todos.
4) Distribuição/disseminação análise e uso da informação
Após a realização de todas as tarefas que culminam na produção de informação, a seqüência natural requer a distribuição da informação, além da análise e uso. Obviamente, a interação humana nessas fases pode aumentar o valor estratégico da informação. O desafio reside em tentar identificar e antecipar outras informações não previstas e, para isso, faz-se necessário identificar um dispositivo de interface que estabeleça a ligação entre os usuários e os responsáveis pela distribuição e disseminação da informação. (MCGEE & PRUSAK, 1994)
A criação de uma arquitetura da informação, em que há consonância entre as necessidades informativas das empresas usuárias e os atributos da estrutura da informação e suas inter-relações, bem como seu adequado gerenciamento, viabilizam o uso da informação pelas diversas partes envolvidas em todo o processo (MCGEE & PRUSAK, 1994).
Entretanto, em relação ao uso da informação Choo afirma que é conceito difícil de se definir porque
envolve a seleção e o processamento da informação, de modo a responder a uma pergunta, resolver um problema, tomar uma decisão, negociar uma posição ou entender uma situação. [...] o resultado do uso da informação
é uma mudança no estado de conhecimento do indivíduo ou de sua capacidade de agir (CHOO, 2003, p.107). [grifos nossos]
Neste estudo, pode-se inferir que o SIGEOR18 (Sistema de Informação da Gestão Estratégica Orientada para Resultados) que foi desenvolvido por uma instituição de apoio a micro e pequenos negócios fornece a plataforma necessária à gestão da informação em arranjos produtivos locais.
No Brasil, em função da inexistência de serviços de informação nas empresas, algumas instituições prestam esses serviços para o setor produtivo, comercial e de serviços e, de certa forma, acabam por gerir a informação dos setores que representam. Dentre essas, o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) tem implantado e coordenado inúmeras ações voltadas para a atividade de informação tecnológica e para a indústria. O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) através de escritórios (balcões) instalados por todo o Brasil tem se configurado como uma rede informacional. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vêm desenvolvendo, igualmente, inúmeras atividades de informação
18 SIGEOR - Sistema de Informação da Gestão Estratégica Orientada para Resultados: apresenta
771 projetos coletivos em todo território nacional, envolvendo cadeias produtivas, pólos, incubadoras, APLs, dentre outros. Disponível em: <http://www.sigeor.sebrae.com.br>. Acesso: 02 fev. 2007
para a indústria, dentre várias outras instituições. Essas redes têm procurado trabalhar em parceria, no sentido de compartilhar experiências e fortalecer a área de informação no país (VIEIRA, 1993).
Com base no discutido até o momento, observa-se a impossibilidade de práticas de gestão do conhecimento, particularmente em empresas de pequeno porte que atuam isoladamente, sem uma adequada estrutura de gestão informacional. “A gestão da informação é o ponto de partida para quaisquer outras iniciativas de gestão do conhecimento” (ALVARENGA NETO, 2005, p. 364).
Logo, a próxima seção apresentará a inter-relação entre a gestão da informação e gestão do conhecimento demonstrando que as empresas ou redes de empresas precisam ser mais do que simples mecanismos de processamento de informações para alcançarem a competitividade através do estabelecimento de vantagens competitivas através da inovação.