Engagements épistémologiques
I. UNE RECHERCHE QUALITATIVE 1. Définition
I.3. Les méthodes qualitatives
A nível nacional estão previstas diversas operações, no sentido da criação e dinamização dos clubes, centros e polos de mar, com o propósito de gerar sinergias internacionais, inter-regionais e transfronteiriças, e executar projetos no quadro da Estratégia Marítima da União Europeia para a Área do Atlântico (EMUEAA), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Prevêem-se a promoção de medidas em termos de recreio, educação, desporto, turismo e a integração de apoios náuticos, potenciando construção e comercialização de meios e equipamentos sob a coordenação da Direção-Geral de Política do Mar (DGPM).
2.2.5.1 Centros de mar
A DGPM prevê para os clubes de mar as seguintes funções:
Democratizar do acesso ao mar; 2. Desenvolver programas de treino e formação de voluntários para apoio à promoção de atividades que incentivam o contacto com o Mar; 3. Apetrechar os clubes de desportos náuticos/grupos de voluntários com instrumentos para promover oportunidades e projetos de carreira junto dos jovens; 4. Incentivar a prática dos desportos náuticos junto da população que habita em zonas desfavorecidas; 5. Desenvolver programas de intercâmbio entre clubes náuticos e estabelecimentos de ensino para participação em competições desportivas e atividades marítimo-culturais; 6. Implementação de ciclos/campanhas de sensibilização para a náutica e para as profissões ligadas ao Mar; 7. Promover a descoberta da náutica, das profissões do Mar, do ambiente marinho e do património marítimo; 8. Promover a supervisão da manobra e gestão da monitorização ambiental e da biodiversidade, a bordo, em parceria com universidades e
organizações ambientalistas; 9. Promover o intercâmbio de jovens em cruzeiros multinacionais. (DGPM 2012b, 1-5)
Atualmente existem três centros de mar nacionais dedicados à vela5: Viana do Castelo, Ponte do
Lima (dotado de rampa, embarcadouro para barcos de recreio e de desporto e apoio direto ao desporto escolar) e o do Zêzere (Azevedo 2015).
2.2.5.2 Polos de mar
Para os polos de mar, a DGPM designou a tarefa de promover e fortalecer a imagem da náutica nacional, garantir a implementação da náutica para todos, dinamizar o turismo na vertente atlântica, a articular com centro de mar e marinas, aplicando o seguinte conjunto de medidas:
1. Promover de forma continuada a mediatização das atividades marítimas junto da sociedade portuguesa através da náutica; 2. Promover os desportos ligados ao mar como elemento diferenciador da oferta turística; 3. Criar as condições para o melhor aproveitamento do mar e zona costeira, apostando na qualidade e diversidade da oferta dos produtos e criar complementaridade com outros setores, designadamente a componente da formação e investigação, permitindo fortalecer a economia e a oferta turística associada ao Mar e à náutica; 4. Identificar os parceiros regionais e locais para dinamizar a criação da componente náutica dos polos de mar; 5. Identificar os locais, à escala nacional, com melhor aptidão para a localização de componentes náuticas dos polos de mar; 6. Identificar as especificidades regionais e as sinergias e complementaridades funcionais e temáticas a estabelecer ao nível da rede de polos de mar; 7. Estabelecer uma proposta para a implementação dos polos de mar no que respeita à componente náutica. 8. Apoiar a inovação (novas portas de entrada por mar e melhoria das acessibilidades); 9. Constituir uma gama de produtos de alta-qualidade com a etiqueta Portugal-Náutico/Atlântico-Náutico; 10. Criação de Guias de Turismo Náutico contendo roteiros nas vertentes natureza e cultura (por Regiões); 11. Desenvolver redes marinas e assegurar a sua coordenação multinacional; 12. Melhoria segurança conforto da navegação, pontos de amarração; 13. Criar condições para facilitar a entrada e saída da água e a alagem de embarcações; 14. Promoção de parcerias internacionais (incluindo a CPLP); 15. Promoção da invernagem em Portugal; 16. Tornar a oferta competitiva; 17. Integração com a economia das cidades; 18. Implementação de novas infraestruturas, ou reabilitação de estruturas existentes. (DGPM 2012b, 10-13).
2.2.5.3 Clubes de mar
O programa clubes de mar, criado em 2015, através do Programa Municipal de Desenvolvimento dos Desportos Náuticos, pela Camara Municipal de Lisboa (CML), tem como repto: “dinamizar a prática desportiva no rio Tejo, retomando e recuperando a vocação marítima
da cidade”(CML 2016, 35).
Este programa prevê a prática do remo e da vela, por parte de alunos de escolas de Lisboa, composto por 70 aulas de vela, a decorrer nas instalações da Associação Naval de Lisboa (ANL), Náutico Clube Boa Esperança e Sport Algés e Dafundo, associados a Juntas de Freguesia, agrupamentos de escolas, Porto de Lisboa e Faculdade de Motricidade Humana. O
acompanhamento da atividade previu formação de técnicos para o efeito e o envolvimento dos referidos clubes náuticos (CML 2016).
2.2.6 Infraestruturas e equipamentos náuticos
No que concerne as infraestruturas e equipamentos náuticos mais comuns, destacam-se três tipos em Portugal:
Marina: estrutura dedicada exclusivamente à náutica de recreio e desporto, dispondo de serviços de apoio às embarcações e tripulações e contemplando frequentemente uma componente hoteleira ou residencial, podendo estar inserida num porto (Esaguy, 2001); Porto de recreio: em tudo idêntica à anterior não contemplando a componente residencial,
nem hoteleira, com oferta mais simplificada de equipamentos e serviços (Esaguy, 2001); Doca de recreio: estrutura mais simples inserida num porto, com serviços de apoio menos
abrangentes (Costa 2012).
Existem ainda uma estrutura mais rudimentar: o núcleo de recreio, que prevê o estacionamento maioritário a seco, integrando sistemas de alagem (mecanismos que permitem içar as embarcações para dentro e fora do plano de água) (Costa 2012).
As embarcações podem ter outros tipos de amarração (PIANC 2002): i) ancoragem; ii) amarração a boia; iii) amarração a pilar; iv) atracagem em pontões; v) lugar em seco; vi) molhes; vii) estaleiros a seco; viii) popa ao cais; ix) atracagem de lado (Costa 2012).
Portugal tem realizado um esforço significativo para colmatar as necessidades de postos de amarração (Figura 4). Em
2014, existiam em Portugal Continental, 30 marinas, 15 portos de recreio e 6 docas de recreio, 17 dos quais com bandeira azul, perfazendo um total de 13785 postos de amarração (Quadro 1).
Figura 4 - Evolução do número de postos de amarração em Portugal Continental de 1970 a 2005 Fonte: Cabral, 2007
Quadro 1 - Marinas, portos de recreio, docas de recreio e postos de amarração registados em Portugal e atribuição de Bandeira Azul às marinas, por NUT6 II, em 2014. Fonte: Programa Bandeira Azul, 2014 op cit (Costa 2012)
NUT II Marinas Portos de recreio Docas de recreio Postos de amarração Bandeira Azul
Norte 7 1 0 1 555 0 Centro 3 5 0 1 556 0 Lisboa 2 2 5 3 208 2 Alentejo 2 1 0 454 3 Algarve 4 5 1 3 797 4 Madeira 4 1 0 1 260 2 Açores 8 0 0 1 955 6 TOTAL 30 15 6 13 785 17
As condições existentes nas marinas e nos portos de recreio são variáveis, na maioria dos caso passiveis de melhorar as condições de acesso à água, dado o elevado número de postos de acostagem (Azevedo 2015). A marina de Cascais é uma das dez mais importantes do país, sendo na sua região, a que detém mais postos de amarração, com 650 (Figura 5) num total de 3208 da região de Lisboa (Quadro 1).
Figura 5 - Postos de amarração nas infraestruturas de náutica de recreio na região de Lisboa. Fonte: (Costa 2012, 52)
Existem ainda outras estruturas como as estações náuticas, os centros de alto rendimento, os polos de mar e os centros de mar, centros e escolas de prática de atividades náuticas e empresas com atividades náuticas (abordados anteriormente no subcapítulo 2.2.5) (THR 2006).