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Contexte, contextes

II. CONTEXTUALISER LA RECHERCHE

II.1. Explicitation de la contextualisation

Em termos de entrevistas internacionais foram colocadas seis questões ao investigador Tihomir

Lukovic da Universidade de Dubrovnik e sete a Mark Orams (MO) da Universidade de Nova

Zelândia (Guião 2 – anexo V) dadas as especificidades e experiência dos entrevistados, as quais se estão sintetizadas no quadro 30.

Quadro 30 - Entrevistas principais stakeholders internacionais (Guião 2)

Questão Tihomir Lukovic (TL) Mark Orams (MO)

a) As a Náutical Tourism specialist which

characteristics are essential for the success of a náutical tourism destination?

Dar a conhecer o destino é fulcral, o problema do turismo de destinos é que existem muitos. Não existe uma única solução que se possa aplicar a todos os locais. Cada destino tem de ser independente e decidir o seu foco, consultando e envolvendo a

população, podendo depois associar-se a outros se pequenos destinos, vizinhos para oferecerem juntos produtos complementares.

O sucesso do destino Cascais depende dos seguintes aspetos: a) Para pequenos barcos é importante competição, 2007 em Cascais mundial ISAF colocou Portugal no mapa, conhece-se o destino, popular pelo seu campo de treino, em especial no inverno como em palma de maiorca em Espanha, programa regular de provas, condições de acesso à agua e de transporte de embarcações facilitadas, que se possa aceder por terra mar e ar, boas aguas para navegar, temperatura do ar e agua, ventos estáveis; b) embarcações regata, procuram: grande marina bem apetrechada de serviços e apoios, com engenheiros, material e resposta pronta e rápida a bom preço. Quem decide tem grande poder de compra ou grandes patrocínios, prefere viajar de jato particular e tem estilo vida alto ou muito alto; c) cruzeiros têm forte competição das ilhas baleares. Portugal (PT) sem proteção costeira e mar de difícil navegação. Neste setor aposta em clientes mais aventureiros, transatlânticos ou pontos de apoio entre GB e Mediterrâneo, ou sul de Espanha, PT pode ser competitivo em termos de preço e localização, d) eventos bem divulgados com festas que permitam socialização após evento, são atrativos.

b) What can be promoted to transform a potential náutical destination in to tourism náutical hub?

As marinas têm menor efeito em países mais desenvolvidos, mesmo assim podem influir na economia (Ex.: em Nice em França, em que a marina tem uma componente decorativa). Marina numa cidade, não necessita de lojas, nem serviços, que não da especialidade náutica. Para além dos lugares para as embarcações, é necessário restauração, cafés, bares e lojas de elite para atrair clientela de topo, mas tem custos. É importante dar a conhecer as atividades e serviços que existem na marina e no club náutico, para que a população e turistas sejam informados, adiram e participem.

Eventos especiais, mesmo no mercado de cruzeiros, uma semana atividades, combinado com outra razão, segurança, evento de gastronómico ou de musica onde possa conviver. Requer algum investimento, mas principalmente grande campanha de marketing. Hoje praticamente todos os barcos têm net a bordo e é importantíssimo entender que tem de se compreender que redes ou plataformas nos podem promover melhor. Regata alta qualidade persuade grandes investidores, correndo e socializando durante o evento no mar em terra e na net.

c) Cascais has been considered one of the world’s best regatta fields, how can this be potentiated into a tourist attraction?

O turismo náutico é uma ótima oportunidade para cada país, é muito rentável se houver criação de marinas, no entanto é necessário conhecer o foco para Portugal, só visitando o local e realizando um estudo de determinado tempo no local.

Depende da capacidade de promoção, conveniência da localização, atrações únicas que possam atrair pessoas: baia, parque natural, locais que vale apenas visitar em terra. Um local que as pessoas em trânsito possam eleger na sua lista de locais a visitar. Embarcações vindas da Grã-Bretanha, Escandinávia, Alemanha, Holanda, sul Espanha e França passam na costa portuguesa, em trânsito para o Mediterrâneo, tem de ter motivo para parar: eventos musica, apoio técnico ou revisões mais convenientes e baratas do que o Mediterrâneo e mais conveniente que a Turquia.

d) Cascais has a very active sailing club with national and international project-tion. How can this be potentiated has a touristic attraction and an anchor for sailing as a touristic destination?

Também é fundamental dar a conhecer o que já existe no local e adaptar às necessidades percecionadas. Ao compreender o interesse que se possa suscitar, irá atrair-se novos mercados e segmentos.

1) Promover fortemente os eventos existentes nos social media, procurar patrocínios dos media com cobertura dos eventos para os dar a conhecer globalmente. No mundo náutico as pessoas falam muito, as notícias correm depressa. Se o destino é fácil de aceder, barato e seguro as pessoas virão. A reputação é basicamente por boca a boca, boa ou má, qualidade, preço, segurança e o fator de divertimento. Existe muita opção. 2) Campos de treino em especial no inverno, com a Suécia, oferecendo bons preços no inverno, precisam de competir no inverno e não podem no seu país, holanda, GB, precisam também. Mesmo que seja só para cobrir o custo vale apenas promover.

e) In which way can the local population involvement be an additional motor for the náutical touristic promotion and domestic demand?

É necessário perguntar à população o que gostaria de ver desenvolvido no local, boa comunicação com os residentes é imprescindível. Após cada destino decidir o seu foco de atração, pode associar-se a outros com focos

complementares dentro da região

Se existir uma boa comunidade com bons serviços é um bónus.

f) May the insertion of sailing has a curricular activity within the school programs be a positive measure has a promoter of sailing and náutical activities and lead to further demand on náutical

(Entrevistado repetiu resposta da questão anterior)

Não é a razão primordial para a visita. Todos os clubes vão a cascais a campeonatos nacionais e internacionais, sim turismo doméstico pode ser positivo. Se houver uma medalha de ouro nas olimpíadas, outros velejadores quererão navegar e aprender com os medalhistas de topo. É preciso existirem estaleiros navais e apoios primeiro.

Quando indagado sobre as caraterísticas essenciais para o sucesso de um destino náutico (Q.a.), TL considera necessário definir o tipo de parcerias a criar e definir bem o objetivo estratégicos e políticos em termos nacionais e regionais, com mensagem concordante a promover, apontando como fulcral a estreita conexão com a população, com envolvimento na decisão e dos investimentos a fazer para cada pequeno destino, decidindo e definindo objetivos e posteriormente promovendo-se conjuntamente com outros da mesma região.

Já na opinião de MO sucesso do destino Cascais depende da promoção de 4 fatores: i) provas mundiais de competição para as pequenas embarcações, e estágios de inverno; ii) condições da marina com manutenção de embarcações, expedita e a bom preço, com menção à proximidade de aeródromo particular; iii) costa desprotegida como fator atrativo de velejadores destemidos e passantes transatlânticos; iv) eventos com festas para socialização pós evento.

Com a questão b) pretendia entender como podia um destino náutico transformar-se num hub à semelhança da aeronáutica. TL indicou como as marinas podem reavivar a economia em países mais desenvolvidos, ressalvando que o crescimento é menos relevante do que em países menos desenvolvidos, apontando que, em marinas como Cascais, integradas na vila, dispensa-se um conjunto de serviços e lojas, sendo a aposta na exploração de lojas de especialidade e de luxo amplamente divulgadas. MO indica como os eventos especiais podem ser motivo de visita, ressalvando a importância do marketing e promoção digital antes, durante o evento.

Quanto à questão de como transformar a classificação do campo de regatas de Cascais como um dos melhores do mundo numa atração turística (Q.c.), TL indica como a criação de marinas pode alavancar um país. MO aponta como a promoção e localização podem influir, indicando como a exaltação das belezas naturais e caraterísticas particulares de um lugar podem adjuvar como fator atrativo. Enaltece ainda como a posição geográfica pode ser atrativa, se promovida em conjunção com eventos específicos e manutenções das embarcações mais em conta, em prole de outros destinos já implementados.

Face à questão de se a atividade exuberante dos eventos do CNC poderá constituir per si uma atração turística (Q. d.), TL aponta como a veemência da promoção e a necessidade de adaptação às necessidades percecionadas, podem ser fatores decisivos. MO refere a forte promoção global dos eventos existentes, aliado às caraterísticas de segurança e fácil acessibilidade do destino, lembrando ainda a importância do “boca a boca” que na comunidade náutica e a necessidade de campos de treino de inverno dos países do norte da Europa.

Relativamente ao envolvimento da população, como motor adicional para a promoção do turismo náutico e procura interna (Q. e.), MO considera que uma boa comunidade, com bons serviços, é um bónus. Já TL alia esta questão com a seguinte, reforçando a necessidade da

auscultação dos anseios da população, na decisão do foco de atração e a associação com outras regiões nesta premissa.

Em termos da inserção da vela como atividade curricular no programa do desporto escolar, como medida positiva e fator promotor da vela e das atividades náuticas, encerrando potencial para futura procura turística na náutica (Q.f.), MO considera uma mais-valia para o turismo interno, mas em termos internacionais, só uma medalha de ouro em vela traria velejadores às mesmas águas, reforçando a necessidade da existência de apoios e condições para manutenções.

Quadro 31 - Tem algo a acrescentar? (Q.17) Poderá a candidatura a centro de estágios

olímpicos propulsionar o destino turismo em termos de vela

Sim absolutamente! É uma boa maneira de reunir elite da vela e atrair outros que querem ser como eles, treinar com eles e nas mesmas águas.

Não sendo uma marina de mega iates poderá

atrair grandes eventos Se a marina não tem as condições em termos de número de lugares, calado, e tamanho dos lugares. O investimento é muito grande, requere muitas

infraestruturas. É preferível apostar numa estratégia de atrair as elites do norte da europa a treinar no inverno.

Como estratégia de promoção Cascais aposta em 4 campos Golf, Vela, Ténis e Cavalos. Faz

sentido?

Os velejadores apenas se interessam em geral na vela, talvez no futebol, mas outros tipos de eventos referidos, não creio.

Para promoção do destino o que recomenda? Acede-se à informação online, as revistas de vela estão a desaparecer. O acesso

mesmo a bordo é fácil, associações sites que são consultados para decidir. Publicidade podem ser feita em sites de meteorologia e material técnico.

As questões extra apresentadas no quadro 31, apenas foram colocadas ao entrevistado internacional MO pela linha de respostas e dada a maior disponibilidade de tempo durante a entrevista. Destas respostas depreende-se que a efetivação do CAR de vela em Cascais pode ser um fator atractor de atletas oriundos de países com invernos mais rigorosos e uma aposta mais segura e menos onerosa do que por exemplo o segmento de luxo dos Mega Iates, com maiores especificidades e investimentos. Em termos de promoção MO aconselha a aposta exclusiva na vela (não em parceria com outras atividades concelhias) essencialmente online, em sites da especialidade ou com interesse para a náutica (ex: sites meteorologia).