8. Eviter l’artificialisation des sols ou réduire, voire compenser, ses effets
8.4. Des leviers pour compenser les effets de l’artificialisation des sols
4.1.5.1. Diretor Executivo
A reputação do diretor executivo, representando a reputação da gestão, considerou a análise de quatro aspectos (qualificação, participação em conselhos, mandato e experiência anterior), levando em conta o índice adaptado de Niap e Taylor (2012). Os dados foram coletados no Formulário de Referência, disponível no portal eletrônico da BM&FBovespa. Como esse Formulário é de divulgação obrigatória pelas empresas, foi possível obter os dados das 131 empresas que estão listadas em pelo menos um dos sete rankings de reputação, no período analisado (2010-2012).
A Figura 9 apresenta a proporção de cada aspecto que compõe a reputação do diretor executivo, conforme índice adaptado de Niap e Taylor (2012), das empresas no período de análise.
Figura 9 – Aspectos que compõem a reputação do acionista majoritário
Fonte: Elaborado pelo autor.
Com base na Figura 9, tem-se que a reputação do diretor executivo das empresas brasileiras é composta principalmente pela Qualificação (32%) e pela Experiência anterior (29%), demonstrando que as empresas brasileiras dão maior atenção a gestores que possuem pós-graduação e que já tenham trabalhado na função de diretor em empresas de capital aberto. Os aspectos menos atribuídos aos diretores executivos é a Participação em conselhos (23%) e o Mandato (16%). Assim, nas empresas analisadas, em geral, os diretores executivos não participam de outro conselho ou participam de apenas mais um, e os mandatos são, geralmente, de dois anos.
Pela Figura 10, pode-se observar a evolução da reputação do diretor executivo das empresas, no período de análise (2010-2012), por setor econômico da BM&FBovespa.
32% 23% 16% 29% Qualificação Participação em conselhos Mandato Experiência anterior
Figura 10 – Reputação do diretor executivo das empresas, por setor econômico
Fonte: Elaborado pelo autor.
Infere-se, a partir da Figura 10 que, no período de análise (2010-2012), a reputação do diretor executivo é de aproximadamente 62%, resultado que difere do encontrado por Niap e Taylor (2012), no qual a reputação do diretor executivo na Austrália é de aproximadamente 90%. E pode-se ainda verificar, que houve uma pequena redução na reputação do diretor executivo entre os anos 2010 e 2011, e seu resultado permaneceu estável no ano 2012.
Quanto ao setor, a maior reputação do diretor executivo é verificada no setor Petróleo, Gás e Biocombustíveis (Petrobras), com uma média de 92%, seguido dos setores Materiais Básicos e Telecomunicações, 73% e 68%, respectivamente. Por sua vez, os setores que possuem a menor reputação do diretor executivo são Construção e Transporte, Consumo não Cíclico e Consumo Cíclico, 55%, 56% e 58%, respectivamente.
Frisa-se que o setor Petróleo, Gás e Biocombustíveis possui somente uma empresa (Petrobras), sendo essa de controle estatal. Segundo Ferreira e Hentz (2010, p. 2), a Petrobras “vem se preocupando com a adoção de algumas práticas de governança corporativa, segundo ela, com a intenção de aprimorar o processo decisório na alta administração e, consequentemente, aprimorar a própria gestão dos negócios”. Assim, pode-se dizer que a Petrobras busca atrair gestores com características que os definem como gestores de alta reputação, capazes de gerar atratividade para a empresa perante o mercado.
63% 62% 62% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 2010 2011 2012 Bens Industriais Construção e Transporte Consumo Cíclico Consumo não Cíclico Financeiro e Outros Materiais Básicos Petróleo. Gás e Biocombustíveis Tecnologia da Informação Telecomunicações Utilidade Pública Geral
4.1.5.2. Acionista Majoritário
A reputação do acionista majoritário (ou reputação do controle) foi mensurada pela exposição do mesmo na mídia: jornal eletrônico Valor Econômico e revista eletrônica Exame. Primeiramente, coletou-se no Formulário de Referência o nome do acionista majoritário, sendo esse o acionista que possui o maior número de ações da companhia. Depois, verificou-se a quantidade de notícias atribuídas ao acionista majoritário no jornal eletrônico Valor Econômico e na revista eletrônica Exame. Com base nos dados coletados, notou-se que 62% da exposição na mídia dos acionistas majoritários analisados provinham do jornal Valor Econômico e 38% da revista Exame.
Dentre as 131 empresas que estão listadas em pelo menos um dos sete rankings de reputação, nem todas possuíam notícias sobre os seus acionistas majoritários, no jornal Valor Econômico e na revista Exame, no período analisado (2010-2012). No ano de 2010, 102 empresas possuíam notícias relacionadas aos seus acionistas majoritários na mídia analisada, representando aproximadamente 78% da amostra. Já no ano de 2011, 108 empresas apresentaram notícias relacionadas aos seus acionistas majoritários, o que representa aproximadamente 82% da amostra. Em 2012, 107 empresas tinham notícias relacionadas aos seus acionistas majoritários (aproximadamente 81% da amostra). Ao comparar o ano de 2010 com o ano de 2012, pode-se verificar um pequeno aumento no número de notícias atribuídas aos acionistas majoritários investigados.
A Figura 11 mostra a evolução da exposição do acionista majoritário na mídia, ou seja, da reputação do acionista majoritário das empresas investigadas, no período de análise (2010-2012), por setor econômico da BM&FBovespa.
Figura 11 – Reputação do acionista majoritário das empresas, por setor econômico
Fonte: Elaborado pelo autor.
No período de análise (2010-2012), a reputação do acionista majoritário é de aproximadamente 345 notícias, conforme se infere pela Figura 11. Pode-se notar ainda, que houve um pequeno aumento no número de notícias atribuídas aos acionistas majoritários comparando-se os anos de 2010 e de 2012. Atenta-se ao setor Petróleo, Gás e Biocombustíveis, que apresentou maior reputação do acionista majoritário, com uma média de 1.294 notícias. Frisa-se, contudo, que esse setor é representado por apenas uma empresa da amostra (Petrobras) e que seu acionista majoritário é a União Federal, considerado o maior acionista majoritário das empresas listadas na BM&FBovespa e a sua estratégia nas organizações tende a afetar a economia do país (BREY et al., 2014). Destarte, como o setor Petróleo, Gás e Biocombustíveis se diferencia sobremaneira na análise da reputação do acionista majoritário, foi elaborada uma nova Figura com a exclusão do mesmo (Figura 12).
337 335 362 0,00 200,00 400,00 600,00 800,00 1000,00 1200,00 1400,00 1600,00 2010 2011 2012 Bens Industriais Construção e Transporte Consumo Cíclico Consumo não Cíclico Financeiro e Outros Materiais Básicos Petróleo. Gás e Biocombustíveis Tecnologia da Informação Telecomunicações
Figura 12 – Reputação do acionista majoritário das empresas, por setor econômico, exceto o setor Petróleo, Gás e Biocombustíveis
Fonte: Elaborado pelo autor.
Nota-se, portanto, na Figura 12, que os setores que possuem maior reputação do acionista majoritário das empresas são Utilidade Pública, Telecomunicações, e Financeiro e Outros. Nesses setores também há uma grande presença da União Federal como acionista majoritário, demonstrando que, empresas estatais estão mais expostas na mídia.