Activité d’apprentissage no 1
8. Apprentissage : Un processus par lequel la capacité d’une personne change, ayant comme résultante la capacité de voir les choses autrement
1.1 Introduction au contenu
Piaget
Para além dos modelos pedagógicos mencionados não posso deixar de referir a filosofia inerente às teorias de diversos autores, que também suportaram as minhas opções metodológicas, ao longo de toda a minha ação educativa com as crianças.
Desta forma, e segundo as teorias de Piaget (1896-1980), procurei sempre que as crianças interagissem com os objetos promovendo, desta forma, uma aprendizagem pela ação. Nesta linha e segundo este epistemólogo, “o conhecimento não provém, nem dos objetos, nem da criança, mas sim das interações entre a criança e os objetos” (Weikart & Hohmann, 2007, p.19).
A aprendizagem ativa é essencial para o desenvolvimento pleno do potencial humano e efetiva-se quando se proporciona à criança oportunidades de aprendizagem apropriadas ao seu desenvolvimento. Em sentido mais lato, é a partir da interação ativa da criança com o mundo que a rodeia que a aprendizagem ocorre (Sprinthall & Sprinthall, 1993).
Tendo por base esta teoria, promovi sempre uma aprendizagem ativa por parte das crianças no desenvolvimento das atividades, incentivando-as a explorar e a manipular objetos e proporcionando-lhes experiências em que pudessem desempenhar um papel ativo na construção da sua aprendizagem.
Considerei ainda que, na visão deste autor, se o adulto, está empenhado na independência e autonomia da criança, então, deve reduzir “o seu exercício do poder, encontrando um estilo de interação que o leve a esperar e observar a criança, a ouvi-la, a dar-lhe espaço na tomada de decisões e na sua execução e avaliação” (Formosinho, 2007, p.62).
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Ausubel
Seguindo os pressupostos teóricos de Ausubel (1918-2008), pretendi que através da dinamização das atividades, as aprendizagens fossem verdadeiramente significativas para os alunos.
Na aceção de Ausubel (2003), a aprendizagem é muito mais significativa à medida que o novo conteúdo é incorporado às estruturas de conhecimento do aluno e adquire significado para ele, a partir da relação com o seu conhecimento prévio. Na sua teoria, o referido autor apresenta uma aprendizagem que tenha como ambiente uma comunicação eficaz, que respeite e que conduza o aluno a imaginar-se como parte integrante desse novo conhecimento. Segundo Ausubel importa ter em conta os conhecimentos prévios dos alunos, pois quando tal não acontece, o aluno corre o risco de apenas memorizar os conhecimentos.
Com efeito, na abordagem das temáticas abordadas tive sempre a preocupação de atender aos conhecimentos prévios das crianças, questionando e incentivando as mesmas, a comunicarem as suas ideias sobre a temática que iria ser desenvolvida.
Ainda no âmbito da aprendizagem significativa, Ausubel (2003) diz-nos que é importante atender aos interesses das crianças, pois estas aprendem melhor quando as atividades em que participam são interessantes e incitadoras para elas. Com base nesta teoria, foi meu propósito estimular a motivação das crianças para a aprendizagem atendendo, sempre que possível, aos seus interesses contribuído desta forma, para a construção de aprendizagens mais significativas e perduráveis.
É papel do educador/professor incutir nos alunos a vontade de aprender através da exploração de atividades e de conteúdos que sejam significativos para eles. Toda a aprendizagem deve decorrer pela descoberta e centrar-se numa participação ativa por parte das crianças (Ausubel, 2003).
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Dewey
A promoção do trabalho cooperativo teve em conta essencialmente as teorias preconizadas pelo pedagogo Dewey (1859-1952), que
incorporou no seu projeto de ensino a utilização de grupos cooperativos. Para este filósofo era indispensável que o ensino assentasse nos interesses da sociedade implicando em todo o processo de ensino-aprendizagem, considerando a necessidade de o ser humano experimentar, já na escola, as bases cooperativas sobre as quais se constrói a vida democrática (Lopes & Silva, 2009. p.9).
Num confronto entre a escola tradicional e a escola ativa, Dewey (1952) mostra bem o efeito formativo da cooperação educativa, por oposição ao trabalho competitivo e individualista, que dão origem, como ele refere, a um isolamento da criança dentro do próprio grupo, gerando ideias egoístas (Dewey, 1952, citado por Serralha, 2007).
Bruner
Segundo Bruner (1934-1995), a motivação específica as condições que predispõem um indivíduo para a aprendizagem. Nos princípios deste autor “está implícita a crença de que quase todas as crianças possuem uma vontade de aprender inerente” (Sprinthall & Sprinthall, 1993, p.239).
Seguindo os preceitos de Bruner (1934-1995), considerei que a aprendizagem só é significativa para a criança se esta participar nesse processo procurando ativamente soluções e respostas. Assim, segundo este autor “a aprendizagem pela descoberta é muito mais duradoura e útil do que aquela que se baseia na memorização e no condicionamento” (Gonçalves, 2007, p.93).
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De acordo com este ponto de vista, procurei sempre encorajar as crianças a explorar alternativas e a descobrir novas relações, isto porque quando a criança faz descobertas a partir da sua exploração ativa, essas serão certamente mais significativas e duradouras.
Refira-se que neste processo de descoberta o educador/professor apresenta-se como um mediador, ou antes um orientador, ou seja orienta e auxilia os alunos nas suas tentativas de solução, questionando-o com perguntas que possam dar origem à descoberta das respostas adequadas.
Posto isto Bruner (1934-1995), salienta a importância de o educador/professor apresentar atividades que se vão ao encontro dos interesses das crianças, pois desta forma, as aprendizagens serão mais úteis e perduráveis. Acrescenta que se as atividades não forem úteis para as crianças estas tenderão a se desmotivar (Gonçalves, 2007). Assim, pretendi ao longo da minha ação educativa com as crianças proporcionar-lhes experiências que provocassem predisposição para a aprendizagem, tendo em conta, os fatores culturais e pessoais inerentes a cada criança.
Vigotsky
Do psicólogo Vigotsky (1896-1934), preceituei a interação social entre os diferentes indivíduos, aspeto fulcral para na construção do conhecimento culturalmente adquirido. Segundo este psicólogo, a aprendizagem ocorre através da mediação.
A chave desta aprendizagem efetiva é a zona de desenvolvimento próximo ou potencial (ZDP). A ZDP é a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de solução de problemas de modo independente, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes (Vigotsky,
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a ZDP constrói-se na interação social daqueles que participam de uma tarefa conjunta, quando uns mais capacitados ajudam outros com dificuldades a realizá-la com sucesso, aprendendo através desse esforço, tanto o que ensina, ao ter que reconstruir o seu pensamento e apresentá-lo ao outro com clareza, como o que recebe esses contributos (Serralha, 2007, p.98).
Contudo, a ajuda do professor tem que ser um contínuo trabalho na ZDP de cada aluno. O importante é estar disponível para ajudar a criança a superar novas necessidades, proporcionando-lhes dessa forma, uma boa aprendizagem, que segundo Vigotsky (1926/2001) é aquela que vai à frente do desenvolvimento. Por isso, uma criança será mais capaz e desenvolvido intelectualmente quanto mais autónomo se tornar na realização de uma tarefa, pois “o ensino na ZDP tem essa mesma finalidade: através de um trabalho assistido reforçar e elevar o grau de autonomia das crianças, fazendo-as chegar onde sozinhas jamais chegariam” (Serralha, 2007, p.99).
Como refere Bertram e Pascal (1999), cabe ao educador/professor intervir para apoiar e alargar os conhecimentos das crianças sempre que tal lhes pareça apropriado. De acordo com estes pressupostos, tentei reduzir o papel diretivo do adulto e concebê-lo
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de outras formas que permitissem à criança uma maior ação, uma maior iniciativa e uma maior decisão, atuando desta forma na ZDP para que a criança atingisse níveis superiores, os quais sozinha não seria capaz ou pelo menos teria mais dificuldade em atingir.
1.2.4 Intencionalidade do Processo Educativo: observar, planificar, agir, refletir e