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Annotation et l’attribution de notes

Dans le document Par Caroline W. NDIRANGU d’enseignement (Page 143-154)

No período de observação à turma do 2.º A, verificámos que uma grande parte das crianças apresentava algumas dificuldades na área da Língua Portuguesa. Na expressão oral, identificámos que os alunos por vezes, não utilizavam a língua de forma correta e na leitura e na escrita, manifestavam muitas dificuldades na pontuação e na construção frásica.

Posteriormente, uma outra necessidade averiguada foi a de aperfeiçoar a organização de ideias nos textos dos alunos. Desta forma, delineámos um conjunto de estratégias educativas que pudessem gradualmente colmatar as necessidades das crianças. Neste sentido, foram desenvolvidas diversas atividades relacionadas com o funcionamento da língua, como os nomes coletivos, os antónimos e sinónimos, etc.

Sabe-se que para aprender a ler, a escrever e a comunicar é preciso não só escrever e ler muito, mas particularmente, é fundamental que a prática da escrita e da leitura esteja associada a situações de satisfação e de prazer. Nesta linha, para atenuar as necessidades já evidenciadas, no âmbito da expressão oral e escrita introduzimos momentos como o Melhoramento coletivo de texto e o Ler mostrar, contar e escrever.

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De seguida, apresento algumas das atividades que desenvolvemos com os alunos que visavam o desenvolvimento de competências relacionadas com a aprendizagem da leitura e da escrita, bem como da comunicação oral e escrita.

Nomes coletivos

Os Nomes coletivos foi um dos conteúdos que abordei ao longo da minha intervenção. Para tal, planeei um conjunto de atividades que promovessem o desenvolvimento de competências no âmbito desse conteúdo programático. Contudo, não descartamos obviamente as competências relacionadas com a interajuda, a colaboração, a cooperação e o respeito pelo outro (Apêndice 9). Na sociedade emergente, impõe-se a necessidade de estabelecer modelos de trabalho que privilegiem o desenvolvimento de hábitos de cooperação e entreajuda, fator este que assume especial significado se considerarmos o impacto da educação na formação de valores (Morgado, 1999).

Na realização da atividade, preocupei-me em estimular a interação com os alunos e através do diálogo argumentativo com os mesmos, permiti que estes expressassem as suas ideias levando-os a refletir sobre as novas aprendizagens.

Após a visualização de um PowerPoint sobre os nomes coletivos, iniciou-se a exploração do conteúdo, onde os alunos através da discussão com os colegas chegaram à definição do conceito Nomes coletivos. Claro que não foi fácil, nem muito menos à primeira que se conseguiu, mas aproveitando as ideias de vários alunos conseguimos chegar lá. Lembro-me que começou pela Maria que opinava sobre os nomes coletivos como sendo “o nome que se dá a um conjunto de animais”. A partir desta colaboração juntou-se outras “um conjunto de abelhas é um enxame” (Simão), que nos permitiram construir uma definição de fácil compreensão para os alunos.

152 Desta forma, considero que se potenciou um contexto educativo onde os alunos expressaram livremente as suas opiniões e contrapuseram as ideias dos outros colegas, num verdadeiro ambiente de cooperação, dando assim um sentido social às aprendizagens realizadas, fortemente imbuídas por um espírito democrático (Niza, 1998).

Por considerar que o computador é uma ferramenta que auxilia a criar um novo contexto de aprendizagem e que permite dar uma maior flexibilidade na abordagem de temáticas, recorri a um software interativo sobre os nomes coletivos. Este permitiu a participação ativa de todos os alunos. Cada aluno à vez, teve a oportunidade de participar, vindo ao computador, lendo a frase e clicando no nome coletivo correspondente (Figura 57).

Se os alunos clicassem na resposta correta podiam observar no ecrã um reforço positivo e prosseguir para a pergunta seguinte (Figura 58).

Figura 57. Exploração do PowerPoint interativo sobre os nomes coletivos

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Se por outro lado, não acertassem eram incentivados a ler melhor a questão e a clicar novamente até acertarem na resposta (Figura 59).

Na perspetiva de Papert (1991), quando fala da construção do conhecimento utilizando o computador denomina de construcionismo à ação do aluno como construtor de um artefacto do seu interesse e para o qual está muito motivado. Assim, verifiquei um grande interesse por parte dos alunos que entusiasticamente diziam que queriam

Figura 58. Exploração do PowerPoint interativo sobre os nomes coletivos

Figura 59. Exploração do PowerPoint interativo sobre os nomes coletivos

154 participar, averiguei ainda uma grande implicação dos alunos na exploração ativa do PowerPoint, o que me permitiu registar que as aprendizagens foram significativas para eles.

O meu papel restringiu-se na seleção do software de acordo com o conteúdo previsto, propor as atividades aos alunos e acompanhá-los durante a exploração do software. Este foi, aliás, um momento importante e significativo para mim, pois considero que consegui captar a atenção de toda a turma. Até mesmo os alunos que mais facilmente se desconcentram revelaram uma grande implicação na exploração do software interativo.

Neste contexto, tive o cuidado de promover a participação de todos os alunos, especialmente os que revelaram dificuldades acrescidas, levando-os a recorrer ao raciocínio para que, enquanto professora, também pudesse desconjuntar os obstáculos que, por vezes, bloqueavam um correto raciocínio. Num sentido mais amplo, pretendi promover uma

aprendizagem democrática que estimula a liberdade de pensamento e de expressão, permite orientar as aprendizagens consoante as capacidades e necessidades dos alunos e ao mesmo tempo expô-los a um ambiente que os estimula à descoberta, à resolução de problemas, ao trabalho de grupo ou entre pares e ao saber viver em grupo (Resendes & Soares, 2002, p.41).

A consolidação dos conteúdos da área curricular da Língua Portuguesa seguiu a mesma linha de ação que os conteúdos da área curricular da Matemática. Desta feita, recorreu-se sempre a uma diversidade de matérias e estratégias que possibilitassem a participação ativa por parte dos alunos, como por exemplo, na abordagem dos antónimos e dos sinónimos, na construção de listas de palavras, etc. (Figuras 60 e 61).

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