Conforme o gráfico nº. 1 abaixo, se constata que do total da amostra dos discentes pesquisados, 55% são do sexo feminino contra 45% do sexo masculino.
Gráfico 1 - Composição dos Alunos Pesquisados por Sexo
Fonte: Pesquisa de campo/técnica do questionário aplicado aos alunos do Ensino Fundamental da
Escola Municipal Profa. Ernestina Rodrigues em Belém/Pa.: 2º Semestre/2009.
45%$ 55%$
Masculino$ Feminino$
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Este dado nos indica que embora no passado a educação da mulher se restringia às prendas domésticas, ou seja, a uma educação voltada preferencialmente o lar, onde a grande maioria era analfabeta, atualmente esta situação se modificou profundamente, razão pela qual não apenas nas Escolas de Ensino Fundamental, mas também nas universidades se visualiza uma maioria de mulheres que buscam sua educação.
As mudanças nas relações de gênero podem ser consideradas um fator de urbanização e, são feitas com base na feminização do emprego, dentre outros, mas também são um “termômetro” do processo de emancipação das mulheres na sociedade brasileira, iniciado a partir da década de 60 com a revolução sexual.
Nos bairros centrais, melhor servidos por transportes coletivos e infra estrutura, prevalecem atividades metropolitanas, como: bancos, serviços produtivos, onde a segregação profissional entre os sexos vem-se alterando, em razão da qualificação do nível de escolaridade crescente das mulheres.
Esse tipo de bairro, como no caso onde se localiza a Escola pesquisada, permite as mulheres assumir de forma mais eficiente, por exemplo as tarefas domésticas e emprego remunerado, gerando um modelo de família menos patriarcal, embora ela tenha uma jornada dupla.
De todo modo, a pesquisa serviu para evidenciar que as mulheres estão muito mais presentes na Escola do que no passado, demonstrando de fato que o modelo de educação positivista que a relegava à uma mera “educação para o lar”, está superado e, por isso a sua escolarização básica mais elevada é um pré-requisito à sua futura graduação superior.
Quanto a variável “faixa etária”, conforme nos indica o gráfico nº. 2 a seguir, se constata que do total da amostra dos discentes pesquisados, a sua maioria, ou seja, 41% são de idade abaixo de 10 anos de idade contra 32% com 10 anos de idade, e apenas 28% mais de 10 anos de idade.
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Gráfico 2 - Composição dos Alunos Pesquisados por Faixa Etária
Fonte: Pesquisa de campo/técnica do questionário aplicado aos alunos do Ensino Fundamental da
Escola Municipal Profa. Ernestina Rodrigues em Belém/Pa.: 2º Semestre/2009.
Este dado nos indica que há prevalência de alunos(as) com uma faixa etária abaixo de 10 anos de idade, o que nos motiva a deduzir que, embora em décadas passadas, ocorresse um acentuado acesso tardio à Escola, além da repetência escolar, provocando um índice de defasagem idade/ série, no caso pesquisado essa distorção não é tão grave, embora se verifique ainda um relativo índice de defasagem escolar, que nesta pesquisa gira em torno de 28% da amostra pesquisada.
Como se constata, tudo nos leva a crer que houve redução no índice de defasagem idade/ série, em decorrência da globalização e a reestruturação em curso no cenário nacional e internacional que indicam mudanças nos paradigmas de gestão pública, a exigir a focalização das políticas de melhoria da qualidade de vida, maior justiça social e o enfrentamento do quadro de exclusão social, assinalando os princípios requeridos, em uma educação que valoriza os processos inclusivos, a lógica da pluralidade, das diferenças, do respeito a capacidade do aluno para autogerenciar sua própria aprendizagem.
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Conforme indica o Gráfico nº. 3 abaixo, em relação ao grupo étnico que se observa no total da amostra, 43% dos alunos se declara como “pardo”, contra 0% do grupo negro, já que nenhum se declarou pertencer a esse grupo étnico.
Analisando desagregadamente os dados sobre esta variável, se verifica ainda que 39% se identificam como moreno e, apenas 18% como branco.
Gráfico 3 - Composição dos Alunos Pesquisados por Grupo Étnico
Fonte: Pesquisa de campo/técnica do questionário aplicado aos alunos do Ensino Fundamental da
Escola Municipal Profa. Ernestina Rodrigues em Belém/Pa.: 2º Semestre/2009.
Este dado nos indica que apesar de que da maioria dos alunos pesquisados identificarem-se pertencentes ao grupo étnico moreno, seguido daqueles pertencentes ao grupo étnico pardo, observa-se a ausência da auto identificação desses como remanescentes do negro no Brasil, quando se sabe que o Estado do Pará, segundo mapeamento já realizado pelos movimentos negros em atividade na região, existe mais de cem comunidades quilombolas nos diversos municípios do Pará.
Na verdade, a autoidentificação nos grupos pardos e morenos que somam um percentual de 82% de frequência das respostas nos demonstra que a utilização destas categorias foi a saída que os pesquisados encontraram para
8%$ 0%$ 20%$ 25%$ 10%$ 0%$ 23%$ 14%$ 0%$ 5%$ 10%$ 15%$ 20%$ 25%$ 30%$ Branco$ Negro$ Pardo$ Moreno$ Masculino$ Feminino$
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“driblar” o processo de discriminação social que os negros sofrem na sociedade, razão pela qual preferem ocultar sua magnitude. Todavia, se estas categorizações utilizadas parecem ocultar o preconceito social existente, preponderante contra o negro na sociedade brasileira; por outro lado com um pouco de esforço de reflexão crítica sobre o que este dado procura obscurecer, se desnuda que respiramos um “clima” socialmente discriminador, na medida em que este preconceito de “cor” é profundamente forte e introjectado nas estruturas mais representativas do universo cultural simbólico do país.
Faz-se oportuno lembrar que na atualidade e, mesmo no Pará, o movimento negro vem discutindo essas desigualdades raciais existentes nas áreas urbanas e a violência que, contra eles, é acometida, frequentemente, pela própria polícia. Observa-se nos bairros pobres geralmente, mais negros e mulatos, enquanto os bairros de classe média mais brancos, porque negros e mulatos predominam na classe baixa, enquanto os brancos predominam nas classes médias e altas.
Embora o fato de existir alguma interação significa maiores possibilidades de desenvolvimento de práticas culturais comuns de laços de amizade e mesmo da ocorrência de casamentos inter raciais. Este é um aspecto positivo das relações raciais em nossa sociedade. Mas, essa desigualdade racial combinada com segregação de classe social conduz a separação espacial afetando negativamente o acesso dos pobres e dos negros, ao mercado de trabalho e aos serviços de educação e saúde, criando uma distância social crescente entre classes e profundas diferenças étnicas na sociedade brasileira.
À medida que os bairros se tornam mais homogêneos, intensificam-se os preconceitos, diminuem as oportunidades de interação e se tornam mais presentes as diferenças raciais e de classe. Em conseqüência, sobrevêm conflitos comunitários, criminalidade elevada, rivalidades no trabalho, a segregação residencial, dentre outros aspectos.
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