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EXEMPLES D'INITIALISATION PHONOLOGIQUE 29 que dans les mots de contenu.

Logo após o término do curso, em dezembro de 2010, entrei em contato com alguns dos(as) professores, ainda no último módulo, para saber da possibilidade de um contato posterior para acompanhá-los em alguma atividade na escola, durante os meses de janeiro e fevereiro.

Escolhi dentre o grupo que havia participado do curso, dez professores(as) que haviam tido uma participação efetiva, que não haviam faltado aos módulos, cumprido as tarefas e acompanhado os módulos com postagens na plataforma. Outro requisito necessário era que o mesmo permitisse esse acompanhamento das atividades na própria escola. Dos dez consultados(as), somente sete puderam participar.

O interesse em articular um momento com este grupo menor surgiu da necessidade da pesquisadora em querer apreender maiores detalhes acerca do processo formativo vivenciado ao longo do ano. Assim, acompanhar os(as) professores(as), conhecer os locais de trabalho, acompanhá-los(as) em alguma atividade, dialogar de forma mais específica e mais próxima sobre os trabalhos realizados nas escolas, enfim, ter mais elementos que pudessem possibilitar

22 O artigo: caminhos e descaminhos da cultura corporal na educação física foi encaminhado e aprovado para ser

apresentado no X Encontro de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade de Fortaleza, no período de 20 a 22 de outubro de 2010. O trabalho foi realizado por: Raphaell Moreira Martins, Georgia Rafael de Lima e Costa, José Airton de Freitas Pontes Junior, sob a orientação de Maria Eleni Henrique da Silva, todos(as) são participantes do curso de formação e qualificação docente e integram o grupo de estudos ‘saberes em ação’. O outro artigo, intitulado: A reflexividade na formação permanente em educação física, também foi aceito para apresentação e realizado por: Raphaell Moreira Martins e José Airton de Freitas Pontes Junior, sob a orientação de Maria Eleni Henrique da Silva.

23 O artigo intitulado: Práticas e Instrumentos de avaliação na educação física escolar, aceito para apresentação

no XI Encontro de Pós-Graduação e Pesquisa do Mundo Unifor, elaborado por José Airton de Freitas Pontes Junior, Maria de Fátima de Lacerda, Raphaell Moreira Martins, Antonio Jansen Fernandes Silva, sob a orientação de Maria Eleni Henrique da Silva. O outro trabalho foi aceito para o XX EPENN, com o título: Experiência pedagógica no percurso da formação permanente, de autoria de Raphaell Moreira Martins e Maria Eleni Henrique da Silva.

uma maior apreensão dos impactos da formação na prática pedagógica, era o intuito inicial deste momento.

Durante o mês de janeiro conseguimos realizar as visitas às escolas dos(as) professores(as). No momento da visita era solicitado ao professor que pudesse mostrar a escola, os locais que eram utilizados para as aulas, enfim, fazíamos um passeio geral por toda a escola. Daremos maiores detalhes e descrevemos melhor o processo em momento posterior, no capítulo 5 quando apresentaremos os diferentes momentos da pesquisa.

Ainda durante a visita às escolas, solicitava um momento com o(a) professor(a) para que fosse possível realizar uma breve entrevista24, que foi prontamente aceito por todos os(as) professores(as). Em duas escolas, foi bem difícil encontrar um local adequado e disponível para a realização da entrevista, em virtude de todas estarem ocupadas com atividades. Durante as visitas não foi possível acompanhar nenhuma aula dos(as) professores(as), pois o mês de janeiro e fevereiro era praticamente período de recesso escolar.

Após a realização de todas as visitas e entrevistas, combinei com o grupo a realização de um círculo dialógico para o compartilhamento do que havíamos vivenciado ao longo das visitas, bem como para dialogarmos sobre a formação permanente e a prática pedagógica. Todos(as) concordaram e marcamos o primeiro encontro para o dia 12 de fevereiro de 2011.

O círculo dialógico significa a tentativa de ampliar o conceito de círculo de cultura proposto por Freire, ao incorporar as dimensões epistemológica, relacional, afetiva, hermenêutica e o diálogo como processo e produto, que se dá a partir das próprias experiências dos participantes do grupo que se relacionam (FIGUEIREDO, 2008).

É uma sistemática em forma de encontro evidenciado na dinâmica metodológica proposta pela Perspectiva Eco-Relacional e, como foi a abordagem que utilizamos ao longo de todo o percurso de formação, os(as) professores(as) e a própria formadora já estavam habituados a dinâmica que é vivenciada pelo círculo.

Na proposição do círculo dialógico a constituição do grupo se dá segundo uma intencionalidade definida pelo próprio coletivo. Assim, o grupo combinou dois encontros que ocorreram na manhã de dois sábados, um no mês de fevereiro, no dia 12, e outro no mês de março, no dia 26, para dialogar sobre formação e prática pedagógica.

A principal motivação de realização do círculo dialógico é a tessitura parceira e compartilhada de saberes. A dinâmica proposta se faz por meio do diálogo, da reflexão, da exposição de idéias, sentimentos, sensações, da escuta e das experiências que cada um traz para ser partilhada com os demais. Ao longo dos dois encontros buscamos vivenciar o círculo dialógica respeitando as suas particularidades.

O círculo dialógico proposto foi idealizado pela pesquisadora, mas em comum acordo com todos(as) participantes do grupo. A temática formação e prática pedagógica foi proposta porque houve o interesse inicial da pesquisadora em querer aprofundar o tema, o que despertou também curiosidade em outros membros do grupo.

A metodologia do encontro foi apresentada no momento em que foi feito o convite a cada um dos participantes. Os(as) professores(as) eram informados acerca do que iriam vivenciar nos dois encontros que estávamos propondo. Houve por parte do grupo um acolhimento muito positivo, uma demonstração de que consideravam importante continuar também esses momentos de encontro como forma de manter-se próximo, em parceria com os demais colegas que haviam participado da formação, para continuar compartilhando os dilemas, as práticas do cotidiano, os avanços que conseguiam nas escolas, enfim, um espaço privilegiado para estar convivendo com os colegas.

Este aspecto demonstrou uma das características fundamentais do círculo dialógico que é a vivência afetiva, o respeito e a efetiva parceria que estávamos dando continuidade.

No espaço de formação coletiva realizado durante o círculo dialógico proposto, buscamos vivenciar a sempre e rica experiência de estarmos num espaço de relações de parceria, respeito mútuo, negociações. As experiências vividas no cotidiano por cada um e trazidas para o grupo representavam momentos de discussão, onde diferentes possibilidades de leituras aconteciam. Nem sempre esse processo se dava na tranqüilidade. Encontros e desencontros, próprios dos processos e relações grupais, nos desafiavam a entender o(a) outro(a) como legítimo(a) outro(a), e a nós mesmos. Este desafio nos colocava como permanentemente aprendizes, convivendo com o(a) outro(a), também aprendiz.

Foram apenas dois encontros, nos quais tivemos muitas aprendizagens. Os encontros foram gravados em áudio, com posterior transcrição realizada pela pesquisadora. Após a transcrição na íntegra das discussões, todos recebiam o arquivo por e-mail para posterior leitura e devolução. Nos dois encontros, todos receberam as transcrições, leram e deram contribuições.

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